Sangue do Meu Sangue (1995)

Sangue do Meu Sangue
Informações gerais
Formato Telenovela
Gêneros
Criação Vicente Sesso
Paulo Figueiredo
Rita Buzzar
Baseado em Sangue do Meu Sangue, de Vicente Sesso
Roteirista Ecila Pedroso
Direção Nilton Travesso
Elenco
Tema de abertura “Blue Blood A”, Gregor F. Narholz
País de origem  Brasil
Idioma original Português
Episódios 257
Produção
Duração 50 minutos
Formato
Formato de imagem 480i (SDTV)
Exibição original
Emissora SBT
Transmissão 11 de julho de 1995 – 4 de maio de 1996
Cronologia
Programas relacionados
Sangue do Meu Sangue (1969)

Sangue do Meu Sangue é uma telenovela brasileira produzida e exibida pelo SBT entre 11 de julho de 1995 a 4 de maio de 1996 em 257 capítulos, substituindo As Pupilas do Senhor Reitor e sendo substituída por Razão de Viver.

Contou com Osmar Prado, Lucélia Santos, Jayme Periard, Tarcísio Filho, Bia Seidl, Lucinha Lins, Rubens de Falco e Tônia Carrero nos papéis principais.

Trama

Em 1872, Clóvis (Osmar Prado) é um homem inescrupuloso, que desvia dinheiro do banco de seu sogro Mário (Rubens de Falco) e tenta fazer todos crerem que sua esposa Júlia (Lucélia Santos) tem problemas mentais por ela ser envolvida na causa abolicionista.

Ao ser descoberto por Carlos (Jayme Periard), ele encomenda sua morte, porém este sobrevive e é resgatado sem memória por uma trupe circense, vivendo por 10 anos sem se lembrar dos filhos Lúcio (Tarcísio Filho), Cinthia (Flávia Monteiro) e Ricardo (Rubens Caribé), da esposa Helena (Lucinha Lins) – que vive como viúva sem notar o amor de Machado (Othon Bastos) – e da amante Pola (Bia Seidl).

Após 10 anos, Carlos recupera a memória e retorna ao Rio de Janeiro junto com Natália (Denise Fraga), bailarina cega há quem criou como filha, para se vingar de Clóvis, porém descobre que Lúcio agora tem um caso com Pola sem saber do passado com seu pai. Enquanto isso Cinthia vive um romance secreto com Maurício (Delano Avelar), filho de Clóvis impedido de ver a moça, e Ricardo nem imagina que seu amigo Fabrício (Bete Coelho) na verdade é uma moça que se disfarça de homem para poder fazer faculdade.

No vilarejo há o bordel de Salomé (Jussara Freire), que sempre despertou o interesse no conde Antônio (Luiz Guilherme), onde trabalham as prostitutas Pola, Heloísa (Ângela Figueiredo) e Solange (Suzy Rêgo), o grande amor da vida de Arthur (Jandir Ferrari). Pedro (Gésio Amadeu) e Gentinha (Chica Lopes) são escravos irmãos que foram separados na infância e tentam se reencontrar.

Ainda há Suzana (Magali Biff), que é cortejada pelo pobretão Lourenço (Ewerton de Castro), mas tenta conquistar o rico Giorgio (Marcos Caruso). Em dado momento chega na cidade Cecile (Tônia Carrero), tia de Pola vinda da Europa que não se engana com Clóvis e tenta desmascará-lo.

Elenco

Intérprete Personagem Intérprete na obra original de 1969[1]
Tarcísio Filho Lúcio Resende[2] Francisco Cuoco
Bia Seidl Pola Renon[3][4] Tônia Carrero
Jayme Periard Carlos Resende Francisco Cuoco
Osmar Prado Clóvis Camargo[5][6] Henrique Martins
Lucélia Santos Júlia Albuquerque Soares Camargo[7] Fernanda Montenegro
Lucinha Lins Helena Resende Nicette Bruno como Clara Resende
Tônia Carrero Cecile Renon[8][9]
Rubens de Falco Dr. Mário Albuquerque Soares Edmundo Lopes
Jandira Martini Rebecca Camargo[10]
Othon Bastos Dr. Machado Sadi Cabral
Jussara Freire Madame Salomé
Marcos Caruso Conde Giorgio de la Fontana Mauro Mendonça
Flávia Monteiro Cíntia Resende Nívea Maria
Delano Avelar Maurício Albuquerque Soares Camargo Armando Bógus
Guilherme Leme Juca Albuquerque Soares Aldo de Maio
Gésio Amadeu Pedro Cesteiro[11] Eduardo Abbas
Chica Lopes Bentinha Cesteiro[11] Gladys Maria
Ewerton de Castro Lourenço Nestor de Montemar
Magali Biff Suzana Corrêa Rita Cléos
Paulo Figueiredo Major Alexandre Paranhos Sérgio Britto como Tenente Alexandre Paranhos
Yara Lins Mariana Resende Carminha Brandão
Rubens Caribé Ricardo Resende Renato Machado
Bete Coelho Fernanda Lamar[12]
Fabrício Lamar
Angelina Muniz Zulmira (Zara)[13] Salomé Parísio
Ângela Figueiredo Heloísa
Denise Fraga Natália
Jandir Ferrari Arthur Geraldo Louzano
Suzy Rêgo Solange Deschamps[14] Gilmara Sanches
Marcela Muniz Carolina Albuquerque Soares Marlene Costa
Cláudia Provedel Viviane Renon[15][16] Rosamaria Murtinho
Luiz Guilherme Conde Antônio Cerdeira
Cacá Rosset Raposo[17][18] Rodolfo Mayer
Ruthinéa de Moraes Candoca Navalhada
Elisa Lucinda Beatriz
Luiz Serra Dr. Martins Pierão de Castro como Martinez
Newton Prado Dr. Fontes
Marcos Plonka Dr. Rui
Tácito Rocha Inspetor Herculano Zé Luiz Pinho
André Garolli Leandro
Marco Antônio Pâmio Quinzinho Cerdeira Ênio Carvalho
Amorim Junior Gastão
Geovana Magagnin Vitória Geovana Magagnin
José Netho Pedrinho

Participações especiais

Intérprete Personagem Intérprete na obra original de 1969[1]
Irene Ravache Isabel Bragança e Bourbon, Princesa do Brasil[19] Márcia Real
Dênis Derkian Edwaldo Paranhos
Filomena Luíza Teresa Cristina de Bourbon, Imperatriz do Brasil
Silvio Band Dom Pedro II, Imperador do Brasil Cláudio Corrêa e Castro
Kadu Carneiro José do Patrocínio Antônio Pitanga
Luciano Quirino André Rebouças
Luiz Baccelli Barão de Cerro Verde
Suzy Camacho Baronesa de Cerro Verde
Gilberto Sávio Barão de Santa Rita
Wálter Forster Juíz Quintiliano Carlos Zara
Rogério Márcico Tobias Barreto
Nilton Bicudo Formiga
Jiddu Pinheiro Lúcio (jovem) Valdo Rodrigues como Lúcio (criança)
Wagner Santisteban Ricardo (criança) Américo Rodrigues
Douglas Aguillar Maurício (criança) Vicente Cruz
Carmen Caroline Cínthia (criança) Elaine Leick
Alana Rosseto Carolina (criança)
Cacá Pontes Quinzinho (criança)

Bastidores

Baseada na telenovela homônima feita em 1969 pela TV Excelsior, foi adaptada inicialmente por Paulo Figueiredo e Rita Buzzar nos primeiros 70 capítulos e posteriormente pelo próprio autor Vicente Sesso, com colaboração de Ecila Pedroso, direção de Antonino Seabra, Del Rangel e Henrique Martins com direção geral de Nilton Travesso.[20]

Com Sangue do Meu Sangue, se seguia um padrão adotado pelo canal desde 1994, com Éramos Seis, de Maria José Dupré, que a partir dali estava querendo seguir com adaptações de textos brasileiros, abortando os textos estrangeiros da Televisa.[21] Sendo primeiramente vendida pro Silvio Santos os 200 dos 240 capítulos escritos.[22]

Em janeiro de 1995 tinha sido divulgado que estava em produção, trazendo Henrique Martins de diretor, curiosamente, foi ele que interpretou o vilão Clovis na Excelsior.[23] Era usado o slogan “a novela da família brasileira” como divulgação da novela, estratégia usada desde Éramos Seis.[24] Infelizmente não teve trilha sonora lançada comercialmente.

Inicialmente teve orçamento de US$ 6 milhões e os capítulos da novela custavam cerca de US$ 42 mil por capitulo.[25] Teria um total de 188 capítulos produzidos, dos quais já haviam 20 engatilhados antes da estreia programada, tendo em vista gravar os 168 restantes num prazo de seis meses. A construção da cidade cenográfica para externas que custou US$ 600 mil.[26]

Por se tratar de uma adaptação, precisou incluir novos personagens no enredo que não se tinha na primeira versão, por exemplo, Salomé e a enfermeira Heloísa — personagem não tinha nome. Segundo Buzzar, era necessário essa inclusão para dar mais tempero ao texto de Sesso.[26] Os personagens Pola e Lúcio entram somente na segunda fase.[27]

A principal ordem do canal era para estrear às 20h, batendo de frente com A Idade da Loba, produção da Rede Bandeirantes. Tinham expectativa de meta estipulada de pelo menos entre 25 e 27 pontos ou de picos, por se tratar de um investimento altíssimo, em relação as outras duas obras anteriores.[28]

Como uma parte tinha presença forte de acontecimentos históricos de décadas passadas, Ana Luisa Martins, historiadora da Universidade de São Paulo, foi contratada para auxiliar os autores em escrever os capítulos.[29][30][31] O cenógrafo João Nascimento Filho, responsável que reproduziu os prédios públicos, a igreja, o jornal, a confeitaria, o café-concerto, o hotel, a prisão e as residências com a direção de arte de Beto Leão.[32]

Além das cidades cenográficas, foram construídos pela produção vários veículos de tração animal: os coches, que eram os carros de luxo, tilburis, que funcionavam como táxis, uma carruagem e até um bonde puxado por burros, iguais aos que trafegavam no Rio na época da libertação dos escravos.[33]

Gravações

A cidade cenográfica construída para gravações de externas aconteceu na periferia de São Paulo.[26] O sinal verde dado por Sílvio fez ter cenas externas também localizadas no Rio de Janeiro e no exterior, França, para reproduzir fielmente o Rio do século XIX com confeitaria, banco, hotel e jornal.[30] Também houve gravações no bairro do Ipiranga e nas praias de Guarujá.[34]

Eram feito por dia 30 a 34 gravações, durante seis ou sete meses. As gravações no Rio, segundo Travesso, não poderiam acontecer por conta da poluição e que teria uma cidade cenográfica para reconstruir um “Rio Afrancesado”. Continuou dizendo que na época entre 1872 e 1888 havia o silêncio de patas de cavalo, de tílburis, então foi decidido fazer externas só em Quinta da Boa Vista e no Jardim Botânico, da capital carioca.[35]

A gravação da cena do duelo entre Cerdeira e Lúcio foi gravada na Fazenda Ferreira Guedes, em Caucaia do Alto, lugarejo próximo a São Paulo.[36] O lugar escolhido para as cenas do tiroteio durante uma invasão de abolicionistas na fazenda de Orlando onde Clóvis atira no barão foi gravada, na Fazenda Floresta, em Itu.[37] As cenas de uma festa ambientada na corte de D. Pedro II foram realizadas, no Palácio dos Campos Elíseos, em São Paulo, antiga sede do Governo do Estado de São Paulo.[38]

Escolha do elenco

Os primeiros nomes comunicados foram de Lucélia Santos, Osmar Prado, Irene Ravache, Bia Seidl, Lucinha Lins, Cacá Rosset, Denise Fraga, Jayme Periard, Rubens de Falco, Flávia Monteiro, Jandir Ferrari, Bete Coelho, Marcos Caruso e Othon Bastos.[39]

Jussara Freire e Ângela Figueiredo entraram para complementar no enredo, pois os seus não estavam no texto original.[26] Além de Osmar, Ravache, Caruso, Fraga, Othon, teve Everton de Castro e Angelina Muniz de volta para as telenovelas.[40]

Troca de autores e Acusações

Na reta final da novela, Osmar Prado saiu em defesa de Rita Buzzar e Paulo Figueiredo em entrevista ao O Estado Folha de São Paulo, ao ser perguntado se a chegada de Vicente Sesso poderia reverter a tendência de queda de audiência da novela, o ator declarou.[41]

“Ele não é milagreiro e está bancando o salvador da pátria. A emissora quer resultados e infelizmente caiu no conto que esse senhor irresponsável e inescrupuloso vem propagando na imprensa. Qualquer um pode ter críticas à novela e dizer que nem todos os personagens estão bem desenvolvidos. Mas não há problema que não seja contornável com uma boa conversa. Sesso simplesmente arrasou com a produção, desde o início. Foi muito deselegante com atores e adaptadores. Se ele quisesse de fato cooperar, não agiria de forma tão leviana. Deixou claro que, na hora em que vendeu os direitos da história ao SBT, não soube negociar sua participação e depois saiu resmungando. Sangue é só um tijolinho em um muro maior, que é o núcleo de teledramaturgia, do SBT. Sesso tentou derrubar esse muro desde o início. Então, não há como respeitá-lo agora”

— Osmar Prado

Rita, antes de se desligar do texto da novela, rebateu as críticas de Sesso, declarando que foi necessário reescrever os capítulos, uniformizar perfis de personagens irregulares no original e corrigir erros históricos.[20] Outros atores como Lucélia Santos, Marcela Muniz e Delano Avelar ficaram satisfeitos com as modificações que foram feitas por Vicente Sesso em relação a seus personagens na obra.[42]

Mudanças no roteiro

Devido a reformulação densa feita pela dupla Figueredo e Buzzar, Sesso entrou no comando de seu remake e a primeira coisa que fez foi eliminar a trupe dos atores saltimbancos, chefiada por Raposo, diminuiu a participação da ceguinha Natália e do tenente Paranhos. Ele adiantou que procuraria deixar a novela mais parecida com a versão original de 1970, onde Raposo, era um mendigo inteligente, culto e cheio de filosofia.[43]

Entre outras mudanças ocorreu na personagem reformulada foi Cecília/Fabrício, inexistente na trama original, Bete Coelho retornou no meio da novela interpretando uma nova personagem, Fernanda. Já o tenente Paranhos deixará de ser mulherengo e não beijará todas as atrizes que cruzam seu caminho. O escritor disse que concebeu Paranhos baseado no obstinado inspetor Jouvet, do romance Os Miseráveis, de Victor Hugo, que nada tinha de garanhão.[43]

Ainda na tentativa de salvar a novela, Sesso acabou trazendo a amiga Tônia Carrero. Intérprete de Pola Renon na primeira versão, Tônia entrou para interpretar uma nova personagem, a viúva alegre Cécile Renon, e reforçar ainda mais a trama da cunhada, Pola. Tônia Carrero estava afastada da televisão brasileira há seis anos, desde sua participação em Kananga do Japão, da Rede Manchete.[44]

Personagens

  • Júlia Albuquerque (Lucélia Santos) — Filha do poderoso banqueiro Mário, é maltratada pelo marido, Clóvis. Guarda o segredo de não ser a mãe legítima de Maurício.
  • Clóvis Camargo (Osmar Prado) — Vilão da história, personifica a maldade e a falta de escrúpulos. Contínuo do banco, se casa por interesse com Júlia, de olho no dinheiro do sogro. Manhoso, acaba caindo nas graças do Dr, Mário e se tornando gerente do banco.
  • Pola Renon (Bia Seidl) — Viúva de um rico joalheiro francês, tem 30 anos na primeira fase. Nascida no Rio de Janeiro, morou em Paris, onde tornou-se atriz de teatro e conseguiu fama.
  • Carlos Resende (Jayme Periard) — Sempre correto e bem intencionado, ele não tem muita sorte na vida. Seu deslize foi se apaixonar por Pola Renon.
  • Dr. Mário (Rubens de Falco) — Rico e bem sucedido, é dono do Banco Transcontinental, onde Clóvis é gerente e Carlos, o contador. Pai de Júlia e Juca, não se dá com o filho.
  • Helena Resende (Lucinha Lins) — Apaixonada pelo marido, o infeliz Carlos, tem 30 anos na primeira fase e é mãe de Lúcio, Cíntia e Caroline. De temperamento pacato, sonha com coisas simples como ter uma casa própria e criar bem os filhos. Mas o marido se apaixona por Pola Renon.[26]
  • Lúcio Resende (Tarcísio Filho) — Filho mais velho de Carlos e Helena. É arrojado e aventureiro. Integrado ao movimento abolicionista, invade fazendas para libertar escravos. Vive romances com Viviane e Pola.
  • Ricardo Resende (Rubens Caribé) — Filho do meio de Carlos, apaixona-se por Fabrício e sofre até descobrir que o rapaz é, na verdade, uma garota. Durante uma briga, Ricardo joga pedra em um garoto. Um mendigo, única testemunha, leva o ferido ao hospital e assume a culpa. Esse mendigo é Carlos.
  • Cíntia Resende (Flávia Monteiro) — Filha caçula de Carlos, é apaixonada por Maurício. Por causa de um golpe de Clóvis, se afasta do amado.
  • Fabrício Lamar (Bete Coelho) — Na verdade, o rapaz é Cecília. Bacharel em direito e com convicções abolicionistas, se passa por homem para enfrentar a discriminação feminina. Seu melhor amigo é Lúcio e apaixona-se por Ricardo.
  • Maurício Albuquerque (Delano Avelar) — Filho bastardo de Clóvis. Graças ao avô, estuda em Paris. Volta ao Rio de Janeiro e reencontra Cíntia, sua paixão de infância. No dia de seu noivado, Clóvis patrocina escândalo com uma prostituta para afastá-lo da presidência do banco.
  • Viviane Renon (Vera Zimmermann) — Sobrinha de Pola e filha de Raposo. Não conheceu os pais e estudou na Europa. Volta ao Brasil e apaixona-se por Lúcio, mas se afasta dele para não magoar a tia.
  • Juca Albuquerque (Guilherme Leme) — Médico, filho de Mário, vive em um sanatório para alcoólatras. Sente-se culpado pela morte da mulher. É pai de Carolina.
  • Heloísa (Ângela Figueiredo) — Trabalha num sanatório como enfermeira e apaixonada por Juca.[45]
  • Princesa Isabel (Irene Ravache) — Filha do imperador Dom Pedro II, abraça a campanha abolicionista e em 1888 assina a Lei Áurea.
  • Raposo (Cacá Rosset) — Ator famoso, perdeu a mulher e a filha enquanto lutava no Paraguai.
  • Major Paranhos (Paulo Figueiredo) — Soldado na Guerra do Paraguai e responsável pela prisão de Clóvis.
  • Solange Deschamps (Suzy Rêgo) — Duble de atriz e prostituta, assalariada e amante de Clóvis.
  • Natália (Denise Fraga) — Florista cega, mora no Beco dos Mendigos e se apaixona por Machado.
  • Madame Salomé (Jussara Freire) — Se faz passar por meretriz e depois se transforma em Clementina, empregada de Helena.
  • Dr. Machado (Othon Bastos) — Tesoureiro do banco e conselheiro do presidente.
  • Zulmira (Angelina Muniz) — Escrava e mãe de Maurício, foi violentada por Clóvis. Para ser libertada, dá a Júlia o filho recém-nascido. Esconde o segredo de que Clóvis é o pai do menino.
  • Lourenço (Ewerton de Castro) — Sucessor de Renon na joalheria. Ama Suzana, mas não se declara.[46]
  • Arthur (Jandir Ferrari) — Um carreirista, faz os trabalhos sujos para Clóvis.[47]

Exibição

Internacional

Foi exibida internacionalmente na África, Portugal, Rússia, Chile, Polónia, Estados Unidos, Romênia e Paraguai. Destaque-se que foi a primeira telenovela brasileira exibida no canal Acasă TV.[48]

País Canal Título Início Término Ref
Brasil SBT Sangue do Meu Sangue 11 de julho de 1995 4 de maio de 1996 [20]
Portugal RTP1 15 de abril de 1996 23 de maio de 1997 [49]
Angola RTP África
Cabo Verde
Guiné-Bissau
Guiné Equatorial
Moçambique
São Tomé e Príncipe
Paraguai SNT Sangre de mi Sangre agosto de 1996 maio de 1997 [50]
Chile La Red 11 de agosto de 1997 16 de janeiro de 1998
Estados Unidos Galavisión Same Flesh, Same Blood maio de 1998 outubro de 1998
Rússia 5TV Кровь моя кровь 15 de junho de 1998 20 de novembro de 1998 [51]
Polónia TVP3 Krew z mojej krwi 1 de setembro de 1998 setembro de 1999 [52]
Romênia Acasă TV Sânge din sângele meu outubro de 1998 dezembro de 1999 [53]
Portugal TVI Sangue do Meu Sangue 1999 2000 [54]

Trilha sonora

Sangue do Meu Sangue
Trilha sonora de Vários Intérpretes
Gravação1995
Gênero(s)MPB
Idioma(s)Português
Formato(s)Vinil
ProduçãoRicardo Botter Maio
N.º TítuloIntérprete Duração
1. "Lua Branca"  Maria Bethânia 02:15
2. "Saudades de Casa"  Ivan Lins 03:56
3. "Implorando" (Palma de Martírio)Rogério Duprat 01:44
4. "Quem É Você"  Zizi Possi 04:15
5. "Sonho De Valsa"  Jane Duboc 04:36
6. "Muxima"  Jorge Degas & Marcelo Salazar Muxima 04:46
7. "Menina Da Lua"  Renato Motha 04:07
8. "Se Tu Soubesses"  Zé Renato 03:17
Duração total:
27:36

Repercussão

No Jornal O Dia, a dupla de autores de Sangue do Meu Sangue, foram criticados pela jornalista Maria Helena Dutra pela inclusão de novos personagens que não estavam no roteiro original. A direção também foi criticada pelo “amadorismo” em que os três diretores levam, a produção num todo não escapou e foi denominada como desastre irreversível.[55]

Audiência

Exibida em dois horários, Sangue do Meu Sangue teve média de 12 pontos e 14 de pico na estreia às 19h45 e média de 11 pontos e 13 de pico na reapresentação às 21h40.[56]

Até certo momento, havia uma insatisfação do SBT em relação a audiência que vinha tendo, pois eram esperados os dois dígitos iguais as anteriores Éramos Seis e As Pupilas do Senhor Reitor. Não só a jornalista como Sesso também estava insatisfeito pelo caminho que estavam indo, causando uma desavença entre autores.

“A linha dos personagens estava longe da história que escrevi. A Rita Buzzar disse que eu era Magadan, não trabalhava há muito tempo e estava querendo aparecer. A Pola Renon deveria ser interpretada por uma atriz mais velha, como Irene Ravache, para que a diferença de idade entre ela e Lúcio ficasse evidente. Um mesmo capítulo tem cenas de três capítulos anteriores. A novela está sendo escrita fora de ordem, e eles estão tentando salvar a história na edição”

— Vicente Sesso

As reclamações aumentaram quando surgiu modificações extremas na história feita por Figueredo e Buzzar, que pro autor não precisava, já que se tratava de um folhetim de época e essa intervenção estava prejudicando na audiência final. O entrave de Sesso de ter negado a readaptar foi financeiro. Esse desabafo deixou os dois adaptadores perplexos.[25]

Prêmios e Indicações

Na 36ª edição que aconteceu no mesmo ano, a novela junto ao Osmar Prado, foram indicados na premiação da casa, mas somente o ator venceu o troféu.

Ano Prêmio Categoria Indicação Resultado Ref
1995 Troféu Imprensa Melhor novela Sangue do Meu Sangue Indicada [57]
Melhor Ator Osmar Prado Venceu

Ficha técnica

Equipe
Original Vicente Sesso
Adaptação
Paulo Figueiredo
Rita Buzzar
Colaboração Ecila Pedroso
Direção Antonino Seabra
Del Rangel
Henrique Martins
Direção Geral Nilton Travesso

Referências

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