Palaehoplophorus

Palaehoplophorus
Ocorrência: Mioceno Médio-Superior
~16–7 Ma

Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Cordados
Classe: Mamíferos
Ordem: Cingulata
Família: Clamiforídeos
Subfamília: Glyptodontinae
Género: Palaehoplophorus
Ameghino, 1883
Espécie-tipo
Palaehoplophorus antiquus
Ameghino 1883
Espécies
  • P. antiquus Ameghino 1883
  • P. meridionalis Ameghino 1904
  • P. pressulus Ameghino 1885
  • P. scalabrinii Ameghino 1883

Palaehoplophorus (também escrito, historicamente, como Palaeohoplophorus) é um gênero extinto de gliptodonte. Viveu do Mioceno Médio ao Superior, e seus restos fossilizados foram descobertos na América do Sul.[1]

Descrição

Este animal, como todos os gliptodontes, possuía uma carapaça espessa, composta por numerosos osteodermas fundidos, que cobria grande parte de seu corpo. As placas de sua carapaça apresentavam uma figura central de tamanho médio e deprimida, rodeada por uma zona periférica enrugada, dividida por sulcos pouco definidos e tubérculos irregulares. Grandes perfurações se abriam nos sulcos ao redor da figura central e entre as figuras periféricas. A cauda era protegida por uma série de anéis móveis de osteodermas, que apresentavam uma ornamentação semelhante, e por um "tubo" terminal reto e cilíndrico, formado por osteodermas contíguos e arredondados, separados por sulcos profundos com grandes perfurações, semelhantes às da carapaça. Os osteodermas terminais e laterais eram quase idênticos entre si.[2]

Classificação

O gênero Palaehoplophorus foi descrito pela primeira vez em 1883 por Florentino Ameghino, com base em restos fósseis encontrados na Argentina em terrenos do Mioceno Médio. Várias espécies foram atribuídas ao gênero, como P. antiquus, P. disjunctus, P. meridionalis, P. pressulus, P. scalabrinii, do Mioceno Médio ao Superior. Várias dessas espécies podem ser sinônimas entre si.[3]

Palaehoplophorus foi identificado como um representante arcaico dos gliptodontes, notavelmente devido à morfologia de seu tubo caudal, com osteodermas pouco diferenciados, uma característica geralmente considerada primitiva. A ornamentação dos osteodermas era, no entanto, bastante derivada, o que tende a confirmar que este gênero não estava aninhado em uma posição basal do grupo. Palaehoplophorus era um membro da tribo Hoplophorini, junto com seus parentes Hoplophorus e Plohophorus.[1]

Análises cladísticas modernas sugerem que Palaehoplophorus está mais proximamente relacionado a outros gliptodontes com tubos caudais, como Doedicurus, do que Glyptodon. A seguir o Cladograma segundo Barasoain et al. 2022:[1]

Gliptodontes
Glyptodontinae Tradicionais

Boreostemma

Glyptotherium

Glyptodon

"Clado Austral"

Propalaehoplophorus

Eucinepeltus [en]

Cochlops [en]

Palaehoplophorus

Kelenkura

Eosclerocalyptus [en]

Plohophorus

Pseudohoplophorus

Doedicurinae

Doedicurus

Eleutherocercus

Neosclerocalyptus

Hoplophorini

Hoplophorus

Propanochthus

Hoplophorus

Referências

  1. a b c Barasoain, Daniel; Zurita, Alfredo E.; Croft, Darin A.; Montalvo, Claudia I.; Contreras, Víctor H.; Miño-Boilini, Ángel R.; Tomassini, Rodrigo L. (junho de 2022). «A New Glyptodont (Xenarthra: Cingulata) from the Late Miocene of Argentina: New Clues About the Oldest Extra-Patagonian Radiation in Southern South America». Journal of Mammalian Evolution (em inglês). 29 (2): 263–282. ISSN 1064-7554. doi:10.1007/s10914-021-09599-w 
  2. F. Ameghino. 1883. Sobre una nueva colección de mamíferos fósiles recogidos por el Profesor Scalabrini en Las Barrancas del Paraña. Boletin de la Academia Nacional de Ciencias 5(3):55-104
  3. F. Ameghino. 1885. Nuevos restos de mamíferos fósiles Oligocenos recogidos por el Profesor Pedro Scalabrini y pertenecientes al Museo Provincial de la ciudad del Parana. Boletín de la Academia Nacional de Ciencias 8:1-205

Leitura adicional

  • F. Ameghino. 1889. Contribución al conocimiento de los mamíferos fósiles de la República Argentina. Actas de la Academia Nacional de Ciencias de la República Argentina en Córdoba 6:xxxii-1027
  • F. Ameghino. 1904. Nuevas especies de mamíferos, cretáceos y terciarios de la República Argentina. Anales de la Sociedad Cientifica Argentina 56–58:1-142
  • G. J. Scillato-Yané, F. Góis, A. E. Zurita, A. A. Carlini, L. R. González-Ruiz, C. M. Krmpotic, C. Oliva e M. Zamorano. 2013. Los cingulata (Mammalia, Xenarthra) del "Conglomerado Osífero" (Mioceno tardío) de la Formación Ituzaingó de Entre Ríos, Argentina. In D. Brandoni, J.I. Noriega (eds.), El Neógeno de la Mesopotamia argentina 14:118-134