Sangue do Meu Sangue (1995)
Sangue do Meu Sangue
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|---|---|---|---|---|
| Informações gerais | ||||
| Formato | Telenovela | |||
| Gêneros | ||||
| Criação | Vicente Sesso Paulo Figueiredo Rita Buzzar | |||
| Baseado em | Sangue do Meu Sangue, de Vicente Sesso | |||
| Roteirista | Ecila Pedroso | |||
| Direção | Nilton Travesso | |||
| Elenco | ||||
| Tema de abertura | “Blue Blood A”, Gregor F. Narholz | |||
| País de origem | ||||
| Idioma original | Português | |||
| Episódios | 257 | |||
| Produção | ||||
| Duração | 50 minutos | |||
| Formato | ||||
| Formato de imagem | 480i (SDTV) | |||
| Exibição original | ||||
| Emissora | SBT | |||
| Transmissão | 11 de julho de 1995 – 4 de maio de 1996 | |||
| Cronologia | ||||
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| Programas relacionados | ||||
| Sangue do Meu Sangue (1969) | ||||
Sangue do Meu Sangue é uma telenovela brasileira produzida e exibida pelo SBT entre 11 de julho de 1995 a 4 de maio de 1996 em 257 capítulos, substituindo As Pupilas do Senhor Reitor e sendo substituída por Razão de Viver.
Contou com Osmar Prado, Lucélia Santos, Jayme Periard, Tarcísio Filho, Bia Seidl, Lucinha Lins, Rubens de Falco e Tônia Carrero nos papéis principais.
Trama
Em 1872, Clóvis (Osmar Prado) é um homem inescrupuloso, que desvia dinheiro do banco de seu sogro Mário (Rubens de Falco) e tenta fazer todos crerem que sua esposa Júlia (Lucélia Santos) tem problemas mentais por ela ser envolvida na causa abolicionista.
Ao ser descoberto por Carlos (Jayme Periard), ele encomenda sua morte, porém este sobrevive e é resgatado sem memória por uma trupe circense, vivendo por 10 anos sem se lembrar dos filhos Lúcio (Tarcísio Filho), Cinthia (Flávia Monteiro) e Ricardo (Rubens Caribé), da esposa Helena (Lucinha Lins) – que vive como viúva sem notar o amor de Machado (Othon Bastos) – e da amante Pola (Bia Seidl).
Após 10 anos, Carlos recupera a memória e retorna ao Rio de Janeiro junto com Natália (Denise Fraga), bailarina cega há quem criou como filha, para se vingar de Clóvis, porém descobre que Lúcio agora tem um caso com Pola sem saber do passado com seu pai. Enquanto isso Cinthia vive um romance secreto com Maurício (Delano Avelar), filho de Clóvis impedido de ver a moça, e Ricardo nem imagina que seu amigo Fabrício (Bete Coelho) na verdade é uma moça que se disfarça de homem para poder fazer faculdade.
No vilarejo há o bordel de Salomé (Jussara Freire), que sempre despertou o interesse no conde Antônio (Luiz Guilherme), onde trabalham as prostitutas Pola, Heloísa (Ângela Figueiredo) e Solange (Suzy Rêgo), o grande amor da vida de Arthur (Jandir Ferrari). Pedro (Gésio Amadeu) e Gentinha (Chica Lopes) são escravos irmãos que foram separados na infância e tentam se reencontrar.
Ainda há Suzana (Magali Biff), que é cortejada pelo pobretão Lourenço (Ewerton de Castro), mas tenta conquistar o rico Giorgio (Marcos Caruso). Em dado momento chega na cidade Cecile (Tônia Carrero), tia de Pola vinda da Europa que não se engana com Clóvis e tenta desmascará-lo.
Elenco
| Intérprete | Personagem | Intérprete na obra original de 1969[1] |
|---|---|---|
| Tarcísio Filho | Lúcio Resende[2] | Francisco Cuoco |
| Bia Seidl | Pola Renon[3][4] | Tônia Carrero |
| Jayme Periard | Carlos Resende | Francisco Cuoco |
| Osmar Prado | Clóvis Camargo[5][6] | Henrique Martins |
| Lucélia Santos | Júlia Albuquerque Soares Camargo[7] | Fernanda Montenegro |
| Lucinha Lins | Helena Resende | Nicette Bruno como Clara Resende |
| Tônia Carrero | Cecile Renon[8][9] | |
| Rubens de Falco | Dr. Mário Albuquerque Soares | Edmundo Lopes |
| Jandira Martini | Rebecca Camargo[10] | |
| Othon Bastos | Dr. Machado | Sadi Cabral |
| Jussara Freire | Madame Salomé | |
| Marcos Caruso | Conde Giorgio de la Fontana | Mauro Mendonça |
| Flávia Monteiro | Cíntia Resende | Nívea Maria |
| Delano Avelar | Maurício Albuquerque Soares Camargo | Armando Bógus |
| Guilherme Leme | Juca Albuquerque Soares | Aldo de Maio |
| Gésio Amadeu | Pedro Cesteiro[11] | Eduardo Abbas |
| Chica Lopes | Bentinha Cesteiro[11] | Gladys Maria |
| Ewerton de Castro | Lourenço | Nestor de Montemar |
| Magali Biff | Suzana Corrêa | Rita Cléos |
| Paulo Figueiredo | Major Alexandre Paranhos | Sérgio Britto como Tenente Alexandre Paranhos |
| Yara Lins | Mariana Resende | Carminha Brandão |
| Rubens Caribé | Ricardo Resende | Renato Machado |
| Bete Coelho | Fernanda Lamar[12] | |
| Fabrício Lamar | ||
| Angelina Muniz | Zulmira (Zara)[13] | Salomé Parísio |
| Ângela Figueiredo | Heloísa | |
| Denise Fraga | Natália | |
| Jandir Ferrari | Arthur | Geraldo Louzano |
| Suzy Rêgo | Solange Deschamps[14] | Gilmara Sanches |
| Marcela Muniz | Carolina Albuquerque Soares | Marlene Costa |
| Cláudia Provedel | Viviane Renon[15][16] | Rosamaria Murtinho |
| Luiz Guilherme | Conde Antônio Cerdeira | |
| Cacá Rosset | Raposo[17][18] | Rodolfo Mayer |
| Ruthinéa de Moraes | Candoca Navalhada | |
| Elisa Lucinda | Beatriz | |
| Luiz Serra | Dr. Martins | Pierão de Castro como Martinez |
| Newton Prado | Dr. Fontes | |
| Marcos Plonka | Dr. Rui | |
| Tácito Rocha | Inspetor Herculano | Zé Luiz Pinho |
| André Garolli | Leandro | |
| Marco Antônio Pâmio | Quinzinho Cerdeira | Ênio Carvalho |
| Amorim Junior | Gastão | |
| Geovana Magagnin | Vitória | Geovana Magagnin |
| José Netho | Pedrinho |
Participações especiais
| Intérprete | Personagem | Intérprete na obra original de 1969[1] |
|---|---|---|
| Irene Ravache | Isabel Bragança e Bourbon, Princesa do Brasil[19] | Márcia Real |
| Dênis Derkian | Edwaldo Paranhos | |
| Filomena Luíza | Teresa Cristina de Bourbon, Imperatriz do Brasil | |
| Silvio Band | Dom Pedro II, Imperador do Brasil | Cláudio Corrêa e Castro |
| Kadu Carneiro | José do Patrocínio | Antônio Pitanga |
| Luciano Quirino | André Rebouças | |
| Luiz Baccelli | Barão de Cerro Verde | |
| Suzy Camacho | Baronesa de Cerro Verde | |
| Gilberto Sávio | Barão de Santa Rita | |
| Wálter Forster | Juíz Quintiliano | Carlos Zara |
| Rogério Márcico | Tobias Barreto | |
| Nilton Bicudo | Formiga | |
| Jiddu Pinheiro | Lúcio (jovem) | Valdo Rodrigues como Lúcio (criança) |
| Wagner Santisteban | Ricardo (criança) | Américo Rodrigues |
| Douglas Aguillar | Maurício (criança) | Vicente Cruz |
| Carmen Caroline | Cínthia (criança) | Elaine Leick |
| Alana Rosseto | Carolina (criança) | |
| Cacá Pontes | Quinzinho (criança) |
Bastidores
Baseada na telenovela homônima feita em 1969 pela TV Excelsior, foi adaptada inicialmente por Paulo Figueiredo e Rita Buzzar nos primeiros 70 capítulos e posteriormente pelo próprio autor Vicente Sesso, com colaboração de Ecila Pedroso, direção de Antonino Seabra, Del Rangel e Henrique Martins com direção geral de Nilton Travesso.[20]
Com Sangue do Meu Sangue, se seguia um padrão adotado pelo canal desde 1994, com Éramos Seis, de Maria José Dupré, que a partir dali estava querendo seguir com adaptações de textos brasileiros, abortando os textos estrangeiros da Televisa.[21] Sendo primeiramente vendida pro Silvio Santos os 200 dos 240 capítulos escritos.[22]
Em janeiro de 1995 tinha sido divulgado que estava em produção, trazendo Henrique Martins de diretor, curiosamente, foi ele que interpretou o vilão Clovis na Excelsior.[23] Era usado o slogan “a novela da família brasileira” como divulgação da novela, estratégia usada desde Éramos Seis.[24] Infelizmente não teve trilha sonora lançada comercialmente.
Inicialmente teve orçamento de US$ 6 milhões e os capítulos da novela custavam cerca de US$ 42 mil por capitulo.[25] Teria um total de 188 capítulos produzidos, dos quais já haviam 20 engatilhados antes da estreia programada, tendo em vista gravar os 168 restantes num prazo de seis meses. A construção da cidade cenográfica para externas que custou US$ 600 mil.[26]
Por se tratar de uma adaptação, precisou incluir novos personagens no enredo que não se tinha na primeira versão, por exemplo, Salomé e a enfermeira Heloísa — personagem não tinha nome. Segundo Buzzar, era necessário essa inclusão para dar mais tempero ao texto de Sesso.[26] Os personagens Pola e Lúcio entram somente na segunda fase.[27]
A principal ordem do canal era para estrear às 20h, batendo de frente com A Idade da Loba, produção da Rede Bandeirantes. Tinham expectativa de meta estipulada de pelo menos entre 25 e 27 pontos ou de picos, por se tratar de um investimento altíssimo, em relação as outras duas obras anteriores.[28]
Como uma parte tinha presença forte de acontecimentos históricos de décadas passadas, Ana Luisa Martins, historiadora da Universidade de São Paulo, foi contratada para auxiliar os autores em escrever os capítulos.[29][30][31] O cenógrafo João Nascimento Filho, responsável que reproduziu os prédios públicos, a igreja, o jornal, a confeitaria, o café-concerto, o hotel, a prisão e as residências com a direção de arte de Beto Leão.[32]
Além das cidades cenográficas, foram construídos pela produção vários veículos de tração animal: os coches, que eram os carros de luxo, tilburis, que funcionavam como táxis, uma carruagem e até um bonde puxado por burros, iguais aos que trafegavam no Rio na época da libertação dos escravos.[33]
Gravações
A cidade cenográfica construída para gravações de externas aconteceu na periferia de São Paulo.[26] O sinal verde dado por Sílvio fez ter cenas externas também localizadas no Rio de Janeiro e no exterior, França, para reproduzir fielmente o Rio do século XIX com confeitaria, banco, hotel e jornal.[30] Também houve gravações no bairro do Ipiranga e nas praias de Guarujá.[34]
Eram feito por dia 30 a 34 gravações, durante seis ou sete meses. As gravações no Rio, segundo Travesso, não poderiam acontecer por conta da poluição e que teria uma cidade cenográfica para reconstruir um “Rio Afrancesado”. Continuou dizendo que na época entre 1872 e 1888 havia o silêncio de patas de cavalo, de tílburis, então foi decidido fazer externas só em Quinta da Boa Vista e no Jardim Botânico, da capital carioca.[35]
A gravação da cena do duelo entre Cerdeira e Lúcio foi gravada na Fazenda Ferreira Guedes, em Caucaia do Alto, lugarejo próximo a São Paulo.[36] O lugar escolhido para as cenas do tiroteio durante uma invasão de abolicionistas na fazenda de Orlando onde Clóvis atira no barão foi gravada, na Fazenda Floresta, em Itu.[37] As cenas de uma festa ambientada na corte de D. Pedro II foram realizadas, no Palácio dos Campos Elíseos, em São Paulo, antiga sede do Governo do Estado de São Paulo.[38]
Escolha do elenco
Os primeiros nomes comunicados foram de Lucélia Santos, Osmar Prado, Irene Ravache, Bia Seidl, Lucinha Lins, Cacá Rosset, Denise Fraga, Jayme Periard, Rubens de Falco, Flávia Monteiro, Jandir Ferrari, Bete Coelho, Marcos Caruso e Othon Bastos.[39]
Jussara Freire e Ângela Figueiredo entraram para complementar no enredo, pois os seus não estavam no texto original.[26] Além de Osmar, Ravache, Caruso, Fraga, Othon, teve Everton de Castro e Angelina Muniz de volta para as telenovelas.[40]
Troca de autores e Acusações
Na reta final da novela, Osmar Prado saiu em defesa de Rita Buzzar e Paulo Figueiredo em entrevista ao O Estado Folha de São Paulo, ao ser perguntado se a chegada de Vicente Sesso poderia reverter a tendência de queda de audiência da novela, o ator declarou.[41]
“Ele não é milagreiro e está bancando o salvador da pátria. A emissora quer resultados e infelizmente caiu no conto que esse senhor irresponsável e inescrupuloso vem propagando na imprensa. Qualquer um pode ter críticas à novela e dizer que nem todos os personagens estão bem desenvolvidos. Mas não há problema que não seja contornável com uma boa conversa. Sesso simplesmente arrasou com a produção, desde o início. Foi muito deselegante com atores e adaptadores. Se ele quisesse de fato cooperar, não agiria de forma tão leviana. Deixou claro que, na hora em que vendeu os direitos da história ao SBT, não soube negociar sua participação e depois saiu resmungando. Sangue é só um tijolinho em um muro maior, que é o núcleo de teledramaturgia, do SBT. Sesso tentou derrubar esse muro desde o início. Então, não há como respeitá-lo agora”
— Osmar Prado
Rita, antes de se desligar do texto da novela, rebateu as críticas de Sesso, declarando que foi necessário reescrever os capítulos, uniformizar perfis de personagens irregulares no original e corrigir erros históricos.[20] Outros atores como Lucélia Santos, Marcela Muniz e Delano Avelar ficaram satisfeitos com as modificações que foram feitas por Vicente Sesso em relação a seus personagens na obra.[42]
Mudanças no roteiro
Devido a reformulação densa feita pela dupla Figueredo e Buzzar, Sesso entrou no comando de seu remake e a primeira coisa que fez foi eliminar a trupe dos atores saltimbancos, chefiada por Raposo, diminuiu a participação da ceguinha Natália e do tenente Paranhos. Ele adiantou que procuraria deixar a novela mais parecida com a versão original de 1970, onde Raposo, era um mendigo inteligente, culto e cheio de filosofia.[43]
Entre outras mudanças ocorreu na personagem reformulada foi Cecília/Fabrício, inexistente na trama original, Bete Coelho retornou no meio da novela interpretando uma nova personagem, Fernanda. Já o tenente Paranhos deixará de ser mulherengo e não beijará todas as atrizes que cruzam seu caminho. O escritor disse que concebeu Paranhos baseado no obstinado inspetor Jouvet, do romance Os Miseráveis, de Victor Hugo, que nada tinha de garanhão.[43]
Ainda na tentativa de salvar a novela, Sesso acabou trazendo a amiga Tônia Carrero. Intérprete de Pola Renon na primeira versão, Tônia entrou para interpretar uma nova personagem, a viúva alegre Cécile Renon, e reforçar ainda mais a trama da cunhada, Pola. Tônia Carrero estava afastada da televisão brasileira há seis anos, desde sua participação em Kananga do Japão, da Rede Manchete.[44]
Personagens
- Júlia Albuquerque (Lucélia Santos) — Filha do poderoso banqueiro Mário, é maltratada pelo marido, Clóvis. Guarda o segredo de não ser a mãe legítima de Maurício.
- Clóvis Camargo (Osmar Prado) — Vilão da história, personifica a maldade e a falta de escrúpulos. Contínuo do banco, se casa por interesse com Júlia, de olho no dinheiro do sogro. Manhoso, acaba caindo nas graças do Dr, Mário e se tornando gerente do banco.
- Pola Renon (Bia Seidl) — Viúva de um rico joalheiro francês, tem 30 anos na primeira fase. Nascida no Rio de Janeiro, morou em Paris, onde tornou-se atriz de teatro e conseguiu fama.
- Carlos Resende (Jayme Periard) — Sempre correto e bem intencionado, ele não tem muita sorte na vida. Seu deslize foi se apaixonar por Pola Renon.
- Dr. Mário (Rubens de Falco) — Rico e bem sucedido, é dono do Banco Transcontinental, onde Clóvis é gerente e Carlos, o contador. Pai de Júlia e Juca, não se dá com o filho.
- Helena Resende (Lucinha Lins) — Apaixonada pelo marido, o infeliz Carlos, tem 30 anos na primeira fase e é mãe de Lúcio, Cíntia e Caroline. De temperamento pacato, sonha com coisas simples como ter uma casa própria e criar bem os filhos. Mas o marido se apaixona por Pola Renon.[26]
- Lúcio Resende (Tarcísio Filho) — Filho mais velho de Carlos e Helena. É arrojado e aventureiro. Integrado ao movimento abolicionista, invade fazendas para libertar escravos. Vive romances com Viviane e Pola.
- Ricardo Resende (Rubens Caribé) — Filho do meio de Carlos, apaixona-se por Fabrício e sofre até descobrir que o rapaz é, na verdade, uma garota. Durante uma briga, Ricardo joga pedra em um garoto. Um mendigo, única testemunha, leva o ferido ao hospital e assume a culpa. Esse mendigo é Carlos.
- Cíntia Resende (Flávia Monteiro) — Filha caçula de Carlos, é apaixonada por Maurício. Por causa de um golpe de Clóvis, se afasta do amado.
- Fabrício Lamar (Bete Coelho) — Na verdade, o rapaz é Cecília. Bacharel em direito e com convicções abolicionistas, se passa por homem para enfrentar a discriminação feminina. Seu melhor amigo é Lúcio e apaixona-se por Ricardo.
- Maurício Albuquerque (Delano Avelar) — Filho bastardo de Clóvis. Graças ao avô, estuda em Paris. Volta ao Rio de Janeiro e reencontra Cíntia, sua paixão de infância. No dia de seu noivado, Clóvis patrocina escândalo com uma prostituta para afastá-lo da presidência do banco.
- Viviane Renon (Vera Zimmermann) — Sobrinha de Pola e filha de Raposo. Não conheceu os pais e estudou na Europa. Volta ao Brasil e apaixona-se por Lúcio, mas se afasta dele para não magoar a tia.
- Juca Albuquerque (Guilherme Leme) — Médico, filho de Mário, vive em um sanatório para alcoólatras. Sente-se culpado pela morte da mulher. É pai de Carolina.
- Heloísa (Ângela Figueiredo) — Trabalha num sanatório como enfermeira e apaixonada por Juca.[45]
- Princesa Isabel (Irene Ravache) — Filha do imperador Dom Pedro II, abraça a campanha abolicionista e em 1888 assina a Lei Áurea.
- Raposo (Cacá Rosset) — Ator famoso, perdeu a mulher e a filha enquanto lutava no Paraguai.
- Major Paranhos (Paulo Figueiredo) — Soldado na Guerra do Paraguai e responsável pela prisão de Clóvis.
- Solange Deschamps (Suzy Rêgo) — Duble de atriz e prostituta, assalariada e amante de Clóvis.
- Natália (Denise Fraga) — Florista cega, mora no Beco dos Mendigos e se apaixona por Machado.
- Madame Salomé (Jussara Freire) — Se faz passar por meretriz e depois se transforma em Clementina, empregada de Helena.
- Dr. Machado (Othon Bastos) — Tesoureiro do banco e conselheiro do presidente.
- Zulmira (Angelina Muniz) — Escrava e mãe de Maurício, foi violentada por Clóvis. Para ser libertada, dá a Júlia o filho recém-nascido. Esconde o segredo de que Clóvis é o pai do menino.
- Lourenço (Ewerton de Castro) — Sucessor de Renon na joalheria. Ama Suzana, mas não se declara.[46]
- Arthur (Jandir Ferrari) — Um carreirista, faz os trabalhos sujos para Clóvis.[47]
Exibição
Internacional
Foi exibida internacionalmente na África, Portugal, Rússia, Chile, Polónia, Estados Unidos, Romênia e Paraguai. Destaque-se que foi a primeira telenovela brasileira exibida no canal Acasă TV.[48]
| País | Canal | Título | Início | Término | Ref |
|---|---|---|---|---|---|
| SBT | Sangue do Meu Sangue | 11 de julho de 1995 | 4 de maio de 1996 | [20] | |
| RTP1 | 15 de abril de 1996 | 23 de maio de 1997 | [49] | ||
| RTP África | |||||
| SNT | Sangre de mi Sangre | agosto de 1996 | maio de 1997 | [50] | |
| La Red | 11 de agosto de 1997 | 16 de janeiro de 1998 | |||
| Galavisión | Same Flesh, Same Blood | maio de 1998 | outubro de 1998 | ||
| 5TV | Кровь моя кровь | 15 de junho de 1998 | 20 de novembro de 1998 | [51] | |
| TVP3 | Krew z mojej krwi | 1 de setembro de 1998 | setembro de 1999 | [52] | |
| Acasă TV | Sânge din sângele meu | outubro de 1998 | dezembro de 1999 | [53] | |
| TVI | Sangue do Meu Sangue | 1999 | 2000 | [54] |
Trilha sonora
| Sangue do Meu Sangue | |
|---|---|
| Trilha sonora de Vários Intérpretes | |
| Gravação | 1995 |
| Gênero(s) | MPB |
| Idioma(s) | Português |
| Formato(s) | Vinil |
| Produção | Ricardo Botter Maio |
| N.º | Título | Intérprete | Duração | |
|---|---|---|---|---|
| 1. | "Lua Branca" | Maria Bethânia | 02:15 | |
| 2. | "Saudades de Casa" | Ivan Lins | 03:56 | |
| 3. | "Implorando" (Palma de Martírio) | Rogério Duprat | 01:44 | |
| 4. | "Quem É Você" | Zizi Possi | 04:15 | |
| 5. | "Sonho De Valsa" | Jane Duboc | 04:36 | |
| 6. | "Muxima" | Jorge Degas & Marcelo Salazar Muxima | 04:46 | |
| 7. | "Menina Da Lua" | Renato Motha | 04:07 | |
| 8. | "Se Tu Soubesses" | Zé Renato | 03:17 | |
Duração total: |
27:36 | |||
Repercussão
No Jornal O Dia, a dupla de autores de Sangue do Meu Sangue, foram criticados pela jornalista Maria Helena Dutra pela inclusão de novos personagens que não estavam no roteiro original. A direção também foi criticada pelo “amadorismo” em que os três diretores levam, a produção num todo não escapou e foi denominada como desastre irreversível.[55]
Audiência
Exibida em dois horários, Sangue do Meu Sangue teve média de 12 pontos e 14 de pico na estreia às 19h45 e média de 11 pontos e 13 de pico na reapresentação às 21h40.[56]
Até certo momento, havia uma insatisfação do SBT em relação a audiência que vinha tendo, pois eram esperados os dois dígitos iguais as anteriores Éramos Seis e As Pupilas do Senhor Reitor. Não só a jornalista como Sesso também estava insatisfeito pelo caminho que estavam indo, causando uma desavença entre autores.
“A linha dos personagens estava longe da história que escrevi. A Rita Buzzar disse que eu era Magadan, não trabalhava há muito tempo e estava querendo aparecer. A Pola Renon deveria ser interpretada por uma atriz mais velha, como Irene Ravache, para que a diferença de idade entre ela e Lúcio ficasse evidente. Um mesmo capítulo tem cenas de três capítulos anteriores. A novela está sendo escrita fora de ordem, e eles estão tentando salvar a história na edição”
— Vicente Sesso
As reclamações aumentaram quando surgiu modificações extremas na história feita por Figueredo e Buzzar, que pro autor não precisava, já que se tratava de um folhetim de época e essa intervenção estava prejudicando na audiência final. O entrave de Sesso de ter negado a readaptar foi financeiro. Esse desabafo deixou os dois adaptadores perplexos.[25]
Prêmios e Indicações
Na 36ª edição que aconteceu no mesmo ano, a novela junto ao Osmar Prado, foram indicados na premiação da casa, mas somente o ator venceu o troféu.
| Ano | Prêmio | Categoria | Indicação | Resultado | Ref |
|---|---|---|---|---|---|
| 1995 | Troféu Imprensa | Melhor novela | Sangue do Meu Sangue | Indicada | [57] |
| Melhor Ator | Osmar Prado | Venceu |
Ficha técnica
| Equipe | |
|---|---|
| Original | Vicente Sesso |
| Adaptação | |
| Paulo Figueiredo | |
| Rita Buzzar | |
| Colaboração | Ecila Pedroso |
| Direção | Antonino Seabra |
| Del Rangel | |
| Henrique Martins | |
| Direção Geral | Nilton Travesso |
Referências
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- ↑ Scalzo, Mariana (20 de agosto de 1995). «Emissora investe no galã Tarcisinho». Folha de S.Paulo. TV-Pesquisa. Consultado em 18 de novembro de 2019
- ↑ Michelazzo, Luiz Augusto (11 de junho de 1995). «Bia conquista pai e filho em Sangue». O Dia. TV-Pesquisa. Consultado em 18 de novembro de 2019
- ↑ Scalzo, Mariana (9 de julho de 1995). «Bia Seidl vive abolicionista moderna». Folha de S.Paulo. TV-Pesquisa. Consultado em 18 de novembro de 2019
- ↑ Michelazzo, Luiz Augusto (30 de abril de 1995). «Osmar Prado fará seu primeiro vilão». O Globo. TV-Pesquisa. Consultado em 18 de novembro de 2019
- ↑ Ribeiro, Marili (5 de agosto de 1995). «Vilão bota a novela no bolso». Jornal do Brasil. TV-Pesquisa. Consultado em 18 de novembro de 2019
- ↑ «Lucélia volta ao século XIX sete anos depois». O Globo. TV-Pesquisa. 9 de julho de 1995. Consultado em 18 de novembro de 2019
- ↑ Michelazzo, Luiz Augusto (17 de setembro de 1995). «A viúva alegra do SBT». O Globo. TV-Pesquisa. Consultado em 18 de novembro de 2019
- ↑ Elias, Eduardo (15 de outubro de 1995). «SBT faz a festa na estreia de Tônia Carrero em Sangue». O Estado de São Paulo. TV-Pesquisa. Consultado em 18 de novembro de 2019
- ↑ Michelazzo, Luiz Augusto (16 de julho de 1995). «Simpatia transformada em maldade». O Globo. TV-Pesquisa. Consultado em 18 de novembro de 2019
- ↑ a b Michelazzo, Luiz Augusto (3 de setembro de 1995). «Dois escravos perdidos numa novela». O Globo. TV-Pesquisa. Consultado em 18 de novembro de 2019
- ↑ Elias, Eduardo (29 de outubro de 1995). «Ex-dark se prepara para liberar sua porção mulher no SBT». O Estado de São Paulo. TV-Pesquisa. Consultado em 18 de novembro de 2019
- ↑ «Angelina, uma escrava triste». O Globo. TV-Pesquisa. 11 de junho de 1995. Consultado em 18 de novembro de 2019
- ↑ Michelazzo, Luiz Augusto (13 de agosto de 1995). «Suzy Rêgo é cortesã no SBT». O Globo. TV-Pesquisa. Consultado em 18 de novembro de 2019
- ↑ «Pingue pongue com Cláudia Provedel». Jornal do Brasil. TV-Pesquisa. 16 de dezembro de 1995. Consultado em 18 de novembro de 2019
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- ↑ Michelazzo, Luiz Augusto (25 de junho de 1995). «Realeza politicamente correta». O Globo. TV-Pesquisa. Consultado em 18 de novembro de 2019
- ↑ a b c Xavier, Nilson. «Sangue do Meu Sangue (1995)». Teledramaturgia. Consultado em 5 de fevereiro de 2026
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- ↑ Magalhães, Simone (11 de janeiro de 1995). «Vicente Sesso prepara remakes de duas novelas». O Globo. Consultado em 26 de dezembro de 2013
- ↑ Lima, Roni (29 de janeiro de 1995). «SBT prepara remake de Sangue do meu Sangue». Folha de S.Paulo. TV-Pesquisa. Consultado em 18 de novembro de 2019
- ↑ Biehler Mateos, Simone (29 de janeiro de 1995). «'Sangue do meu sangue' é a nova volta ao passado». O Globo. TV-Pesquisa. Consultado em 18 de novembro de 2019
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