Madonnaland

Madonnaland
Autor(es)Alina Simone
IdiomaInglês
PaísEstados Unidos
Assunto
GêneroEnsaio
SérieAmerican music
Arte de capaLindsay Starr
EditoraUniversity of Texas Press
EditorDavid Menconi
Lançamento1º de março de 2016
Páginas138
ISBN978-0-292-75946-6

Madonnaland: And Other Detours in Fame and Fandom é um livro de não ficção da ensaísta e musicista norte-americana Alina Simone. Além de ser uma biografia da cantora Madonna, a obra traz uma análise da música e da cultura pop sob o olhar da autora. Publicado em 3 de março de 2016 pela University of Texas Press, o livro recebeu críticas positivas, destacando sua escrita envolvente e a escolha ousada do tema. A revista Rolling Stone o incluiu entre os 10 melhores livros sobre música de 2016.[1]

Madonnaland é dividido em seis capítulos e acompanha Alina Simone em sua visita a Bay City, Michigan, cidade natal de Madonna, onde conversa com moradores sobre a cantora. Além de analisar a carreira e a fama de Madonna, o livro explora a trajetória musical da própria autora e bandas locais da região. Simone inicialmente foi contratada para escrever uma biografia da artista, mas, diante da grande quantidade de material já existente, percebeu que não teria nada novo a acrescentar. Assim, Madonnaland se tornou uma reflexão sobre seu próprio fracasso em criar a biografia, o reconhecimento inexistente de Madonna em sua cidade natal e temas como cultura pop, bandas desconhecidas e a vida das celebridades.

Conteúdo

O livro é dividido em seis capítulos. No início, Alina Simone explora Bay City, Michigan, questionando a ausência de homenagens a Madonna, sua filha ilustre. A partir dessa reflexão, sua pesquisa se aprofunda na cultura da cidade. No capítulo seguinte, ela analisa a música dos anos 1980, destacando a ascensão de Madonna impulsionada pelos álbuns Like a Virgin (1984) e True Blue (1986). Simone questiona o legado de Madonna e o destino de sua fortuna após sua morte, destacando a falta de reconhecimento na cidade natal da cantora. A autora também analisa a evolução da cultura pop e o cenário musical de Bay City. No último capítulo, Flying Wedge, explora o hard rock e o punk rock, abordando bandas de sucesso único, como Question Mark and the Mysterians e Flying Wedge, que desapareceram após breves momentos de destaque. O livro se encerra com uma reflexão otimista: independentemente do reconhecimento em Bay City, a música de Madonna permanecerá. Os capítulos finais incluem um epílogo sobre o processo de escrita e uma seção de agradecimento.[2]

Desenvolvimento

Madonna se apresentando durante a The Virgin Tour, em 1985.

Simone ficou animada ao receber a tarefa de escrever um livro sobre Madonna, pois admirava sua música e determinação. Ela recordou os desafios iniciais da cantora em Nova Iorque e como, com inteligência estratégica e talento musical, Madonna conquistou seu espaço e construiu uma carreira de sucesso.[3]

Logo, Simone percebeu que escrever sobre Madonna seria um desafio maior do que imaginava. Com tanto material já existente sobre a cantora, ela tentava encontrar algo novo a acrescentar. Seu desejo era "descobrir um detalhe inexplorado, uma pequena peça ainda oculta no vasto cenário dos estudos sobre Madonna".[2] Sem conseguir escrever a biografia, Simone decidiu seguir uma direção diferente com o material. Escritora e musicista, ela escolheu focar-se em sua própria carreira musical, que considerava um "fracasso". Revelou ainda sua afinidade com artistas menos reconhecidos — uma visão oposta à filosofia do sucesso de Madonna.[3]

Ao dedicar-se ao livro, Simone não conseguiu finalizar seu álbum nem criar novas canções, pois não tinha os mesmos recursos de Madonna. Considerando isso "deprimente", confessou que o processo de escrita quase a levou à loucura.[3] Simone viajou para Bay City, Michigan, cidade natal de Madonna, onde entrevistou moradores e explorou o antigo debate sobre como homenagear a cantora. Descobriu que Madonna nunca recebeu reconhecimento do prefeito local. Ao documentar essas histórias, Simone também refletiu sobre sua própria trajetória como uma musicista de rock independente.[2] O livro, intitulado Madonnaland: And Other Detours in Fame and Fandom, foi publicado nos Estados Unidos em 1º de março de 2016 pela University of Texas Press.[4]

Recepção crítica

Bay City, Michigan, cidade natal de Madonna e o ponto central da narrativa.

Após seu lançamento, Madonnaland recebeu críticas amplamente positivas. A revista Rolling Stone o incluiu entre os 10 melhores livros sobre música de 2016. O crítico Jason Diamond destacou sua abordagem única, considerando-o uma visão mais completa e intrigante sobre Madonna. Ele também elogiou a maneira fascinante como o livro explora figuras do passado de Bay City ligadas à cantora e a transição de Simone para a música independente.[1] Jennifer Levin, do The Santa Fe New Mexican, elogiou a "inteligência e graça" de Simone ao abordar o relacionamento conturbado de Bay City com Madonna e suas implicações políticas. Segundo Levin, a narrativa encontrou seu ponto central no último capítulo, quando Simone escreveu sobre Flying Wedge.[5] Megan Volpert, escrevendo para PopMatters, atribuiu ao livro 7 de 10 estrelas, descrevendo-o como "excelente" e uma contribuição valiosa para a crítica cultural moderna. Ela elogiou a escrita de Simone e sua escolha ousada de um tema incomum. Volpert destacou que o mundo não precisava de mais uma biografia parcial sobre Madonna, mas sim da reflexão honesta de Simone sobre seus fracassos musicais e jornalísticos e sobre os desvios provocados pela fama e pelo fandom.[6]

Dmitry Samarov, do Chicago Reader, destacou o contraste entre a ascensão de Madonna e a trajetória de Simone no rock independente. Para ele, o trecho mais impactante do livro foi quando Simone percebeu que a música da cantora era valorizada simplesmente porque fazia as pessoas felizes. Apesar de seu pouco interesse na carreira de Madonna, Samarov apreciou o fato de Madonnaland abordar tanto o sucesso quanto o fracasso de uma artista.[7] A National Public Radio incluiu Madonnaland entre os melhores livros de 2016. O crítico Michael Schaub elogiou a abordagem bem-humorada de Simone, destacando sua escrita como perceptiva e compassiva.[8] Michael Schaub também escreveu sobre Madonnaland para o Men's Journal, onde discutiu a perspectiva de Simone sobre o fandom da música pop e como essa abordagem foi integrada ao livro.[9] Craig Marks, da Kirkus Reviews, elogiou as passagens do livro em que Simone abordou sua antiga profissão como dançarina, considerando-as "impressionantes". Ele também classificou Madonnaland como uma "análise provocativa".[10]

Referências

  1. a b Diamond, Jason (21 de dezembro de 2016). «'Madonnaland and Other Detours Into Fame and Fandom,' by Alina Simone: 10 Best Music Books of 2016». Rolling Stone (em inglês). Consultado em 3 de janeiro de 2017. Cópia arquivada em 4 de janeiro de 2017 
  2. a b c Fry, Naomi (6 de março de 2016). «'Madonnaland', by Alina Simone». The New York Times (em inglês). Consultado em 4 de janeiro de 2017. Cópia arquivada em 16 de agosto de 2016 
  3. a b c Simone, Alina (2016). «Epilogue». Madonnaland (em inglês). [S.l.: s.n.] pp. 127–129 
  4. Simone, Alina (1 de março de 2016). Madonnaland: And Other Detours into Fame and Fandom (American Music) (em inglês). [S.l.]: University of Texas Press. ISBN 978-0-292-75946-6. Consultado em 28 de maio de 2018. Arquivado do original em 23 de abril de 2019 
  5. Levin, Jennifer (3 de março de 2016). «Book Review: "Madonnaland: And Other Detours Into Fame and Fandom" by Alina Simone». The Santa Fe New Mexican (em inglês). Consultado em 4 de janeiro de 2017. Cópia arquivada em 23 de abril de 2019 
  6. Volpert, Megan (23 de março de 2016). «Madonna Isn't That Interesting, But Alina Simone Is». PopMatters (em inglês). Consultado em 3 de janeiro de 2017. Cópia arquivada em 27 de agosto de 2016 
  7. Samarov, Dmitry (4 de março de 2016). «Madonna, the key to self-discovery». Chicago Reader (em inglês). Consultado em 3 de janeiro de 2017. Cópia arquivada em 4 de janeiro de 2017 
  8. Schaub, Michael (6 de dezembro de 2016). «Madonnaland: And Other Detours Into Fame And Fandom» (em inglês). NPR. Consultado em 3 de janeiro de 2017. Cópia arquivada em 2 de janeiro de 2017 
  9. Schaub, Michael (1 de março de 2016). «The Best Books of March, 2016». Men's Journal (em inglês). Consultado em 3 de janeiro de 2017. Cópia arquivada em 4 de janeiro de 2017 
  10. Marks, Craig (1 de março de 2016). «Madonnaland by Alina Simone». Kirkus Reviews (em inglês). Consultado em 3 de janeiro de 2017. Cópia arquivada em 4 de janeiro de 2017 

Ligações externas