Maria Lúcia Amaral

Maria Lúcia Amaral
Retrato oficial
Ministra da Administração Interna da República Portuguesa
Período5 de junho de 2025 até à atualidade
GovernoXXV Governo Constitucional
Antecessor(a)Margarida Blasco
10ª Provedora de Justiça
Período2 de novembro de 2017
até 4 de junho de 2025
NomeaçãoAssembleia da República
Antecessor(a)José de Faria Costa
Conselheira de Estado
Período19 de janeiro de 2018
até 4 de junho de 2025
Nomeaçãopor inerência
Antecessor(a)José de Faria Costa
Vice-Presidente do Tribunal Constitucional
Período2 de outubro de 2012
até 22 de julho de 2016
EleiçãoAssembleia da República
Antecessor(a)Gil Gomes Galvão
Sucessor(a)João Caupers
Juiz do Tribunal Constitucional
Período4 de abril de 2007
até 22 de julho de 2016
EleiçãoAssembleia da República
Antecessor(a)Paulo da Mota Pinto
Sucessor(a)Cláudio Monteiro
Dados pessoais
Nome completoMaria Lúcia da Conceição Abrantes Amaral
Nascimento10 de junho de 1957 (68 anos)
Nova Lisboa, Angola colonial, Portugal
Alma materUniversidade de Lisboa
ProfissãoProfessora Universitária

Maria Lúcia da Conceição Abrantes Amaral (Nova Lisboa, 10 de junho de 1957) é uma jurista, professora e magistrada portuguesa, antiga Vice-Presidente do Tribunal Constitucional, Professora Catedrática da Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa e anterior Provedora de Justiça de Portugal.[1] Foi, por inerência, Conselheira de Estado desde 2018. Atualmente, desempenha as funções de Ministra da Administração Interna, do XXV Governo Constitucional.

Vida pessoal

Nasceu em Nova Lisboa (atual Huambo), Angola, a 10 de junho de 1957.

Carreira Académica

Licenciada em Direito, em 1980, pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, seguiu a carreira académica, iniciando funções docentes universitárias.

É Doutora em Direito Constitucional desde 1998 pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Posteriormente, transitou para a Universidade Nova de Lisboa, onde é atualmente Professora Catedrática na respectiva Faculdade de Direito.[2]

Desde 2022, é sócia correspondente da Classe de Letras da Academia das Ciências de Lisboa (5.ª Secção - Direito).[3]

Magistratura

Em 29 de março de 2007, foi eleita Juíza do Tribunal Constitucional pela Assembleia da República, por maioria qualificada (superior a 2/3 dos votos), conforme previsto pela Constituição.

Em 4 de abril de 2007, no Palácio de Belém, foi-lhe conferida, pelo Presidente Aníbal Cavaco Silva, a posse como Juíza do Tribunal Constitucional para um mandato de 9 anos.

Em 2 de outubro de 2012, foi eleita, pelos demais Juízes, Vice-Presidente do Tribunal Constitucional. Tomou posse em 11 de outubro de 2012. Cessou funções em 22 de julho de 2016.

Provedoria de Justiça

Em 2 de novembro de 2017, tomou posse como Provedora de Justiça, indicada pelo PSD com o acordo do PS, tendo sido eleita pela Assembleia da República a 20 de outubro de 2017 por maioria qualificada (superior a 2/3 dos votos), conforme previsto pela Constituição, tendo em votação secreta sido registados 143 votos a favor, 61 brancos e 7 nulos.[4]

Em 2 de dezembro de 2021, tomou posse para um segundo mandato, na sequência da eleição, em 19 de novembro, pela Assembleia da República, que a reelegeu como Provedora de Justiça com 176 votos a favor, 30 votos brancos e 2 votos nulos, num universo de 208 votantes.

Reconhecimentos

Em 2025, foi distinguida com o Prémio As Mulheres Mais Influentes de Portugal, 2024.[5]

Referências

  1. Provedor de Justiça. «Tomada de posse da Provedora de Justiça» 
  2. Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa. «Corpo Docente» 
  3. Site da Academia das Ciências de Lisboa
  4. Diário de Notícias (2 de novembro de 2017). «Maria Lúcia Amaral toma hoje posse como Provedora de Justiça» 
  5. Fernandes, Filipe S. (10 de abril de 2025). «As 50 Mulheres Mais Influentes de Portugal: quem são e o que fazem». Executiva. Consultado em 3 de julho de 2025 

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