José Soares da Fonseca

José Soares da Fonseca
Nascimento18 de abril de 1908
Seixo Amarelo
Morte26 de setembro de 1969
São Sebastião da Pedreira
CidadaniaPortugal
Alma mater
Ocupaçãopolítico

José Soares da Fonseca (Seixo Amarelo, Guarda, 18 de abril de 1908São Sebastião da Pedreira, 26 de setembro de 1969) foi um político e administrador de empresas que exerceu importantes funções durante o Estado Novo, entre as quais as de Ministro das Corporações e Previdência Social e de presidente em exercício da Assembleia Nacional (1968-1969). Licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra, católico e monárquico, foi um destacado defensor da solução monárquica no âmbito a União Nacional.[1]

Descrição

Ainda estudante, foi director do Centro Académico da Democracia Cristã (CADC) e da sua revista Estudos e presidente da Juventude Universitária Católica entre 1928 e 1930, e colaborador dos jornais católicos A Guarda e Novidades, revelando-se defensor fervoroso do Estado Novo e dos seus valores espirituais. Foi secretário da direcção da Associação Académica de Coimbra (1930-1931).[2]

Licenciou-se em 1931 em Direito pela Universidade de Coimbra.

Foi escolhido para deputado à Assembleia Nacional em 1942, iniciando uma longa carreira parlamentar já que foi deputado da III à IX legislatura (1942-1969), apenas interrompida pelo exercício de funções ministeriais como Ministro das Corporações e Previdência Social de 1950 a 1955. Com a nomeação em 1961 de Mário de Figueiredo para presidente da Assembleia Nacional, José Soares da Fonseca tornou-se o novo leader parlamentar, cabendo-lhe coordenar o trabalho dos deputados e a sua relação com o Governo e com a liderança da União Nacional.[3] Foi presidente da Assembleia Nacional em exercício no período de 1968 a 1969, por impedimento e doença de Mário de Figueiredo, dirigindo os trabalhos até ao encerramento da legislatura.[2]

No Congresso da União Nacional de 1951 defendeu a restauração do regime monárquico, o que levou a uma ruptura com a linha política defendida por Marcelo Caetano.[4]

Foi administrador da Companhia Colonial de Navegação e membro do Conselho de Estado, tendo-se manifestado em 1968 contra a nomeação de Marcelo Caetano para o cargo de Presidente do Conselho de Ministros.[1]

Referências

Ligações externas