Integrismo espanhol
| Parte de uma série sobre |
| Integrismo |
|---|
![]() |
|
|
O Integrismo foi uma filosofia política espanhola do final do século XIX e início do século XX. Enraizados em grupos católicos ultraconservadores como os Neocatólicos [1] ou os Carlistas [2] , os integristas representavam a formação mais à direita do espectro político da Restauração. A sua visão descartava a tolerância religiosa e abraçava um Estado construído segundo linhas estritamente Católicas.
Os Integristas opunham-se ao Liberalismo e ao sistema parlamentarista, defendendo um regime orgânico acidentalista. Liderados inicialmente por Ramón Nocedal Romea e depois por Juan Olazábal Ramery [3], atuavam como uma estrutura política denominada Partido Católico Nacional [4] (também conhecido como Partido Integrista), mas o grupo manteve a sua influência principalmente graças a uma série de periódicos, liderados pelo jornal Madrileno El Siglo Futuro. Embora o integrismo tenha desfrutado de algum impulso quando surgiu formalmente no final da década de 1880, logo foi reduzido a uma força política de terceira categoria e, por fim, ainda liderados por Olazábal juntaram-se a uma organização Carlista, a Comunhão Tradicionalista. [5]
Referências
- ↑ Begoña Urigüen, Orígenes y evolución de la derecha española: el neo-catolicismo, Madrid 1986, ISBN 8400061578, 978840006157
- ↑ Há uma vasta historiografia sobre o carlismo. Para uma amostra icônica de uma síntese que apresenta um ponto de vista carlista ortodoxo, consultar Román Oyarzun Oyarzun, Historia del carlismo, Madrid 2008, ISBN 8497614488, 9788497614481; o período até a década de 1860 é tratado nas páginas 5-282. Para dois exemplos de síntese acadêmica (que buscam visões opostas do carlismo e ambos altamente criticados), consultar José Carlos Clemente, El Carlismo: historia de una disidencia social (1833–1976), Madrid 1990, ISBN 8434410923, 9788434410923 and Jordi Canal i Morell, El carlismo: dos siglos de contrarrevolución en España, Madrid 2000, ISBN 8420639478, 9788420639475
- ↑ Martin Blinkhorn, Carlism and Crisis in Spain 1931–1939, Cambridge 2008, ISBN 9780521207294, 9780521086349, p. 73, Estornés Zubizarreta, La construction de una nacionalidad Vasca. El Autonomismo de Eusko-Ikaskuntza (1918–1931), Donostia 1990, p. 220
- ↑ tambem denominado Partido Católico-Nacional, consultar Ignacio Fernández Sarasola, Los partidos políticos en el pensamiento español: de la llustración a nuestros días, Madrid 2009, ISBN 8496467953, 9788496467958, p. 153
- ↑ Blinkhorn 2008, p. 73

