Tanuquitas
Os tanuquitas (em latim: tanuchitae; em grego: Θανουχῖται; romaniz.: tanouchitai; em árabe: التنوخيون; romaniz.: al-Tanūkhiyyūn) ou Tanuque (em árabe: تنوخ; romaniz.: Tanūkh) foram um grupo tribal árabe cuja história, na Península Arábica e no Crescente Fértil, se estendeu do século II ao XVII. O grupo teve início como uma confederação de tribos árabes na Arábia Oriental no século II e migrou para a Mesopotâmia durante o domínio do Império Arsácida no século III. A confederação era então liderada por seu rei Jadima Alabraxe, cujo governo é atestado por uma inscrição grego–nabateia e que desempenha um papel épico nas narrativas tradicionais do período pré-islâmico. Pelo menos parte dos tanuquitas migrou para a Síria romana no século IV, onde serviram como os primeiros árabes federados (confederados tribais) do Império Romano. A posição de primazia dos tanuquitas entre os federados foi perdida após sua rebelião na década de 380, mas eles permaneceram aliados zelosos do Império Bizantino como cristãos ortodoxos calcedonianos até a conquista muçulmana da Síria na década de 630.
Sob o domínio muçulmano inicial, a tribo em grande parte manteve sua fé cristã e seus assentamentos em torno de Quinacerim e Alepo. Os tanuquitas foram aliados do Califado Omíada sediado na Síria e tornaram-se parte da principal base tribal de apoio dos omíadas, a confederação cudaíta. A sorte dos tanuquitas, assim como a da Síria em geral, declinou sob o Califado Abássida, sediado no Iraque, que forçou seus membros tribais a se converterem ao islã em 780. Em consequência de ataques durante a Quarta Guerra Civil Muçulmana no início do século IX, a área de assentamento dos tanuquitas deslocou-se para Maarate Anumane e para as montanhas costeiras entre Lataquia e Homs, que no século X passaram a ser conhecidas como "Jabal Tanuque".
Posteriormente, tribos tanuquitas estabeleceram-se na região de Garbe, nos arredores de Beirute, no Monte Líbano, e, no século XI, tornaram-se um dos principais grupos tribais a adotar a nova fé drusa. Uma família tanuquita do Garbe, os butúridas (comumente designados pelo nome de sua tribo-mãe, “Tanuque”), controlou a região quase ininterruptamente durante os períodos cruzado, aiúbida e mameluco, e produziu um dos grandes pensadores religiosos drusos, o Assaíde Atanuqui do século XV. Sua influência acabou cedendo lugar a um clã druso aliado no Monte Líbano, os mânidas do Xufe, mas eles continuaram a dominar localmente o Garbe até bem dentro da era do Império Otomano, nos séculos XVI e XVII. Os butúridas foram eliminados por uma família drusa rival na década de 1630.
Origens na Arábia Oriental
A tradição árabe antiga, em particular as obras do historiador de Cufa Hixame ibne Alcalbi (m. 819), afirma que os tanuquitas constituíam uma confederação de tribos árabes migrantes formada em Barém (Arábia Oriental).[1] As narrativas tradicionais descrevem a migração das tribos constituintes desde Tiama (as planícies costeiras ocidentais da Arábia, de Meca ao Iêmem) até Barém.[2][3] Embora historiadores modernos questionem ou rejeitem a historicidade da migração a partir da Tiama, há aceitação geral de que os tanuquitas foram formados ou já estavam presentes em Barém no século II[1][4][3][a] Ptolomeu faz referência aos tanuquitas na Arábia Oriental em sua Geografia, datada de c. 150, mas eles não são mencionados vivendo na região na anterior História Natural de Plínio, o Velho, datada de 77, o que confirma sua formação ali no século II.[1][5]
Vale do Eufrates e Hira
A partir de Barém, os tanuquitas migraram para o centro do Iraque (o vale médio do rio Eufrates), talvez durante o domínio do Império Arsácida, isto é, antes de 220.[6] Sua presença no Iraque é corroborada por uma inscrição sabeia do final do século III que menciona o envio de embaixadores pelo rei himiarita Xamar Iarixe à capital do Império Sassânida (que sucedeu aos partas) e à "terra de Tanuque".[7][8] Eles podem ter sido atacados pelo xainxá sassânida Sapor II (r. 240–270) durante a captura de Hatra por volta de c. 240. Algum tempo depois, Jadima Alabraxe tornou-se rei dos tanuquitas.[9] Jadima é uma figura obscura que desempenha um papel épico como o rei-herói popular dos tanuquitas na narrativa tradicional,[9][10] mas sua existência é atestada por uma inscrição grega e nabateia do século III encontrada em Ume Aljimal (no atual norte da Jordânia), que menciona “Jadima” como o “rei de Tanuque”.[11][7] Segundo Retso, a influência de Jadima deve ter abrangido ao menos o médio Eufrates e possivelmente o Deserto da Síria.[9]
Síria
Período romano-bizantino


Pelo menos um segmento dos tanuquitas deixou a Mesopotâmia algum tempo após a vitória sassânida em Hatra, em meados do século III, e estabeleceu-se na Síria romana. No século IV, tornaram-se o primeiro grupo tribal árabe a servir como federados (confederados) dos romanos. A tradição árabe identifica o sobrinho de Jadima como Anre ibne Adi, da tribo lacmita,[11] que então habitava o sul da Síria. É provável que ele seja o mesmo “Anre, rei dos lacmitas” mencionado numa inscrição parta como vassalo do xainxá sassânida Narses I (r. 293–302). Além disso, o filho de Anre foi provavelmente o “Inru Alcais, filho de Anre, rei dos árabes”, cujo epitáfio árabe (a inscrição de Namara, na Síria) data sua morte em 328.[12][7] Como parentes consanguíneos de Inru Alcais por meio de Jadima, os tanuquitas na Síria podem ter sido afiliados a ele.[10] Anre é atestado em lendas árabes como tendo sido o único vencedor na guerra contra o Império de Palmira da imperatriz Zenóbia (r. 2/267–274), mas estes mitos "são provavelmente uma amálgama de fato e ficção."[13]
Shahid sugere que os tanuquitas eram a tribo da rainha tribal árabe Mavia (r. 375–425), cuja identidade tribal não é conhecida. Mavia entrou em guerra com o imperador Valente (r. 364–378) durante a década de 370.[10] Àquela altura, os tanuquitas eram ardorosos cristãos ortodoxos calcedônios, e a guerra de Mavia contra Valente, adepto da teologia ariana, foi influenciada por suas diferenças doutrinais.[14] Eles foram atestados como devotos a São Tomé[15] e ao monasticismo, com muitos mosteiros estando associados com a tribo.[16] Uma trégua foi acordada e respeitada por algum tempo, com Mavia enviando uma contingente de cavalaria em resposta aos pedidos romanos de ajuda contra os godos de Fritigerno. A aliança ruiu sob Teodósio I (r. 378–395), com os tanuquitas novamente se revoltando contra o governo romano.[17] A rebelião foi eventualmente reprimida pelo mestre dos soldados Ricomero.[18] Isso marcou o fim de seu papel como os principais federados árabes dos imperiais na Síria, posição que passou a ser ocupada pelos salitas no século V.[10] Pouco se sabe sobre os tanuquitas durante o restante do domínio imperial, mas, segundo Shahid, eles permaneceram federados cristãos do império.[18][19]
Período islâmico inicial
Conquista muçulmana
Durante a conquista muçulmana da Síria na década de 630, os tanuquitas lutaram ao lado dos bizantinos. A tribo participou da batalha de Dumate Aljandal em 634 contra as forças árabes muçulmanas de Calide ibne Ualide e da contraofensiva bizantina fracassada contra as forças muçulmanas em Homs em 637. Submeteram-se ao comandante muçulmano Abu Ubaida ibne Aljarrá quando este se aproximou de seus hadir (acampamentos) em Quinacerim e Alepo em 638. Parte da tribo retirou-se com as forças bizantinas para a Anatólia e parte permaneceu no norte da Síria.[10]
Período omíada

Embora alguns tanuquitas provavelmente tenham abraçado o islã nessa fase, a maioria dos tanuquitas permaneceu cristã durante todo o domínio do Califado Omíada (661–750).[20] Eles lutaram nas fileiras do primeiro califa omíada Moáuia I quando este era governador da Síria (639–661) contra as forças do califa Ali (r. 656–661) na Batalha de Sifim em 657. Quando o poder omíada colapsou em todo o califado — inclusive na maior parte dos jundes (distritos militares) da Síria —, os tanuquitas estiveram entre as tribos sírias que lutaram pelo califa Maruane I (r. 684–685) na Batalha de Marje Raite em 684.[10] Ali, o campo pró-omíada enfrentou os apoiadores sírios do califa antiomíada ibne Azobair, cujo núcleo era composto pelas tribos caicitas de Junde de Quinacerim.[21] Os caicitas pró-zobaírida foram derrotados, e os tanuquitas teriam sido elogiados em versos por Maruane, que os comparou a “um pico difícil e elevado”.[22]
Segundo o historiador Werner Caskel, foi após Marje Raite que os tanuquitas passaram a integrar a confederação dos cudaítas.[23] Desde o governo de Moáuia, os cudaítas, liderados pela tribo dos calbitas, constituía o principal esteio militar do Estado omíada e ocupava uma posição privilegiada no governo em relação aos demais grupos tribais sírios. Os caicitas, estabelecido no norte da Síria e na Alta Mesopotâmia — para onde migrara durante a administração de Moáuia —, lançou, nos anos seguintes, uma série de incursões devastadoras contra os calbitas em vingança por suas perdas em Marje Raite.[24] Isso levou os calbitas a reforçar os cudaítas, com atenção especial aos tanuquitas, pois seus membros habitavam a mesma região do norte da Síria que os caicitas. Os tanuquitas, uma tribo comparativamente menor ou mais fraca, tinham igualmente interesse em aderir à confederação, assim como os cristãos salitas do norte da Síria. Caskel sugere que a narrativa geral da tradição islâmica primitiva segundo a qual os cudaítas teriam sido uma tribo constituinte dos tanuquitas desde sua época em Barém foi fabricada pelos genealogistas árabes de Cufa e pelos tanuquitas da vizinha Hira na década seguinte, para justificar a união dos tanuquitas com os cudaítas.[25] Foi nesse período que os cudaítas se aliaram à confederação sul-arábica catanita na Síria para formar a facção anticaicita iamanita.[26]
Os tanuquitas atacaram o exército dominado pelo caicitas do califa Maruane II (r. 744–750) quando este atravessou Quinacerim e Canassir em 744.[10] Os omíadas eram tolerantes com os cristãos da Síria, inclusive com as tribos árabes cristãs, pois os sírios constituíam a base de seu poder. Com a queda da dinastia omíada em 750 diante dos abássidas sediados no Iraque, os tanuquitas perderam seu patrono e sua situação declinou.[27][28]
Período abássida
Em 780, o califa abássida Almadi (r. 775–785) viajou ao norte da Síria e foi recebido por um contingente de cinco mil tanuquitas liderados por seu chefe Laite ibne Almaata. Ao ser informado de que eram cristãos, Almadi ordenou que abraçassem o islã e mandou decapitar Laite quando este se recusou. O episódio desmoralizou a tribo; o restante, ou a maioria, converteu-se ao islã, e as igrejas dos tanuquitas foram destruídas. Shahid especula que a conversão forçada imposta por Almadi aos tanuquitas — em violação ao direito islâmico vigente, que permitia aos cristãos viverem como dhimmis (“povos protegidos” sujeitos à capitação) — decorreu da demonstração forte e próspera dos tanuquitas, que teria embaraçado profundamente o califa, zeloso do islã.[29][10] Até então, Shahid descreve os tanuquitas como uma “comunidade cristã autônoma” na Síria.[30][31]
Durante a Quarta Fitna (811–837), os tanuquitas de Quinacerim prestaram lealdade ao califa autoproclamado Abu Alumaitir Assufiani, um omíada que havia expulsado o governador abássida de Damasco em 811. A tentativa de ressurgimento omíada foi reprimida por forças pró-abássidas em 813. No rescaldo da contraofensiva abássida na Síria, os tanuquitas que viviam nos arredores de Alepo, liderados por Alhauari ibne Hitane — que também controlava Maarate Anumane e Tel Manas — rebelaram-se contra a família abássida Banu Sale, que controlava a cidade de Alepo. Cercados, os Banu Sale recorreram ao apoio das tribos caicitas vizinhas, que também estavam em rebelião contra os abássidas. Os rebeldes caicitas expulsaram os tanuquitas da região de Alepo. Alhauari foi posteriormente perdoado pelo califa Almamune (r. 813–833).[32]
Períodos hamadânida e mirdássida
Em consequência das incursões dos rebeldes caicitas, o assentamento tanuquita deslocou-se de Alepo e Quinacerim para sudoeste, rumo a Maarate Anumane e à cadeia montanhosa que se estende a leste de Lataquia em direção a Homs, ao sul.[14] O estabelecimento ali dos tanuquitas e dos baraítas, outra tribo constituinte dos cudaítas, deu à cordilheira seu nome medieval Jabal Bara e Tanuque (Jabal Bahra' wa Tanukh), como foi referido pelo geógrafo Istacri no início do século X.[33] Esse era o quadro geográfico dos tanuquitas quando o norte da Síria passou a integrar o emirado autônomo hamadânida de Alepo sob Ceife Adaulá em 944–945, sucedido pelo Emirado Mirdássida em 1024. Segundo o historiador Thierry Bianquis, à época a região de Maarate Anumane era o “feudo” dos tanuquitas, enquanto os baraítas e grupos de curdos habitavam as montanhas costeiras.[34] Embora estivessem largamente concentrados em Maarate Anumane,[35] o geógrafo do século X Alhaçane ibne Maomé Almualabi observou que os tanuquitas (junto com os coraixitas) eram um dos dois principais grupos de descendência dos árabes que viviam na cidade de Alepo naquele período.[36] Os membros dos tanuquitas foram “absorvidos pela vida urbana”, mas “ainda assim mantiveram sua organização tribal e tradições”, segundo o historiador Suhayl Zakkar.[35] O membro mais notável dos tanuquitas nesse período foi o poeta e filósofo Almaarri.[14][b]
Emirado no Monte Líbano
A etapa final da história dos tanuquitas deu-se no Monte Líbano, especificamente no distrito de Garbe, situado a sudeste de Beirute, onde a tribo “apareceu subitamente”, nas palavras de Shahid.[14] As tribos do Garbe e das regiões vizinhas foram alvo da atividade missionária dos drusos, um ramo do xiismo ismaelita, no século XI. Três chefes tanúquidas do Garbe foram especificamente mencionados na Epístola 50 das Epístolas da Sabedoria, uma compilação de escrituras drusas do século XI.[37][38] Os tanuquitas abraçaram a nova religião drusa.[14] No século XI, os tanuquitas do Monte Líbano inauguraram a comunidade drusa no Líbano, quando a maioria deles aceitou e adotou a nova mensagem, devido aos estreitos vínculos de sua liderança com o então califa fatímida Aláqueme Bianre Alá.[39]
Uma família dos tanuquitas no Garbe, os butúridas (comumente referidos nas fontes simplesmente como os “tanuquitas”), tornou-se uma força tampão local, situada entre os domínios dos governantes muçulmanos de Damasco e dos cruzados senhores de Beirute nos séculos XII e XIII.[40][c] Eles mantiveram seu emirado no Garbe durante o domínio do Império Aiúbida (1188–1197), a restauração cruzada em Beirute (1197–1293) e o governo do Sultanato Mameluco do Cairo (1293–1516).[42]
Sob o domínio mameluco, os butúridas serviram como uma unidade própria no exército, encarregada de proteger o porto de Beirute contra incursões marítimas e beneficiária de ictas praticamente hereditários.[43] Paralelamente a essas funções militares, expandiram seus empreendimentos comerciais em Beirute no século XV, exportando seda, azeite de oliva e sabão.[44] No século XV, um membro da família, Assaíde Atanuqui, oriundo da aldeia de Abei no Garbe, tornou-se um grande reformador e teólogo da fé drusa. Seus ensinamentos foram fundamentais para as leis religiosas drusas modernas e para as práticas cotidianas; ele permanece a figura mais venerada entre os fiéis drusos depois dos missionários do século XI.[38]
O Império Otomano conquistou a região em 1516 e, após tensões iniciais,[45] em geral manteve os butúridas como arrendatários de impostos locais no Garbe ao longo do século XVI.[46] Àquela altura, eles haviam sido politicamente ofuscados na Montanha Drusa (sul do Monte Líbano) por seus aliados, a dinastia mânida do distrito do Xufe.[14] Em 1633, após a queda do homem forte mânida do Levante ocidental, Facradim II, cuja mãe era uma butúrida, os últimos butúridas foram massacrados por um rival druso, Ali Alamadim.[45]
Notas
- ↑ O historiador Jan Retso considera a “historicidade” da emigração a partir da Tiama “altamente suspeita”,[2] enquanto Irfan Shahid considera os detalhes “difíceis de aceitar sem a disponibilidade de fontes epigráficas e não árabes”.[3]
- ↑ Outros tanuquitas notáveis foram os historiadores alepinos Alazimi e Iáia ibne Ali Atanuqui.
- ↑ Como a história dos butúridas foi registrada pela primeira vez nos séculos XV e XVI pelos cronistas drusos locais Sale ibne Iáia e ibne Sibate, o historiador Kais Firro questiona se o parentesco efetivo dos butúridas com os tanuquitas do sul do Monte Líbano, mencionados nas escrituras drusas do século XI, não teria sido uma invenção desses cronistas.[41]
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