Lima Barreto (escritor)

 Nota: Para outros significados, veja Lima Barreto.
Lima Barreto
Lima Barreto, 1917.
Nome completoAfonso Henriques de Lima Barreto
Pseudônimo(s)Lima Barreto
Nascimento
Morte
1 de novembro de 1922 (41 anos)

Causa da morteenfarte agudo do miocárdio
Nacionalidadebrasileiro
Etnianegro
SepultamentoCemitério de São João Batista, quadra 14, 3º piso, jazigo 8024, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro (estado), Brasil
Período de atividade1902–1922
Gênero literário
Movimento literário
Magnum opusTriste Fim de Policarpo Quaresma
Assinatura

Afonso Henriques de Lima Barreto (Rio de Janeiro, 13 de maio de 1881 — Rio de Janeiro, 1 de novembro de 1922) foi um jornalista e escritor brasileiro, identificado com o pré-modernismo. Publicou romances, sátiras, contos, crônicas e uma vasta obra em periódicos, principalmente revistas populares ilustradas e periódicos anarquistas do início do século XX.

A maior parte de sua obra foi redescoberta e publicada postumamente por meio do esforço de Francisco de Assis Barbosa e outros pesquisadores, levando-o a ser considerado um dos mais importantes escritores brasileiros.[1][2] Mas Monteiro Lobato, em carta de 1 de outubro de 1916 ao escritor Godofredo Rangel, já reconheceu o talento desse escritor mulato vítima do preconceito: “Conheces Lima Barreto? Li dele, na Águia, dois contos, e pelos jornais soube do triunfo do Policarpo Quaresma, cuja segunda edição já lá se foi. A ajuizar pelo que li, este sujeito me é romancista de deitar sombras em todos os seus colegas coevos e coelhos, inclusive o Neto. Facílimo na língua, engenhoso, fino, dá impressão de escrever sem torturamento — ao modo das torneiras que fluem uniformemente a sua corda d’água”.[3]

Biografia

Afonso Henriques de Lima Barreto nasceu no Rio de Janeiro, em 13 de maio de 1881.[1] Era filho de João Henriques de Lima Barreto — filho de uma antiga escrava e de um madeireiro português[4] — e de Amália Augusta, filha de uma escrava e agregada da família Pereira Carvalho.[5] Ao nascer, a família morava na rua Ipiranga, próxima ao Largo do Machado. Seu pai ganhava a vida como tipógrafo, e aprendeu a profissão no Imperial Instituto Artístico, que imprimia o periódico "Semana Ilustrada". Foi funcionário da Imprensa Oficial e publicou a tradução do Manual do Aprendiz Compositor, de Jules Claye. Sua mãe foi educada com esmero, sendo professora da 1ª à 4ª série. Foi proprietária e diretora da Escola Santa Rosa, no Rio de Janeiro. Ela faleceu de tuberculose, aos 25 anos, quando Lima tinha apenas seis anos. O viúvo trabalhou muito para sustentar os quatro filhos do casal — o caçula com apenas 1 ano. João Henriques era monarquista, ligado ao visconde de Ouro Preto, padrinho do futuro escritor. Entretanto, as relações entre padrinho e afilhado não eram boas. As lembranças de um período frutífero que era do Segundo Reinado[6] de Dom Pedro II, bem como a participação da Princesa Isabel na Abolição da Escravatura marcaram a visão crítica de Lima Barreto sobre o regime republicano.

Em abril de 1907, Lima Barreto fez suas primeiras contribuições para uma revista de grande circulação, ao se tornar secretário da Fon-Fon, a pedido do poeta e jornalista Mário Pederneiras.[7] Contudo, sua estadia na revista não durou muito. Em junho do mesmo ano, sentindo-se desvalorizado — Lima era muito sensível a essas questões — demite-se e, em outubro, lança a revista Floreal, da qual foi o diretor e principal contribuinte.[7] Além dessas, também contribuiu para as revistas ABC e Careta.[7]

Em 1911, publicou o romance Triste Fim de Policarpo Quaresma nas páginas do Jornal do Commercio, pagando do próprio bolso a edição em livro, lançada em dezembro de 1915. Nessa época, tornaram-se mais agudas as crises de alcoolismo e depressão — era portador de Transtorno Afetivo Bipolar — o que provocou sua primeira internação no hospício em 1914. Nessa ocasião, foi tratado pelo médico psiquiatra Dr. Juliano Moreira, de quem ficou amigo.

Em 1916, colaborou com a revista ABC, publicando alguns textos em periódicos de viés socialista. Passados quatro anos da primeira internação no Hospital dos Alienados, devido ao alcoolismo, seus problemas de saúde pioraram e Lima Barreto foi aposentado em dezembro de 1918. No ano seguinte, 1919, publicou o romance Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá pela editora Revista do Brasil, de Monteiro Lobato. O famoso escritor fez elogios a Lima em cartas aos amigos.

Os períodos de internação no hospício resultaram na composição de diversos diários e no romance inacabado Cemitério dos Vivos, do qual trechos foram publicados em 1921, mesmo ano em que o autor apresentaria sua terceira candidatura à Academia Brasileira de Letras. Nas duas tentativas anteriores, fora preterido; nesta última, o próprio escritor desistiria antes das eleições.

De 1909 a 1922, foi excluído da crítica oficial com um "silêncio implacável" quanto aos seus escritos.[8] Em sua época não era fácil ter um original aceito pelos maiores editores do Rio, e ele, como vários outros, apelaram por publicações em Portugal. Sua obra Recordações do Escrivão Isaías Caminha seguiu esse caminho, em 1907.

Sua "posição combativa" e sua "crítica contundente" custaram-lhe a marginalidade e a indiferença da elite cultural.[8] Esse comportamento de seus colegas escritores encontra-se refletido na descoberta e valorização de sua obra somente após sua morte. Esse fato pode ser associado à sua afirmação em artigo publicado no dia 6 de junho de 1922, na Revista Careta: "O Brasil não tem povo, tem público". Era sua típica visão do mundo que o cercava e que aparece na ironia presente em seu personagem narrador, Quaresma.

Morte

Com a saúde cada vez mais debilitada, em razão da tuberculose, Lima Barreto faleceu de um colapso cardíaco no dia 1º de novembro de 1922, aos 41 anos, em sua casa, no bairro de Todos os Santos, no Rio de Janeiro.

Seus restos mortais, bem como os de seus pais, estão no cemitério de São João Batista (Q. 14 - J. 8024). No mesmo cemitério, encontra-se o mausoléu dos imortais da Academia Brasileira de Letras.[9]

Publicações póstumas

Em dezembro de 1922, Jacinto Ribeiro dos Santos publicou Os Bruzundangas, com uma nota afirmando que se tratava do último livro que Lima Barreto havia revisado. O prefácio, contudo, indicava que o manuscrito fora completado em 1917.[9] Além desse, também foram publicados Bagatelas, em 1923, e Clara dos Anjos, serializado entre 1923 e 1924, na Revista Santa Cruz, mas escrito entre dezembro de 1921 e janeiro de 1922.[9]

A maior parte de seus escritos, tais como Cemitério dos Vivos, Diário Íntimo e parte da correspondência pessoal, foram publicados postumamente, entre as décadas de 1940 e 1950, a partir de pesquisas de Francisco de Assis Barbosa, um de seus principais biógrafos.

Obra

Busto de Lima Barreto no Rio de Janeiro.

Crítica

Muitos críticos apontam que a obra literária de Lima Barreto ora alcança altos níveis de criatividade e realização estética, ora abdica de maiores preocupações artísticas para se assumir como panfleto ou meio de documentação social, política e histórica. Antonio Candido (1918), por exemplo, observa que a concepção literária de Lima Barreto "de um lado, favoreceu nele a expressão escrita da personalidade (...) e, de outro, pode ter contribuído para atrapalhar a realização plena do ficcionista". O crítico ressalta o valor de sua "inteligência voltada com lucidez para o desmascaramento da sociedade e a análise das próprias emoções", mas também afirma ser ele um escritor que não atingiu toda a sua potencialidade como narrador, sendo algumas vezes malsucedido na transposição de uma ideia numa realização literária criativa.

O crítico Osman Lins afirmou que, para além de realizações estéticas desiguais, há "certas características de ordem literária e humana que atravessam todos os seus livros — ou até todas as suas páginas — dando-lhes grande homogeneidade". Concluiu que "sua obra tão variada é um bloco coerente e em toda ela reconhecemos, inconfundível, nítida, a personalidade do autor".[10]

Temas

Lima Barreto foi o crítico mais agudo da época da Primeira República Brasileira, rompendo com o nacionalismo ufanista e pondo a nu a roupagem republicana que manteve os privilégios de famílias aristocráticas e dos militares. Definindo seu projeto literário como o de escrever uma "literatura militante" — apropriando-se da expressão de Eça de Queiroz — sua produção literária está quase inteiramente voltada para a investigação das desigualdades sociais, da hipocrisia e da falsidade dos homens e das mulheres em suas relações dentro da sociedade. Em muitas obras, como no seu célebre romance Triste Fim de Policarpo Quaresma e no conto "O Homem que Sabia Javanês", o método escolhido por Lima Barreto para tratar desses temas é o da sátira, cheia de ironia, humor e sarcasmo.

Em sua obra, de temática social, privilegiou os pobres, os boêmios e os arruinados, assim como a sátira que criticava de maneira sagaz e bem-humorada os vícios e corrupção da sociedade e da política. Foi severamente criticado por alguns escritores de seu tempo por seu estilo despojado e coloquial, que Manuel Bandeira chamou de "fala brasileira" e que acabou influenciando os escritores modernistas. Suas obras seguem duas vertentes principais: a sátira menipeia e o romance do realismo resgatando em ambos os formatos as tradições cômicas, carnavalescas e picarescas da cultura popular.[11]

Para Lima Barreto, escrever tinha a finalidade de criticar o mundo circundante para despertar alternativas renovadoras dos costumes e de práticas que, na sociedade, privilegiavam certas classes sociais, indivíduos e grupos.

Em Triste Fim de Policarpo Quaresma, narra-se a história de Policarpo Quaresma, homem de inteligência mediana, mas de nacionalismo e boa-fé inabaláveis. Agindo de modo a valorizar e popularizar ideais do que ele julga ser a verdadeira cultura brasileira, Quaresma obtém da sociedade uma resposta sempre dura, sendo classificado como louco (ora inofensivo, ora perigoso). Desse modo, como observa Osman Lins, esse "é um romance sobre o desajuste entre o imaginário e o real, entre a idealização e a verdade, entre a ideia que o personagem-título faz do seu país e o que o seu país é realmente".[10] No decorrer da obra, o autor também procura ridicularizar o apego da sociedade aos títulos, sobretudo o de bacharel, bem como as instituições políticas da época, sua burocracia e sua inoperância.

Em "O Homem que Sabia Javanês", é apresentado o caso de uma pessoa que, afirmando dominar o idioma javanês sem na realidade conhecê-lo, consegue enganar boa parte da sociedade carioca da época e até mesmo ascender na carreira política, acadêmica e diplomática com base nessa mentira. A certa altura, o personagem declara: "Imagina tu que eu até aí nada sabia de javanês, mas estava empregado e iria representar o Brasil em um congresso de sábios". Esse trecho representa uma crítica contundente à predominância das aparências nos meios sociais e políticos do período republicano.

Esses mesmos temas, quase sempre de ordem social, apresentam abordagens distintas em outras obras: no conto "A Nova Califórnia", a escrita de Lima Barreto ganha certos contornos macabros ao narrar a história dos habitantes de uma pequena cidade que, ao descobrirem que se poderia fabricar ouro a partir de ossos humanos, esquecem todos os seus supostos valores éticos e morais, de extrato cristão, e cometem profanações e assassinatos em função da possibilidade de riqueza e ascensão social.

Lima Barreto declarou diversas vezes não aprovar nenhum tipo de preciosismo na escrita literária. Criticou seu contemporâneo Coelho Neto, afirmando que "não posso compreender que a literatura consista no culto ao dicionário" e declarando que a beleza literária "não é um caráter extrínseco da obra, mas intrínseco, perante o qual aquele pouco vale. É a substância da obra, não são suas aparências". Essas declarações indicavam como eram indissociáveis a estética buscada e a ética preconizada pelo autor, que procurava despir tanto a literatura quanto a sociedade de suas falsas aparências. Dessa postura, criou-se uma literatura marcada pelo coloquialismo, por um vocabulário pouco rebuscado e pela expressão direta — o que não significava desleixo ou pouca preocupação formal, mas a adequação do modo de expressão àquilo que se desejava demonstrar.

Essa crueza estilística, no caso de um romance de teor autobiográfico como Recordações do Escrivão Isaías Caminha, era a ideal para a representação dos percalços e dos preconceitos de ordem social e racial enfrentados por seu personagem em busca de ascensão na profissão de jornalista. O mesmo aconteceu em Cemitério dos Vivos, dura descrição da loucura e da internação em um hospício. É sobretudo nessa força e nessa tentativa de construir uma obra cujos preceitos estéticos são tão pouco disseminados na literatura brasileira, ainda afeita aos ideais de beleza do parnasianismo, que residia a singularidade da arte de Lima Barreto.

Legado

Homenagem filatélica de 1981.

Em 2016, uma vasta parte de sua obra escrita publicada sob pseudônimos foi descoberta por Felipe Botelho Corrêa, que organizou o livro Sátiras e Outras Subversões que traz à tona 164 textos que permaneciam inéditos em livro. No mesmo ano, o pesquisador Rogério Nascimento publicou o livro Cartas de um Matuto e Outros Causos, afirmando que os textos publicados originalmente na revista Careta foram escritos por Lima Barreto. Carlos Drummond de Andrade, contudo, disse em seu Dicionário de Pseudônimos Brasileiros que os textos da coluna foram escritos por Mário Behring. A chave para esse pseudônimo também apareceu na própria revista Careta, de 8 de junho de 1912, em texto que afirmou ser de Mário Behring a pena por trás do Coronel Tibúrcio d'Anunciação.

O escritor foi homenageado no carnaval do Rio de Janeiro, em 1982, pela Escola de Samba Unidos da Tijuca, com o samba-enredo Lima Barreto, mulato pobre mas livre. O cantor Taiguara compôs um samba-enredo que não foi utilizado pela escola naquele ano, sendo lançado apenas em 2019, no EP Como Lima Barreto.[12]

O escritor carioca foi o homenageado da 15ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip),[13] quando foi lançada sua mais recente biografia "Lima Barreto — Triste Visionário", de Lilia Moritz Schwarcz, pela Editora Companhia das Letras.

Lista de obras

Romances

Novelas

Teatro

  • Os Negros (1905/1951), póstumo
  • Casa de Poetas (1911)
  • Abertura do Congresso (1915/1951), póstumo
  • O Soneto (19XX/2010), póstumo

Coletâneas de contos

Lista de contos
Título Ano de publicação Periódico Coletânea
"A Nova Califórnia" 1911/03 Revista Americana Triste Fim de Policarpo Quaresma
"O Homem que Sabia Javanês" 1911/04 Gazeta da Tarde Triste Fim de Policarpo Quaresma
"Ele e Suas Ideias" 1911/05 O Fluminense Outras Histórias
"Casa de Poetas" (*) 1911/05 A Estação Teatral Outras Histórias
"Esta Minha Letra..." (**) 1911/06 Gazeta da Tarde Contos Completos
"Numa e a Ninfa" (***) 1911/06 Gazeta da Tarde Outras Histórias
"Um que Vendeu a Alma" 1913/07 Primavera Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá
"Um e Outro" 1913/10 A Águia Triste Fim de Policarpo Quaresma
"Miss Edith e Seu Tio" 1914/04 Ilustração Brasileira Triste Fim de Policarpo Quaresma
"A Chegada" (**) 1915/03 Careta Contos Argelinos
"Como o "Homem" Chegou" 1915/04 A Águia Triste Fim de Policarpo Quaresma
"Um Candidato" (**) 1915/04 Careta Contos Argelinos
"Um Bom Diretor" (**) 1915/04 Careta Contos Argelinos
"Os Quatro Filhos d'Aymon" (**) 1915/04 Careta Contos Argelinos
"A Consulta" (**) 1915/04 Careta Contos Argelinos
"Que Rua é Esta?" (**) 1915/04 Careta Contos Argelinos
"Medidas de Sua Excelência" (**) 1915/05 Careta Contos Argelinos
"S. A. I. Jan-Ghothe" 1915/05 Careta Contos Argelinos
"Uma Anedota" (**) 1915/05 Careta Contos Argelinos
"El-Kazenadji" 1915/05 Careta Contos Argelinos
"O Juramento" 1915/06 Careta Contos Argelinos
"Era Preciso..." (**) 1915/07 Careta Contos Argelinos
"Faustino I" (**) 1915/07 Careta Contos Argelinos
"A Firmeza de Al-Bandeirah" 1915/07 Careta Contos Argelinos
"O Rico Mendigo" (**) 1915/07 Careta Contos Argelinos
"O Desconto" 1915/07 Careta Contos Argelinos
"A Solidariedade de Al-Bandeirah" 1915/08 Careta Contos Argelinos
"O Reconhecimento" 1915/08 Careta Contos Argelinos
"Manuel Capineiro" 1915/08 Era Nova Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá
"Projeto de Lei" (**) 1915/09 Careta Contos Argelinos
"Firmeza Política" (**) 1915/09 Careta Contos Argelinos
"Cincinato, o Romano" (**) 1915/09 Careta Contos Argelinos
"O Ideal" (**) 1915/10 Careta Contos Argelinos
"As Teorias do Dr. Caruru" (**) 1915/10 Careta Contos Argelinos
"A Fraude Eleitoral" (**) 1915/10 Careta Contos Argelinos
"O Anel de Perdicas" 1915/11 Careta Contos Argelinos
"O Congraçamento" (**) 1915/12 Careta Contos Argelinos
"Um Especialista" 1915/12 Coletânea Triste Fim de Policarpo Quaresma
"O Filho da Gabriela" 1915/12 Coletânea Triste Fim de Policarpo Quaresma
"Congresso Pan-Planetário" 1918/01 Revista Souza Cruz Histórias e Sonhos
"Sua Excelência" (**) 1918/01 Plateia Histórias e Sonhos
"Harakashy e as Escolas de Java" 1918/01 A. B. C. Histórias e Sonhos
"Livia" 1918/02 Revista das Revistas Histórias e Sonhos
"Cló" 1918/05 A. B. C. Histórias e Sonhos
"O Moleque" 1918/06 A. B. C. Histórias e Sonhos
"Adelia" 1918/07 A. B. C. Histórias e Sonhos
"O Feiticeiro e o Deputado" 1918/07 A. B. C. Histórias e Sonhos
"Uma Noite no Lírico" 1918/08 A. B. C. Histórias e Sonhos
"Um Musico Extraordinário" 1918/08 A. B. C. Histórias e Sonhos
"Dentes Negros e Cabelos Azuis" 1918/08 Revista da Época Outras Histórias
"A Matemática não Falha" (**) 1918/12 Revista Souza Cruz Histórias e Sonhos
"Três Gênios de Secretaria" 1919/04 Brás Cubas Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá
"Na Janela" 1919/06 Argos Outras Histórias
"A Cartomante" 1919/07 Jornal das Moças Outras Histórias
"Nós! Hein?" (**) 1919/09 Careta Contos Argelinos
"Um Debate Acadêmico" (**) 1919/10 Careta Contos Argelinos
"Coisas Parlamentares" (**) 1919/10 Careta Contos Argelinos
"Clara dos Anjos" (***) 1919/12 América Latina Histórias e Sonhos
"Mágoa que Rala" 1919/12 Revista do Brasil Histórias e Sonhos
"O Tal Negócio de Prestações" 1920/01 O Malho Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá
"Os Kalogheras" 1920/03 Careta Contos Argelinos
"A Mulher do Anacleto" 1920/04 Careta Outras Histórias
"Conservou o Fez" 1920/07 Careta Contos Argelinos
"Arte de Governar" 1920/10 Careta Contos Argelinos
"Uma Academia da Roça" 1920/12 Careta Outras Histórias
"O Destino do Chaves" (**) 1920/12 Careta Contos Argelinos
"Hussein Ben Ali-Al-Balek e Miquéas Habacuc" 1920/12 Coletânea Histórias e Sonhos
"Agaricus Auditae" 1920/12 Coletânea Histórias e Sonhos
"A Biblioteca" 1920/12 Coletânea Histórias e Sonhos
"Uma Vagabunda" 1920/12 Coletânea Histórias e Sonhos
"A Barganha" 1920/12 Coletânea Histórias e Sonhos
"Uma Conversa Vulgar" 1920/12 Coletânea Histórias e Sonhos
"As Origens" (***) 1921/01 Revista Souza Cruz Diário Íntimo
"O Meu Carnaval" 1921/01 Careta Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá
"Carta de um Defunto Rico" 1921/01 A. B. C. Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá
"Uma Opinião de Peso" (**) 1921/01 Careta Contos Argelinos
"Quase ela Deu o "Sim", Mas..." 1921/01 Careta Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá
"O Poderoso Dr. Matamorros" (**) 1921/02 Careta Contos Argelinos
"O Número da Sepultura" 1921/03 Revista Souza Cruz Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá
"O Falso D. Henrique V" 1921/03 Careta Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá
"Lourenço, o Magnífico" 1921/03 Careta Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá
"O Caçador Doméstico" 1921/04 Careta Outras Histórias
"Manoel de Oliveira" (**) 1921/05 Revista Souza Cruz Contos Completos
"Despesa Filantrópica" 1921/05 Careta Outras Histórias
"O Jornalista" 1921/07 Revista Souza Cruz Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá
"Um Fiscal de Jogo" (**) 1921/09 Careta Contos Argelinos
"Boa Medida" 1921/09 Careta Contos Argelinos
"Falar Inglês" (**) 1921/10 Careta Contos Argelinos
"Milagre do Natal" 1921/11 Careta Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá
"A Sombra do Romariz" 1922/01 Careta Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá
"Fim de um Sonho" 1922/01 Careta Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá
"O Único Assassinato de Cazuza" 1922/02 Revista Souza Cruz Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá
"A Indústria da Caridade" 1922/04 Careta Outras Histórias
"Na Avenida" (**) 1922/04 Careta Contos Argelinos
"Foi Buscar Lã..." 1922/05 América Brasileira Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá
"Rocha, o Guerreiro" (**) 1922/08 Careta Contos Argelinos
"Um do Povo" (**) 1922/08 Careta Contos Argelinos
"Hóspede Ilustre" 1922/08 Careta Contos Argelinos
"Eficiência Militar" 1922/09 Careta Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá
"Interesse Público" (**) 1924/02 Careta Contos Argelinos
"O Cemitério" 1924/05 Revista Souza Cruz Outras Histórias
"O Pecado" 1924/08 Revista Souza Cruz Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá
"Por que Não se Matava" 1951/12 Coletânea Outras Histórias
"Uma Conversa" 1951/12 Coletânea Outras Histórias
"A Doença do Antunes" 1951/12 Coletânea Outras Histórias
"Os Negros" (*) 1951/12 Coletânea Outras Histórias
"O Oráculo" (**) 1951/12 Coletânea Contos Argelinos
"Abertura do Congresso" (*) (**) 1951/12 Coletânea Contos Argelinos
"A Nova Glória" (**) 1951/12 Coletânea Contos Argelinos
"Manifestações Políticas" (**) 1951/12 Coletânea Contos Argelinos
"Apologética do Feio" 2010/12 Coletânea Contos Completos
"A Nova Classe de Cirurgiões" (****) 2010/12 Coletânea Contos Completos
"Babá" (****) 2010/12 Coletânea Contos Completos
"O Peso da Ciência" (****) 2010/12 Coletânea Contos Completos
"Mambembes" 2010/12 Coletânea Contos Completos
"Meditações na Janela" 2010/12 Coletânea Contos Completos
"História de um Soldado Velho" 2010/12 Coletânea Contos Completos
"O Paladino" 2010/12 Coletânea Contos Completos
"O Diplomata dos Símios" (****) 2010/12 Coletânea Contos Completos
"O General" (****) 2010/12 Coletânea Contos Completos
"A Vingança" 2010/12 Coletânea Contos Completos
"O Profeta e o Bloco" 2010/12 Coletânea Contos Completos
"Conversas" (****) 2010/12 Coletânea Contos Completos
"As Fachadas" 2010/12 Coletânea Contos Completos
"O Jardim dos Caiporas" (****) 2010/12 Coletânea Contos Completos
"O Domingo" (****) 2010/12 Coletânea Contos Completos
"O Escravo" (****) 2010/12 Coletânea Contos Completos
"Os Pedaços" (****) 2010/12 Coletânea Contos Completos
"Os Subidas" (**) 2010/12 Coletânea Contos Completos
"No Tronco" (****) 2010/12 Coletânea Contos Completos
"O Velho Códice" (***) 2010/12 Coletânea Contos Completos
"A Vida Fluminense" 2010/12 Coletânea Contos Completos
"O Soneto" (*) 2010/12 Coletânea Contos Completos
"Opiniões do Gomensoro" (****) 2010/12 Coletânea Contos Completos
"A Nota" 2010/12 Coletânea Contos Completos
"A Caixa de Conversão" (**) 2010/12 Coletânea Contos Completos
"A Conferência do Dr. Assis Brasil" 2010/12 Coletânea Contos Completos
"Dr. Fonseca" 2010/12 Coletânea Contos Completos
"Dr. Pio Macieira" (****) 2010/12 Coletânea Contos Completos
"Maniápolis" (****) 2010/12 Coletânea Contos Completos
"O Restaurant e os Galeões do México" 2010/12 Coletânea Contos Completos
"A Ave Estranha" 2010/12 Coletânea Contos Completos
"O Traidor" (****) 2010/12 Coletânea Contos Completos
"O 1º Atestado" 2010/12 Coletânea Contos Completos
"Lulu, Mas Não da Pomerânia" 2010/12 Coletânea Contos Completos
"Bordejos" 2010/12 Coletânea Contos Completos
"O Povoamento do Solo e a Simplificação da Linguagem" 2010/12 Coletânea Contos Completos
"Um Fato Gravíssimo" 2010/12 Coletânea Contos Completos
"Uma Loteria com que Sonho" 2010/12 Coletânea Contos Completos
"Dr. Laranjinha" 2010/12 Coletânea Contos Completos
"Erguia-me da Cama Bem Cedo..." 2010/12 Coletânea Contos Completos
Legenda

(.*) Texto também classificado como teatro.

(.**) Texto também classificado como crônica.[14][15]

(.***) Conto posteriormente expandido em romance.

(.****) Conto considerado incompleto.[16]

Coletâneas de crônicas

Memórias e correspondência

  • Diário Íntimo (1953), póstumo
  • O Diário do Hospício (1920/1956), póstumo
  • Correspondência (1956), póstumo, 2 volumes

Adaptações

Notas

  1. Originalmente publicado em textos dispersos pelo Correio da Manhã, em 1905. Organizado e publicado pela primeira vez pela Dantes Editora, em 1997.
  2. Escrito e publicado em folhetim em 1912, só foi publicado em livro 30 anos após a morte do autor, em 1950.
  3. Coletânea póstuma, organizada por Felipe Botelho Corrêa

Referências

  1. a b c «Lima Barreto». enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 12 de Maio de 2015 
  2. «Lima Barreto». Acervo estadão. Consultado em 12 de Maio de 2015 
  3. Monteiro Lobato, A Barca de Gleyre.
  4. Barbosa, Francisco de Assis (2002). A Vida de Lima Barreto 8.ª ed. ed. Rio de Janeiro: José Olympio Editora. p. 38 
  5. Barbosa, Francisco de Assis (2002). A Vida de Lima Barreto 8.ª ed. ed. Rio de Janeiro: José Olympio Editora. p. 42 
  6. «Brazil - Independence». Encyclopedia Britannica (em inglês). Consultado em 29 de junho de 2021 
  7. a b c Correa 2014.
  8. a b MARTHA, Alice Áurea Penteado (2000). Lima Barreto e a crítica (1900 a 1922): a conspiração de silêncio. [S.l.]: Espéculo: Revista de Estudios Literarios. Universidad Complutense de Madrid. Consultado em 25 de setembro de 2020 
  9. a b c Teixeira 1979, p. 36.
  10. a b Lins 1976.
  11. Zilly, Berthold (2006). Lima Barreto e a cultura nacional. Traduzido por Mello, Simone de. [S.l.]: Abril 
  12. «Taiguara refaz o caminho de Geraldo Vandré em disco póstumo com gravações inéditas». G1. Consultado em 12 de maio de 2021 
  13. «Lima Barreto». Página oficial da Flip. Consultado em 23 de junho de 2017 
  14. CAMARGO, Áureo Joaquim. A bagatelização da literatura de Lima Barreto: análise do legado editorial do escritor. Universidade Estadual Paulista (Unesp), 18 dez. 2015.
  15. ROSA, Alexandre Juliete. O conto em Lima Barreto: oscilação editorial e hibridismo estético. 2017. Dissertação (Mestrado em Estudos Brasileiros) - Instituto de Estudos Brasileiros, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2017. doi:10.11606/D.31.2018.tde-18012018-135610. Acesso em: 2026-01-25.
  16. SCHWARCZ, Lilia Moritz. “Introdução – Lima Barreto: termômetro nervoso de uma frágil república”. In: BARRETO, Lima. Contos completos. Organização e introdução de Lilia Moritz Schwarcz. São Paulo: Companhia das Letras, 2010

Bibliografia

Leitura adicional

  • Barreto, Lima (2001). Prosa seleta. Rio de Janeiro: Nova Aguilar 
  • Barbosa, Francisco de Assis (2002). A Vida de Lima Barreto. Rio de Janeiro: José Olympio Editora 
  • Beiguelman, Paula (1981). Por que Lima Barreto. São Paulo: Brasiliense 
  • Correa, Felipe Botelho (2016). Sátiras e outras subversões: textos inéditos. São Paulo: Penguin-Companhia das Letras 
  • Dias, André (2012). Lima Barreto e Dostoiévski: Vozes Dissonantes. Niterói: EDUFF 
  • Barreto, Barreto; Mendonça, Bernardo (1993). «Lima Barreto por Lima Barreto: um roteiro». Um longo sonho do futuro. Rio de Janeiro: Graphia 
  • Antonio Arnoni, Prado (1976). Lima Barreto: o crítico e a crise. Rio de Janeiro: Cátedra 
  • Hidalgo, Luciana (2008). Literatura da urgência: Lima Barreto no domínio da loucura. São Paulo: Annablume 
  • Campato Jr., João Adalberto (2013). Lima Barreto: Retórica e Literatura Militante nas Recordações do Escrivão Isaías Caminha. Curitiba: CRV 
  • Resende, Beatriz (2017). Sobre Lima Barreto. Três ensaios. 1. ed. Rio de Janeiro: Galáxia 

Ligações externas