Solar Paraíso
Solar Paraíso
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|---|---|---|---|
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| Informações gerais | |||
| Formato | Telenovela | ||
| Gênero | Infantil | ||
| Criação | Roberto Monteiro | ||
| Direção | David Grimberg | ||
| Tema de abertura | "Suicide in Painless", Henry Mancini | ||
| País de origem | |||
| Idioma original | Português | ||
| Episódios | 60 | ||
| Produção | |||
| Empresa produtora | Estúdios Silvio Santos | ||
| Distribuição | Estúdios Silvio Santos
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| Formato | |||
| Formato de imagem | 480i (SDTV) | ||
| Exibição original | |||
| Emissora | TVS | ||
| Transmissão | 22 de maio – 7 de julho de 1978 | ||
Solar Paraíso é uma telenovela brasileira produzida pelos Estúdios Silvio Santos e exibida pela TVS, entre 22 de maio e 7 de julho de 1978, em 60 capítulos, às 12h30.
Contou com Maria Aparecida Báxter, Antônio Petrin, Chica Lopes, Dirce Militello, Sebastião Campos e Marta Volpiani nos papéis principais.
Trama
A luta de dona Eufrosina (Maria Aparecida Báxter) e suas amigas Marialva (Chica Lopes) e Risoleta (Dirce Militello) para não vender o casarão centenário da família para o perverso Alonso (Antônio Petrin), que quer demoli-lo e construir um moderno hotel no local, criando várias armações com seu inescrupuloso advogado Dr. Tancredo (Sebastião Campos) para expulsar a velhinha.
O local é palco das aventuras de uma turma de crianças do bairro e do romance entre Angelina (Marta Volpiani) e o rebelde Rodrigo (Antônio Fonzar), neto de doce senhora Eufrosina.
Elenco
| Intérprete | Personagem |
|---|---|
| Adulto | |
| Maria Aparecida Baxter | Dona Eufrosina Paixão |
| Antônio Petrin | Alonso |
| Chica Lopes | Marialva |
| Dirce Militello | Risoleta |
| Sebastião Campos | Dr. Tancredo |
| Antônio Fonzar | Rodrigo Paixão |
| Marta Volpiani | Angelina |
| Felipe Levy | Aristides |
| Ivete Bonfá | Rosinha |
| Rui Leal | Leonardo |
| Florinda Rossi | Dona Fininha |
| Infantil | |
| Narjara Turetta | Noca |
| Mateus Carrieri | Hércules |
| João Luís | Rudi |
| Paulo André Militello | Lilico |
| Eliane Fernandes | Jurema |
| Ana Amélia | Mônica |
| Andréa Miranda | Branca de Neve |
| Eduardo Silva | Quelé |
| Paulo César de Martino | Magricela |
| Paulo Eduardo | Tremendão |
| Wálter Magalhães | Dinho |
Participações especiais
| Intérprete | Personagem |
|---|---|
| David Neto | Advogado |
| Brigida Valberg | Bibliotecária |
| Roberto Marquis | Repórter |
Bastidores
Total produzida pelo Estúdios Silvio Santos e apresentada pela TVS, canal de Silvio Santos antes de se tornar SBT. Como a novela produzida no ano anterior não obteve um bom retorno financeiro, o apresentador não quis correr riscos e produziu essa bem mais modesta. A produção de novelas do canal só voltou em 1982 com Destino.[1]
Foi escrita por Roberto Monteiro e dirigida por David Grimberg, de Esta foi a segunda tentativa do canal de emplacar sua dramaturgia, já havia tentado com O Espantalho, escrita pela grandiosa autora Ivani Ribeiro, que vinha da Rede Tupi após o grande sucessos de A Barba-Azul, O Machão e A Viagem.[2]
Em janeiro de 1978, foi decidido a produção e que Solar Paraíso, era o nome definitivo usado para novela. A espectativa eram altas, contando com o elenco repleto de crianças, na faixa das 18h30 e grandes chances de ser transmitida pelo canal 7 e canal 11.[3]
Escolha do elenco
A escolha do ator para o personagem Quelé venho de um pedido do próprio Eduardo Silva ao ator Antônio Fonzar, que na época fazia muito sucesso com Sílvio, recebeu o número do próprio para que sua mãe o telefonasse. Após os testes, foi aprovado.[4]
Solar Paraíso marcou a estreia de Narjara Turetta no canal, que nessa época tinha 11 anos e já vinha da conhecida Papai Coração, produzida pela Tupi.[5] Foi a segunda no canal da dubladora Marta Volpiani, conhecida por dá voz a personagem Dona Florinda na série El Chavo del Ocho, exibido pelo SBT desde 1984.[6]
Ainda contou com Mateus Carrieri, na época jovem. Também fez parte do elenco de Papai Coração junto com Narjara, que repetia parceria nesta.[7]
Exibição
Sindicalização e Internacional
Por ter sido somente exibida no Rio de Janeiro, acabou sendo uma obra inédita nas outras capitais e pela sindicalização, passou ser exibida por outros canais que não necessariamente eram do grupo TVS.
| País | Canal | Título | Início | Término | Ref |
|---|---|---|---|---|---|
| TVS | Solar Paraíso | 22 de maio de 1978 | 7 de julho de 1978 | [1] | |
| RecordTV | [8] | ||||
| TV Amazonas | 18 de setembro de 1978 | [9] | |||
| TV Rádio Clube | 19 de novembro de 1979 | [10] | |||
| RAI | Villa Paradiso | maio de 1985 | [11] |
Outras Mídias
Durante um vídeo publicado nas redes sociais pelo streaming +SBT sobre o funcionamento de restauração de fitas, foi visto o nome dessa novela junto à outras no papel do arquivo da Rua 34 (uma das salas que armazenam as fitas), confirmando a preservação desta entre as prateleiras E 04 e A 06.[12]
Antes da publicação desse material, dois meses antes, já havia uma confirmação que todas novelas produzidas pelo SBT estavam preservadas e que pretendem colocá-las no streaming.[13]
Trilha Sonora
Abertura
Para o tema de abertura foi escolhido uma música instrumental chamada de Suicide Is Painless, que foi composto por Henry Mancini e sua orquestra. Ao todo contém mais de três minutos com os créditos dos atores.[14]
Repercussão
Em outubro de 1978, chegou a ser testada às 18 horas, num horário até mais benéfico de se exibir novelas, mas acabou sendo criticada pelo Jornal do Brasil, que ironizou.
“Alguem possa se interessar, embora eu duvide, com o trigésimo ou quadragésimo retorno de Solar Paraíso, às telas da TVS”
— Jornal do Brasil
Ainda na matéria continuou dizendo que vivem repetindo somente os dois seriados (provavelmente O Espantalho) que exibiram em loops voltando pro início toda vez.[15] No mês de agosto daquele mesmo ano, o canal já havia largado as repetições de Solar Paraíso e O Espantalho para incluir na grade desenhos.[16]
Ficha Técnica
| Função | Equipe |
|---|---|
| Autoria | Roberto Monteiro |
| Direção | David Grimberg |
Referências
- ↑ a b Xavier, Nilson. «Solar Paraíso». Teledramaturgia. Consultado em 15 de janeiro de 2026
- ↑ «Especial Ivani Ribeiro». memoriaglobo. 16 de julho de 2025. Consultado em 15 de janeiro de 2026
- ↑ «Cidade de Santos (SP) - 1967 a 1987 - DocReader Web». memoria.bn.gov.br. Consultado em 6 de fevereiro de 2026
- ↑ «Eduardo Silva, ator de Castelo Rá-Tim-Bum, fala sobre dependência alcoólica». ESTRELANDO. Consultado em 15 de janeiro de 2026
- ↑ «Narjara Turetta sugere reprise ao SBT, mas Silvio manda pegar da internet». tvefamosos.uol.com.br. Consultado em 15 de janeiro de 2026
- ↑ PACHECO, PAULO (23 de fevereiro de 2015). «Viúva de Chaves, Dona Florinda conhecerá sua voz brasileira no SBT». Notícias da TV. Consultado em 15 de janeiro de 2026
- ↑ Bianca, Kariny (17 de setembro de 2020). «Mateus Carrieri, quem é? Biografia, fama de ator galã e curiosidades». Área de Mulher. Consultado em 15 de janeiro de 2026
- ↑ «SOLAR PARAÍSO». MBRTV - Museu Brasileiro de Rádio e Televisão. Consultado em 15 de janeiro de 2026
- ↑ «Jornal do Commercio (AM) - 1905 a 1979 - DocReader Web». memoria.bn.gov.br. Consultado em 15 de janeiro de 2026
- ↑ «Diario de Pernambuco (PE) - 1970 a 1979 - DocReader Web». memoria.bn.gov.br. Consultado em 15 de janeiro de 2026
- ↑ «AntonioGenna.net presenta: IL MONDO DEI DOPPIATORI - ZONA TELENOVELAS: "Villa Paradiso"». www.antoniogenna.net. Consultado em 6 de fevereiro de 2026
- ↑ + SBT (20 de dezembro de 2024), Do Arquivo de Fitas ao +SBT, consultado em 15 de janeiro de 2026
- ↑ «Sem fragmentos no SBT! Emissora garante que houve a preservação de novelas e pretende colocá-las no streaming». Heloisa Tolipan. Consultado em 15 de janeiro de 2026
- ↑ Ampex Vtr Mode (29 de agosto de 2025), Solar Paraíso TVS 1978 abertura da novela, consultado em 15 de janeiro de 2026
- ↑ «Jornal do Brasil (RJ) - 1970 a 1979 - DocReader Web». memoria.bn.gov.br. Consultado em 15 de janeiro de 2026
- ↑ «Jornal do Commercio (RJ) - 1970 a 1979 - DocReader Web». memoria.bn.gov.br. Consultado em 15 de janeiro de 2026
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