Sistema Integrado de Mobilidade (Curitiba)
| Sistema Integrado de Mobilidade (SIM) | |
|---|---|
![]() Logo do sistema | |
| Informações | |
| Proprietário | URBS e AMEP |
| Local | Curitiba, Paraná |
| Tipo de transporte | Ônibus |
| Número de linhas | 309 |
| Número de estações | 329 |
| Tráfego | 270 passageiros por veículo, 555 mil por dia. |
| Sede | Curitiba, PR |
| Website | https://www.urbs.curitiba.pr.gov.br |
| Funcionamento | |
| Início de funcionamento | 2025 |
| Número de veículos | 1.189 veículos (incluindo 7 elétricos). |
| Dados técnicos | |
| Extensão do sistema | + de 200km |
| Velocidade média | 26,7 km/h |
O Sistema Integrado de Mobilidade (SIM) é um sistema de transporte público baseado em ônibus construído a partir do conceito de Bus Rapid Transit (BRT) e expandido em todas as linhas integradas de Curitiba e Região, criado em Curitiba em 2025. Ele substituiu a Rede Integrada de Transporte. O sistema é operado pela URBS (Urbanização de Curitiba S/A) e a AMEP (Agência de Assuntos Metropolitanos do Paraná).[1]
Além da interligação por ônibus integrados, os terminais são providos de ônibus alimentadores, que compõem a ramificação secundária deste sistema e atendem aos passageiros dos bairros próximos aos terminais. Adicionalmente, uma outra categoria de ônibus expressos (os chamados ligeirinhos) provê rápido intercâmbio de passageiros entre um terminal e outro, com trajetos diferentes e poucas paradas intermediárias.
O sistema de transporte público curitibano inspirou diversas cidades no Brasil e em outros países a adotarem estratégias semelhantes. Nacionalmente, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília começaram a implantar canaletas exclusivas para ônibus.[2] Em 1998, Enrique Peñalosa, o então prefeito de Bogotá, capital da Colômbia, decidiu criar um sistema BRT em sua cidade depois que visitou Curitiba. O TransMilenio, o sistema de ônibus rápidos de Bogotá, conta com veículos rápidos que circulam por vias totalmente exclusivas e transporta 1,7 milhão de pessoas todos os dias. Além disso, a RIT curitibana também serviu como inspiração para mais de 80 países ao redor do mundo.[3]
Terminais

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Curitiba possui vinte e dois terminais integrados, e cerca de três desintegrados, isto é, neles é possível realizar a transferência de um ônibus para o outro com a mesma passagem (sem custo adicional para o usuário completar sua viagem). Esta tarifa integrada foi uma das inovações do sistema de transporte coletivo urbano, datada do início dos anos de 1980 e que vigora até os dias atuais.
Estes terminais estão localizados em vias de grande circulação e contam, em boa parte, com vias exclusivas para ônibus (canaletas), que oferecem aos usuários flexibilidade e facilidade no transporte, independentemente da distância.
- Terminal Bairro Alto
- Terminal Barreirinha
- Terminal Boa Vista
- Terminal Boqueirão
- Terminal Cabral
- Terminal Campina do Siqueira
- Terminal Campo Comprido
- Terminal Capão da Imbuia
- Terminal Capão Raso
- Terminal Caiuá
- Terminal Carmo
- Terminal Centenário
- Terminal CIC
- Terminal Fazendinha
- Terminal Hauer
- Terminal Pinheirinho
- Terminal Portão
- Terminal Santa Cândida
- Terminal Santa Felicidade
- Terminal Sítio Cercado
- Terminal Tatuquara
- Terminal Vila Oficinas
- Terminal Guadalupe (desintegrado)
- Terminal Praça Rui Barbosa (integrado - via integração temporal)
- Terminal Praça Carlos Gomes (integrado - via integração temporal)
Além disso, é importante destacar a também a Rodoferroviária de Curitiba que embora não atenda nenhuma linha urbana no interior do terminal (somente no lado de fora), o terminal recebe linhas de ônibus intermunicipais, interestaduais e internacionais, gerando uma alta demanda, principalmente em finais de ano.

Também existem na RMC terminais ligados, direta ou indiretamente, com a capital de Curitiba, podendo ser integrados ou desintegrados.[4][5][6][7]
- Terminal Afonso Pena (São José dos Pinhais, integrado)
- Terminal Vila Angélica (Araucária, integrado)
- Terminal Central de Araucária (Araucária, integrado)
- Terminal Balsa Nova (Balsa Nova, desintegrado)
- Terminal Cachoeira (Almirante Tamandaré, integrado)
- Terminal SEDE de Campina Grande do Sul (Campina Grande do Sul, desintegrado)
- Terminal Campo Largo (Campo Largo, desintegrado [plataforma metropolitana])
- Terminal Central de São José dos Pinhais (São José dos Pinhais, integrado)
- Terminal SEDE de Colombo (Colombo, desintegrado)
- Terminal Central de Fazenda Rio Grande (Fazenda Rio Grande, integrado)
- Terminal Guaraituba (Colombo, integrado)
- Terminal Jardim Paulista (Campina Grande do Sul, integrado)
- Terminal Rodoviário Mandirituba (Mandirituba, desintegrado)
- Terminal Maracanã (Colombo, integrado)
- Terminal Pinhais (Pinhais, integrado)
- Terminal Quatro Barras (Quatro Barras, integrado) [8]
- Terminal Roça Grande (Colombo, integrado) [9]
- Terminal Central de Almirante Tamandaré (Almirante Tamandaré, integrado)
- Terminal Central de Piraquara (Piraquara, integração)
- Terminal São Roque (Piraquara, integração)
- Terminal Contenda (Contenda, desintegrado)
- Terminal Bocaiúva do Sul (Bocaiúva do Sul, desintegrado)
- Terminal Rodoviário de Quitandinha (Quitandinha, desintegrado)
- Terminal Rodoviário de Agudos do Sul (Agudos do Sul, desintegrado)
- Terminal Rodoviário de Piên (Piên, desintegrado)
Importante destacar o antigo terminal do sistema SITES (Sistema de Transporte do Ensino Especial) que foi desativado em 2019. O sistema ainda opera, fazendo a ligação entre as escolas especiais da cidade e pertencendo a Secretaria de Educação de Curitiba.
Existe a previsão para a ampliação e construção de terminais de Curitiba e Região Metropolitana.[10][11][12]
Categorias


O transporte coletivo que atende a Curitiba e sua região metropolitana, possui uma padronização em sua pintura. As cores nos ônibus identificam o modal de operação destes veículos que, variavelmente, podem tanto atender uma área da cidade, como fazer uma ligação direta até o centro ou outros terminais, por exemplo.[13]
- Expresso: São operadas por veículos articulados (20 metros) e biarticulados (25 e 28 metros) que trafegam pelos Eixos, com embarque em nível pelas estações tubo. Algumas linhas ligam os Terminais de Integração ao centro de Curitiba (Ex.: 503 - Boqueirão, via Eixo Boqueirão) e outras ligam um Eixo a outro, podendo passar pelo Centro (Ex.: 303 - Centenário/Campo Comprido, ligando os Eixos Oeste e Leste; 203 - Santa Cândida/Capão Raso, ligando os Eixos Norte e Sul) ou não (Ex.: 502 - Circular Sul, ligando os Eixos Sul e Boqueirão; 350 - Atuba/Pinheirinho, ligando a Linha Verde inteira.
Os expressos podem ser vermelhos. Os expressos vermelhos - também chamados de paradores - têm paradas a cada 500 metros. Possui também os chamados Ligeirões, como o Vermelho (250 - Ligeirão Norte/Sul - que liga o Terminal Santa Cândida ao Terminal Pinheirinho, parando em terminais e na região central; 350 - Ligeirão Linha Verde - Atuba/Pinheirinho - que liga parte no trecho norte da Linha Verde ao Terminal Pinheirinho),[14] e a categoria Azul - com paradas a cada 1km, sendo mais rápidos que os paradores. Há apenas duas linhas que utilizam os azulões: 500 - Ligeirão Boqueirão, que liga o Terminal Boqueirão à Praça Carlos Gomes, parando apenas em cinco estações, reduzindo o tempo do trajeto da linha 503, que faz o mesmo trajeto mas parando em mais estações, de 33 para 18 minutos; e 550 - Ligeirão Pinheirinho/Carlos Gomes, que liga o Terminal Pinheirinho à Praça Carlos Gomes, passando pela Linha Verde.
- Alimentador: São operadas por veículos tipo micro especial, comum, padron, semipadron ou articulado, na cor laranja. Ligam os bairros até os Terminais de Integração (Ex.: 643 - Umbará) ou um Terminal a outro, passando pelos bairros (Ex.: 924 - Santa Felicidade/Santa Cândida). Alguns alimentadores fazem conexão com as estações tubo da Linha Verde (Ex.: 621 - Fanny).
- Interbairros: São operadas por veículos tipo comum, padron, híbrido ou articulado, na cor verde, que ligam os diversos bairros e Terminais sem passar pelo centro. Existem 6 linhas Interbairros em Curitiba;
- 010/011 - Interbairros I - Linha circular que não faz conexão com nenhum terminal, mas faz integração com a RIT através da linha verde. Criada em 1980, ela passa pelo Centro Cívico, ligando vários bairros da região central e a estação PUC, além da própria universidade, fazendo um trajeto de 17 km no sentido horário e 19 km no anti-horário. No ano de 2013, passou a contar com um sistema chamado integração temporal, no qual o usuário pode realizar outra conexão fora do terminal com qualquer outra linha de ônibus, desde que não seja no próprio Interbairros I e sem descontar outra passagem, dentro de um limite estimado de tempo;
- 020/021 - Interbairros II - A primeira linha desta categoria em Curitiba foi implantada em 1979, com um trajeto de 42 km que liga os cinco eixos da cidade. Passa pelos terminais Cabral, Campina do Siqueira, Capão Raso, Hauer e Capão da Imbuia;
- 030 - Interbairros III - Criada em 1980, faz o mais longo trajeto desta categoria, com 60 km de extensão ao somar ida e volta. Linha perimetral que liga o Eixo Sul (Terminal Capão Raso) ao Eixo Norte (Terminal Santa Cândida), atravessando os Eixos Boqueirão (Terminal Carmo) e Leste (Terminal Oficinas), além de passar pelo bairro Uberaba;
- 040 - Interbairros IV - Criada em 1980, ela tem 46 km de extensão e serve como linha perimetral que liga o Terminal Pinheirinho ao Terminal Santa Felicidade, passando pela CIC. Antigamente o trajeto da linha era maior, pois ligava os Terminais Boqueirão ao de Santa Felicidade, tendo sido encurtada em 1999 com a criação das linhas 502/602 - Circular Sul;
- 050 - Interbairros V - Criada em 1988, ela tem 25 km de extensão e serve como perimetral que liga os Terminais Oficinas ao Fazendinha, passando pelo Centro Politécnico e pela PUC;
- 060 - Interbairros VI - Criada em 1988, ela tem 39 km de extensão e serve como perimetral de ligação entre o Eixo Oeste (Terminal Campo Comprido) e o Eixo Sul (Terminal Pinheirinho), passando pela CIC. Antes da criação da Linha Verde, ligava o Campo Comprido até o Colégio Militar, passando pela rodovia BR116 e pela Avenida Juscelino Kubitschek de Oliveira.[15]
- Linha Direta: Operam com veículos tipo padron ou articulados, na cor cinza, com paradas em média a cada 3km, com embarque e desembarque em nível nas estações tubo. São linhas complementares, principalmente das linhas expressas e interbairros. Ex.: 505 - Boqueirão/Centro Cívico
- Troncais: Operam com veículos tipo micro especial, comum, padron, semipadron, híbrido ou articulados, na cor amarela ou laranja, que ligam os Terminais de integração ao centro da cidade, utilizando vias compartilhadas. Ex.: 207 - Cabral-Osório, 205 - Barreirinha e 701 - Fazendinha.
- Convencional: Operam com veículos tipo micro, micro especial comum, padron, semipadron, híbrido ou articulado, na cor amarela ou laranja, que ligam os bairros ao centro, sem integração. Ex.: 561 - Guilhermina e 464 - Alcides Munhoz-Jardim Botânico.
- 979 - Linha Turismo: Com saída do centro, passa pelos principais parques e pontos turísticos da cidade. Possui tarifa diferenciada (R$50,00) e aceita dinheiro ou cartão.
- Ensino Especial (SITES): Sistema Integrado de Transporte do Ensino Especial que atende a rede de 35 escolas especializadas para portadores de deficiência física e/ou mental (sem custo para o usuário). O transporte especial por pessoas portadoras de deficiência feita através do SITES atualmente transporta 2,1 mil alunos por dia em linhas que atendem a escolas especializadas. Operadas por veículos micro especiais e comuns adaptadas.
- Acesso: Transporte Especial criado para conduzir as pessoas com deficiência que possuem um alto grau de comprometimento, sem autonomia ou independência funcional, relacionado aos aspectos motor, intelectual ou emocional e que não conseguem utilizar os demais meios de transporte coletivos existentes. A linha operada por 09 micro-ônibus atende em média, 100 usuários por mês, o serviço apanha os usuários em suas residências, levando-os diretamente aos serviços de saúde para consultas, exames, habilitação e reabilitação e, após o atendimento, reconduz às suas residências.[16][17]
- Madrugueiro: Linhas que atendem à noite. Geralmente utilizadas pelos operadores do sistema (motoristas e cobradores), iniciando a jornada de trabalho. Operada por veículos tipo micro especial, comum, padron, semipadron ou articulado. Ex.: 519 - Madrugueiro São Francisco/Iguape.
- Metropolitano: Linhas operadas por ônibus na cor branco califórnia que prestam serviços na Região Metropolitana de Curitiba e são operadas pela AMEP.
Bonde Urbano Digital (BUD)
ORIGEM
O Bonde Urbano Digital foi criado pelo governo do Paraná como uma iniciativa para modernizar o transporte público no estado, buscando unir tecnologia de ponta e soluções sustentáveis de mobilidade urbana. Desde a concepção do projeto, o objetivo central foi desenvolver um sistema que atendesse às demandas de eficiência, segurança e acessibilidade, ao mesmo tempo em que reduzisse impactos ambientais causados pelo transporte tradicional. O projeto surge dentro de um contexto de planejamento urbano que visa transformar a mobilidade das cidades, oferecendo alternativas mais limpas e conectadas à população.
Além disso, a iniciativa procurou se alinhar com tendências globais de mobilidade inteligente, inspirando-se em experiências internacionais bem-sucedidas. O Bonde Urbano Digital também reflete uma preocupação com a integração digital, permitindo que o transporte público não seja apenas um meio de deslocamento, mas uma solução tecnológica que melhora a experiência do usuário. Desde o início, a proposta previu testes e ajustes para garantir que o sistema atendesse às necessidades reais das cidades, considerando aspectos de sustentabilidade, inovação e impacto social.
TESTES
Para validar seu funcionamento, o Bonde Urbano Digital passou por testes piloto na cidade de Piraquara, permitindo avaliar de forma prática seu desempenho em um ambiente urbano real. Nessas experiências, foram observados aspectos como a eficiência do trajeto, o tempo de deslocamento, a segurança dos veículos e a interação com o público. O projeto também permitiu analisar a aceitação da população em relação aos novos veículos elétricos e à experiência de mobilidade digitalizada, fornecendo dados fundamentais para ajustes futuros.
Durante os testes, a equipe responsável monitorou constantemente os resultados e coletou feedback dos usuários, o que possibilitou aprimorar tanto a tecnologia embarcada nos veículos quanto a gestão das rotas e horários. Essa fase foi essencial para demonstrar a viabilidade do sistema e fornecer informações para sua expansão em outras regiões, mostrando como a inovação tecnológica pode ser aplicada de forma prática no transporte urbano. Além disso, os testes ajudaram a identificar soluções para possíveis desafios logísticos, como integração com vias existentes e adaptação de terminais e pontos de embarque.
FUNCIONAMENTO
O sistema do Bonde Urbano Digital funciona com veículos elétricos conectados digitalmente (quase iguais aos VLP's (Veículos Leves Sobre Pneus)) permitindo controle em tempo real de rotas, horários e fluxo de passageiros. Cada veículo é equipado com sensores e sistemas de monitoramento que enviam informações instantâneas a uma central de controle, permitindo ajustes imediatos e gestão eficiente da frota. Além disso, o sistema oferece integração com aplicativos de transporte, garantindo que os usuários tenham acesso a horários precisos, status das linhas e notificações sobre eventuais mudanças no trajeto.
Outro aspecto importante do funcionamento é a priorização da sustentabilidade e da acessibilidade. Ao utilizar energia elétrica, os veículos reduzem significativamente as emissões de poluentes, contribuindo para cidades mais limpas. Ao mesmo tempo, o sistema busca garantir que pessoas com mobilidade reduzida ou necessidades especiais tenham acesso facilitado, com veículos adaptados e terminais planejados para inclusão. Dessa forma, o Bonde Urbano Digital combina tecnologia, sustentabilidade e conforto, oferecendo um modelo de transporte inovador que pode servir de referência para outras cidades.
INSPIRAÇÃO
O Bonde Urbano Digital é inspirado em modelos internacionais de transporte inteligente, utilizados em cidades que priorizam inovação tecnológica e mobilidade sustentável. Cidades europeias e asiáticas, que já implementaram sistemas de transporte digitalizados com veículos elétricos e rotas monitoradas em tempo real, serviram como referência para o desenvolvimento do projeto. O objetivo foi trazer essas soluções para a realidade urbana paranaense, adaptando-as às necessidades locais e às características do transporte público regional.
Além disso, a inspiração internacional reforça a importância de um transporte público conectado e eficiente, capaz de atender às demandas de cidades em crescimento e de populações cada vez mais urbanizadas. O Bonde Urbano Digital busca não apenas modernizar a frota de veículos, mas criar uma experiência integrada, onde tecnologia, planejamento urbano e sustentabilidade caminham juntos. Ao adotar práticas e sistemas já testados internacionalmente, o projeto minimiza riscos e aumenta as chances de sucesso, oferecendo uma solução moderna e confiável para o transporte urbano.
Concessão do Transporte Coletivo
Curitiba
O transporte coletivo de Curitiba está prestes a passar por uma grande transformação com a nova concessão, atualmente em fase de consulta pública. O projeto propõe mudanças estruturais que prometem modernizar e ampliar o sistema, com destaque para a criação de novas linhas que ligam diretamente diferentes regionais, o retorno do tradicional Circular Centro e a implantação de um modelo de transporte sob-demanda, operado por meio de aplicativos. Essas medidas visam facilitar o deslocamento entre bairros, reduzir a dependência de rotas que passam pelo centro e tornar o transporte público mais competitivo em relação ao automóvel.
Entre as novas conexões previstas estão ligações diretas entre terminais como Tatuquara e Carmo, Pinheirinho e Centenário, Santa Felicidade e Bairro Alto, além de Portão e Capão da Imbuia. Essas rotas devem encurtar trajetos e melhorar a integração entre diferentes regiões da cidade. O retorno do Circular Centro, extinto durante a pandemia, também é uma das novidades mais esperadas, já que ele facilitará a mobilidade no centro histórico e nas áreas de comércio e serviços, operando em dois sentidos com o tradicional ônibus de cor branca.
Outra inovação é o transporte sob demanda, um modelo já testado em algumas cidades brasileiras. Por meio dele, o passageiro poderá solicitar a viagem via aplicativo, acompanhar o veículo em tempo real e realizar o pagamento digitalmente, de forma semelhante aos aplicativos de carona. O sistema funcionará de forma integrada ao transporte convencional, permitindo conexões com outras linhas. A proposta é oferecer mais flexibilidade, especialmente em bairros com menor número de passageiros, reduzindo custos e aumentando a eficiência do serviço.
O plano da nova concessão também prevê a revisão de 26 linhas com baixa demanda, otimizando itinerários e horários para evitar sobreposições e desperdício de recursos. A modernização inclui ainda ampliação da frota elétrica e a diesel, novos indicadores de qualidade, integração temporal irrestrita e racionalização da frota, buscando oferecer uma experiência mais eficiente e sustentável aos usuários. Atualmente, o Sistema Integrado de Mobilidade de Curitiba (SIM) conta com 309 linhas, 22 terminais e 1.189 ônibus, atendendo cerca de 555 mil passageiros por dia útil.
A consulta pública sobre o novo modelo de concessão foi realizada até o dia 17 de outubro de 2025, e os cidadãos enviaram sugestões, tiraram dúvidas e participaram da construção desse novo sistema. Uma nova audiência pública foi realizada no dia 15 de outubro de 2025, no espaço Imap Barigui. O edital da concessão deve ser publicado em novembro, o leilão ocorrerá em janeiro de 2026 e a transição para o novo contrato começará em junho do mesmo ano. Dividido em cinco lotes — dois referentes aos corredores BRT e três regionais (Norte, Sul e Oeste) —, o contrato terá duração de 15 anos e prevê investimentos de R$ 3,7 bilhões para garantir mais qualidade, tecnologia e eficiência no transporte coletivo de Curitiba.[18]
Região Metropolitana de Curitiba
A concessão da AMEP trata da reorganização e modernização do transporte público na Região Metropolitana de Curitiba, que antes funcionava de forma fragmentada e sem uma estrutura formal de gestão. O objetivo é estabelecer um contrato de longo prazo com empresas responsáveis pela operação, garantindo maior segurança jurídica, padronização de serviços e melhoria na qualidade do atendimento aos passageiros.
Com a concessão, a frota será renovada, com veículos mais novos e equipados com tecnologias como sistemas de bilhetagem eletrônica e recursos de monitoramento em tempo real. A operação será organizada em lotes que abrangem todos os municípios da região, promovendo uma cobertura mais ampla e integrada. Além disso, haverá atenção especial à pontualidade, à frequência dos ônibus e à manutenção das linhas, com a intenção de reduzir os tempos de espera e tornar o transporte mais eficiente e confiável.
A concessão também prevê medidas de sustentabilidade, com incentivo à utilização de veículos menos poluentes e à gestão mais eficiente dos recursos, além de mecanismos de acompanhamento e fiscalização para garantir que os serviços cumpram os padrões estabelecidos. Essa transformação busca não apenas modernizar o sistema de transporte, mas também proporcionar uma experiência mais confortável e segura para os usuários, fortalecendo a mobilidade urbana na região.
Ver também
Referências
- ↑ URBANIZAÇÃO DE CURITIBA (15 de agosto de 2015). «Rede Integrada de Transporte». Consultado em 15 de agosto de 2015
- ↑ Gazeta do Povo, ed. (26 de julho de 2014). «Após 40 anos, BRT dá sinais de cansaço em Curitiba». Consultado em 22 de fevereiro de 2015
- ↑ G1, ed. (27 de abril de 2011). «Sistema de transporte de Curitiba é copiado por mais de 80 países». Consultado em 22 de fevereiro de 2015
- ↑ «Curitiba e Quatro Barras passam a ter integração no transporte - Bem Paraná». www.bemparana.com.br. Consultado em 25 de fevereiro de 2018
- ↑ «Integração do transporte entre Quatro Barras e Curitiba é realidade». www.urbs.curitiba.pr.gov.br (em inglês). Consultado em 25 de fevereiro de 2018
- ↑ «Terminal do Santa Cândida terá obras retomadas | Tribuna PR - Paraná Online». Tribuna PR - Paraná Online. 21 de junho de 2017. Consultado em 25 de fevereiro de 2018
- ↑ «Terminais Roça Grande e Santa Cândida tem nova integração para Colombo». Band News FM Curitiba. 21 de junho de 2017. Consultado em 25 de fevereiro de 2018
- ↑ Paraná, Agência Estadual de Notícias do Estado do. «Integração de ônibus de Quatro Barras com Curitiba inicia dia 20». Agência Estadual de Notícias. Consultado em 25 de fevereiro de 2018
- ↑ Paraná, Agência Estadual de Notícias do Estado do. «Integração entre terminais Roça Grande e Santa Cândida inicia nesta quarta-feira». Agência Estadual de Notícias. Consultado em 25 de fevereiro de 2018
- ↑ Curitiba, Prefeitura de. «Regional Tatuquara vai ganhar terminal de ônibus e novas ligações viárias». www.curitiba.pr.gov.br. Consultado em 28 de abril de 2018
- ↑ «Governo federal autoriza Prefeitura a licitar R$ 99 milhões para obras de mobilidade urbana». Agência de Notícias da Prefeitura de Curitiba. 17 de outubro de 2017. Consultado em 19 de outubro de 2017
- ↑ «Hauer, Campina do Siqueira e Tatuquara terão novos terminais de ônibus | Curitiba e Região, Notícias | Tribuna PR - Paraná Online». Tribuna PR - Paraná Online. 11 de setembro de 2017. Consultado em 25 de fevereiro de 2018
- ↑ «Categorias de Linhas». www.urbs.curitiba.pr.gov.br. URBS. Consultado em 25 de fevereiro de 2018
- ↑ «Com ônibus cheio, Greca inicia circulação de novo ligeirão em Curitiba». Tribuna do Paraná. Consultado em 30 de março de 2018
- ↑ «Interbairros II e família: "Primos" levam 160 mil passageiros por dia». Tribuna do Paraná. Consultado em 30 de março de 2018
- ↑ «Ônibus Acesso passa a atender em todas as regionais de Curitiba». Agência de Notícias da Prefeitura de Curitiba. 2 de agosto de 2013. Consultado em 19 de outubro de 2017
- ↑ «Ônibus do Programa Acesso atendem 1.037 pessoas cadastradas». Agência de Notícias da Prefeitura de Curitiba. 1 de janeiro de 2016. Consultado em 19 de outubro de 2017
- ↑ CURITIBA, PREFEITURA DE (09 de outubro de 2025). «Licitação do transporte coletivo de Curitiba». PREFEITURA DE CURITIBA. Consultado em 09 de outubro de 2025 Verifique data em:
|acessodata=, |data=(ajuda) - ↑ «Audiência Pública - Licitação do Transporte Público da RMC». Agência de Assuntos Metropolitanos do Paraná. Consultado em 24 de novembro de 2025
