Integrismo espanhol

O Liberalismo é Pecado, 1887

O Integrismo foi uma filosofia política espanhola do final do século XIX e início do século XX. Enraizados em grupos católicos ultraconservadores como os Neocatólicos [1] ou os Carlistas [2] , os integristas representavam a formação mais à direita do espectro político da Restauração. A sua visão descartava a tolerância religiosa e abraçava um Estado construído segundo linhas estritamente Católicas.

Os Integristas opunham-se ao Liberalismo e ao sistema parlamentarista, defendendo um regime orgânico acidentalista. Liderados inicialmente por Ramón Nocedal Romea e depois por Juan Olazábal Ramery [3], atuavam como uma estrutura política denominada Partido Católico Nacional [4] (também conhecido como Partido Integrista), mas o grupo manteve a sua influência principalmente graças a uma série de periódicos, liderados pelo jornal Madrileno El Siglo Futuro. Embora o integrismo tenha desfrutado de algum impulso quando surgiu formalmente no final da década de 1880, logo foi reduzido a uma força política de terceira categoria e, por fim, ainda liderados por Olazábal juntaram-se a uma organização Carlista, a Comunhão Tradicionalista. [5]

Referências

  1. Begoña Urigüen, Orígenes y evolución de la derecha española: el neo-catolicismo, Madrid 1986, ISBN 8400061578, 978840006157
  2. Há uma vasta historiografia sobre o carlismo. Para uma amostra icônica de uma síntese que apresenta um ponto de vista carlista ortodoxo, consultar Román Oyarzun Oyarzun, Historia del carlismo, Madrid 2008, ISBN 8497614488, 9788497614481; o período até a década de 1860 é tratado nas páginas 5-282. Para dois exemplos de síntese acadêmica (que buscam visões opostas do carlismo e ambos altamente criticados), consultar José Carlos Clemente, El Carlismo: historia de una disidencia social (1833–1976), Madrid 1990, ISBN 8434410923, 9788434410923 and Jordi Canal i Morell, El carlismo: dos siglos de contrarrevolución en España, Madrid 2000, ISBN 8420639478, 9788420639475
  3. Martin Blinkhorn, Carlism and Crisis in Spain 1931–1939, Cambridge 2008, ISBN 9780521207294, 9780521086349, p. 73, Estornés Zubizarreta, La construction de una nacionalidad Vasca. El Autonomismo de Eusko-Ikaskuntza (1918–1931), Donostia 1990, p. 220
  4. tambem denominado Partido Católico-Nacional, consultar Ignacio Fernández Sarasola, Los partidos políticos en el pensamiento español: de la llustración a nuestros días, Madrid 2009, ISBN 8496467953, 9788496467958, p. 153
  5. Blinkhorn 2008, p. 73