Marcos Moran

Marcos Moran
Marcos Moran em 1965
Informações gerais
Nome completoAnanias Marques de Oliveira
Nascimento1938 (88 anos)
Alegre, ES, Brasil
Gênero(s)samba, bossa nova, marchinha de carnaval
Extensão vocalbarítono[1]
Período em atividade1959-presente
Gravadora(s)RCA Victor
Tapecar
Caravelle
Afiliação(ões)Unidos de Vila Isabel
Império Serrano
Portela

Ananias Marques de Oliveira,[2] conhecido como Marcos Moran (Alegre, 1938), é um cantor e compositor brasileiro. Com origem na bossa nova, acabou ficando conhecido por ter sido intérprete de sambas-enredo, em especial com a Unidos de Vila Isabel.

Biografia

Moran nasceu na cidade de Alegre, no Espírito Santo, onde viveu por cerca de 14 anos. Em 1959, se juntou com alguns amigos - entre eles, Wilson Simonal - para a criação do grupo Dry Boy's.[3] O conjunto obteve relativo sucesso, mas os integrantes decidiram se separar.[4] Depois, cantou no Copacabana Palace e na boate Arpèrge e acabou sendo visto pela gravadora RCA, onde gravou seu primeiro compacto em 1965.[4]

Na década de 1960, sua voz era comparada com a de Wilson Simonal, grande amigo e que chegou a batizar um dos filhos de Marcos Moran.[3]

Ganhou influência do rock e da soul music ao longo da década de 1960, misturando com o samba e marchinhas carnavalescas.[5] Gravou a marcha Até quarta-feira, que obteve sucesso no carnaval de 1968.[6] Já em 1969 lançou Não me Interessa, sendo acompanhado pelo grupo Youngsters, que já havia feito trabalhos com Roberto Carlos.[7]

Virou intérprete de sambas-enredo em 1970, quando atendeu ao convite de Carlos Imperial para cantar Lendas e mistérios da Amazônia durante o desfile da Portela. Em 1975, cantou Zaquia Jorge, a vedete do subúrbio, a estrela de Madureira para o Império Serrano.[5]

De 1979 a 1984 foi a voz da Unidos de Vila Isabel. Cantou sambas considerados clássicos da escola, como Sonho de um Sonho (1980) e Pra tudo se acabar na quarta-feira (1984). Deixou a escola após se desentender com um diretor de harmonia durante o desfile na Sapucaí.[5]

Após a passagem pela Vila Isabel, Moran fez aparições esporádicas como puxador. Em 1989, interpretou Stanislaw, uma história sem final para a Acadêmicos de Santa Cruz. Já em 1990 foi a voz de O Magnífico Niemeyer para a Unidos de Lucas. Voltou a cantar um samba da Vila Isabel em 1993, no álbum-coletânea da série Escolas de Samba, onde interpretou com Martinho da Vila a faixa Glórias Gaúchas. Sua última aparição como intérprete de sambas-enredo foi em 2017, com a Acadêmicos de Pilares.[5]

Composições

Como compositor, teve parceria com Roberto Carlos. Fez a versão de I Gotta Know, que virou Professor de Amor, para o álbum Splish Splash.[8]

Marcos Moran também compôs músicas para outros artistas. Elza Soares gravou Auera para o álbum Nos Braços do Samba, de 1975.[8][5] Compôs Garota Demais para Cauby Peixoto, e Domingo de Carnaval para Altemar Dutra.[8][5]

Discografia parcial[9]

Álbuns de estúdio

  • 1971 - Do Jeito que a Gente Quer (Caravelle)
  • 1975 - Transasamba: Marcos Moran e Samba Som Sete (Caravelle)
  • 1978 - Brasileiríssimas: Vol. 2 (Polydor)
  • 1998 - O Barba Azul (Bahamas Songs)

Referências

  1. Correio da Manhã, 18 de dezembro de 1960
  2. «Correio da Manhã (RJ) - 1970 a 1974 - DocReader Web». memoria.bn.br. Consultado em 22 de abril de 2024 
  3. a b «Todo mundo ouve Moran pensando que é Simonal». Intervalo (N° 358): p. 14. 1969 
  4. a b «Marcos Moran confirma o ditado». Revista do Rádio (n° 802): p. 42. 1965 
  5. a b c d e f «Marcos Moran». SAMBARIO - O site dos sambas-enredo. Consultado em 22 de abril de 2024 
  6. «Marcos Moran encontrou a fama e a fortuna em 1968». Intervalo (n° 319): p. 32. 1969 
  7. «Discos & Vozes». Correio da Manhã. 23 de fevereiro de 1969 
  8. a b c «Marcos Moran | IMMuB - O maior catálogo online da música brasileira». immub.org. Consultado em 22 de abril de 2024 
  9. «Marcos Moran | immub.org». immub.org. Consultado em 22 de abril de 2024