Marquinhos de Oswaldo Cruz

Marquinhos de Oswaldo Cruz
Marquinhos de Oswaldo Cruz
Informações gerais
Nome completoMarcos Sampaio de Alcântara
Nascimento4 de outubro de 1961 (64 anos)
Rio de Janeiro, RJ
PaísBrasil
OcupaçãoCantor e compositor
Afiliação(ões)Paulo da Portela[1]

Marquinhos de Osvaldo Cruz, nome artístico de Marcos Sampaio de Alcântara (Rio de Janeiro, 4 de outubro de 1961), é um cantor e compositor brasileiro.

Biografia

Nascido em Madureira e criado em Oswaldo Cruz; bairros da Zona Norte do município do Rio de Janeiro, Capital do Estado de mesmo nome.[1][2][3]

Surgiu musicalmente no período compreendido após a decadência do Cacique de Ramos e o começo do auge pagode romântico, ritmo com o qual não se incluiu por preferir o estilo dito “samba de raiz”; com isto, Marquinhos teve dificuldade em se inserir no grande mercado fonográfico nacional, apesar de ter certo nivel de reconhecimento entre seus pares.[3][1]

Marquinhos é um dos organizadores do projeto Trem do Samba, evento cultural que desde a década de 1990 resgata as tradições antigas do samba e recupera a figura de Paulo da Portela, que no começo do século XX, quando o ritmo musical do samba era sinônimo de “vadiagem”, pegava o trem da Central do Brasil rumo a Oswaldo Cruz, para fugir das repressões policiais. Também idealizou a “Feiras das Yabás” unindo samba e gastronomia numa praça no bairro de Osvaldo Cruz.[1][3][4][5]

Como membro da GRES Portela, Marquinhos de Oswaldo Cruz pode conviver com ícones de relevância para o carnaval carioca, tais como Monarco (1933-2021), Argemiro da Portela (1923-2003), Manacéa (1921-1995) e Jair do Cavaquinho (1922-2006).[6]

Compôs o samba-enredo Raiz da Memória para a Portela, mas que acabou derrotado. Posteriormente gravaria a mesma canção com a participação da Velha Guarda da Portela.[3]

Em 2000 grava Uma geografia popular. Lançou o CD autoral “Uma África Chamada Rio de Janeiro”, em 2022. Já em 2024 publicou seu livro de memorias “Trem do Samba – Memórias vividas e sonhadas”.[5]

Após uma viagem para a Nigéria, no ano de 2025 Marquinhos de Oswaldo Cruz lançou o seu sexto trabalho: Agbo Ato, contendo nove sambas autorais seus e um partido-alto das antigas rodas de samba. Tendo sido produzido pelo arranjador Marlon Sette. O título, Agbo Ato, é uma referência expressão iorubá que significa “o desejo de que tudo dê certo”. É o seu primeiro álbum de samba de raiz por uma grande gravadora.[3][1]

Discografia

  • 2000 - "Uma geografia popular"; selo Rob Digital.
  • 2022 - “Uma África Chamada Rio de Janeiro”; selo independente.
  • 2025 - “Agbo Ato”; selo Deck.

Ligações Externas

Referências