Política externa de Portugal

A política externa de Portugal (ver página do Ministério dos Negócios Estrangeiros) está ligada ao seu papel histórico como figura proeminente da Era dos Descobrimentos e detentor do extinto Império Português. Portugal é um país membro da União Europeia e da OTAN. O país pode ser definido como um devoto proponente da integração Europeia e das relações transatlânticas. Feitos modernos incluem o papel que teve em conseguir a independência da sua antiga colónia de Timor-Leste, bem como várias Presidências do Conselho Europeu bem sucedidas.

História

Historicamente a diplomacia Portuguesa tem consistido em preservar a sua independência face ao perigo de anexação à Espanha e em preservar a Aliança Luso-Britânica que existe desde 1294 e que se mantém nos dias de hoje com o sucessor de Inglaterra, o Reino Unido.

Outros objectivos têm sido também uma constante tal como a estabilidade política da Península Ibérica e a afirmação dos interesses de Portugal na Europa e no Atlântico (também no Oceano Índico e Pacífico em diferentes tempos históricos).

As ligações de Portugal à França também permanecem fortes e o país é considerado um dos principais parceiros políticos de Portugal.

Recentemente a primazia em relação aos Estados Unidos e a organizações inter-governamentais tais como a NATO e as Nações Unidas têm também sido de primeira importância na afirmação de Portugal no estrangeiro.

Portugal reclama ainda à Espanha o território disputado de Olivença na fronteira Luso-Espanhola.

Linhas da política externa

Portugal tem beneficiado significativamente da União Europeia e é um proponente da integração europeia. Os 40 anos da adesão assinalam-se em 2025 (o Tratado de Adesão foi assinado a 12 de junho de 1985) e 2026 (tornou-se oficialmente Estado-Membro a 1 de janeiro de 1986)[1]. O país presidiu ao Conselho da União Europeia por quatro vezes (em 1992, 2000, 2007 e 2021)[2]. Aproveitou a Presidência de 2000 para lançar um diálogo entre a UE e África, e para tornar a economia Europeia mais dinâmica e competitiva. Em 2002, o Euro substituiu o Escudo como moeda de Portugal.

Portugal foi um membro fundador da NATO; é um membro activo da aliança, ao, por exemplo, contribuir proporcionalmente com grandes contingentes nas forças da paz nos Balcãs. Portugal propôs a criação da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) para melhorar os seus laços com os outros países falantes do Português. Adicionalmente, Portugal tem participado, juntamente com a Espanha numa série de cimeiras Ibero-Americanas. Portugal advogou firmemente a independência de Timor-Leste, uma antiga província ultramarina, enviando tropas e dinheiro para Timor-Leste, em estreita colaboração com os Estados Unidos, aliados Asiáticos e a ONU.

Portugal esteve na presidência da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) no ano de 2002. O presidente em funções foi o Ministro dos Negócios Estrangeiros – António Martins da Cruz.

Ver também

Ligações externas

  1. «Portugal na União Europeia, 40 anos». Eurocid, Centro de Informação Europeia Jacques Delors, Ministério dos Negócios Estrangeiros. Consultado em 14 de dezembro de 2025 
  2. «Portugal na Europa». Eurocid, Centro de Informação Europeia Jacques Delors, Ministério dos Negócios Estrangeiros. Consultado em 14 de dezembro de 2025  |nome1= sem |sobrenome1= em Authors list (ajuda)