Joaquim de Jesus Santos

Joaquim de Jesus Santos
Joaquim de Jesus Santos.
Nascimento9 de dezembro de 1921
Póvoa do Concelho
Morte30 de novembro de 1994 (72 anos)
CidadaniaPortugal
Ocupaçãoadvogado, empresário, político

Joaquim de Jesus Santos (Póvoa do Concelho, Trancoso, 9 de dezembro de 192130 de novembro de 1994) foi um advogado e empresário, com carreira em Angola, que, entre outras funções de relevo, foi deputado à Assembeia Nacional pelo círculo de Angola nas VIII (1961-1965) e IX (1965-1969) legislaturas e Ministro da Saúde e Assistência do 2.º governo do Estado Novo (1968).[1]

Biografia

Licenciado em Direito e advogado de profissão, foi empresário no sul de Angola, onde foi presidente da direcção da Associação Comercial, Industrial e Agrícola do Lobito e Catumbela, com sede em Lobito. Apoiante do regime do Estado Novo, foi presidente da comissão concelhia do Lobito da União Nacional e vogal da Comissão Distrital do Distrito de Benguela para as Questões do Trabalho.[1]

Foi escolhido para deputado pelo círculo de Angola à Assembeia Nacional na VIII Legislatura (1961-1965), integrando a comissão parlamentar de Contas Públicas, de que foi secretário. Nesta legislatura teve numerosas intervenções, centradas nas questões coloniais e de finanças públicas. Voltou a ser escolhido como deputado por Angola para a IX Legislatura (1965-1969), integrando as comissões parlamentares de Legislação e Redacção, de Verificação de Poderes e de Finanças. A maioria das intervenções nesta legislatura foram sobre temas colonias e de finanças públicas.[1]

Nuam remodelação do 2.º governo do Estado Novo, ocorrida já quando Oliveira Salazar, que formalmente era o Presidente do Conselho, já se encontrava incapacitado, foi nomeado Ministro da Saúde e Assistência, sucedendo no cargo a Francisco Neto de Carvalho. Contudo, a sua permanência no governo foi efémera, tendo estao em funções apenas de 19 de agosto de 1968 a 27 de setembro de 1968, já que nesta última data o 2.º governo do Estado Novo cessou funções, subtuído pelo executivo presidido por Marcelo Caetano, que escolheu para o Ministério da Saúde Lopo Cancela de Abreu.

Referência