Guerra Luso-Bijapur (1654-1655)

Guerra Luso-Bijapur (1654-1655)
Conflitos Luso-Bijapures
Data1654-7 de Março de 1655
LocalGoa, Índia
DesfechoVitória Portuguesa
Beligerantes
Portugal Sultanato de Bijapur
Comandantes
Brás de Castro Abedalá Haquim

A Guerra Luso-Bijapur de 1654 a 1655 foi um breve conflito entre o Reino de Portugal e o Sultanato de Bijapur, que invadiu as "Terras Firmes de Goa" mediante a incitação da Companhia Holandesa das Índias Orientais.

Portugal conquistara Goa em 1510 e entrara várias vezes em guerra com o vizinho Sultanato de Bijapur pela posse das chamadas "Terras Firmes" em redor da Ilha de Goa, no continente.

Desde então, a Companhia Holandesa das Índias Orientais começara a comerciar no Oceano Índico e a apoiar os inimigos dos portugueses. Na corte de Bijapur havia um partido hostil aos portugueses, liderado pela rainha-mãe e por Abedalá Haquim, que aceitaram negociar com os holandeses.[1]

Em finais de 1653 ou inícios de 1654 fundeou diante de Goa uma armada holandesa à espera que o Hidalcão atacasse a cidade do lado de terra conforme acordado mas, não tendo o exército do sultão aparecido, os holandeses retiraram-se.[2]

Só entre Agosto e Outubro de 1654 é que Abedalá Haquim invadiu as terras do delta de Bardês à cabeça de um exército e por breves instantes colocou em perigo o abastecimento de alimentos a Goa.[3] As forças de Bijapur foram, no entanto, repelidas.

O Hidalcão admitiu ter declarado guerra a Portugal sem motivo suficiente e entretanto ordenara aos seus capitães que se retirassem de Bardês e Salcete e que os seus portos fossem abertos ao comércio. Com esta explicação, o governador D. Brás de Castro ratificou de novo os tratados de 29 de Janeiro de 1582 e de 3 de Abril de 1633, a 7 de Março de 1655.[4]

O sultanato de Bijapur voltaria a atacar Goa em 1659 mas, não obstante, as relações entre Portugal e Bijapur foram mais pacíficas no séc. XVII do que no séc. XVI.[5]

Ver também

Referências

  1. B. D. Shastry: "The Portuguese Commercial Relations with Bijapur in the Seventeenth Century" in Souza, Teotónio: Essays in Goan History, Concept Publishing Company, 1989, pp. 39-48.
  2. Saturnino Monteiro: Batalhas e Combates da Marinha Portuguesa, volume VI, Livraria Sá da Costa Editora, p. 338.
  3. Dauril Alden: The Making of an Enterprise: The Society of Jesus in Portugal, Its Empire, and Beyond, 1540-1750, Stanford University Press, 1996, p. 187-188.
  4. Frederick Charles Danvers: The Portuguese in India: A.D. 1571-1894, W.H. Allen & Company, limited, 1894, pp. 309-310.
  5. Sidh Losa Mendiratta, Vítor Luís Gaspar Rodrigues: Military Architecture, Goa [Velha Goa/Old Goa], Goa, India, in hpip.org.