Plohophorus
Plohophorus
| |||||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Ocorrência: Mioceno Superior – Plioceno Superior ~8–3 Ma | |||||||||||||||
| Classificação científica | |||||||||||||||
| |||||||||||||||
| Espécie-tipo | |||||||||||||||
| Plohophorus figuratus Ameghino, 1887 | |||||||||||||||
| Espécies | |||||||||||||||
| |||||||||||||||
| Sinónimos | |||||||||||||||
| |||||||||||||||
Plohophorus é um gênero extinto de gliptodonte. Viveu do Mioceno Superior ao Plioceno Superior, e seus restos fossilizados foram descobertos na América do Sul.[1][2][3]
Descrição
Como todos os gliptodontes, este animal possuía uma grande carapaça formada por numerosos osteodermas fundidos, que cobria a maior parte de seu corpo. Plohophorus compartilhava semelhanças com outro gliptodonte do Mioceno, Phlyctaenopyga, especialmente em seu crânio bastante largo e baixo. A ornamentação do tubo caudal, que protegia a cauda, era mais simplificada; as figuras periféricas eram parcialmente regredidas e marcadas na parte distal; as figuras centrais de formato oval eram contíguas umas às outras, deixando apenas espaço para pequenas áreas triangulares entre si.[4][5]
Classificação
Plohophorus foi descrito pela primeira vez em 1887 por Florentino Ameghino, com base em restos fósseis encontrados em terrenos do Mioceno Superior da Argentina.[4] A espécie-tipo é Plohophorus figuratus; várias outras espécies do Mioceno Superior e do Plioceno Inferior também foram atribuídas ao gênero, como Plohophorus paranensis, Plohophorus sygmaturus, Plohophorus cuneiformis, Plohophorus coronatus, Plohophorus ameghini, Plohophorus araucanus, Plohophorus australis e Plohophorus orientalis.[6][7] De acordo com a revisão mais recente do gênero, no entanto, apenas as quatro primeiras espécies ainda são consideradas válidas.[5] Em 2011, foi descrita uma espécie do Plioceno Superior da Colômbia, Plohophorus barrancalobensis.[7][8]
Plohophorus era um gliptodonte bastante derivado, representante da tribo Doedicurini. Seu nome é um anagrama de Hoplophorus, um gênero semelhante, porém mais recente.[5][9]
Referências
- ↑ F. Ameghino. 1887. Apuntes preliminares sobre algunos mamíferos fósiles nuevos de la República Argentina. P.E. Coni, Buenos Aires, 17 p.
- ↑ A. L. Cione, M. M. Azpelicueta, M. Bond, A. A. Carlini, J. R. Casciotta, M. A. Cozzuol, M. Fuente, Z. Gasparini, F. J. Goin, J. Noriega, G. J. Scillato-Yane, *L. Soibelzon, E. P. Tonni, D. Verzi, e M. G. Vucetich. 2000. Miocene vertebrates from Entre Rios province, eastern Argentina. Serie Correlacion Geologica 14:191-237
- ↑ M. A. Cozzuol. 2006. The Acre vertebrate fauna: Age, diversity, and geography. Journal of South American Earth Sciences 21:185-203
- ↑ a b R. L. Tomassini, C. I. Montalvo, C.M. Deschamps e T. Manera. 2013. Biostratigraphy and biochronology of the Monte Hermoso Formation (early Pliocene) at its type locality, Buenos Aires Province, Argentina. Journal of South American Earth Sciences 48:31-42
- ↑ a b c A. Castellanos. 1940. A propósito de los géneros Plohophorus, Nopachthus y Panochthus. Publicaciones del Instituto de Fisiografía y Geología 1: 1–279.
- ↑ F. Ameghino. 1889. Contribución al conocimiento de los mamíferos fósiles de la República Argentina. Actas de la Academia Nacional de Ciencias de la República Argentina en Córdoba 6:xxxii-1027
- ↑ a b R. Lydekker. 1894. Contributions to a knowledge of the Fossil Vertebrates of Argentina. Part II. 2. The extinct edentates of Argentina. Anales del Museo de La Plata. Paleontología Argentina 3:1-118
- ↑ M. Zamorano e G. J. Scillato-Yané. 2011. Nueva y Más Reciente Especie de Plohophorus Ameghino (Xenarthra, Glyptodontidae) del Marplatense Inferior (Barrancalobense, Plioceno Tardío), de Barranca de los Lobos (Provincia de Buenos Aires). Ameghiniana 48(3):399-404.
- ↑ F. Ameghino. 1904. Nuevas especies de mamíferos, cretáceos y terciarios de la República Argentina. Anales de la Sociedad Cientifica Argentina 56–58:1-142