Uma Esperança no Ar
Uma Esperança No Ar
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|---|---|---|---|---|
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| Informações gerais | ||||
| Formato | Telenovela | |||
| Gêneros | ||||
| Criação | Amilton Monteiro Ismael Fernandes Dulce Santucci | |||
| Direção | Jardel Mello | |||
| Elenco | ||||
| Tema de abertura | "Bola de Cristal", Fagner | |||
| País de origem | ||||
| Idioma original | Português | |||
| Episódios | 166 | |||
| Produção | ||||
| Duração | 45 minutos | |||
| Formato | ||||
| Formato de imagem | 480i (SDTV) | |||
| Exibição original | ||||
| Emissora | SBT | |||
| Transmissão | 7 de agosto de 1985 – 17 de fevereiro de 1986 | |||
| Cronologia | ||||
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Uma Esperança no Ar é uma telenovela brasileira produzida e exibida pelo SBT entre 7 de agosto de 1985 e 17 de fevereiro de 1986, em 166 capítulos, às 19h45, substituindo Jogo do Amor e encerrando a dramaturgia da emissora naquele momento.
Contou com Angelina Muniz, Celso Frateschi, Geórgia Gomide, Edney Giovenazzi, Cleyde Yáconis, Eliane Giardini, Mário Cardoso e Elias Gleizer nos papéis principais.
Trama
No passado, Ana (Angelina Muniz) foi expulsa de Tamandaré após ser culpada pelo acidente de barco que deixou paralítico o namorado Rui (Celso Frateschi), filho dos poderosos Clara (Geórgia Gomide) e Daniel (Edney Giovenazzi). Depois de 10 anos, a moça retorna à cidade misteriosamente rica para retomar sua vida e ajudar a mãe Paulina (Cleyde Yaconis), que passou anos sofrendo humilhações.
O retorno irrita Clara, que vê o interesse do filho renascer na ex, contrariando a mãe que quer que ele se case com Vitória (Kátia d'Angelo). A riqueza de Ana se torna interesse de suma importância nos jogos políticos locais, até então comandado pelo Prefeito Francisco (Elias Gleizer), sob os desmandos de Daniel.
Junto com Ana chega Débora (Eliane Giardini), mulher forte e progressista, que logo se torna interesse de Egdar (Mário Cardoso), um político mau-caráter que espera se tornar deputado, para despeito de Marisa (Aldine Müller), que gosta dele. Ainda o embate entre as beatas, lideradas por Dona Rolinha (Geny Prado), contra o bordel de Dolly (Zaira Bueno).
Elenco
| Intérprete | Personagem |
|---|---|
| Angelina Muniz | Ana Martins |
| Celso Frateschi | Rui Motta Lacerda |
| Geórgia Gomide | Clara Motta Lacerda |
| Edney Giovenazzi | Daniel Motta Lacerda |
| Cleyde Yáconis | Paulina Martins |
| Eliane Giardini | Débora |
| Mário Cardoso | Vereador Edgar Boaventura |
| Elias Gleizer | Prefeito Francisco Ferrão |
| Yara Lins | Elvira Ferrão |
| Kátia d'Angelo | Vitória Monteiro |
| Aldine Müller | Marisa Monteiro |
| Ruthinéa de Moraes | Maria Elisa Monteiro |
| Hélio Souto | Vereador Monteiro |
| Antônio Petrin | Vereador Bonifácio |
| Percy Aires | Vereador Juncal |
| Ileana Kwasinski | Terezinha Juncal |
| Lídia Vani | Lara Motta Lacerda |
| Geny Prado | Dona Rolinha |
| Zaíra Bueno | Dolly |
| David Cardoso | Ricardo |
| Martha Overbeck | Mônica |
| Turíbio Ruiz | Teobaldo |
| Esmeralda Barros | Emerenciana |
| Alfredo Damiano | Lucas |
| J. França | Dr. Haroldo |
| Yara Grey | Marilena |
| Tina Ferreira | Daniele |
| Lúcia Mello | Lucila |
| Júlia Savassi | Lindinha |
| Rô Mendonça | Tami |
| Lourdes Rocha | Lourdinha |
Participações especiais
| Intérprete | Personagem |
|---|---|
| Arnaldo Weiss | Tadeu |
| Roberto Scudero | Alberto |
| Antônio Natal | |
| Chico Solano | |
| Cláudio Corazza | |
| Cory Campos | |
| Ernesto Bambini | |
| Raul Gonçalves | |
| Sebastião Campos | |
| Semme Lufti |
Bastidores
Escrita por Dulce Santucci nos 30 primeiros capítulos e, posteriormente, por Amilton Monteiro e Ismael Fernandes, com o argumento de Clayton Sarzy teve direção geral de Jonas Mello.[1] Santucci estava longe das telenovelas há 13 anos, desde Os Fidalgos da Casa Mourisca, mais devido a lentidão foi trocada.[2]
Uma Esperança no Ar, encerrou a dramaturgia do canal naquele momento e somente retornou com Éramos Seis, com exceção das independentes Cortina de Vidro e Brasileiras e Brasileiros.[3] A emissora até teve vontade de continuar com as produções, fazendo uma especialmente para Roy Rosselló, na época integrante da banda Menudo, sobre título de O Ídolo.[4]
Gravações
Por conta de um problema de saúde de Cláudio Corazza, as gravações tiveram que ser pausadas em uma semana, já que não estava em condições de continuar atuando, fazendo assim, adiar mais uma vez a estreia.[5]
Exibição
Reprise
Foi reprisada na faixa Novelas da Tarde entre 27 de julho e 18 de dezembro de 1987, às 14h30, em 104 capítulos, substituindo A Justiça de Deus e sendo substituída por O Anjo Maldito.
Trilha sonora
| Uma Esperança no Ar | |
|---|---|
| Trilha sonora de Vários Intérpretes | |
| Gravação | 1985 |
| Gênero(s) | MPB |
| Idioma(s) | Português |
| Formato(s) | Vinil |
| Gravadora(s) | Sony Music |
| Produção | Mário Lúcio de Freitas |
Capa: Logotipo da novela.
| N.º | Título | Música | Duração | |
|---|---|---|---|---|
| 1. | "Bola De Cristal" (tema de abertura) | Fagner | 04:23 | |
| 2. | "Um Dia De Amor" | Amelinha | 04:31 | |
| 3. | "Tudo Pode Mudar" | Metrô | 03:35 | |
| 4. | "Sempre Me Faz Bem" | Kátia | 02:55 | |
| 5. | "História De Amor" | Fábio Júnior | 03:42 | |
| 6. | "Frente A Frente" | Sônia Maya | ||
| 7. | "Esquinas" | Djavan | 05:32 | |
| 8. | "Íntimo" | Simone | 03:25 | |
| 9. | "Só" | Léo Jaime | 03:43 | |
| 10. | "Siga Seu Rumo" | Pimpinela | 02:53 | |
| 11. | "Se O Tempo Pudesse Parar" | Paulinho Nogueira | 02:45 | |
| 12. | "Amor Fatal" | Sempre Livre | 03:22 | |
Duração total: |
38:41 | |||
Repercussão
O alto custo de produção em novelas nacionais, fez Silvio Santos anunciar que Uma Esperança no Ar seria a última produção dramaturga pelo SBT, por enquanto, até a Copa do Mundo 1990. A decisão de substituir-las em detrimento dos folhetins mexicanos por serem mais baratos foi criticado.[6]
“Além do mais, as novelas nacionais dele estavam dando tanta audiência quanto as mexicanas, isto é, algo comparável apenas à votação de um Rivailde Ovídio, não mais que isso”
— Zêgo
Durante sua exibição foi compara bastante com Roque Santeiro, que ia ao ar no mesmo ano pela TV Globo e trazia histórias similares, como a disputa política no interior, a influência de famílias ricas nas decisões do local e a guerra entre beatas e bordel, embora parecidas, a novela carioca era reciclada de obras do autor.[7]
Ficha técnica
| Equipe | |
|---|---|
| Autoria | Amilton Monteiro |
| Dulce Santucci | |
| Ismael Fernandes | |
| Direção Geral | Jardel Mello |
| Sonoplastia | Mário Lúcio de Freitas |
Referências
- ↑ Xavier, Nilson. «Uma Esperança no Ar». Teledramaturgia. Consultado em 30 de janeiro de 2026
- ↑ «DULCE SANTUCCI». MBRTV - Museu Brasileiro de Rádio e Televisão. Consultado em 30 de janeiro de 2026
- ↑ «Em que ano a novela Bambolê foi ao ar? Relembre as atrações da TV na época». UAI. Consultado em 26 de junho de 2023
- ↑ «A Tribuna (SP) - 1980 a 1989 - DocReader Web». memoria.bn.gov.br. Consultado em 30 de janeiro de 2026
- ↑ «A Tribuna (SP) - 1980 a 1989 - DocReader Web». memoria.bn.gov.br. Consultado em 30 de janeiro de 2026
- ↑ «A Tribuna (SP) - 1980 a 1989 - DocReader Web». memoria.bn.gov.br. Consultado em 30 de janeiro de 2026
- ↑ «Há 32 anos, SBT encerrava (pela primeira vez) seu núcleo de teledramaturgia com Uma Esperança no Ar». observatoriodatv. Consultado em 26 de junho de 2023


