| Cecil Frank Powell |
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| Descoberta do píon |
| Nascimento | Cecil Frank Powell 5 de dezembro de 1903 Tonbridge |
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| Morte | 9 de agosto de 1969 (65 anos) Bellano |
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| Nacionalidade | britânico |
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| Cidadania | Reino Unido |
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| Cônjuge | Isobel Artner |
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| Alma mater | Universidade de Cambridge |
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| Ocupação | físico, professor universitário, físico nuclear |
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| Distinções | Medalha Hughes (1949), Nobel de Física (1950), Tercentenary Lectures (1960), Medalha Real (1961), Medalha de Ouro Lomonossov (1967), Guthrie Medal and Prize (1969) |
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| Empregador(a) | Universidade de Bristol |
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| Orientador(a)(es/s) | Charles Thomson Rees Wilson e Ernest Rutherford |
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| Instituições | Universidade de Cambridge, Universidade de Bristol |
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Cecil Frank Powell FRS[1] (Tonbridge, 5 de dezembro de 1903 — Bellano, 9 de agosto de 1969) foi um físico britânico.
Foi laureado com o Nobel de Física de 1950, pelo desenvolvimento do método fotográfico para estudo de processos nucleares e por descobertas relacionadas com os mésons.[2]
Política global
Ele foi um dos signatários do acordo para convocar uma convenção para a elaboração de uma constituição mundial.[3][4] Como resultado, pela primeira vez na história da humanidade, uma Assembleia Constituinte Mundial se reuniu para redigir e adotar a Constituição para a Federação da Terra.[5]
A controvérsia sobre o Prêmio Nobel de Física 1950
Em 1935, o físico japonês Hideki Yukawa, para tentar explicar a natureza da estabilidade do núcleo dos átomos – uma questão fundamental para compreender a estrutura da matéria –, propôs uma teoria que previa a existência de uma partícula com massa de valor intermediário entre a do próton e do elétron, chamada méson, responsável pela força de atração entre prótons e nêutrons - a chamada força nuclear forte. Ao longo dos anos 1930, inúmeros experimentos foram realizados em diferentes partes do mundo para tentar encontrar esta partícula, mas todos os resultados apresentaram contradições.
Em 1947, em Bristol, na Inglaterra, um jovem físico brasileiro, César Lattes, que integrava o grupo de Cecil Frank Powell e Giuseppe Occhialini, conseguiu observar esses mésons pela primeira vez, em experiências feitas à margem dos procedimentos, para aprimorar um novo método de registro fotográfico com emulsões nucleares. Com isso, Lattes conseguiu eliminar todas as contradições verificadas nos experimentos precedentes.
Em 1949, Hideki Yukawa ganhou o prêmio Nobel por sua previsão teórica da existência dos mesóns. Mas, no ano seguinte, o Nobel de Física foi para Cecil Frank Powell, pelo desenvolvimento do método fotográfico de estudo dos processos nucleares e pelas descobertas sobre os mésons feitas com esse método, apesar de Lattes ter sido o principal pesquisador e o primeiro autor do histórico artigo sobre os mésons, publicado na revista Nature.[6] O artigo descrevia a partícula subatômica méson pi (ou píon). Lattes fora responsável pela melhoria da emulsão nuclear (ele simplesmente pedira à Kodak que acrescentasse mais boro à emulsão), o que possibilitou sua grande descoberta experimental, em 1947. A aparente razão de o prêmio ter sido atribuído somente a Powell é que, até 1960, a política do comitê do Nobel era premiar apenas o chefe da equipe responsável pela pesquisa. Lattes, que então tinha 23 anos, era apenas um membro da equipe. Ele também foi o responsável pelo cálculo da massa do píon e, com o físico norte-americano Eugene Gardner, demonstrou a existência dessa partícula após colisões realizadas em um síncrotron.[7][8]
Referências
- ↑ «Biographical Memoirs of Fellows of the Royal Society. 17:541.» (em inglês)
- ↑ «Camerini, U. (1969). "Cecil Powell, Cosmic-Ray Physicist, Dies in Italy". Physics Today 22 (11): 107» (PDF) (em inglês)
- ↑ «Letters from Thane Read asking Helen Keller to sign the World Constitution for world peace. 1961». Helen Keller Archive. American Foundation for the Blind. Consultado em 1 de julho de 2023
- ↑ «Letter from World Constitution Coordinating Committee to Helen, enclosing current materials». Helen Keller Archive. American Foundation for the Blind. Consultado em 3 de julho de 2023
- ↑ «Preparing earth constitution | Global Strategies & Solutions | The Encyclopedia of World Problems». The Encyclopedia of World Problems | Union of International Associations (UIA). Consultado em 15 de julho de 2023
- ↑ C.M. G. LATTES , H. MUIRHEAD , G. P. S. OCCHIALINI & C. F. POWELL.Processes involving charged mesons. Nature 159, 694-697 (24 de maio de 1947) doi:10.1038/159694a0
- ↑ On the Nobel Prize in Physics, Controversies and Influences. Por C. Y. Lo. Global Journal of Science Frontier Research Physics and Space Science, volume 13 # 3, 2013. ISSN: 2249-4626
- ↑ Cesar Lattes, a descoberta do méson-π e a física de partículas. Entrevista com o físico Alfredo Marques, ex-diretor do CBPF. Alfredo Marques. Por Maria Borba . Cosmos e Contexto - revista eletrônica de cosmologia e cultura, n° 3, fevereiro de 2012 ISSN 2358-9809
Ligações externas
Medalha Hughes (1902 — 2020) |
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| 1901–1925 | |
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| 1926–1950 | |
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| 1951–1975 | |
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| 1976–2000 |
- 1976: Richter e Ting
- 1977: P. W. Anderson, Mott e Van Vleck
- 1978: Kapitsa, Penzias e Wilson
- 1979: Glashow, Salam e Weinberg
- 1980: Cronin e Fitch
- 1981: Bloembergen, Schawlow e Siegbahn
- 1982: Wilson
- 1983: Chandrasekhar e Fowler
- 1984: Rubbia e Van der Meer
- 1985: Klitzing
- 1986: Ruska, Binnig e Rohrer
- 1987: Bednorz e Müller
- 1988: Lederman, Schwartz e Steinberger
- 1989: Ramsey, Dehmelt e Paul
- 1990: Friedman, Kendall e R. E. Taylor
- 1991: de Gennes
- 1992: Charpak, Hulse e J. H. Taylor
- 1993: Brockhouse e Shull
- 1994: Perl e Reines
- 1995: D. Lee, Osheroff e R. Richardson
- 1996: Chu, Cohen-Tannoudji e Phillips
- 1997: Laughlin, Störmer e Tsui
- 1998: Hooft e Veltman
- 1999: Alferov, Kroemer e Kilby
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| 2001–2024 |
- 2001: Cornell, Wieman e Ketterle
- 2002: Davis, Koshiba e Giacconi
- 2003: Abrikosov, Ginzburg e Leggett
- 2004: Gross, Politzer e Wilczek
- 2005: Glauber|, Hall e Hänsch
- 2006: Mather e Smoot
- 2007: Fert e Grünberg
- 2008: Nambu, Kobayashi e Masukawa
- 2009: Kao, Boyle e G. Smith
- 2010: Geim e Novoselov
- 2011: Perlmutter, Riess e Schmidt
- 2012: Haroche e Wineland
- 2013: Englert e Higgs
- 2014: Akasaki, Amano e Nakamura
- 2015: Kajita e McDonald
- 2016: Haldane, Thouless e Kosterlitz
- 2017: Weiss, Barish e Thorne
- 2018: Ashkin, Mourou e Strickland
- 2019: Peebles, Mayor e Queloz
- 2020: Penrose, Genzel e Ghez
- 2021: Manabe, Hasselmann e Parisi
- 2022: Aspect, Clauser e Zeilinger
- 2023: Agostini, Krausz e L'Huillier
- 2024: Hopfield e Hinton
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Medalha Real. Laureados (1951 — 2000) |
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1951: Howard Florey e Ian Heilbron • 1952: Frederic Bartlett e Christopher Kelk Ingold • 1953: Paul Fildes e Nevill Francis Mott • 1954: Hans Krebs e John Cockcroft • 1955: Vincent Wigglesworth e Alexander Todd • 1956: Owen Thomas Jones e Dorothy Crowfoot Hodgkin • 1957: Frederick Gugenheim Gregory e William Vallance Douglas Hodge • 1958: Alan Hodgkin e Harrie Massey • 1959: Peter Brian Medawar e Rudolf Peierls • 1960: Roy Cameron e Bernard Lovell • 1961: Wilfrid Le Gros Clark e Cecil Frank Powell • 1962: John Eccles e Subrahmanyan Chandrasekhar • 1963: Herbert Harold Read e Robert Hill • 1964: Francis Brambell e Michael James Lighthill • 1965: Henry Charles Husband, John Kendrew e Raymond Lyttleton • 1966: Christopher Cockerell, Frank Yates e John Ashworth Ratcliffe • 1967: Joseph Hutchinson, John Zachary Young e Cecil Edgar Tilley • 1968: Gilbert Roberts, Walter Thomas James Morgan e Michael Atiyah • 1969: Charles William Oatley, Frederick Sanger e George Deacon • 1970: John Fleetwood Baker, William Albert Hugh Rushton e Kingsley Charles Dunham • 1971: Percy Edward Kent, Max Perutz e Gerhard Herzberg • 1972: Wilfrid Bennett Lewis, Francis Crick e Derek Barton • 1973: Edward Abraham, Rodney Porter e Martin Ryle • 1974: Sydney Brenner, George Edwards e Fred Hoyle • 1975: Barnes Wallis, David Chilton Phillips e Edward Bullard • 1976: Alan Walsh, James Learmonth Gowans e John Cornforth • 1977: John Adams, Hugh Huxley e Peter Hirsch • 1978: Tom Kilburn, Roderic Alfred Gregory e Abdus Salam • 1979: Vernon Ellis Cosslett, Hans Walter Kosterlitz e Frederick Charles Frank • 1980: John Paul Wild, Henry Harris e Denys Wilkinson • 1981: Ralph Riley, Marthe Louise Vogt e Geoffrey Wilkinson • 1982: César Milstein, William Hawthorne e Richard Dalitz • 1983: Daniel Joseph Bradley, Wilhelm Siegmund Feldberg e John Kingman • 1984: Alexander Lamb Cullen, Mary Frances Lyon e Alan Battersby • 1985: John Argyris, John Gurdon e Roger Penrose • 1986: Eric Ash, Richard Doll e Rex Richards • 1987: Gustav Victor Rudolf Born, Eric James Denton e Francis Graham-Smith • 1988: Harold Barlow, Winifred Watkins e George Batchelor • 1989: John Vane, David Weatherall e John Charles Polanyi • 1990: Olgierd Zienkiewicz, Anne McLaren e Michael Berry • 1991: Basil John Mason, Michael Berridge e Dan Peter McKenzie • 1992: David Tabor, Michael Anthony Epstein e Simon Donaldson • 1993: Rodney Hill, Horace Barlow e Volker Heine • 1994: Salvador Moncada, Eric Mansfield e Sivaramakrishna Chandrasekhar • 1995: Donald Metcalf, Paul Nurse e Robert Williams • 1996: Robert Hinde, Jack Heslop-Harrison e Andrew Wiles • 1997: Geoffrey Eglinton, John Maynard Smith e Donald Hill Perkins • 1998: Edwin Southern, Ricardo Miledi e Donald Charlton Bradley • 1999: John Frank Davidson, Patrick David Wall e Archibald Howie • 2000: Tim Berners-Lee, Geoffrey Burnstock e Keith Usherwood Ingold |
Medalha de Ouro Lomonossov (1959 — 2020) |
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1959: Pyotr Kapitsa ·
1962: Alexander Nesmeyanov ·
1964: Olga Oleinik, Shin'ichiro Tomonaga e Hideki Yukawa ·
1965: Nikolai Belov e Howard Florey ·
1967: Igor Tamm e Cecil Frank Powell ·
1968: Vladimir Engelgardt e István Rusznyák ·
1969: Nikolay Semyonov e Giulio Natta ·
1970: Ivan Vinogradov e Arnaud Denjoy ·
1971: Viktor Ambartsumian e Hannes Alfvén ·
1972: Nikolai Muskhelishvili e Max Steenbeck ·
1973: Alexander Pavlovich Vinogradov e Vladimír Zoubek ·
1974: Alexander Tselikov e Angel Balevski ·
1975: Mstislav Keldysh e Maurice Roy ·
1976: Semyon Volfkovich e Herman Klare ·
1977: Mikhail Lavrentyev e Linus Pauling ·
1978: Anatoly Alexandrov e Alexander Todd ·
1979: Aleksandr Oparin e Béla Szőkefalvi-Nagy ·
1980: Borys Paton e Jaroslav Kožešník ·
1981: Vladimir Kotelnikov e Pavle Savić ·
1982: Juliï Borisovich Khariton e Dorothy Crowfoot Hodgkin ·
1983: Andrei Kursanov e Abdus Salam ·
1984: Nikolay Bogolyubov e Rudolf Ludwig Mössbauer ·
1985: Mikhail Sadovsky e Guillermo Haro ·
1986: Svyatoslav Fyodorov e Josef Řiman ·
1987: Aleksandr Prokhorov e John Bardeen ·
1988: Sergei Sobolev e Jean Leray ·
1989: Nicolay Gennadiyevich Basov e Hans Bethe ·
1993: Dmitry Likhachov e John Kenneth Galbraith ·
1994: Nikolai Kochetkov e James Watson ·
1995: Vitaly Ginzburg e Anatole Abragam ·
1996: Nikolai Nikolaevich Krasovsky e Friedrich Hirzebruch ·
1997: Boris Sokolov e Frank Press ·
1998: Alexander Soljenítsin e Yosikazu Nakamura ·
1999: Valentin Yanin e Michael Müller-Wille ·
2000: Andrei Viktorovich Gaponov-Grekhov e Charles Hard Townes ·
2001: Alexander Spirin e Alexander Rich ·
2002: Olga Ladyzhenskaya e Lennart Carleson ·
2003: Yevgeniy Chazov e Michael DeBakey ·
2004: Gury Marchuk e Edward Lorenz ·
2005: Yuri Osipyan e Peter Hirsch ·
2006: Nikolay Pavlovich Laverov e Rodney Charles Ewing ·
2007: Andrey Zaliznyak e Simon Franklin ·
2008: Yevgeny Primakov e Hélène Carrère d'Encausse ·
2009: Vadim Tikhonovich Ivanov e Ryōji Noyori ·
2010: Spartak Timofeevich Belyaev e Gerardus 't Hooft ·
2011: Vladimir Alexandrovich Tartakovsky e Roald Hoffmann ·
2012: Gleb Vsevolodovich Dobrovolsky e Richard Warren Arnold ·
2013: Ludvig Faddeev e Peter Lax ·
2014: Anatoly Derevyanko e Anatoly Derevyanko ·
2015: Leonid Keldysch e Paul Corkum ·
2016: Dmitri Georgewitsch Knorre e Sidney Altman ·
2017: Yuri Oganessian e Björn Jonson ·
2018: Josef Gitelson e Martin Chalfie ·
2019: Georgy Golitsyn e Paul Crutzen ·
2020: Sergei Novikov e John Milnor
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