Luizinho Drummond

Luizinho Drumond
Nome completoLuiz Pacheco Drumond
Pseudônimo(s)Luizinho Drumond
Nascimento
Morte
1 de julho de 2020 (80 anos)

Nacionalidadebrasileiro(a)
OcupaçãoBanqueiro do Jogo do Bicho

Luiz Pacheco Drumond, mais conhecido como Luizinho Drumond (Rio de Janeiro, 14 de fevereiro de 1940Rio de Janeiro, 1 de julho de 2020) foi um sambista e bicheiro brasileiro. Presidiu a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro e a escola de samba Imperatriz Leopoldinense.

Biografia

Luizinho Drumond controlava o Jogo do Bicho, na Zona da Leopoldina do Rio de Janeiro. Em 1993 foi considerado culpado pela juíza Denise Frossard pelo seu envolvimento no Jogo do Bicho e por pelo menos 53 mortes, junto com 13 outros banqueiros, tais como: Castor de Andrade, Capitão Guimarães e Anísio Abraão David. sendo condenados a seis anos cada um, a pena máxima para a extorsão[1]. Mas em 1996, com um habeas-corpus foi concedido liberdade condicional a Luizinho e outros envolvidos.

Durante o período de 1998 a 2001 exerceu o mandato de presidente da Liesa, sendo nesse período, sua escola de samba, a Imperatriz Leopoldinense, conquistado o inédito tricampeonato (1999, 2000 e 2001) em sua história. Em 1999, foi acusado do assassinato do banqueiro Abílio Português em 1998[2]. Na ocasião de sua prisão, a ação das autoridades pareceu ter como objetivo também enviar uma mensagem aos líderes da máfia envolvida no Carnaval Carioca. A polícia disse que Luizinho e sua suposta vítima se enfrentaram em uma disputa territorial sobre o controle do Jogo do Bicho.

Em 19 de novembro de 2011, Luizinho agrediu o então diretor de bateria da Imperatriz (Mestre Marcone) por não concordar com o fato dele não ter sido entrevistado por uma emissora, o que fez com que registrasse uma queixa contra o próprio presidente[3], e, que após o B.O. feito na polícia, Luizinho apresentou sua versão dos fatos.

Em 2012, foi acusado pela Operação Dedo de Deus, mas, no entanto, conseguiu mais um habeas-corpus e foi concedido liberdade condicional no mesmo ano, quando era esperado de que não ia se candidatar à presidência da Imperatriz, reelegendo por mais um mandato. No dia 14 de maio de 2012, surge a informação de que o mestre Marcone foi morto com 20 tiros e o mandante supostamente teria sido o presidente.[5]

No dia 30 de junho de 2020, Luizinho sofreu um AVC e foi internado em estado grave no Hospital Copa Star.[6] A imprensa chegou a noticiar sua morte. Luizinho veio a falecer na manhã do dia 1º de julho.[7]

Referências

  1. O Globo (13 de abril de 2011). «Contraventores já foram condenados há 14 anos». Consultado em 23 de novembro de 2011 
  2. Londrina, Folha de (11 de novembro de 1998). «Bicheiro é acusado de ser mandante | Folha de Londrina». www.folhadelondrina.com.br. Consultado em 10 de março de 2025 
  3. SRZD-Carnaval (21 de novembro de 2011). «Mestre de bateria da Imperatriz registra queixa contra presidente». 13h23. Consultado em 23 de novembro de 2011 
  4. Rodrigo Coutinho, para o Terminal-Carnavalesco (22 de novembro de 2011). «Luizinho Drummond também prestou queixa e fez exame de corpo delito». 18:03. Consultado em 23 de novembro de 2011 
  5. Rodrigo Coutinho, para o Carnavalesco (19 de abril de 2012). «Luizinho Drummond é reeleito e Belém deve ser enredo da Imperatriz». 22:56. Consultado em 20 de abril de 2012 
  6. G1 (30 de junho de 2020). «Luizinho Drummond, presidente da Imperatriz, sofre AVC no RJ». Consultado em 1 de julho de 2020 
  7. SRZD (1 de julho de 2020). «Família confirma morte de Luizinho Drummond, presidente da Imperatriz». Consultado em 1 de julho de 2020 

Precedido por
Djalma Arruda
Presidentes da LIESA
1998 - 2001
Sucedido por
Capitão Guimarães
Precedido por
Aloysio Soares Braga
Rubens Gonçalves
Wagner Araújo
Presidentes da Imperatriz
1976−1983
1986−1992
2007-2020
Sucedido por
Rubens Gonçalves
Marcos José Lourenço Drumond
Marcos José Lourenço Drumond