Líder da Oposição (Portugal)

Líder da Oposição em Portugal
No cargo
André Ventura

desde 3 de junho de 2025
DuraçãoSem mandato fixo
Criado em23 de julho de 1976 (informalmente)
Primeiro titularFrancisco Sá Carneiro

Líder da Oposição em Portugal é a designação habitual para referir ao político que lidera o maior partido da oposição parlamentar na Assembleia da República.

Historicamente, na Terceira República Portuguesa, a liderança da oposição tem sido quase sempre repartida entre o Partido Social Democrata e o Partido Socialista, com exceção de entre 1983 e 1985, quando o Partido Comunista Português era a principal oposição, contudo, nas eleições legislativas de 2025, o Chega ultrapassou o Partido Socialista em número de deputados, tornando-se na segunda maior força política do país na XVII Legislatura. O atual líder da oposição é André Ventura.

O Partido Social Democrata (PPD/PSD) e o CDS – Partido Popular (CDS-PP) detêm um governo de coligação minoritário. A Oposição é constituída pelo Chega (CH), Partido Socialista (PS), Iniciativa Liberal (IL), Livre (L), Partido Comunista Português (PCP), Bloco de Esquerda (B.E.), Pessoas-Animais-Natureza (PAN) e Juntos pelo Povo (JPP).

O líder da oposição tem um lugar de destaque, sendo o 8.º no protocolo do Estado Português e é, por costume, eleito Conselheiro de Estado pela Assembleia da República. O seu principal poder reside na sua anuência ser necessária para diversas decisões parlamentares, como revisões constitucionais, que carecem de uma maioria qualificada de 2/3 dos votos de deputados para ser aprovadas.

Funções

O líder da oposição figura em oitavo lugar na ordem de precedência no Protocolo de Estado Português,[1] onde é referido como o "presidente ou secretário-geral do maior partido da oposição".

Para além do inerente destaque mediático, o líder da oposição exerce primordialmente a sua função no âmbito do Estatuto do Direito de Oposição, o qual assegura diversos direitos de informação, consulta prévia e participação.[2]

Como era comum até 2025 o PSD e o PS terem cada um mais de 1/3 dos deputados na Assembleia da República, para todas as decisões parlamentares que carecem de 2/3 dos votos dos deputados é necessária, além do partido no Governo, igualmente a anuência do líder da oposição:

  • Revisões constitucionais
  • Revisão das leis eleitorais
  • Confirmação de leis orgânicas vetadas pelo Presidente da República
  • Eleição do Provedor de Justiça
  • Eleição de Juízes do Tribunal Constitucional
  • Eleição do Presidente do Conselho Económico e Social
  • Eleição de Vogais do Conselho Superior da Magistratura
  • Eleição de Vogais do Conselho Superior do Ministério Público

Fim do mandato

O mandato do líder da oposição cessa aquando da nomeação para primeiro-ministro, da demissão da liderança do seu partido ou se o seu partido deixar de ser o segundo partido entre os partidos da oposição, bem como em caso de morte ou graves problemas de saúde que o impeçam de prosseguir as suas funções.

Atuais líderes da oposição regionais

Região Autónoma Partido Líder da oposição
Açores Partido Socialista Francisco César
Madeira Juntos pelo Povo Élvio Sousa

Titular

O titular do posto é, na XVII Legislatura, André Ventura, que chefia o maior partido de oposição, o Chega, ao XXV Governo Constitucional.[3]

Antigos líderes da oposição vivos

Existem dezasseis antigos líderes da oposição vivos:

Gráfico temporal (desde 1976)

Ver também

Referências

  1. Diário da República (12 de agosto de 2006). «Lei 40/2006, 2006-08-25 - DRE». 25 de agosto de 2006. Consultado em 24 de outubro de 2019 
  2. Diário da República (26 de Maio de 1998). «Estatuto do Direito de Oposição» 
  3. Portugal, Rádio e Televisão de (28 de maio de 2025). «Chega vence círculos eleitorais do estrangeiro e passa a ser líder da oposição». Chega vence círculos eleitorais do estrangeiro e passa a ser líder da oposição. Consultado em 29 de maio de 2025