Guerra Luso-Bijapur (1547-1548)
| Guerra Luso-Bijapur (1547-1548) | |||
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| Conflitos Luso-Bijapures | |||
![]() O governador D. João de Castro | |||
| Data | 1547-22 de Agosto de 1548 | ||
| Local | Goa, Índia | ||
| Desfecho | Vitória Portuguesa | ||
| Beligerantes | |||
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| Comandantes | |||
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| Forças | |||
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A Guerra Luso-Bijapur de 1547 a 1548 foi um breve conflito armado entre Portugal e o Sultanato de Bijapur pela posse das chamadas Terras Firmes de Goa. Os portugueses defenderam o território, tendo nesta ocasião o Sultanato de Bijapur reconhecido para sempre a sua posse pelos portugueses.[1][2]
Históra
Após a conquista de Goa pelo governador Afonso de Albuquerque em 1510, as terras de Salcete e Bardez trocaram de mãos várias vezes entre Portugal e Bijapur. Foram cedidas aos portugueses em 1543 mas as tropas do Hidalcão invadiram-nas novamente em 1547, depois de terem os portugueses dado guarida em Goa a Meale, um pretendente ao trono de Bijapur.
O governador D. João de Castro enviou Diogo de Almeida à cabeça de 300 cavaleiros 400 soldados de infantaria e, ao aproximar-se de Colem, os 4000 homens de Bijapur ali colocados retiraram-se.[3] O Hidalcão enviou um novo exército de 13 000 homens e os portugueses recuaram, mas o governador reforçou-os pessoalmente com 1500 homens.[3] As tropas do Hidalcão voltaram a retirar-se mas foram perseguidas pelos portugueses e derrotadas na fortaleza de Pondá.[3]
De regresso a Goa de uma campanha na costa de Guzerate, o capitão D. João de Mascarenhas atacou Dabul.[4] As terras de Salsete e Bardês foram novamente invadidas pelas tropas do Hidalcão, comandadas pelo general Calabatecão mas quando o governador partiu ao seu encontro com 1500 cavalos e 4000 peões, os muçulmanos abandonaram o seu equipamento e retiraram-se para as montanhas de Colem.[4] Travou-se uma batalha nas montanhas de Colem, Calabatecão foi morto e as tropas do Hidalcão retiraram-se.[4]
Os portugueses assinaram com o Imperador de Bisnaga em setembro de 1546 um pacto de defesa mútua excepto contra o Sultão de Ahmadnagar, e a 6 de Outubro de 1547 os portugueses assinaram um pacto de defesa mútua com o Sultão de Ahmadnagar exepto contra Bisnaga, assim isolando Bijapur.[2][5] O governador português também se comprometia a não assinar a paz com o Hidalcão sem antes notificar o sultão de Ahmadnagar.[2]
O governador D. João de Castro assinalou o início do ano de 1548 com uma campanha ao longo das costas de Bijapur. As operações anfíbias iniciaram-se em janeiro, duas léguas a norte de Goa, no rio Chaporá, cujas povoações foram atacadas e incendiadas sem ser dado quartel e prosseguiram até ao rio Cifardão, que marcava a fronteira entre o sultanato de Bijapur e o sultanato de Ahmadnagar, tendo a importante cidade de Dabul sido saqueada.[6]

D. João de Castro morreu no cargo e foi sucedido por Garcia de Sá, que assinou um tratado de paz com o Hidalcão, a 22 de agosto de 1548, com grande vantagem para os portugueses, segundo o qual o Hidalcão libertava todos os cativos de guerra portugueses, comprometia-se a ajudar os portugueses com tropas e vitualhas caso Goa fosse atacada por uma armada do Império Otomano e confirmava as Velhas Conquistas como portuguesas para sempre.[1][2]
Ver também
- Descobrimentos Portugueses
- Estado da Índia
- Conquista de Goa
- Guerra Luso-Bijapur (1523-1524)
- Guerra Luso-Bijapur (1555-1557)
- Guerra Geral da Índia
- Guerra Luso-Bijapur (1654-1655)
- Cerco de Diu
Referências
- ↑ a b Frederick Charles Danvers: The Portuguese in India: A.D. 1481-1571, .H. Allen & Company, limited, 1894, pp. 484-485.
- ↑ a b c d F.C. Danvers: Report to the Secretary of State for India in Council on The Portuguese Records Relating To The East Indies, Asian Educational Services, New Delhi, Madras, 1991, pp. 50-51.
- ↑ a b c Danvers, 1894, p. 477.
- ↑ a b c Danvers, 1894, p. 479.
- ↑ N. Shyam Bhat: "Political Interaction Between Portuguese Goa and Karnataka" in Portuguese Studies Review, volume 16, no. 2, 2008, pp. 25-47.
- ↑ Danvers, 1894, p. 481-482.
