Páscoa
| Páscoa | |
|---|---|
![]() Ressurreição de Cristo, por Rafael Sanzio (1499–1502). A Páscoa é a comemoração do fundamento da fé cristã — a crença de que Jesus morreu e ressuscitou no terceiro dia. | |
| Observado por | Cristãos Alauítas Muitos não cristãos |
| Tipo | Cristão |
| Significado | celebra a ressurreição de Jesus |
| Data de 2026 | 5 de abril (Ocidente) 12 de abril (Oriente) |
| Data de 2027 | 28 de março (Ocidente) 2 de maio (Oriente) |
| Frequência | Anual |
Páscoa (em aramaico: פַּסְחָא; romaniz.: pasḥā; em grego: πάσχα; romaniz.: páskha)[1][2] ou Domingo da Ressurreição,[3][4] é um festival cristão e feriado cultural que comemora a ressurreição de Jesus dentre os mortos, descrita no Novo Testamento como tendo ocorrido no terceiro dia de seu sepultamento após sua crucificação pelos romanos no Calvário por volta do ano 30.[5][6] É o ponto culminante da Paixão de Jesus, precedida pela Quaresma (ou Grande Quaresma), um período de 40 dias de jejum, oração e penitência.
Os cristãos que celebram a Páscoa geralmente se referem à última semana da Quaresma, antes da Páscoa, como Semana Santa, que no cristianismo ocidental começa no Domingo de Ramos (que marca a entrada de Jesus em Jerusalém), inclui a Quarta-feira Santa (na qual se lamenta a traição a Jesus)[7] e contém os dias do Tríduo Pascal, incluindo a Quinta-feira Santa, que comemora a Ceia do Senhor e a Última Ceia,[8][9] bem como a Sexta-feira Santa, que comemora a crucificação e morte de Jesus.[10] No cristianismo oriental, os mesmos eventos são comemorados com nomes de dias que começam com "Santo" ou "Santo e Grande" e a própria Páscoa pode ser chamada de Grande e Santa Páscoa. Tanto no cristianismo ocidental quanto no oriental, o Tempo Pascal começa no Domingo de Páscoa e continua por sete semanas, terminando no 50º dia, o Domingo de Pentecostes. No entanto, no cristianismo oriental, a despedida da festa ocorre no 39º dia, na véspera da Festa da Ascensão.
A Páscoa e os feriados relacionados são festas móveis, não ocorrendo em uma data fixa; sua data é calculada com base em um calendário lunissolar (ano solar mais fase da Lua) semelhante ao calendário hebraico, gerando uma série de controvérsias. O Primeiro Concílio de Niceia (325) estabeleceu a observância pascal comum por todos os cristãos no primeiro domingo após a primeira lua cheia no equinócio vernal ou depois dele.[11] Mesmo que calculada com base no calendário gregoriano, a data dessa lua cheia às vezes difere da data da primeira lua cheia astronômica após o equinócio de março.[12]
As tradições da Páscoa variam em todo o mundo cristão e incluem cultos ao nascer do sol ou vigílias noturnas, trocas de saudações pascais, a decoração da cruz com flores,[13] o uso de chapéus de Páscoa pelas mulheres, a decoração da igreja[14] e a decoração e a quebra comunitária de ovos de Páscoa (um símbolo do túmulo vazio).[15][16][17] O lírio da Páscoa, um símbolo da ressurreição no cristianismo ocidental,[18][19] tradicionalmente decora a área do coro das igrejas neste dia e durante o resto do Tempo Pascal.[20] Além da exibição de peças da Paixão durante a Quaresma e a Páscoa, muitos canais de televisão exibem filmes relacionados à ressurreição, como A Paixão de Cristo, A Maior História de Todos os Tempos e Jesus.[21] Outros costumes que se associaram à Páscoa e são observados tanto por cristãos como por alguns não cristãos incluem desfiles de Páscoa, danças comunitárias (Europa Oriental), o Coelho da Páscoa e a caça aos ovos.[22][23][24][25][26]
Etimologia
O termo Páscoa vem do latim e grego Pascha (em grego: Πάσχα), uma palavra derivada do aramaico פסחא (Paskha), cognato do hebraico פֶּסַח (Pesach). A palavra originalmente denotava a festa judaica que comemora o Êxodo dos judeus da escravidão no Egito.[27][28] Já em 50 d.C., o apóstolo Paulo, escrevendo de Éfeso aos cristãos de Corinto,[29] aplicou o termo a Cristo. É improvável que os cristãos de Éfeso e Corinto tenham sido os primeiros a ouvir Êxodo 12 interpretado como falando sobre a morte de Jesus, e não apenas sobre o ritual judaico da Páscoa.[30] Na maioria das línguas, a festa é conhecida por nomes derivados do grego e do latim Pascha,[31] Outros chamam o feriado de "Domingo da Ressurreição" ou "Dia da Ressurreição".[32][33]
O termo em inglês é Easter, cognato com o alemão moderno Ostern, derivado do inglês antigo Ēastre ou Ēostre. A teoria geralmente aceita defende que era originalmente o nome de uma deusa anglo-saxônica, Ēostre, uma forma do termo indo-europeu encontrado em muitos lugares para a deusa do amanhecer.[nota 1]
A Pesach — a Páscoa judaica — a celebração da saída dos hebreus do Egito, graças a Moisés, constitui-se de dois ritos: a imolação do cordeiro e o pão ázimo.[37] A palavra hebraica pesach significa 'passar adiante', 'deixar de fora', e deriva da narrativa da décima praga, segundo a qual Deus ordenou aos hebreus que assinalassem, com o sangue do cordeiro, as portas das casas de Israel, permitindo, ao anjo exterminador, que passasse adiante, atingindo somente as casas dos egípcios e, de modo particular, os primogênitos dos egípcios, inclusive o filho do faraó (Êxodo, 12,21–34). A Pesach indica portanto a libertação do povo de Israel do domínio egípcio e o início do seu percurso em direção à terra prometida. Com o advento do cristianismo, a Páscoa adquiriu um novo significado, indicando a passagem da morte à vida por Jesus e a passagem a uma vida nova para os cristãos, libertados do pecado, graças ao sacrifício de Jesus.[37]
Já nos primeiros anos da década de 50 do século I, Paulo, escrevendo de Éfeso aos cristãos de Corinto,[38] utilizou o termo para fazer referência a Cristo e é improvável que os efésios e coríntios tenham sido os primeiros a ouvir o Êxodo 12 interpretado como uma referência à morte de Jesus e não a um ritual de passagem judaico.[39] Quase todos os países falantes de línguas não inglesas utilizam nomes derivados de Pascha para a festa.[2][31]
Significado teológico

A Páscoa celebra a ressurreição sobrenatural de Jesus dentre os mortos, que é um dos principais princípios da fé cristã.[41] Paulo escreve que, para aqueles que confiam na morte e ressurreição de Jesus, “a morte foi tragada pela vitória”. A Primeira Epístola de Pedro declara que Deus deu aos crentes “um novo nascimento para uma esperança viva, por meio da ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos”. A teologia cristã sustenta que, pela fé na obra de Deus, aqueles que seguem Jesus são espiritualmente ressuscitados com ele para que possam andar em uma nova vida e receber a salvação eterna e podem esperar ser fisicamente ressuscitados para habitar com ele no Reino dos Céus.[42]
A Páscoa está ligada à Páscoa judaica e ao Êxodo do Egito, registrados no Antigo Testamento por meio da Última Ceia, dos sofrimentos e da crucificação de Jesus que precederam a ressurreição.[31] De acordo com os três Evangelhos Sinópticos, Jesus deu um novo significado à refeição pascal, pois no cenáculo, durante a Última Ceia, preparou a si mesmo e aos seus discípulos para a sua morte.[31] Ele identificou o pão e o cálice de vinho como o seu corpo, que em breve seria sacrificado, e o seu sangue, que em breve seria derramado. O apóstolo Paulo declara em sua Primeira Epístola aos Coríntios: “Livrem-se do fermento velho, para que sejam massa nova, sem fermento, como de fato são. Pois Cristo, nosso Cordeiro pascal, já foi sacrificado.” Isso se refere à exigência da lei judaica de que os judeus eliminem todo chametz, ou fermento, de suas casas antes da Páscoa, e à alegoria de Jesus como o Cordeiro pascal.[43][44]
Cristianismo primitivo

Como os Evangelhos afirmam que tanto a crucificação quanto a ressurreição de Jesus ocorreram durante a semana da Páscoa, os primeiros cristãos sincronizaram a celebração anual da ressurreição com a Páscoa.[45] Evidências diretas de uma festa cristã mais consolidada, a Pascha (Páscoa), começam a surgir em meados do século II. Talvez a fonte primária mais antiga existente que se refere à Páscoa seja uma homilia pascal de meados do século II atribuída a Melitão de Sardes, que caracteriza a celebração como bem estabelecida.[46] Evidências de outro tipo de festa cristã anual recorrente, aquelas que comemoram os mártires, começaram a aparecer aproximadamente na mesma época da homilia acima mencionada.
Embora os dias dos mártires (geralmente as datas individuais do martírio) fossem celebrados em datas fixas no calendário solar local, a data da Páscoa era fixada por meio do calendário lunissolar.[47] Isso é consistente com a celebração da Páscoa ter entrado no cristianismo durante seu período judaico mais antigo.
Data
A Páscoa e os feriados a ela relacionados são festas móveis, pois não ocorrem em uma data fixa nos calendários gregoriano ou juliano (ambos seguem o ciclo solar e as estações do ano). Em vez disso, a data da Páscoa é determinada por um calendário lunissolar semelhante ao calendário hebraico.
Controvérsias da Igreja Primitiva

A data precisa da Páscoa foi, por vezes, motivo de controvérsia. No final do século II, era amplamente aceito que a celebração do feriado era uma prática dos discípulos e uma tradição indiscutível. A controvérsia quartodecimana, a primeira de várias controvérsias pascais, surgiu a respeito da data em que o feriado deveria ser celebrado.[48]
O termo "Quartodecimano" refere-se à prática de terminar o jejum da Quaresma no dia 14 de Nissan do calendário hebraico, "a passagem do Senhor".[49] De acordo com o historiador da igreja Eusébio, o quartodecimano Policarpo (bispo de Esmirna, por tradição discípulo do apóstolo João) debateu a questão com Aniceto (bispo de Roma). A província romana da Ásia era quartodecimana, enquanto as igrejas romana e alexandrina continuavam o jejum até o domingo seguinte (o Domingo dos Pães Ázimos), desejando associar a Páscoa ao domingo. Nem Policarpo nem Aniceto convenceram um ao outro, mas também não consideraram a questão cismática, separando-se em paz e deixando a questão em aberto.[50]
Surgiu uma controvérsia quando Victor, bispo de Roma uma geração depois de Aniceto, tentou excomungar Polícrates de Éfeso e todos os outros bispos da Ásia por seu quartodecimanismo. Segundo Eusébio, vários sínodos foram convocados para lidar com a controvérsia, que ele considerou terem decidido todos a favor da Páscoa no domingo. Polícrates (c. 190), no entanto, escreveu a Victor defendendo a antiguidade do quartodecimanismo asiático. A tentativa de excomunhão de Victor foi aparentemente revogada e os dois lados reconciliaram-se após a intervenção do bispo Irineu e outros, que lembraram Victor do precedente tolerante de Aniceto.[51][52]
O quartodecimanismo parece ter persistido até o século IV, quando Sócrates de Constantinopla registrou que alguns quartodecimanos foram privados de suas igrejas por João Crisóstomo[53] e que alguns foram perseguidos por Nestório.[54]
Não se sabe por quanto tempo a prática de celebrar a Páscoa em 14 de Nissan continuou. Mas tanto aqueles que seguiam o costume de 14 de Nissan quanto aqueles que fixavam a Páscoa no domingo seguinte tinham em comum o costume de consultar seus vizinhos judeus para saber quando cairia o mês de Nissan e, consequentemente, definir sua festa. No final do século III, porém, alguns cristãos começaram a expressar insatisfação com o costume de depender da comunidade judaica para determinar a data da Páscoa. A principal queixa era que as comunidades judaicas às vezes erravam ao fixar a Páscoa judaica antes do equinócio da primavera no Hemisfério Norte. A tabela pascal de Sardica confirma essas queixas, pois indica que os judeus de alguma cidade do Mediterrâneo oriental (possivelmente Antioquia fixaram o dia 14 de Nissan em datas bem anteriores ao equinócio da primavera em diversas ocasiões.
Devido a essa insatisfação com a dependência do calendário judaico, alguns cristãos começaram a experimentar cálculos independentes.[57] Outros, no entanto, acreditavam que a prática costumeira de consultar os judeus deveria continuar, mesmo que os cálculos judaicos estivessem errados.[58]
Primeiro Concílio de Niceia (325 d.C.)

A resolução da controvérsia sobre o tempo pascal causada pela prática quartodecimana das igrejas asiáticas é listada em nossa principal fonte para as obras do Concílio de Niceia, a História Eclesiástica de Sócrates Escolástico, como uma das duas razões pelas quais o imperador Constantino convocou o Concílio em 325.[59] Os Cânones do Concílio preservados por Dionísio Exíguo e seus sucessores não incluem nenhuma disposição relevante, mas cartas de indivíduos presentes no Concílio mencionam uma decisão proibindo o quartodecimanismo e exigindo que todos os cristãos adotassem um método comum para determinar independentemente a observância pascal, seguindo as igrejas de Roma e Alexandria, esta última "já que havia entre os egípcios uma ciência antiga para o cálculo".[60] Já no final do século IV e, mais tarde, Dionísio Exíguo e outros que o seguiram sustentaram que os bispos reunidos em Niceia haviam promulgado a celebração da Páscoa no primeiro domingo após a primeira lua cheia no ou depois do equinócio vernal e que haviam adotado o uso do ciclo lunar de 19 anos, mais conhecido como ciclo metônico, para determinar a data; estudos posteriores refutaram essa tradição, mas, com relação à regra do equinócio, evidências de que a igreja de Alexandria a havia implementado antes de 325 sugerem que o Concílio de Niceia a endossou implicitamente.[61]
Cânones e sermões que condenam o costume de calcular a data da Páscoa com base no calendário judaico indicam que esse costume (chamado de "protopasquita" pelos historiadores) não desapareceu imediatamente, mas persistiu por algum tempo após o Concílio de Niceia.[62] De qualquer forma, nos anos que se seguiram ao concílio, o sistema de cálculo elaborado pela igreja de Alexandria tornou-se normativo. O sistema alexandrino, no entanto, não foi imediatamente adotado em toda a Europa cristã. Seguindo o tratado De ratione Paschae de Augustalis (Sobre a medição da Páscoa), Roma abandonou o ciclo anterior de 8 anos em favor do ciclo lunissolar de 84 anos de Augustalis, que usou até 457. Depois, mudou para a adaptação do sistema alexandrino feita por Victorius de Aquitaine.[63][64]
Como este ciclo vitoriano diferia do ciclo alexandrino não modificado nas datas de algumas das luas cheias pascais, e como tentava respeitar o costume romano de fixar a Páscoa no domingo da semana do 16º ao 22º dia do mês lunar (em vez do 15º ao 21º dia, como em Alexandria), fornecendo datas alternativas "latinas" e "gregas" em alguns anos, diferenças ocasionais na data da Páscoa, conforme fixada pelas regras alexandrinas, continuaram.[63][64] As regras alexandrinas foram adotadas no Ocidente seguindo as tabelas de Dionísio, o Exíguo em 525.[65]
Os primeiros cristãos na Grã-Bretanha e Irlanda também usavam um ciclo de 84 anos. A partir do século V, esse ciclo fixava o equinócio em 25 de março e a Páscoa no domingo que caía entre o 14º e o 20º dia do mês lunar, inclusive.[66][67] Esse ciclo de 84 anos foi substituído pelo método alexandrino ao longo dos séculos VII e VIII. As igrejas da Europa continental ocidental usaram um método romano tardio até o final do século VIII, durante o reinado de Carlos Magno, quando finalmente adotaram o método alexandrino. Desde 1582, quando a Igreja Católica Romana adotou o calendário gregoriano, enquanto a maior parte da Europa usava o calendário juliano, a data em que a Páscoa é celebrada voltou a ser diferente.[68]
Cálculos

Em 725, Beda escreveu sucintamente: "O domingo seguinte à lua cheia que ocorre no equinócio ou depois dele dará a Páscoa legítima."[69] No entanto, isso não reflete precisamente as regras eclesiásticas. A lua cheia referida (chamada lua cheia pascal) não é uma lua cheia astronômica, mas o 14º dia de um mês lunar. Outra diferença é que o equinócio astronômico é um fenômeno astronômico natural, que pode ocorrer em 19, 20 ou 21 de março, enquanto a data eclesiástica é fixada por convenção em 21 de março.[70]
Além disso, as tabelas lunares do calendário juliano estão atualmente cinco dias atrasadas em relação às do calendário gregoriano. Portanto, o cálculo juliano da lua cheia pascal ocorre cinco dias depois da lua cheia astronômica. O resultado dessa combinação de discrepâncias solares e lunares é a divergência na data da Páscoa na maioria dos anos (ver tabela).[71]
A Páscoa é determinada com base nos ciclos lunisolares. O ano lunar consiste em meses lunares de 30 e 29 dias, geralmente alternados, com um mês embólico adicionado periodicamente para alinhar o ciclo lunar com o ciclo solar. Em cada ano solar (de 1 de janeiro a 31 de dezembro, inclusive), o mês lunar que começa com uma lua nova eclesiástica que ocorre no período de 29 dias, de 8 de março a 5 de abril, inclusive, é designado como o mês lunar pascal daquele ano.[72]
A Páscoa é o terceiro domingo do mês lunar pascal, ou, em outras palavras, o domingo seguinte ao 14º dia do mês lunar pascal. O 14º dia do mês lunar pascal é designado por convenção como a lua cheia pascal, embora o 14º dia do mês lunar possa diferir da data da lua cheia astronômica em até dois dias.[72] Como a lua nova eclesiástica ocorre em uma data entre 8 de março e 5 de abril, inclusive, a lua cheia pascal (o 14º dia desse mês lunar) deve ocorrer em uma data entre 22 de março e 18 de abril, inclusive.[71]
O cálculo gregoriano da Páscoa baseava-se num método concebido pelo médico calabrese Aloysius Lilius (ou Lilio) para ajustar as epactas da Lua[73] e foi adotado por quase todos os cristãos ocidentais e pelos países ocidentais que celebram feriados nacionais na Páscoa. Para o Império Britânico e as colônias, a determinação da data do Domingo de Páscoa utilizando os Números Áureos e as letras dominicais foi definida pela Lei do Calendário (Novo Estilo) de 1750 com o seu Anexo. Esta foi concebida para corresponder exatamente ao cálculo gregoriano.[74]
Divergência Ocidente-Oriente
No cristianismo ocidental, usando o calendário gregoriano, a Páscoa sempre cai num domingo entre 22 de março e 25 de abril,[75] cerca de sete dias após a lua cheia astronômica.[76] A sexta-feira anterior, Sexta-feira Santa, e a segunda-feira seguinte, Segunda-feira de Páscoa, são feriados legais em muitos países com tradições predominantemente cristãs.[77]
Os cristãos ortodoxos orientais usam a mesma regra, mas baseiam seu dia 21 de março no calendário juliano. Devido à diferença de treze dias entre os calendários de 1900 a 2099, 21 de março no calendário juliano corresponde a 3 de abril no calendário gregoriano (durante os séculos XX e XXI). Consequentemente, a data da Páscoa ortodoxa varia entre 4 de abril e 8 de maio no calendário gregoriano.[78][79]
Além disso, como as tabelas lunares do calendário juliano estão cinco dias atrasadas em relação à realidade astronômica, a lua cheia, conforme definida pela Igreja Ortodoxa Oriental, ocorre cinco dias depois, em um dia que na verdade é uma lua minguante gibosa. Portanto, se um domingo cair em qualquer um dos quatro dias após a lua cheia astronômica, considera-se que ocorreu antes da lua cheia eclesiástica, e o Domingo de Páscoa será uma semana depois.[80][81]
Como resultado, a Páscoa ortodoxa pode cair no mesmo dia que a Páscoa católica, uma semana depois, quatro semanas depois ou cinco semanas depois (mas em nenhum outro intervalo de tempo, pelo menos até o século XXV). A Páscoa é celebrada no mesmo dia nos anos em que a lua cheia da primavera ocorre tarde o suficiente para ser posterior aos equinócios definidos por ambas as igrejas e em um domingo, segunda-feira ou terça-feira. Este é o caso em 31 anos do século XXI, mas a frequência está diminuindo. (Ocorreu em 47 anos no século XVII, mas acontecerá pela última vez em 2698, após o qual as Páscoas serão permanentemente em datas diferentes). Ela cai uma semana depois da Páscoa católica quando a lua cheia da primavera ocorre de quarta a sábado, ou quatro ou cinco semanas depois da Páscoa católica quando a lua cheia da primavera católica cai antes ou por volta de 29 de março, dependendo do dia da semana.[82][83]
Entre os ortodoxos orientais, algumas igrejas mudaram do calendário juliano para o calendário gregoriano e a data da Páscoa, assim como de outras festas fixas e móveis, é a mesma que na igreja ocidental.[84]
A ilha grega de Siro, cuja população está dividida quase igualmente entre católicos e ortodoxos, é um dos poucos lugares onde as duas Igrejas compartilham uma data comum para a Páscoa, com os católicos aceitando a data ortodoxa — uma prática que ajuda consideravelmente a manter boas relações entre as duas comunidades.[85] Por outro lado, os cristãos ortodoxos na Finlândia celebram a Páscoa de acordo com a data cristã ocidental.[86]
Reformas propostas da data
| Século ano | Permanece dividido em 900 | É um ano bissexto do calendário juliano revisado | É um ano bissexto gregoriano | Calendário juliano revisado é o mesmo que o gregoriano |
|---|---|---|---|---|
| 1000 | 100 | ✗ | ✗ | ✓ |
| 1100 | 200 | ✓ | ✗ | ✗ |
| 1200 | 300 | ✗ | ✓ | ✗ |
| 1300 | 400 | ✗ | ✗ | ✓ |
| 1400 | 500 | ✗ | ✗ | ✓ |
| 1500 | 600 | ✓ | ✗ | ✗ |
| 1600 | 700 | ✗ | ✓ | ✗ |
| 1700 | 800 | ✗ | ✗ | ✓ |
| 1800 | 0 | ✗ | ✗ | ✓ |
| 1900 | 100 | ✗ | ✗ | ✓ |
| 2000 | 200 | ✓ | ✓ | ✓ |
| 2100 | 300 | ✗ | ✗ | ✓ |
| 2200 | 400 | ✗ | ✗ | ✓ |
| 2300 | 500 | ✗ | ✗ | ✓ |
| 2400 | 600 | ✓ | ✓ | ✓ |
| 2500 | 700 | ✗ | ✗ | ✓ |
| 2600 | 800 | ✗ | ✗ | ✓ |
| 2700 | 0 | ✗ | ✗ | ✓ |
| 2800 | 100 | ✗ | ✓ | ✗ |
| 2900 | 200 | ✓ | ✗ | ✗ |
| 3000 | 300 | ✗ | ✗ | ✓ |
| 3100 | 400 | ✗ | ✗ | ✓ |
| 3200 | 500 | ✗ | ✓ | ✗ |
| 3300 | 600 | ✓ | ✗ | ✗ |
| 3400 | 700 | ✗ | ✗ | ✓ |
| 3500 | 800 | ✗ | ✗ | ✓ |
| 3600 | 0 | ✗ | ✓ | ✗ |
| 3700 | 100 | ✗ | ✗ | ✓ |
| 3800 | 200 | ✓ | ✗ | ✗ |
| 3900 | 300 | ✗ | ✗ | ✓ |
| 4000 | 400 | ✗ | ✓ | ✗ |
Nos séculos XX e XXI, alguns indivíduos e instituições propuseram a mudança do método de cálculo da data da Páscoa, sendo a proposta mais proeminente o domingo seguinte ao segundo sábado de abril. Apesar de ter algum apoio, as propostas para reformar a data não foram implementadas.[87] Um congresso ortodoxo de bispos ortodoxos orientais, que incluía representantes principalmente do Patriarca de Constantinopla e do Patriarca Sérvio, reuniu-se em Constantinopla em 1923, onde os bispos concordaram com o calendário juliano revisto.[88]
A forma original deste calendário teria determinado a Páscoa usando cálculos astronômicos precisos baseados no meridiano de Jerusalém.[89] No entanto, todos os países ortodoxos orientais que posteriormente adotaram o calendário juliano revisado adotaram apenas a parte do calendário revisado que se aplicava às festividades que caíam em datas fixas no calendário juliano. O cálculo revisado da Páscoa que fazia parte do acordo original de 1923 nunca foi implementado permanentemente em nenhuma diocese ortodoxa.[88]
No Reino Unido, o Parlamento aprovou a Lei da Páscoa de 1928 para alterar a data da Páscoa para o primeiro domingo após o segundo sábado de abril (ou, em outras palavras, o domingo no período de 9 a 15 de abril). No entanto, a legislação não foi implementada, embora permaneça no livro de estatutos e possa ser implementada, sujeita à aprovação das várias igrejas cristãs.[90]
Em uma cúpula em Alepo, na Síria, em 1997, o Conselho Mundial de Igrejas (CMI) propôs uma reforma no cálculo da Páscoa que substituiria as práticas divergentes atuais de cálculo da Páscoa pelo conhecimento científico moderno, levando em consideração os eventos astronômicos reais do equinócio da primavera e da lua cheia com base no meridiano de Jerusalém, mantendo também a tradição da Páscoa no domingo seguinte à lua cheia.[91] As mudanças recomendadas pelo CMI contornariam as questões de calendário e eliminariam a diferença de data entre as igrejas orientais e ocidentais. A reforma foi proposta para implementação a partir de 2001 e, apesar dos repetidos apelos por sua reforma, não foi finalmente adotada por nenhum órgão membro.[92][93]
Em janeiro de 2016, a Comunhão Anglicana, a Igreja Ortodoxa Copta, a Igreja Ortodoxa Grega e a Igreja Católica Romana consideraram novamente concordar com uma data comum e universal para a Páscoa, simplificando também o cálculo dessa data, sendo o segundo ou o terceiro domingo de abril escolhas populares.[94]
Em novembro de 2022, o Patriarca de Constantinopla disse que as conversas entre a Igreja Católica Romana e as Igrejas Ortodoxas tinham começado para determinar uma data comum para a celebração da Páscoa.[95]
Posição no ano litúrgico
Cristianismo ocidental

Na maioria das vertentes do cristianismo ocidental, a Páscoa é precedida pela Quaresma, um período de penitência que começa na Quarta-feira de Cinzas, dura 40 dias (sem contar os domingos) e é frequentemente marcado pelo jejum. A semana anterior à Páscoa, conhecida como Semana Santa, é um período importante para os fiéis comemorarem a última semana da vida de Jesus na Terra.[96] O domingo anterior à Páscoa é o Domingo de Ramos, e a quarta-feira anterior à Páscoa é conhecida como Quarta-feira Santa. Os três últimos dias antes da Páscoa são a Quinta-feira Santa, a Sexta-feira Santa e o Sábado Santo (também chamado de Sábado de Aleluia).[97]
O Domingo de Ramos, a Quinta-feira Santa e a Sexta-feira Santa comemoram, respectivamente, a entrada de Jesus em Jerusalém, a Última Ceia e a crucificação. A Quinta-feira Santa, a Sexta-feira Santa e o Sábado Santo são por vezes referidos como o Tríduo Pascal (do latim "Três Dias"). Muitas igrejas começam a celebrar a Páscoa no final da noite do Sábado Santo, numa cerimônia chamada Vigília Pascal.[98]
A semana que começa com o Domingo de Páscoa é chamada de Semana da Páscoa ou Oitava da Páscoa, e cada dia é precedido por "Páscoa", por exemplo, Segunda-feira de Páscoa (feriado em muitos países), Terça-feira de Páscoa (feriado bem menos comum), etc. O Sábado de Páscoa é, portanto, o sábado seguinte ao Domingo de Páscoa. O dia anterior à Páscoa é propriamente chamado de Sábado Santo. O Tempo Pascal, ou Tempo Pascal, começa no Domingo de Páscoa e dura até o dia de Pentecostes, sete semanas depois.[99][100][101]
Cristianismo oriental

No cristianismo oriental, a preparação espiritual para a Páscoa começa com a Grande Quaresma, que se inicia na Segunda-feira Limpa e dura 40 dias consecutivos (incluindo os domingos). A Grande Quaresma termina numa sexta-feira, e o dia seguinte é o Sábado de Lázaro. As Vésperas que iniciam o Sábado de Lázaro encerram oficialmente a Grande Quaresma, embora o jejum continue durante a semana seguinte.[102][103]
A Vigília Pascal começa com o Ofício da Meia-Noite, que é o último serviço do Triódio da Quaresma e é programado para terminar um pouco antes da meia-noite do Sábado Santo. À meia-noite em ponto, começa a celebração pascal propriamente dita, que consiste nas Matinas Pascais, Horas Pascais e Divina Liturgia Pascal.[104]
O tempo litúrgico da Páscoa ao Domingo de Todos os Santos (o domingo seguinte a Pentecostes ) é conhecido como Pentecostário (os "50 dias"). A semana que começa no Domingo de Páscoa é chamada de Semana da Luz, durante a qual não há jejum, nem mesmo na quarta e sexta-feira. A Festa Pós-Páscoa dura 39 dias, com sua Apódose (despedida) no dia anterior à Festa da Ascensão. O Domingo de Pentecostes é o 50º dia a partir da Páscoa (contados inclusive). No Pentecostário publicado pela Apostoliki Diakonia da Igreja da Grécia, a Grande Festa de Pentecostes é mencionada na porção sinaxária das Matinas como sendo o 8º Domingo da Páscoa. No entanto, a saudação pascal "Cristo ressuscitou!" não é mais trocada entre os fiéis após a Apódose da Páscoa.[105][106]
Observância litúrgica

Cristianismo ocidental
A festa da Páscoa é celebrada de muitas maneiras diferentes entre os cristãos ocidentais. A observância litúrgica tradicional, como praticada entre os católicos romanos, luteranos[109] e alguns anglicanos, começa na noite do Sábado Santo com a Vigília Pascal, que segue uma antiga liturgia envolvendo símbolos de luz, velas e água e numerosas leituras do Antigo e do Novo Testamento.[110]
Os serviços continuam no Domingo de Páscoa e em vários países na Segunda-feira de Páscoa. Nas paróquias da Igreja Morávia, bem como em algumas outras denominações, como as Igrejas Metodistas, existe a tradição de serviços ao nascer do sol da Páscoa,[111] muitas vezes começando em cemitérios[112] em memória da narrativa bíblica nos Evangelhos, ou outros lugares ao ar livre onde o nascer do sol é visível.[113]
Em algumas tradições, os serviços de Páscoa normalmente começam com a saudação pascal: "Cristo ressuscitou!" A resposta é: "Verdadeiramente ressuscitou. Aleluia!"[114]
Cristianismo oriental

Os ortodoxos orientais, os católicos orientais e os luteranos de rito bizantino têm uma ênfase semelhante na Páscoa em seus calendários e muitos de seus costumes litúrgicos são muito parecidos.[115]
A preparação para a Páscoa começa com o período da Grande Quaresma, que se inicia na Segunda-feira Limpa.[116] Embora o fim da Quaresma seja o Sábado de Lázaro, o jejum não termina até o Domingo de Páscoa.[117] O serviço ortodoxo começa no final da noite de sábado, observando a tradição judaica de que a noite marca o início dos dias sagrados litúrgicos.[117]
A igreja é escurecida e, em seguida, o padre acende uma vela à meia-noite, representando a ressurreição de Jesus Cristo. Os coroinhas acendem velas adicionais, com uma procissão que dá três voltas ao redor da igreja para representar os três dias no túmulo.[117] O culto continua no início da manhã de domingo, com um banquete para encerrar o jejum. Um culto adicional é realizado mais tarde naquele dia, no Domingo de Páscoa.[117]
Grupos cristãos não praticantes
Muitos puritanos consideravam as festas tradicionais da Igreja Anglicana, como o Dia de Todos os Santos e a Páscoa, como abominações porque a Bíblia não as menciona.[118] Denominações reformadas conservadoras, como a Igreja Presbiteriana Livre da Escócia e a Igreja Presbiteriana Reformada da América do Norte, também rejeitam a celebração da Páscoa como uma violação do princípio regulador do culto e o que consideram ser sua origem não bíblica.[119][120]
A Páscoa é rejeitada por grupos como a Igreja Restaurada de Deus, que afirmam que ela se originou como um festival pagão da primavera adotado pela Igreja Católica Romana.[121][122]
As Testemunhas de Jeová mantêm uma visão semelhante, observando um serviço comemorativo anual da Última Ceia e da subsequente execução de Cristo na noite de 14 de Nissan (conforme calculam as datas derivadas do calendário lunar hebraico). Muitas Testemunhas de Jeová costumam se referir a ele simplesmente como "A Comemoração". As Testemunhas de Jeová acreditam que versículos como 20 22:19 e 1 11:26–KJV constituem um mandamento para lembrar a morte de Cristo, embora não a ressurreição.[123][124]
Os membros da Sociedade Religiosa dos Amigos (Quakers), como parte de seu testemunho histórico contra os tempos e estações, não celebram nem observam a Páscoa ou quaisquer dias festivos tradicionais da Igreja estabelecida, acreditando, em vez disso, que "todo dia é o Dia do Senhor " e que a elevação de um dia acima dos outros sugere que é aceitável praticar atos não cristãos em outros dias.[125][126] Durante os séculos XVII e XVIII, os Quakers foram perseguidos por essa não observância dos Dias Santos.[127]
Celebrações


As tradições pascais (também conhecidas como tradições pascais) são costumes e práticas seguidas em várias culturas e comunidades ao redor do mundo para celebrar a Páscoa, que é a festa central do cristianismo, comemorando a ressurreição de Jesus . O período pascal é visto como um tempo de celebração e festa, em contraste com o período anterior da Quaresma, que é um tempo de penitência e jejum. [129]
As tradições da Páscoa incluem missas ao nascer do sol ou vigílias noturnas, exclamações e troca de saudações pascais, decoração da cruz com flores,[130] o uso de chapéus de Páscoa pelas mulheres,[131] abraçar a Igreja,[132] decoração e a quebra comunitária dos ovos de Páscoa (um símbolo do túmulo vazio).[133][134][135] O lírio da Páscoa, um símbolo da ressurreição no cristianismo,[136][137] tradicionalmente decora a área do coro das igrejas neste dia e durante o resto do Tempo Pascal.[138] Existem também comidas tradicionais de Páscoa que variam de acordo com a região e a cultura.[139] A caça aos ovos, que teve origem na ideia de procurar o túmulo vazio, é uma atividade que continua popular entre as crianças.[139][140][141]
Nos países onde o cristianismo é religião oficial, ou naqueles com grandes populações cristãs, a Páscoa é frequentemente um feriado nacional.[142] Como a Páscoa sempre cai num domingo, muitos países do mundo também reconhecem a Sexta-feira Santa e a Segunda-feira de Páscoa como feriados nacionais.[143] Dependendo do país, lojas, centros comerciais e restaurantes podem estar fechados na sexta-feira, na segunda-feira ou no domingo.[144]
Nos países nórdicos, a Sexta-feira Santa, o Domingo de Páscoa e a Segunda-feira de Páscoa são feriados nacionais,[145] sendo a Sexta-feira Santa e a Segunda-feira de Páscoa feriados.[146] Na Dinamarca, Islândia e Noruega, a Quinta-feira Santa também é feriado nacional; é feriado para a maioria dos trabalhadores, exceto para aqueles que operam alguns centros comerciais, que permanecem abertos por meio período. Muitas empresas concedem aos seus funcionários quase uma semana de folga, chamada de recesso de Páscoa.[147] As escolas estão fechadas entre o Domingo de Ramos e a Segunda-feira de Páscoa. De acordo com uma pesquisa de 2014, 6 em cada 10 noruegueses viajam durante a Páscoa, geralmente para uma casa de campo; 3 em cada 10 disseram que sua Páscoa típica inclui esqui.[148]

A Páscoa na Itália é um dos principais feriados do país.[149] Tem início a Semana Santa com o Domingo de Ramos, Quinta-feira Santa, Sexta-feira Santa e Sábado Santo, concluindo com o Domingo de Páscoa e a Segunda-feira de Páscoa. Cada dia tem um significado especial. Tanto o Domingo de Páscoa quanto a Segunda-feira de Páscoa são feriados nacionais,[150] o que resulta em um primeiro e um segundo Domingo de Páscoa, após os quais a semana continua até uma terça-feira.[150] Também nos Países Baixos, tanto o Domingo de Páscoa quanto a Segunda-feira de Páscoa são feriados nacionais e, assim como o primeiro e o segundo dia de Natal, ambos são considerados domingos, resultando em um primeiro e um segundo Domingo de Páscoa, após os quais a semana continua até uma terça-feira.[151]
A Sexta-feira Santa e o Sábado de Páscoa, assim como o Domingo de Páscoa e a Segunda-feira de Páscoa, são tradicionalmente feriados nacionais na Grécia. É costume os funcionários do setor público receberem bônus de Páscoa como presente do Estado.[152]
Nos países da Commonwealth, o Domingo de Páscoa raramente é feriado, como acontece com as celebrações que caem num domingo. No Reino Unido, a Sexta-feira Santa e a Segunda-feira de Páscoa são feriados, exceto na Escócia, onde apenas a Sexta-feira Santa é feriado.[153] No Canadá, a Segunda-feira de Páscoa é feriado nacional para os funcionários federais. Na província canadense de Quebec, tanto a Sexta-feira Santa quanto a Segunda-feira de Páscoa são feriados nacionais (embora a maioria das empresas conceda ambos).[154] Na Austrália, a Páscoa está associada à época da colheita; [155] a Sexta-feira Santa e a Segunda-feira de Páscoa são feriados em todos os estados e territórios. O sábado anterior à Páscoa é feriado em todos os estados australianos, exceto na Tasmânia e na Austrália Ocidental, enquanto o próprio Domingo de Páscoa é feriado apenas em Nova Gales do Sul; a Terça-feira de Páscoa é adicionalmente um feriado condicional na Tasmânia, variando de acordo com diferentes acordos coletivos, e também era feriado em Victoria até 1994.[156]
Nos Estados Unidos, que é um país laico, a Páscoa não é designada como feriado federal.[157] Desfiles de Páscoa são realizados em muitas cidades americanas, embora não sejam patrocinados por nenhum governo, envolvendo procissões festivas a pé.[22]
Comida de Páscoa


A Páscoa está associada a vários costumes e tradições culinárias (que variam regionalmente). Preparar, colorir e decorar ovos de Páscoa é uma dessas tradições populares. O cordeiro é consumido em muitos países, espelhando a refeição da Páscoa judaica. Comer cordeiro na Páscoa tem um significado religioso.[158] O Cordeiro Pascal do Novo Testamento é, na verdade, para o cristianismo, o filho de Deus, Jesus Cristo.[159] O Cordeiro Pascal, em particular, representa o sacrifício de Jesus Cristo pelos pecados da humanidade.[158] Comer cordeiro na Páscoa, portanto, comemora a Morte e Ressurreição de Jesus.[158]
Um pão doce com cruz é um pão temperado, geralmente feito com frutas, marcado com uma cruz no topo, que tem sido tradicionalmente consumido na Sexta-feira Santa no Reino Unido, Austrália, Nova Zelândia, África do Sul, Canadá, Índia, Paquistão, Malta, Estados Unidos e Caribe da Commonwealth.[160][161][162] Eles estão disponíveis durante todo o ano em alguns lugares, incluindo o Reino Unido.[163][164] O pão marca o fim do período cristão da Quaresma e diferentes partes do pão doce com cruz têm um significado específico, incluindo a cruz representando a crucificação de Jesus, as especiarias dentro simbolizando as especiarias usadas para embalsamá-lo em seu sepultamento e, às vezes, também casca de laranja para refletir a amargura de seu tempo na cruz.[165][166] Os gregos, no século VI, podem ter marcado bolos com uma cruz.[167][168] Na tradição cristã, a confecção de pães com uma cruz e o seu consumo após a quebra do jejum na Sexta-feira Santa, juntamente com o "choro sobre os 'pães doces com cruz'", são feitos para comemorar a crucificação de Jesus.[169] Há a hipótese de que o pão doce com cruz contemporâneo do cristianismo tenha origem na Abadia de St Albans, em St Albans, Inglaterra, onde, em 1361, o Irmão Thomas Rodcliffe, um monge cristão do século XIV, desenvolveu uma receita semelhante chamada 'Alban Bun' e distribuiu o pão aos pobres na Sexta-feira Santa.[170]

Os pratos tradicionais italianos para o período da Páscoa são abbacchio, cappello del prete, casatiello, Colomba di Pasqua, pastiera, penia, pizza di Pasqua e pizzelle. Abbacchio é um prato italiano de cordeiro típico da culinária romana.[171][172] É um produto protegido pela União Europeia com a Indicação Geográfica Protegida (IGP).[173] Na Itália, na Páscoa, o abbacchio é preparado de diferentes maneiras, com receitas que variam de região para região.[174] Em Roma, é assado; na Apúlia, no forno; em Nápoles, é cozido com ervilhas e ovos; na Sardenha, é assado no forno com batatas, alcachofras e murta; e na Toscana, é preparado ao estilo cacciatore.[174] Outros preparos locais incluem fritar e ensopar.[174] A Colomba di Pasqua é um pão tradicional italiano da Páscoa, o equivalente pascal das duas sobremesas natalinas italianas bem conhecidas, panetone e pandoro.[174]
A capirotada, também conhecida como capirotada de vigilia, é um prato tradicional mexicano semelhante a um pudim de pão, geralmente consumido durante o período da Quaresma . É um dos pratos servidos na Sexta-feira Santa . Apesar de originalmente ser consumida antes da Quaresma, a capirotada agora é consumida durante a Quaresma, especialmente durante a Semana Santa e na Sexta-feira Santa. [175] Recentemente, foi atribuído um significado espiritual em relação à paixão de Cristo e ao período da Quaresma; assim, para muitas pessoas, o pão representa o Corpo de Cristo, a calda é o seu sangue, os cravos são os pregos da cruz e os paus de canela inteiros são a madeira da cruz. [176] O queijo derretido representa o Santo Sudário . [177]
A mona pascal é um tipo de bolo espanhol que é especialmente consumido no Domingo de Páscoa ou na Segunda-feira de Páscoa nas regiões espanholas da Catalunha, Valência e Múrcia.[178] Em outras regiões espanholas, esses bolos pascais são comuns, com variações na receita e no nome. De acordo com os escritos de Joan Amades, menções à mona datam do século XV,[179] embora no dicionário de Joan Lacavalleria de 1696, Gazophylacium Catalano-Latinum, mona ainda tenha uma definição puramente zoológica (significando macaca). A edição de 1783 do dicionário da Real Academia Espanhola tem a seguinte definição: "Catalunha, Valência e Múrcia. Bolo assado com ovos na casca na Páscoa, conhecido em outras partes da Península Ibérica como Hornazo".[180]

Paskha (também grafado pascha ou pasha) é um prato festivo eslavo, típico de países ortodoxos orientais, feito com alimentos proibidos durante o jejum da Grande Quaresma. É preparado durante a Semana Santa e levado à igreja no Sábado Santo para ser abençoado após a Vigília Pascal. O nome do prato deriva de Pascha, a celebração da Páscoa na tradição ortodoxa. Além da Rússia, Ucrânia, etc., a paskha também é frequentemente servida na Finlândia. A paskha de queijo é um prato tradicional da Páscoa feito com tvorog (semelhante ao queijo cottage),[181] que é branca, simbolizando a pureza de Cristo, o Cordeiro Pascal e a alegria da Ressurreição. É moldada, tradicionalmente em forma de pirâmide truncada, que simboliza a primeira Páscoa no Egito, uma referência às origens judaicas do cristianismo e uma lembrança de que a Última Ceia de Jesus foi um Seder de Páscoa. Outros acreditam que a pirâmide é um símbolo da Trindade, da Igreja ou do Túmulo de Cristo. Geralmente é servida como acompanhamento de pães pascais ricos, chamados paska na Ucrânia e kulich na Rússia (onde o nome "paskha" também é usado nas regiões do sul).[182]
Ovos e Coelho de Páscoa

Cartão postal de 1915.
O ovo é um antigo símbolo de nova vida e renascimento.[184] No cristianismo, ele passou a ser associado à crucificação e ressurreição de Jesus.[185] O costume do ovo de Páscoa teve origem na antiga comunidade cristã da Mesopotâmia, que tingia os ovos de vermelho em memória do sangue de Cristo, derramado em sua crucificação.[186][187] Assim, para os cristãos, o ovo de Páscoa é um símbolo do túmulo vazio. A tradição mais antiga é usar ovos de galinha tingidos.[16][17]
Na Igreja Ortodoxa Oriental, os ovos de Páscoa são abençoados por um sacerdote[188] tanto nas cestas das famílias, juntamente com outros alimentos proibidos durante a Grande Quaresma, como sozinhos para distribuição ou na igreja ou em outro lugar. Os ovos de Páscoa são um símbolo muito popular de nova vida entre os ortodoxos orientais, mas também nas tradições folclóricas dos países eslavos e de outros lugares. Um processo de decoração semelhante ao batik, conhecido como pêssanka, produz ovos intrincados e de cores brilhantes. As famosas oficinas da Casa Fabergé criaram requintados ovos de Páscoa cravejados de joias para a família imperial russa de 1885 a 1916.[189]
Um costume moderno no mundo ocidental é substituir os ovos de galinhas por ovos de chocolate decorado ou ovos de plástico recheados com doces como jujubas; como muitas pessoas renunciam aos doces como seu sacrifício quaresmal, os indivíduos se permitem consumi-los na Páscoa depois de terem se abstido durante os quarenta dias precedentes da Quaresma.[190] A empresa britânica de chocolates Cadbury, que fabricou seu primeiro ovo de Páscoa em 1875, patrocina a caça aos ovos anual que acontece em mais de 250 locais do National Trust no Reino Unido.[191][192] Na segunda-feira de Páscoa, o Presidente dos Estados Unidos realiza uma corrida de ovos de Páscoa anual no gramado da Casa Branca para crianças pequenas.[193]
Em algumas tradições, as crianças colocam suas cestas vazias para o Coelho da Páscoa encher enquanto elas dormem. Elas acordam e encontram suas cestas cheias de ovos de chocolate e outras guloseimas.[194][23] Um costume originário da Alemanha,[194] o Coelho da Páscoa é um personagem lendário antropomórfico popular que distribui presentes de Páscoa, análogo ao Papai Noel na cultura americana. Muitas crianças ao redor do mundo seguem a tradição de colorir ovos cozidos e dar cestas de doces.[23] Historicamente, raposas, garças e cegonhas também foram às vezes citadas como criaturas místicas.[194] Como o coelho é considerado uma praga na Austrália, o Bilby da Páscoa.[195]
Ver também
- Festa da Misericórdia
- Regina caeli
Notas e referências
Notas
- ↑ Veja por exemplo o termo Eastre do inglês antigo, o nome da deusa do amanhecer e correspondente à deusa romana Aurora e grega Eōs.[34] "O exemplo mais simples da deusa do amanhecer acabando ligada a um único festival, o da primavera, é da deusa Eostre anglo-saxônica e sua suposta contraparte germânica Ôstara, que deram-nos [os anglófonos] "Easter" e "Ostertage". Nossa fontes não ligam Eostre com o amanhecer, mas é sem dúvida este o significado de seu nome".[35] Finalmente, material comparativo, como o inglês antigo Eostre "nos permitem propor um termo PIE para a ... 'deusa do amanhecer', caracterizada como a que traz a luz de forma 'relutante', um ato pelo qual ela é punida. Em três grupos [linguísticos] indo-europeus, báltico, grego e indo-iraniano, a existência de um termo PIE para 'deusa do amanhecer' tem ainda mais apoio linguístico por neles ela ser designada como 'filha do céu'. Todos [os termos correspondentes em lituano, grego e hindu antigo] derivados de um termo PIE ...'filha do céu'. O correspondente 'filho do céu' é impossível de ser reconstruído lexicamente, mas é, semântica e mitologicamente, associado com os 'Gêmeos Divinos'".[36]
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- ↑ Conroy, Gemma (13 de abril de 2017). «10 Reasons Australians Should Celebrate Bilbies, not Bunnies, This Easter». Australian Geographic. Consultado em 4 de abril de 2021. Arquivado do original em 18 de julho de 2021
Ligações externas
"Easter" na edição de 1913 da Enciclopédia Católica (em inglês). Em domínio público.- «Liturgias pascais» (em inglês). Liturgies.net. Consultado em 19 de abril de 2014
- «Holy Pascha: The Resurrection of Our Lord» (em inglês). Orthodox Church in America. Consultado em 19 de abril de 2014
- «Significado litúrgico da Semana Santa» (em inglês). Arquidiocese Ortodoxa Grega da Austrália. Consultado em 19 de abril de 2014. Arquivado do original em 4 de março de 2008
- «Páscoa na Igreja Ortodoxa Armênia» (em inglês). Site oficial. Consultado em 19 de abril de 2014. Arquivado do original em 29 de janeiro de 2006
- «Tradições polonesas» (em inglês). Consultado em 19 de abril de 2014

