Phlyctaenopyga

Phlyctaenopyga
Ocorrência: Mioceno-Plioceno
~8–4 Ma
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Cordados
Classe: Mamíferos
Ordem: Cingulata
Família: Clamiforídeos
Subfamília: Glyptodontinae
Género: Phlyctaenopyga
Cabrera, 1944
Espécie-tipo
Phlyctaenopyga ameghini
Moreno, 1882
Espécies
  • P. ameghini Moreno 1882
  • P. trouessarti Moreno 1888
Sinónimos
  • Hoplophorus philippii Moreno & Mercerat 1891
  • Neuryurus compressidens Moreno & Mercerat 1891

Phlyctaenopyga é um gênero extinto de gliptodonte. Viveu do Mioceno Superior ao Plioceno Inferior, e seus restos fossilizados foram descobertos na América do Sul.[1]

Descrição

Como todos os gliptodontes, este animal possuía uma carapaça robusta, formada por osteodermas fundidos, que cobria grande parte de seu corpo. Phlyctaenopyga era um gliptodonte de tamanho médio, não ultrapassando dois metros de comprimento.[1] Sua carapaça era feita de osteodermas cuja figura central era rodeada por duas ou três fileiras de figuras periféricas; a segunda fileira era completa apenas em alguns osteodermas em Phlyctaenopyga ameghini, enquanto a terceira fileira era sempre incompleta. A figura central dos osteodermas era convexa e protuberante, quase hemisférica. O crânio era muito curto e largo, especialmente na área do focinho. Os osteodermas que cobriam a cabeça eram praticamente desprovidos de ornamentação.[2]

Classificação

Phlyctaenopyga foi descrito pela primeira vez em 1944 por Cabrera, para uma espécie de gliptodonte do Mioceno Superior originalmente atribuída ao gênero Plohophorus, Plohophorus ameghini.[2] Cabrera também atribuiu a este gênero a espécie Nopachthus trouessarti, como Phlyctaenopyga trouessarti. Essas duas espécies se distinguiam principalmente por detalhes de seus osteodermas.[2]

Phlyctaenopyga era um gliptodonte, um clado de cingulados aparentados aos tatus modernos, com uma carapaça rígida. Phlyctaenopyga parece ter sido próximo aos gêneros Nopachthus e Plohophorus, dentro da tribo Sclerocalyptini.[2]

Referências

  1. a b Ameghino, F. 1889. Contribución al conocimiento de los mamíferos fósiles de la República Argentina. Actas Academia Nacional de Ciencias de Córdoba 6: 32 + 1028 y Atlas de 98 láms.
  2. a b c d Zamorano, M.; Scillato-Yané G.; Gonzalez-Ruiz, L.R. & Zurita, A.E, (2011). Revisión de los géneros Nopachtus Ameghino y Phlyctaenopyga Cabrera (Xenarthra, Glyptodontidae, Hoplophorinae) del Mioceno tardío y Plioceno de Argentina. Revista del Museo Argentino de Ciencias Naturales "Bernardino Rivadavia", 13 (1): 59–68.

Leitura adicional

  • Moreno, F.P. 1888. Informe preliminar de los progresos del Museo La Plata durante el primer semestre de 1888 presentado al señor ministro de Obras Públicas de la provincia de Buenos Aires. Boletín del Museo La Plata.
  • Cabrera, A. 1944. Los Gliptodontoideos del Araucaniano de Catamarca. Revista del Museo de La Plata (N. Serie), Paleontología 3: 5-76.