Francisco Noa

Francisco Noa
Francisco Noa
Nome completoFrancisco Pedro dos Santos Noa
Nascimento
22 de maio de 1962 (63 anos)

Inhambane
NacionalidadeMoçambicana
EducaçãoAlma Mater: Universidade Nova de Lisboa; Universidade Eduardo Mondlane
OcupaçãoPesquisador Independente, Professor Universitário, Ensaísta e Crítico Literário

Francisco Pedro dos Santos Noa (Inhambane, Moçambique, 22 de maio de 1962), é um ensaísta crítico literário, professor universitário e pesquisador moçambicano.[1]

Trajectória

Noa é doutorado em Literaturas Africanas de Língua Portuguesa (2001) pela Universidade Nova de Lisboa, onde também fez o mestrado (1995) e a licenciatura. É professor e pesquisador convidado de várias universidades, incluindo Universidade Eduardo Mondlane (Moçambique), Universidade de Santiago de Compostela (Espanha), Universidade de Abidjan (Costa do Marfim), Universidade de Montes Claros e PUCRS (Brasil), Sorbonne Nouvelle (França), Universidade Agostinho Neto (Angola), Universidade de Coimbra (Portugal) e Universidade de Genebra (Suiça).[2] É investigador associado do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra.

Possui uma sólida experiência de gestão em instituições de ensino superior, tendo ocupado o cargo de Reitor da Universidade Lúrio entre 2015 e 2020. Foi também director executivo do Centro de Estudos Sociais Aquino de Bragança (CESAB), director científico e pedagógico no ISPU e vice-reitor do ISCTEM. É membro de várias instituições e associações internacionais, como Centre de Recherche sur les Pays Lusophones (CREPAL) – Sorbonne Nouvelle – Paris; International Advisory Board of CLCWeb: Comparative Literature and Culture – Purdue University (USA); Conselho Editorial da Revista Scripta, do Programa de Pós-graduação em Letras da PUC Minas; Centro de Estudos Luso-afro—brasileiro (CESPUC) – Brasil; Associação Internacional de Lusitanistas.

Projectos de investigação científica inter e transdisciplinar na área de ciências sociais e humanas. Coordenação e participação em projectos de pesquisa científica em Moçambique e no exterior. Larga experiência em formação e consultoria na área de comunicação, liderança e planeamento estratégico para o ensino superior.

Tem desenvolvido pesquisas sobre temas ligados a identidades culturais, literatura moçambicana, Oceano Índico, memória, colonialidade, nacionalidade, transnacionalidade e transcolonialidade literária. Igualmente, Noa pesquisa sobre temas relacionados ao ensino superior, gestão da qualidade do ensino, promoção e avaliação de leitura e da escrita a nível do ensino primário e secundário.

Autor de centenas de artigos e de várias obras de ensaios sobre literatura, educação e cidadania.

Júri do Premio FIL de Literatura en Lenguas Romances (2025). Da esq. para dir. Francisco Noa (Moçambique), Jerónimo Pizarro (Colombia), Carmen Alemany (Espanha), Lucia Melgar (México) e Xavi Ayén (Espanha) que atribuiu o prémio ao escritor Franco Libanês Amin Maalouf

Membro de júris nacionais e internacionais de literatura, como o Prémio Camões (2006, 2007, 2024 e 2025), Prémio Oceanos (2018, 2019, 2021, 2022) e Premio FIL de Literatura en Lenguas Romances (2025). Participou na criação de bibliotecas comunitárias em Sofala e Manica (2007-2008). Também foi fundador e director de publicações científicas (Humanitas) e literárias (Proler).

Desde março de 2023, Francisco Noa é Membro Correspondente Estrangeiro da Academia das Ciências de Lisboa.[2]

Em 2014, foi galardoado com o Prémio BCI de Literatura pela obra Perto do Fragmento, a Totalidade. Olhares sobre a literatura e o mundo (2012).[3]

Obras

  • Literatura Moçambicana. Memória e Conflito. Itinerário Poético de Rui Knopfli (1997). Imprensa Universitária.
  • A Escrita Infinita (1998). Livraria Universitária. 2ª edição, Ndjira, 2013.
  • Império, Mito e Miopia. Moçambique como Invenção Literária (2002). Caminho. BCI Literature Prize, 2014.
  • A Letra, a Sombra e a Água (2008) . Texto Editores.
  • Perto do Fragmento, a Totalidade. Olhares sobre a literatura e o mundo (2012). Ndjira.
  • Uns e Outros na Literatura Moçambicana – Ensaios (2016)
  • Memória, Cidade e Literatura (2019) - Org. Margarida Calafate Ribeiro & Francisco Noa
  • Além do Túnel: Ensaios e Travessias (2020)
  • José Craverinha, esse Mandarim (2025)

Prêmios

  • 2014: Prémio BCI - AEMO (Associação de Escritores Moçambicanos) de Literatura, pelo livro de ensaios Perto do Fragmento, a Totalidade. Olhares sobre a literatura e o mundo

Referências

  1. Sociais, CES-Centro de Estudos. «Francisco Noa». Consultado em 4 de abril de 2025 
  2. a b «Francisco Noa – Academia das Ciências de Lisboa». www.acad-ciencias.pt. Consultado em 15 de abril de 2025 
  3. «Francisco Noa». online.pucrs.br. Consultado em 15 de abril de 2025