Severo Gomes

Severo Gomes
Severo Gomes
Ministro da Agricultura do Brasil
Período12 de agosto de 1966
até 15 de março de 1967
PresidenteCastelo Branco
Antecessor(a)Nei Braga
Sucessor(a)Ivo Arzua Pereira
Ministro da Indústria e Comércio do Brasil
Período15 de março de 1974
até 08 de fevereiro de 1977
PresidenteErnesto Geisel
Antecessor(a)Pratini de Moraes
Sucessor(a)Ângelo Calmon de Sá
Senador por São Paulo
Período15 de março de 1983
até 1 de fevereiro de 1991
Antecessor(a)Orestes Quércia
Sucessor(a)Eduardo Suplicy
Dados pessoais
Nome completoSevero Fagundes Gomes
Nascimento10 de agosto de 1924
São Paulo, SP
Morte12 de outubro de 1992 (68 anos)
Angra dos Reis, RJ
ProgenitoresMãe: Augusta Fagundes Gomes
Pai: Olívio Gomes
Alma materUniversidade de São Paulo
CônjugeAnna Maria Henriqueta Marsiaj
PartidoPMDB
ProfissãoEmpresário

Severo Fagundes Gomes (São Paulo, 10 de agosto de 1924Angra dos Reis, 12 de outubro de 1992) foi um político e empresário brasileiro.

Empresário dos setores agropecuário e tecelagem, com a Tecelagem Parahyba, teve um papel importante no seu mandato de senador durante a redemocratização.

Morreu no acidente aéreo de helicóptero no litoral de Angra dos Reis, sul do estado do Rio de Janeiro, o mesmo que vitimou Ulysses Guimarães.

Biografia

Educação

Filho da Augusta Fagundes Gomes e Olívio Gomes. Estudou em primário Escola Caetano de Campos, secundário no Colégio São Luís e ingressou em Direito na Universidade de São Paulo.[1]

Vida empresarial

Detentor de grande fortuna pessoal, notabilizou-se nacionalmente ao conciliar sua relevante vida política com as atividades empresariais de criação de gado na Amazônia e da Tecelagem Parahyba instalada em São José dos Campos, cidade localizada no Vale do Paraíba, fabricante dos Cobertores Parahyba, que dominaram o mercado brasileiro de cobertores e mantas.[2]

Vida política

Na vida política foi um defensor incisivo do Nacionalismo, Protecionismo e de Reserva de mercado. Defendeu a proibição da entrada indiscriminada de empresas estrangeiras no país [3] sendo um dos articuladores da Política Nacional de Informática ao lado de Cristina Tavares.

Foi ministro da Agricultura no Governo Castelo Branco, ministro da Indústria e do Comércio no Governo Geisel e senador de 1983 a 1991 por São Paulo, pelo PMDB.

Morreu em acidente aéreo junto a sua esposa Anna Maria Henriqueta Marsiaj quando o helicóptero em que viajava caiu no mar próximo à divisa de estados entre São Paulo e Rio de Janeiro. Além deles morreram no acidente Ulysses Guimarães e a esposa Mora Guimarães, juntamente com o piloto Jorge Comemorato.[4] [5] Em 2002, foram encontradas por um pescador, as peças que confirmaram a queda do helicóptero no mar[6].

Sua vasta propriedade residencial em São José dos Campos foi transformada em espaço de convívio comunitário denominado Parque da Cidade Roberto Burle Marx.

Homenagens

Em 1974.
Severo possui as seguintes condecorações[1]

Referências

  1. a b «Senador Severo Gomes - Senado Federal». www25.senado.leg.br. Consultado em 27 de setembro de 2024 
  2. «A história de Mora, capítulo 17: 'Severo Gomes é irmão!'». O Globo. 4 de fevereiro de 2012. Consultado em 27 de setembro de 2024 
  3. «SEVERO FAGUNDES GOMES». "FGV". Consultado em 10 de novembro de 2017 
  4. «Peça que pode ser de helicóptero que caiu com Ulysses Guimarães em 1992 é achada em Paraty». G1. 3 de dezembro de 2018. Consultado em 18 de março de 2025 
  5. «A tragédia de helicóptero que matou o 'Senhor Democracia', há 30 anos». O Globo. 12 de outubro de 2022. Consultado em 27 de setembro de 2024 
  6. «Diario de Cuiabá». Diario de Cuiabá. Consultado em 18 de março de 2025 
  7. «Severo Gomes». Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente. Consultado em 27 de setembro de 2024 

Ligações externas

Precedido por
Marcus Vinícius Pratini de Moraes
Ministro da Indústria e Comércio do Brasil
1974 — 1977
Sucedido por
Ângelo Calmon de Sá
Precedido por
Nei Braga
Ministro da Agricultura do Brasil
1966 — 1967
Sucedido por
Ivo Arzua Pereira
Precedido por
Orestes Quércia
Senador por São Paulo
1983 — 1991
Sucedido por
Eduardo Suplicy