Suillus grevillei

Suillus grevillei

Estado de conservação
Espécie pouco preocupante
Pouco preocupante (IUCN 3.1) [1]
Classificação científica
Domínio: Eukaryota
Reino: Fungi
Filo: Basidiomycota
Classe: Agaricomycetes
Ordem: Boletales
Família: Suillaceae
Género: Suillus
Espécie: S. grevillei
Nome binomial
Suillus grevillei
(Klotzsch) Singer, 1945
Sinónimos
Lista
  • * Boletinus grevillei (Klotzsch) Pomerl., 1980
    • Boletopsis elegans (Schumach.) Henn., 1898
    • Boletus annularius Bolton, 1792
    • Boletus clintonianus Peck, 1872
    • Boletus cortinatus Pers., 1801
    • Boletus elegans Schumach., 1803
    • Boletus elegans var. aureus Fr., 1838
    • Boletus elegans var. cyanescens Velen., 1939
    • Boletus grevillei Klotzsch, 1832
    • Cricunopus elegans (Schumach.) P. Karst., 1882
    • Ixocomus elegans (Schumach.) Singer, 1938
    • Ixocomus elegans f. badius Singer, 1938
    • Ixocomus elegans f. elegans (Schumach.) Singer, 1938
    • Ixocomus elegans f. griseoloporus Singer, 1938
    • Ixocomus flavus var. elegans (Schumach.) Quél., 1888
    • Ixocomus grevillei (Klotzsch) Vassilkov, 1955
    • Suillus clintonianus (Peck) Kuntze, 1898
    • Suillus elegans (Schumach.) Snell, 1944
    • Suillus grevillei f. badius (Singer) Singer, 1965
    • Suillus grevillei var. badius Singer
    • Suillus grevillei var. clintonianus (Peck) Singer, 1951
    • Suillus grevillei var. grevillei (Klotzsch) Singer, 1945
    • Suillus grevillei f. grevillei (Klotzsch) Singer, 1945
    • Suillus grevillei var. proximus (A.H. Sm. & Thiers) W. Klofac, 2013
    • Suillus proximus A.H. Sm. & Thiers, 1964
    • Viscipellis elegans (Schumach.) Quél., 1886
    • Viscipellis flava var. elegans (Schumach.) Quél., 1886
Suillus grevillei
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Características micológicas
Himênio poroso
Píleo é convexo
Lamela é adnata
Estipe tem um(a) anel
A cor do esporo é ocre
A relação ecológica é micorrízica
Comestibilidade: comestível

Suillus grevillei é uma espécie de cogumelo micorrízico que apresenta píleo firme e de cores vivas, brilhante e com aspecto molhado devido à camada viscosa de mucilagem. O himênio separa-se facilmente da carne do píleo e o estipe é delgado e central. A espécie possui anel ou uma zona anelar bem ajustada.[2]

Etimologia

O epíteto específico deriva do nome de Robert Kaye Greville.

Descrição

Suillus grevillei apresenta píleo de 5–10 cm, de cor amarelo-cítrico a laranja-queimado,[3] inicialmente hemisférico, depois campanulado e finalmente achatado. A pileipellis é viscosa e frequentemente conserva restos do véu na margem.[4] Os tubos são curtos, amarelos (podendo manchar de castanho)[4] e decorrentes até a base do estipe cilíndrico (6–10 por 1–2 cm), que é amarelado acima da zona do anel e com traços castanho avermelhado abaixo.[4] A carne é amarela e mancha de castanho.[4]

Possui sabor suave, ligeiramente adstringente a amargo; odor inexistente a ligeiramente metálico.[5]

Habitat e distribuição

Frutifica exclusivamente sob larícios.[2] É comum na América do Norte e na Europa (julho a novembro).[3] Na Ásia foi registrado em Taiwan.[6]

Comestibilidade

Suillus grevillei é comestível quando cozido, embora não seja de grande interesse culinário, desde que se remova a cutícula viscosa do píleo.[3][7]

Química

O fungo produz grevilina, um pigmento característico da espécie. Contém pelo menos 11 pigmentos amarelos, laranja e vermelhos derivados de ácidos pulvínicos descarboxilados, dos quais o 3',4',4-trihidroxipulvinona é o pigmento principal. A ciclovariegatina também é parcialmente responsável pela sua cor.[8]

Ver também

Referências

  1. Dahlberg, A. (2022) [errata version of 2019 assessment]. «Suillus grevillei». Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas. 2019 (e.T122090805A223016083). doi:10.2305/IUCN.UK.2019-3.RLTS.T122090805A223016083.enAcessível livremente. Consultado em 30 de novembro de 2025 
  2. a b Arora, David (1986). Mushrooms Demystified: A Comprehensive Guide to the Fleshy Fungi 2nd ed. Berkeley, CA: Ten Speed Press. p. 497. ISBN 978-0-89815-170-1 
  3. a b c Francis-Baker, Tiffany (2021). Concise Foraging Guide. Col: The Wildlife Trusts. London: Bloomsbury Publishing. p. 182. ISBN 978-1-4729-8474-6 
  4. a b c d Trudell, Steve; Ammirati, Joe (2009). Mushrooms of the Pacific Northwest. Col: Timber Press Field Guides. Portland, OR: Timber Press. p. 223. ISBN 978-0-88192-935-5 
  5. Smith, A.H; Thiers, H.D (1971). The boletes of Michigan. [S.l.]: The University of Michigan Press. p. 42 
  6. Yeh K-W, Chen Z-C. (1980). «The boletes of Taiwan» (PDF). Taiwania. 25 (1): 166–184 
  7. Phillips, Roger (2010). Mushrooms and Other Fungi of North America. Buffalo, NY: Firefly Books. p. 286. ISBN 978-1-55407-651-2 
  8. Hanson, J. R (2008). «7 Pigments and Odours of Fungi». The Chemistry of Fungi (em inglês). [S.l.]: The Royal Society of Chemistry. pp. 127–146. ISBN 978-0-85404-136-7. doi:10.1039/9781847558329-00127. Consultado em 30 de novembro de 2025