Lima Barreto (escritor)
| Lima Barreto | |
|---|---|
![]() Lima Barreto, 1917. | |
| Nome completo | Afonso Henriques de Lima Barreto |
| Pseudônimo(s) | Lima Barreto |
| Nascimento | |
| Morte | 1 de novembro de 1922 (41 anos) |
| Causa da morte | enfarte agudo do miocárdio |
| Nacionalidade | brasileiro |
| Etnia | negro |
| Sepultamento | Cemitério de São João Batista, quadra 14, 3º piso, jazigo 8024, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro (estado), Brasil |
| Período de atividade | 1902–1922 |
| Gênero literário | |
| Movimento literário | |
| Magnum opus | Triste Fim de Policarpo Quaresma |
| Assinatura | |
Afonso Henriques de Lima Barreto (Rio de Janeiro, 13 de maio de 1881 — Rio de Janeiro, 1 de novembro de 1922) foi um jornalista e escritor brasileiro, identificado com o pré-modernismo. Publicou romances, sátiras, contos, crônicas e uma vasta obra em periódicos, principalmente revistas populares ilustradas e periódicos anarquistas do início do século XX.
A maior parte de sua obra foi redescoberta e publicada postumamente por meio do esforço de Francisco de Assis Barbosa e outros pesquisadores, levando-o a ser considerado um dos mais importantes escritores brasileiros.[1][2] Mas Monteiro Lobato, em carta de 1 de outubro de 1916 ao escritor Godofredo Rangel, já reconheceu o talento desse escritor mulato vítima do preconceito: “Conheces Lima Barreto? Li dele, na Águia, dois contos, e pelos jornais soube do triunfo do Policarpo Quaresma, cuja segunda edição já lá se foi. A ajuizar pelo que li, este sujeito me é romancista de deitar sombras em todos os seus colegas coevos e coelhos, inclusive o Neto. Facílimo na língua, engenhoso, fino, dá impressão de escrever sem torturamento — ao modo das torneiras que fluem uniformemente a sua corda d’água”.[3]
Biografia
Afonso Henriques de Lima Barreto nasceu no Rio de Janeiro, em 13 de maio de 1881.[1] Era filho de João Henriques de Lima Barreto — filho de uma antiga escrava e de um madeireiro português[4] — e de Amália Augusta, filha de uma escrava e agregada da família Pereira Carvalho.[5] Ao nascer, a família morava na rua Ipiranga, próxima ao Largo do Machado. Seu pai ganhava a vida como tipógrafo, e aprendeu a profissão no Imperial Instituto Artístico, que imprimia o periódico "Semana Ilustrada". Foi funcionário da Imprensa Oficial e publicou a tradução do Manual do Aprendiz Compositor, de Jules Claye. Sua mãe foi educada com esmero, sendo professora da 1ª à 4ª série. Foi proprietária e diretora da Escola Santa Rosa, no Rio de Janeiro. Ela faleceu de tuberculose, aos 25 anos, quando Lima tinha apenas seis anos. O viúvo trabalhou muito para sustentar os quatro filhos do casal — o caçula com apenas 1 ano. João Henriques era monarquista, ligado ao visconde de Ouro Preto, padrinho do futuro escritor. Entretanto, as relações entre padrinho e afilhado não eram boas. As lembranças de um período frutífero que era do Segundo Reinado[6] de Dom Pedro II, bem como a participação da Princesa Isabel na Abolição da Escravatura marcaram a visão crítica de Lima Barreto sobre o regime republicano.
Em abril de 1907, Lima Barreto fez suas primeiras contribuições para uma revista de grande circulação, ao se tornar secretário da Fon-Fon, a pedido do poeta e jornalista Mário Pederneiras.[7] Contudo, sua estadia na revista não durou muito. Em junho do mesmo ano, sentindo-se desvalorizado — Lima era muito sensível a essas questões — demite-se e, em outubro, lança a revista Floreal, da qual foi o diretor e principal contribuinte.[7] Além dessas, também contribuiu para as revistas ABC e Careta.[7]
Em 1911, publicou o romance Triste Fim de Policarpo Quaresma nas páginas do Jornal do Commercio, pagando do próprio bolso a edição em livro, lançada em dezembro de 1915. Nessa época, tornaram-se mais agudas as crises de alcoolismo e depressão — era portador de Transtorno Afetivo Bipolar — o que provocou sua primeira internação no hospício em 1914. Nessa ocasião, foi tratado pelo médico psiquiatra Dr. Juliano Moreira, de quem ficou amigo.
Em 1916, colaborou com a revista ABC, publicando alguns textos em periódicos de viés socialista. Passados quatro anos da primeira internação no Hospital dos Alienados, devido ao alcoolismo, seus problemas de saúde pioraram e Lima Barreto foi aposentado em dezembro de 1918. No ano seguinte, 1919, publicou o romance Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá pela editora Revista do Brasil, de Monteiro Lobato. O famoso escritor fez elogios a Lima em cartas aos amigos.
Os períodos de internação no hospício resultaram na composição de diversos diários e no romance inacabado Cemitério dos Vivos, do qual trechos foram publicados em 1921, mesmo ano em que o autor apresentaria sua terceira candidatura à Academia Brasileira de Letras. Nas duas tentativas anteriores, fora preterido; nesta última, o próprio escritor desistiria antes das eleições.
De 1909 a 1922, foi excluído da crítica oficial com um "silêncio implacável" quanto aos seus escritos.[8] Em sua época não era fácil ter um original aceito pelos maiores editores do Rio, e ele, como vários outros, apelaram por publicações em Portugal. Sua obra Recordações do Escrivão Isaías Caminha seguiu esse caminho, em 1907.
Sua "posição combativa" e sua "crítica contundente" custaram-lhe a marginalidade e a indiferença da elite cultural.[8] Esse comportamento de seus colegas escritores encontra-se refletido na descoberta e valorização de sua obra somente após sua morte. Esse fato pode ser associado à sua afirmação em artigo publicado no dia 6 de junho de 1922, na Revista Careta: "O Brasil não tem povo, tem público". Era sua típica visão do mundo que o cercava e que aparece na ironia presente em seu personagem narrador, Quaresma.
Morte
Com a saúde cada vez mais debilitada, em razão da tuberculose, Lima Barreto faleceu de um colapso cardíaco no dia 1º de novembro de 1922, aos 41 anos, em sua casa, no bairro de Todos os Santos, no Rio de Janeiro.
Seus restos mortais, bem como os de seus pais, estão no cemitério de São João Batista (Q. 14 - J. 8024). No mesmo cemitério, encontra-se o mausoléu dos imortais da Academia Brasileira de Letras.[9]
Publicações póstumas
Em dezembro de 1922, Jacinto Ribeiro dos Santos publicou Os Bruzundangas, com uma nota afirmando que se tratava do último livro que Lima Barreto havia revisado. O prefácio, contudo, indicava que o manuscrito fora completado em 1917.[9] Além desse, também foram publicados Bagatelas, em 1923, e Clara dos Anjos, serializado entre 1923 e 1924, na Revista Santa Cruz, mas escrito entre dezembro de 1921 e janeiro de 1922.[9]
A maior parte de seus escritos, tais como Cemitério dos Vivos, Diário Íntimo e parte da correspondência pessoal, foram publicados postumamente, entre as décadas de 1940 e 1950, a partir de pesquisas de Francisco de Assis Barbosa, um de seus principais biógrafos.
Obra

Crítica
Muitos críticos apontam que a obra literária de Lima Barreto ora alcança altos níveis de criatividade e realização estética, ora abdica de maiores preocupações artísticas para se assumir como panfleto ou meio de documentação social, política e histórica. Antonio Candido (1918), por exemplo, observa que a concepção literária de Lima Barreto "de um lado, favoreceu nele a expressão escrita da personalidade (...) e, de outro, pode ter contribuído para atrapalhar a realização plena do ficcionista". O crítico ressalta o valor de sua "inteligência voltada com lucidez para o desmascaramento da sociedade e a análise das próprias emoções", mas também afirma ser ele um escritor que não atingiu toda a sua potencialidade como narrador, sendo algumas vezes malsucedido na transposição de uma ideia numa realização literária criativa.
O crítico Osman Lins afirmou que, para além de realizações estéticas desiguais, há "certas características de ordem literária e humana que atravessam todos os seus livros — ou até todas as suas páginas — dando-lhes grande homogeneidade". Concluiu que "sua obra tão variada é um bloco coerente e em toda ela reconhecemos, inconfundível, nítida, a personalidade do autor".[10]
Temas
Lima Barreto foi o crítico mais agudo da época da Primeira República Brasileira, rompendo com o nacionalismo ufanista e pondo a nu a roupagem republicana que manteve os privilégios de famílias aristocráticas e dos militares. Definindo seu projeto literário como o de escrever uma "literatura militante" — apropriando-se da expressão de Eça de Queiroz — sua produção literária está quase inteiramente voltada para a investigação das desigualdades sociais, da hipocrisia e da falsidade dos homens e das mulheres em suas relações dentro da sociedade. Em muitas obras, como no seu célebre romance Triste Fim de Policarpo Quaresma e no conto "O Homem que Sabia Javanês", o método escolhido por Lima Barreto para tratar desses temas é o da sátira, cheia de ironia, humor e sarcasmo.
Em sua obra, de temática social, privilegiou os pobres, os boêmios e os arruinados, assim como a sátira que criticava de maneira sagaz e bem-humorada os vícios e corrupção da sociedade e da política. Foi severamente criticado por alguns escritores de seu tempo por seu estilo despojado e coloquial, que Manuel Bandeira chamou de "fala brasileira" e que acabou influenciando os escritores modernistas. Suas obras seguem duas vertentes principais: a sátira menipeia e o romance do realismo resgatando em ambos os formatos as tradições cômicas, carnavalescas e picarescas da cultura popular.[11]
Para Lima Barreto, escrever tinha a finalidade de criticar o mundo circundante para despertar alternativas renovadoras dos costumes e de práticas que, na sociedade, privilegiavam certas classes sociais, indivíduos e grupos.
Em Triste Fim de Policarpo Quaresma, narra-se a história de Policarpo Quaresma, homem de inteligência mediana, mas de nacionalismo e boa-fé inabaláveis. Agindo de modo a valorizar e popularizar ideais do que ele julga ser a verdadeira cultura brasileira, Quaresma obtém da sociedade uma resposta sempre dura, sendo classificado como louco (ora inofensivo, ora perigoso). Desse modo, como observa Osman Lins, esse "é um romance sobre o desajuste entre o imaginário e o real, entre a idealização e a verdade, entre a ideia que o personagem-título faz do seu país e o que o seu país é realmente".[10] No decorrer da obra, o autor também procura ridicularizar o apego da sociedade aos títulos, sobretudo o de bacharel, bem como as instituições políticas da época, sua burocracia e sua inoperância.
Em "O Homem que Sabia Javanês", é apresentado o caso de uma pessoa que, afirmando dominar o idioma javanês sem na realidade conhecê-lo, consegue enganar boa parte da sociedade carioca da época e até mesmo ascender na carreira política, acadêmica e diplomática com base nessa mentira. A certa altura, o personagem declara: "Imagina tu que eu até aí nada sabia de javanês, mas estava empregado e iria representar o Brasil em um congresso de sábios". Esse trecho representa uma crítica contundente à predominância das aparências nos meios sociais e políticos do período republicano.
Esses mesmos temas, quase sempre de ordem social, apresentam abordagens distintas em outras obras: no conto "A Nova Califórnia", a escrita de Lima Barreto ganha certos contornos macabros ao narrar a história dos habitantes de uma pequena cidade que, ao descobrirem que se poderia fabricar ouro a partir de ossos humanos, esquecem todos os seus supostos valores éticos e morais, de extrato cristão, e cometem profanações e assassinatos em função da possibilidade de riqueza e ascensão social.
Lima Barreto declarou diversas vezes não aprovar nenhum tipo de preciosismo na escrita literária. Criticou seu contemporâneo Coelho Neto, afirmando que "não posso compreender que a literatura consista no culto ao dicionário" e declarando que a beleza literária "não é um caráter extrínseco da obra, mas intrínseco, perante o qual aquele pouco vale. É a substância da obra, não são suas aparências". Essas declarações indicavam como eram indissociáveis a estética buscada e a ética preconizada pelo autor, que procurava despir tanto a literatura quanto a sociedade de suas falsas aparências. Dessa postura, criou-se uma literatura marcada pelo coloquialismo, por um vocabulário pouco rebuscado e pela expressão direta — o que não significava desleixo ou pouca preocupação formal, mas a adequação do modo de expressão àquilo que se desejava demonstrar.
Essa crueza estilística, no caso de um romance de teor autobiográfico como Recordações do Escrivão Isaías Caminha, era a ideal para a representação dos percalços e dos preconceitos de ordem social e racial enfrentados por seu personagem em busca de ascensão na profissão de jornalista. O mesmo aconteceu em Cemitério dos Vivos, dura descrição da loucura e da internação em um hospício. É sobretudo nessa força e nessa tentativa de construir uma obra cujos preceitos estéticos são tão pouco disseminados na literatura brasileira, ainda afeita aos ideais de beleza do parnasianismo, que residia a singularidade da arte de Lima Barreto.
Legado

Em 2016, uma vasta parte de sua obra escrita publicada sob pseudônimos foi descoberta por Felipe Botelho Corrêa, que organizou o livro Sátiras e Outras Subversões que traz à tona 164 textos que permaneciam inéditos em livro. No mesmo ano, o pesquisador Rogério Nascimento publicou o livro Cartas de um Matuto e Outros Causos, afirmando que os textos publicados originalmente na revista Careta foram escritos por Lima Barreto. Carlos Drummond de Andrade, contudo, disse em seu Dicionário de Pseudônimos Brasileiros que os textos da coluna foram escritos por Mário Behring. A chave para esse pseudônimo também apareceu na própria revista Careta, de 8 de junho de 1912, em texto que afirmou ser de Mário Behring a pena por trás do Coronel Tibúrcio d'Anunciação.
O escritor foi homenageado no carnaval do Rio de Janeiro, em 1982, pela Escola de Samba Unidos da Tijuca, com o samba-enredo Lima Barreto, mulato pobre mas livre. O cantor Taiguara compôs um samba-enredo que não foi utilizado pela escola naquele ano, sendo lançado apenas em 2019, no EP Como Lima Barreto.[12]
O escritor carioca foi o homenageado da 15ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip),[13] quando foi lançada sua mais recente biografia "Lima Barreto — Triste Visionário", de Lilia Moritz Schwarcz, pela Editora Companhia das Letras.
Lista de obras
Romances
- Recordações do Escrivão Isaías Caminha (1909)
- Triste Fim de Policarpo Quaresma (1911)
- Numa e a Ninfa (1915)
- Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá (1919)
- Clara dos Anjos (1922/1948), póstumo
Novelas
- O Subterrâneo do Morro do Castelo[nota 1] (1905/1997), póstumo
- As Aventuras do Dr. Bogoloff[nota 2] (1912/1950), póstumo
- Cemitério dos Vivos (1920/1956), póstumo e inacabado
Teatro
- Os Negros (1905/1951), póstumo
- Casa de Poetas (1911)
- Abertura do Congresso (1915/1951), póstumo
- O Soneto (19XX/2010), póstumo
Coletâneas de contos
- Histórias e Sonhos (1920)
- Outras Histórias (1951), póstumo
- Contos Argelinos (1951), póstumo
- O Homem que Sabia Javanês e outros contos (1997), póstumo
- Contos Completos de Lima Barreto (2010), póstumo
| Título | Ano de publicação | Periódico | Coletânea |
|---|---|---|---|
| "A Nova Califórnia" | 1911/03 | Revista Americana | Triste Fim de Policarpo Quaresma |
| "O Homem que Sabia Javanês" | 1911/04 | Gazeta da Tarde | Triste Fim de Policarpo Quaresma |
| "Ele e Suas Ideias" | 1911/05 | O Fluminense | Outras Histórias |
| "Casa de Poetas" (*) | 1911/05 | A Estação Teatral | Outras Histórias |
| "Esta Minha Letra..." (**) | 1911/06 | Gazeta da Tarde | Contos Completos |
| "Numa e a Ninfa" (***) | 1911/06 | Gazeta da Tarde | Outras Histórias |
| "Um que Vendeu a Alma" | 1913/07 | Primavera | Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá |
| "Um e Outro" | 1913/10 | A Águia | Triste Fim de Policarpo Quaresma |
| "Miss Edith e Seu Tio" | 1914/04 | Ilustração Brasileira | Triste Fim de Policarpo Quaresma |
| "A Chegada" (**) | 1915/03 | Careta | Contos Argelinos |
| "Como o "Homem" Chegou" | 1915/04 | A Águia | Triste Fim de Policarpo Quaresma |
| "Um Candidato" (**) | 1915/04 | Careta | Contos Argelinos |
| "Um Bom Diretor" (**) | 1915/04 | Careta | Contos Argelinos |
| "Os Quatro Filhos d'Aymon" (**) | 1915/04 | Careta | Contos Argelinos |
| "A Consulta" (**) | 1915/04 | Careta | Contos Argelinos |
| "Que Rua é Esta?" (**) | 1915/04 | Careta | Contos Argelinos |
| "Medidas de Sua Excelência" (**) | 1915/05 | Careta | Contos Argelinos |
| "S. A. I. Jan-Ghothe" | 1915/05 | Careta | Contos Argelinos |
| "Uma Anedota" (**) | 1915/05 | Careta | Contos Argelinos |
| "El-Kazenadji" | 1915/05 | Careta | Contos Argelinos |
| "O Juramento" | 1915/06 | Careta | Contos Argelinos |
| "Era Preciso..." (**) | 1915/07 | Careta | Contos Argelinos |
| "Faustino I" (**) | 1915/07 | Careta | Contos Argelinos |
| "A Firmeza de Al-Bandeirah" | 1915/07 | Careta | Contos Argelinos |
| "O Rico Mendigo" (**) | 1915/07 | Careta | Contos Argelinos |
| "O Desconto" | 1915/07 | Careta | Contos Argelinos |
| "A Solidariedade de Al-Bandeirah" | 1915/08 | Careta | Contos Argelinos |
| "O Reconhecimento" | 1915/08 | Careta | Contos Argelinos |
| "Manuel Capineiro" | 1915/08 | Era Nova | Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá |
| "Projeto de Lei" (**) | 1915/09 | Careta | Contos Argelinos |
| "Firmeza Política" (**) | 1915/09 | Careta | Contos Argelinos |
| "Cincinato, o Romano" (**) | 1915/09 | Careta | Contos Argelinos |
| "O Ideal" (**) | 1915/10 | Careta | Contos Argelinos |
| "As Teorias do Dr. Caruru" (**) | 1915/10 | Careta | Contos Argelinos |
| "A Fraude Eleitoral" (**) | 1915/10 | Careta | Contos Argelinos |
| "O Anel de Perdicas" | 1915/11 | Careta | Contos Argelinos |
| "O Congraçamento" (**) | 1915/12 | Careta | Contos Argelinos |
| "Um Especialista" | 1915/12 | Coletânea | Triste Fim de Policarpo Quaresma |
| "O Filho da Gabriela" | 1915/12 | Coletânea | Triste Fim de Policarpo Quaresma |
| "Congresso Pan-Planetário" | 1918/01 | Revista Souza Cruz | Histórias e Sonhos |
| "Sua Excelência" (**) | 1918/01 | Plateia | Histórias e Sonhos |
| "Harakashy e as Escolas de Java" | 1918/01 | A. B. C. | Histórias e Sonhos |
| "Livia" | 1918/02 | Revista das Revistas | Histórias e Sonhos |
| "Cló" | 1918/05 | A. B. C. | Histórias e Sonhos |
| "O Moleque" | 1918/06 | A. B. C. | Histórias e Sonhos |
| "Adelia" | 1918/07 | A. B. C. | Histórias e Sonhos |
| "O Feiticeiro e o Deputado" | 1918/07 | A. B. C. | Histórias e Sonhos |
| "Uma Noite no Lírico" | 1918/08 | A. B. C. | Histórias e Sonhos |
| "Um Musico Extraordinário" | 1918/08 | A. B. C. | Histórias e Sonhos |
| "Dentes Negros e Cabelos Azuis" | 1918/08 | Revista da Época | Outras Histórias |
| "A Matemática não Falha" (**) | 1918/12 | Revista Souza Cruz | Histórias e Sonhos |
| "Três Gênios de Secretaria" | 1919/04 | Brás Cubas | Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá |
| "Na Janela" | 1919/06 | Argos | Outras Histórias |
| "A Cartomante" | 1919/07 | Jornal das Moças | Outras Histórias |
| "Nós! Hein?" (**) | 1919/09 | Careta | Contos Argelinos |
| "Um Debate Acadêmico" (**) | 1919/10 | Careta | Contos Argelinos |
| "Coisas Parlamentares" (**) | 1919/10 | Careta | Contos Argelinos |
| "Clara dos Anjos" (***) | 1919/12 | América Latina | Histórias e Sonhos |
| "Mágoa que Rala" | 1919/12 | Revista do Brasil | Histórias e Sonhos |
| "O Tal Negócio de Prestações" | 1920/01 | O Malho | Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá |
| "Os Kalogheras" | 1920/03 | Careta | Contos Argelinos |
| "A Mulher do Anacleto" | 1920/04 | Careta | Outras Histórias |
| "Conservou o Fez" | 1920/07 | Careta | Contos Argelinos |
| "Arte de Governar" | 1920/10 | Careta | Contos Argelinos |
| "Uma Academia da Roça" | 1920/12 | Careta | Outras Histórias |
| "O Destino do Chaves" (**) | 1920/12 | Careta | Contos Argelinos |
| "Hussein Ben Ali-Al-Balek e Miquéas Habacuc" | 1920/12 | Coletânea | Histórias e Sonhos |
| "Agaricus Auditae" | 1920/12 | Coletânea | Histórias e Sonhos |
| "A Biblioteca" | 1920/12 | Coletânea | Histórias e Sonhos |
| "Uma Vagabunda" | 1920/12 | Coletânea | Histórias e Sonhos |
| "A Barganha" | 1920/12 | Coletânea | Histórias e Sonhos |
| "Uma Conversa Vulgar" | 1920/12 | Coletânea | Histórias e Sonhos |
| "As Origens" (***) | 1921/01 | Revista Souza Cruz | Diário Íntimo |
| "O Meu Carnaval" | 1921/01 | Careta | Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá |
| "Carta de um Defunto Rico" | 1921/01 | A. B. C. | Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá |
| "Uma Opinião de Peso" (**) | 1921/01 | Careta | Contos Argelinos |
| "Quase ela Deu o "Sim", Mas..." | 1921/01 | Careta | Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá |
| "O Poderoso Dr. Matamorros" (**) | 1921/02 | Careta | Contos Argelinos |
| "O Número da Sepultura" | 1921/03 | Revista Souza Cruz | Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá |
| "O Falso D. Henrique V" | 1921/03 | Careta | Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá |
| "Lourenço, o Magnífico" | 1921/03 | Careta | Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá |
| "O Caçador Doméstico" | 1921/04 | Careta | Outras Histórias |
| "Manoel de Oliveira" (**) | 1921/05 | Revista Souza Cruz | Contos Completos |
| "Despesa Filantrópica" | 1921/05 | Careta | Outras Histórias |
| "O Jornalista" | 1921/07 | Revista Souza Cruz | Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá |
| "Um Fiscal de Jogo" (**) | 1921/09 | Careta | Contos Argelinos |
| "Boa Medida" | 1921/09 | Careta | Contos Argelinos |
| "Falar Inglês" (**) | 1921/10 | Careta | Contos Argelinos |
| "Milagre do Natal" | 1921/11 | Careta | Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá |
| "A Sombra do Romariz" | 1922/01 | Careta | Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá |
| "Fim de um Sonho" | 1922/01 | Careta | Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá |
| "O Único Assassinato de Cazuza" | 1922/02 | Revista Souza Cruz | Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá |
| "A Indústria da Caridade" | 1922/04 | Careta | Outras Histórias |
| "Na Avenida" (**) | 1922/04 | Careta | Contos Argelinos |
| "Foi Buscar Lã..." | 1922/05 | América Brasileira | Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá |
| "Rocha, o Guerreiro" (**) | 1922/08 | Careta | Contos Argelinos |
| "Um do Povo" (**) | 1922/08 | Careta | Contos Argelinos |
| "Hóspede Ilustre" | 1922/08 | Careta | Contos Argelinos |
| "Eficiência Militar" | 1922/09 | Careta | Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá |
| "Interesse Público" (**) | 1924/02 | Careta | Contos Argelinos |
| "O Cemitério" | 1924/05 | Revista Souza Cruz | Outras Histórias |
| "O Pecado" | 1924/08 | Revista Souza Cruz | Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá |
| "Por que Não se Matava" | 1951/12 | Coletânea | Outras Histórias |
| "Uma Conversa" | 1951/12 | Coletânea | Outras Histórias |
| "A Doença do Antunes" | 1951/12 | Coletânea | Outras Histórias |
| "Os Negros" (*) | 1951/12 | Coletânea | Outras Histórias |
| "O Oráculo" (**) | 1951/12 | Coletânea | Contos Argelinos |
| "Abertura do Congresso" (*) (**) | 1951/12 | Coletânea | Contos Argelinos |
| "A Nova Glória" (**) | 1951/12 | Coletânea | Contos Argelinos |
| "Manifestações Políticas" (**) | 1951/12 | Coletânea | Contos Argelinos |
| "Apologética do Feio" | 2010/12 | Coletânea | Contos Completos |
| "A Nova Classe de Cirurgiões" (****) | 2010/12 | Coletânea | Contos Completos |
| "Babá" (****) | 2010/12 | Coletânea | Contos Completos |
| "O Peso da Ciência" (****) | 2010/12 | Coletânea | Contos Completos |
| "Mambembes" | 2010/12 | Coletânea | Contos Completos |
| "Meditações na Janela" | 2010/12 | Coletânea | Contos Completos |
| "História de um Soldado Velho" | 2010/12 | Coletânea | Contos Completos |
| "O Paladino" | 2010/12 | Coletânea | Contos Completos |
| "O Diplomata dos Símios" (****) | 2010/12 | Coletânea | Contos Completos |
| "O General" (****) | 2010/12 | Coletânea | Contos Completos |
| "A Vingança" | 2010/12 | Coletânea | Contos Completos |
| "O Profeta e o Bloco" | 2010/12 | Coletânea | Contos Completos |
| "Conversas" (****) | 2010/12 | Coletânea | Contos Completos |
| "As Fachadas" | 2010/12 | Coletânea | Contos Completos |
| "O Jardim dos Caiporas" (****) | 2010/12 | Coletânea | Contos Completos |
| "O Domingo" (****) | 2010/12 | Coletânea | Contos Completos |
| "O Escravo" (****) | 2010/12 | Coletânea | Contos Completos |
| "Os Pedaços" (****) | 2010/12 | Coletânea | Contos Completos |
| "Os Subidas" (**) | 2010/12 | Coletânea | Contos Completos |
| "No Tronco" (****) | 2010/12 | Coletânea | Contos Completos |
| "O Velho Códice" (***) | 2010/12 | Coletânea | Contos Completos |
| "A Vida Fluminense" | 2010/12 | Coletânea | Contos Completos |
| "O Soneto" (*) | 2010/12 | Coletânea | Contos Completos |
| "Opiniões do Gomensoro" (****) | 2010/12 | Coletânea | Contos Completos |
| "A Nota" | 2010/12 | Coletânea | Contos Completos |
| "A Caixa de Conversão" (**) | 2010/12 | Coletânea | Contos Completos |
| "A Conferência do Dr. Assis Brasil" | 2010/12 | Coletânea | Contos Completos |
| "Dr. Fonseca" | 2010/12 | Coletânea | Contos Completos |
| "Dr. Pio Macieira" (****) | 2010/12 | Coletânea | Contos Completos |
| "Maniápolis" (****) | 2010/12 | Coletânea | Contos Completos |
| "O Restaurant e os Galeões do México" | 2010/12 | Coletânea | Contos Completos |
| "A Ave Estranha" | 2010/12 | Coletânea | Contos Completos |
| "O Traidor" (****) | 2010/12 | Coletânea | Contos Completos |
| "O 1º Atestado" | 2010/12 | Coletânea | Contos Completos |
| "Lulu, Mas Não da Pomerânia" | 2010/12 | Coletânea | Contos Completos |
| "Bordejos" | 2010/12 | Coletânea | Contos Completos |
| "O Povoamento do Solo e a Simplificação da Linguagem" | 2010/12 | Coletânea | Contos Completos |
| "Um Fato Gravíssimo" | 2010/12 | Coletânea | Contos Completos |
| "Uma Loteria com que Sonho" | 2010/12 | Coletânea | Contos Completos |
| "Dr. Laranjinha" | 2010/12 | Coletânea | Contos Completos |
| "Erguia-me da Cama Bem Cedo..." | 2010/12 | Coletânea | Contos Completos |
| Legenda | |||
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(.*) Texto também classificado como teatro. (.**) Texto também classificado como crônica.[14][15] (.***) Conto posteriormente expandido em romance. (.****) Conto considerado incompleto.[16] | |||
Coletâneas de crônicas
- Os Bruzundangas (1923), póstumo
- Bagatelas (1923), póstumo
- Feiras e Mafuás (1953), póstumo
- Vida Urbana (1953), póstumo
- Coisas do Reino de Jambon (1956), póstumo
- Impressões de Leitura (1956), póstumo
- Marginália (1956), póstumo
- Toda Crônica (2004), póstumo
- Sátiras e Outras Subversões[nota 3] (2016), póstumo
Memórias e correspondência
- Diário Íntimo (1953), póstumo
- O Diário do Hospício (1920/1956), póstumo
- Correspondência (1956), póstumo, 2 volumes
Adaptações
- Osso, Amor e Papagaios (1957), de Carlos Alberto de Souza Barros e César Memolo Jr.
- O Homem que Sabia Javanês (1988), de Maurício Buffa
- Fera Ferida (1993), de Aguinaldo Silva, Ana Maria Moretzsohn e Ricardo Linhares
- O Homem que Sabia Javanês (1994), de Guel Arraes, Jorge Furtado e João Falcão
- Policarpo Quaresma, Herói do Brasil (1998), de Paulo Thiago
- Miss Edith e Seu Tio (2000), de Francisco Vilachã
- O Homem que Sabia Javanês (2004), de Xavier de Oliveira
- O Homem que Sabia Javanês (2005), de Jô Fevereiro
- Um Músico Extraordinário (2005), de Francisco Vilachã
- O Triste Fim de Policarpo Quaresma (2008), de Ronaldo Antonelli e Francisco Vilachã
- Triste Fim de Policarpo Quaresma (2010), de Antunes Filho
- A Nova Califórnia (2010), de Francisco Vilachã
- Clara dos Anjos (2011), de Marcelo Lelis e Wander Antunes
- Triste Fim de Policarpo Quaresma (2013), de Luiz Antonio Aguiar e Cesar Lobo
Notas
- ↑ Originalmente publicado em textos dispersos pelo Correio da Manhã, em 1905. Organizado e publicado pela primeira vez pela Dantes Editora, em 1997.
- ↑ Escrito e publicado em folhetim em 1912, só foi publicado em livro 30 anos após a morte do autor, em 1950.
- ↑ Coletânea póstuma, organizada por Felipe Botelho Corrêa
Referências
- ↑ a b c «Lima Barreto». enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 12 de Maio de 2015
- ↑ «Lima Barreto». Acervo estadão. Consultado em 12 de Maio de 2015
- ↑ Monteiro Lobato, A Barca de Gleyre.
- ↑ Barbosa, Francisco de Assis (2002). A Vida de Lima Barreto 8.ª ed. ed. Rio de Janeiro: José Olympio Editora. p. 38
- ↑ Barbosa, Francisco de Assis (2002). A Vida de Lima Barreto 8.ª ed. ed. Rio de Janeiro: José Olympio Editora. p. 42
- ↑ «Brazil - Independence». Encyclopedia Britannica (em inglês). Consultado em 29 de junho de 2021
- ↑ a b c Correa 2014.
- ↑ a b MARTHA, Alice Áurea Penteado (2000). Lima Barreto e a crítica (1900 a 1922): a conspiração de silêncio. [S.l.]: Espéculo: Revista de Estudios Literarios. Universidad Complutense de Madrid. Consultado em 25 de setembro de 2020
- ↑ a b c Teixeira 1979, p. 36.
- ↑ a b Lins 1976.
- ↑ Zilly, Berthold (2006). Lima Barreto e a cultura nacional. Traduzido por Mello, Simone de. [S.l.]: Abril
- ↑ «Taiguara refaz o caminho de Geraldo Vandré em disco póstumo com gravações inéditas». G1. Consultado em 12 de maio de 2021
- ↑ «Lima Barreto». Página oficial da Flip. Consultado em 23 de junho de 2017
- ↑ CAMARGO, Áureo Joaquim. A bagatelização da literatura de Lima Barreto: análise do legado editorial do escritor. Universidade Estadual Paulista (Unesp), 18 dez. 2015.
- ↑ ROSA, Alexandre Juliete. O conto em Lima Barreto: oscilação editorial e hibridismo estético. 2017. Dissertação (Mestrado em Estudos Brasileiros) - Instituto de Estudos Brasileiros, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2017. doi:10.11606/D.31.2018.tde-18012018-135610. Acesso em: 2026-01-25.
- ↑ SCHWARCZ, Lilia Moritz. “Introdução – Lima Barreto: termômetro nervoso de uma frágil república”. In: BARRETO, Lima. Contos completos. Organização e introdução de Lilia Moritz Schwarcz. São Paulo: Companhia das Letras, 2010
Bibliografia
- Correa, Felipe Botelho (2014). «Lima Barreto's Marginália: The Magazine Writer's Dream». Rio de Janeiro. Machado Assis em Linha. 17 (14). doi:10.1590/S1983-68212014000200005. Consultado em 4 de abril de 2018
- Lins, Osman (1976). Lima Barreto e o espaço romanesco. São Paulo: Atica
- Teixeira, Vera Regina (1979). «Lima Barreto: Dead or Alive». World Literature Today. 53 (1): 36-40. ISSN 0196-3570. Consultado em 4 de abril de 2018. (pede registo (ajuda))
Leitura adicional
- Barreto, Lima (2001). Prosa seleta. Rio de Janeiro: Nova Aguilar
- Barbosa, Francisco de Assis (2002). A Vida de Lima Barreto. Rio de Janeiro: José Olympio Editora
- Beiguelman, Paula (1981). Por que Lima Barreto. São Paulo: Brasiliense
- Correa, Felipe Botelho (2016). Sátiras e outras subversões: textos inéditos. São Paulo: Penguin-Companhia das Letras
- Dias, André (2012). Lima Barreto e Dostoiévski: Vozes Dissonantes. Niterói: EDUFF
- Barreto, Barreto; Mendonça, Bernardo (1993). «Lima Barreto por Lima Barreto: um roteiro». Um longo sonho do futuro. Rio de Janeiro: Graphia
- Antonio Arnoni, Prado (1976). Lima Barreto: o crítico e a crise. Rio de Janeiro: Cátedra
- Hidalgo, Luciana (2008). Literatura da urgência: Lima Barreto no domínio da loucura. São Paulo: Annablume
- Campato Jr., João Adalberto (2013). Lima Barreto: Retórica e Literatura Militante nas Recordações do Escrivão Isaías Caminha. Curitiba: CRV
- Resende, Beatriz (2017). Sobre Lima Barreto. Três ensaios. 1. ed. Rio de Janeiro: Galáxia
