Pedro Soares Martínez

Pedro Soares Martínez
Nascimento21 de novembro de 1925
Lisboa
Morte12 de abril de 2021
Lisboa
CidadaniaPortugal
Alma mater
Ocupaçãopolítico, advogado, jurista, professor universitário
Empregador(a)Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa

Pedro Mário Soares Martínez (Conceição Nova, Lisboa, 21 de Novembro de 1925 — Lisboa, 12 de abril de 2021) foi um professor universitário, político e advogado português.

Biografia

Era filho do atuário de seguros Pedro Nicolás Martinez, natural de Santander (Espanha), e de Maria Cândida Soares Martinez, doméstica, natural das Caldas da Rainha.[1]

A 17 de setembro de 1947, casou na Sé de Lisboa com Clarisse Tavares de Almeida Afonso Romano (, Lisboa, 1921 — 13 de maio de 1996), estudante, filha do proprietário Tiago Afonso Romano, natural de Aljustrel (freguesia da Messejana), e de Alice Tavares de Almeida Afonso Romano, doméstica, natural de Lisboa (freguesia de São José). Deste casamento nasceu o também catedrático de Direito Pedro Romano Martínez (1959-2023).[1][2]

Licenciado em Direito, nas menções de Ciências Jurídicas (1947) e de Ciências Político-Económicas (1949),[3] tornou-se advogado, admitido em 1950 na Ordem dos Advogados Portugueses.[3] Nesse mesmo ano iniciou uma carreira académica como assistente da Faculdade de Direito de Lisboa. Em 1953 viria obter na mesma Faculdade o doutoramento em Ciências Político-Económicas (1953), tendo ascendido a professor extraordinário (1956) e a professor catedrático (1958). Foi autor de um Manual de Direito Corporativo (1971) e de um Manual de Economia Política (1973), matéria em que foi reconhecido especialista, e colaborou em numerosas publicações científicas, nacionais e estrangeiras. Foi professor convidado da Universidade Católica Portuguesa e do Departamento de Direito da Universidade Portucalense, no Porto.

Além de advogado e professor, foi também membro do Quadro Diplomático do Ministério dos Negócios Estrangeiros (1948-1956);[3] consultor e administrador de empresas, operadoras no sector bancário e segurador.

Na Faculdade de Direito de Lisboa exerceu funções como secretário (1958-1967) e diretor (1971-1974).

Apoiante do Estado Novo, representativo na academia dos chamados «ultras» antes de 1974 e da direita «irredentista» depois da mudança do regime, na descrição de José Adelino Maltez,[4] Soares Martinez foi procurador à Câmara Corporativa (1960-1968) e Ministro da Saúde e Assistência (1962-1963), sob a chefia de António Salazar.

No período subsequente ao 25 de abril de 1974 foi cronista político dos jornais O Dia, O Diabo, O Debate, A Rua e Diário Popular.

Foi sócio-efectivo da Academia das Ciências de Lisboa, sócio-correspondente do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro da Real Academia de la Historia, em Madrid, e da Academia Nacional de História da Venezuela.

Ligações externas

Referências

  1. a b «Livro de registo de casamentos da 6.ª Conservatória do Registo Civil de Lisboa (1947-05-18 - 1947-09-17)». digitarq.arquivos.pt. Arquivo Nacional da Torre do Tombo. p. fls. 398 e 398v, assento 397 
  2. «Morreu Pedro Romano Martinez, ex-diretor da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa». Consultado em 6 de agosto de 2025 
  3. a b c «UCP». Consultado em 2 de outubro de 2010. Arquivado do original em 3 de março de 2016 
  4. Maltez