Suillus tomentosus

Suillus tomentosus

Classificação científica
Domínio: Eukaryota
Reino: Fungi
Filo: Basidiomycota
Classe: Agaricomycetes
Ordem: Boletales
Família: Suillaceae
Género: Suillus
Espécie: S. tomentosus
Nome binomial
Suillus tomentosus
(Kauffman) Singer
Suillus tomentosus
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Características micológicas
Himênio poroso
  
Píleo é convexo
  ou plano
Estipe é nua
A cor do esporo é marrom-oliváceo
A relação ecológica é micorrízica
  
Comestibilidade: comestível
  mas não recomendado

Suillus tomentosus é uma espécie de fungo do gênero Suillus. É comestível para a maioria das pessoas, mas pode causar distúrbios gástricos em algumas e também assemelha-se a espécies venenosas.

Descrição

O píleo mede 5–12 cm de diâmetro,[1] é de cor amarelo-alaranjada pálida com tom tomentoso acinzentado, acastanhado ou avermelhado, e viscoso quando fresco.[2] A superfície fibrilosa-escamosa do píleo ajuda a distingui-lo de outras espécies do gênero.[3] Os tubos são amarelos e tornam-se azuis quando machucados.[4] Não possui véu.[2] O estipe mede 3–11 cm de altura por 1–3 cm de largura,[1][5] é com pontos glandulares e tem coloração semelhante à do píleo.[2]

A esporada é castanho-olivácea escura a castanha.[3] Os esporos são acastanhados quando jovens.[6] A espécie mancha os dedos de azul.[7] O interior amarelo do cogumelo torna-se lentamente verde-azulado quando cortado com faca.[8]

Espécies semelhantes

Espécies semelhantes incluem S. fuscotomentosus,[1] S. reticulatus, S. variegatus,[6] e Xerocomus subtomentosus.[1]

Distribuição e habitat

A espécie é comum nas Montanhas Rochosas de Idaho e no Noroeste do Pacífico. É menos comum nos estados dos Grandes Lagos. Frutifica no verão nas Rochosas e no outono ao longo da costa do Pacífico e nos estados dos Grandes Lagos.[4][5] Aparece isolada ou dispersa em florestas mistas.[9] É frequentemente encontrada sob Pinus contorta ou outros pinheiros de duas agulhas. Raramente aparece sob Pinus banksiana.[10]

Suillus tomentosus forma ectomicorrizas tuberculares (micorrizas nodulares) com Pinus contorta var. latifolia. Trabalhos recentes demonstraram que o acetileno é reduzido pelos nódulos, o que significa que o nitrogênio está sendo fixado por bactérias dentro deles.[11][12] Este sistema é funcionalmente semelhante aos nódulos radiculares de leguminosas como o trevo.

Comestibilidade

O cogumelo pode ser comestível para alguns, enquanto outros consideram o seu sabor ácido mesmo após cozido.[4] A espécie pode causar distúrbios gástricos em algumas pessoas.[10] Segundo David Arora, tem qualidade semelhante a S. fuscotomentosus.[6] Arora relata que um coletor afirmou que o cogumelo, quando seco, cheira e tem gosto de bala de chocolate.[13] Também já foi descrito como tendo aroma de amêndoas.[10] Ao procurar esta espécie, recomenda-se cuidado para não a confundir com outras que mancham de azul mas são venenosas.[14]

Ver também

Referências

  1. a b c d Davis, R. Michael; Sommer, Robert; Menge, John A. (2012). Field Guide to Mushrooms of Western North America. Berkeley: University of California Press. pp. 334–335. ISBN 978-0-520-95360-4. OCLC 797915861 
  2. a b c Trudell, Steve; Ammirati, Joe (2009). Mushrooms of the Pacific Northwest. Col: Timber Press Field Guides. Portland, OR: Timber Press. pp. 224–225. ISBN 978-0-88192-935-5 
  3. a b «Suillus tomentosus». MykoWeb. Consultado em 30 de novembro de 2025 
  4. a b c H. Smith, Alexander (1974). The Mushroom Hunter's Field Guide. [S.l.]: The University of Michigan Press. 86 páginas 
  5. a b Audubon (2023). Mushrooms of North America. [S.l.]: Knopf. 306 páginas. ISBN 978-0-593-31998-7 
  6. a b c Arora, David (1986). Mushrooms Demystified: A Comprehensive Guide to the Fleshy Fungi 2ª ed. Berkeley, CA: Ten Speed Press. pp. 504–505. ISBN 978-0-89815-170-1 
  7. Bessette, A; Bessette, A; Roody, W (2000). North American boletes: a color guide to the fleshy pored mushrooms. [S.l.]: Syracuse University Press. 255 páginas. ISBN 978-0-8156-0588-1 
  8. Whitney, Stephen (1985). Western Forests (The Audubon Society Nature Guides). New York: Knopf. p. 496. ISBN 0-394-73127-1 
  9. Zheng, G., Li, T. e Bi, Z (1997). The Macrofungus Flora of China's Guangdong Province. [S.l.]: Chinese University Press. 471 páginas. ISBN 978-962-201-556-2 
  10. a b c Miller Jr., Orson K.; Miller, Hope H. (2006). North American Mushrooms: A Field Guide to Edible and Inedible Fungi. Guilford, CN: FalconGuide. 359 páginas. ISBN 978-0-7627-3109-1 
  11. Paul, L.R.; Chapman, B.K.; Chanway, C.P. (2007). «Nitrogen Fixation Associated with Suillus tomentosus Tuberculate Ectomycorrhizae on Pinus contorta var. latifolia» 6 ed. Annals of Botany. 99: 1101–1109. PMC 3243579Acessível livremente. PMID 17468111. doi:10.1093/aob/mcm061 
  12. Paul, Leslie R; Chapman, Bill K; Chanway, Christopher P (fevereiro de 2006). «Suillus tomentosus tuberculate ectomycorrhizal abundance and distribution in Pinus contorta woody debris». Canadian Journal of Forest Research (2): 460–466. ISSN 0045-5067. doi:10.1139/x05-261. Consultado em 30 de novembro de 2025 
  13. Arora, David (1991). All That the Rain Promises and More: A Hip Pocket Guide to Western Mushrooms. [S.l.]: Ten Speed Press. 178 páginas. ISBN 978-0-89815-388-0 
  14. McKnight, K. e McKnight, V. (1998). A Field Guide to Mushrooms: North America. [S.l.]: Houghton Mifflin Harcourt. p. 208. ISBN 978-0-395-91090-0