Chiru

Chiru
Chiru ou antílope-tibetano macho na natureza, no Platô Tibetano
Chiru ou antílope-tibetano macho na natureza, no Platô Tibetano
Estado de conservação
Quase ameaçada
Quase ameaçada [1]
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Artiodactyla
Família: Bovidae
Subfamília: Antilopinae
Tribo: Caprini
Gênero: Pantholops
Espécie: P. hodgsonii
Nome binomial
Pantholops hodgsonii
(Abel, 1826)
Distribuição geográfica
Distribuição territorial do chiru
Distribuição territorial do chiru

O chiru (Pantholops hodgsonii) ou antílope-tibetano (do tibetano གཙོད་ Wylie: gtsod, pronunciado tsǿ) é um mamífero bovídeo de tamanho médio que tem 1,2 metro de altura. É nativo do platô tibetano incluindo a província de Qinghai e as regiões autônomas do Tibete e de Xinjiang na China; na Índia próximo ao Ladakh e oeste do Nepal.[1] Foi um dos cinco mascotes oficiais das Olimpíadas de 2008 em Pequim, China.[2]

A população sofreu um declínio acentuado nas décadas de 1980 e início de 1990, como resultado da caça comercial furtiva para obtenção da valiosa subpelagem de alta qualidade, levando a uma estimativa de 65000 a 72500 indivíduos em meados da década de 1990. Desde então, medidas rigorosas de proteção têm sido implementadas, com um aumento nos números, estimados agora em 100000 a 150000 animais, e a espécie sendo classificada como quase ameaçada pela IUCN.[1] Em 2006, o governo dos Estados Unidos declarou a espécie como em perigo.[3]

A espécie foi descrita em 1826 pelo naturalista britânico Clarke Abel com o nome Antelope Hodgsonii, sendo posteriormente inserida no gênero Pantholops.[4] Por vários anos, houve uma discussão sobre onde a espécie estava na taxonomia dos bovídeos,[5][6] mas novos estudos concluíram que faz parte da tribo Caprini, na subfamília Antilopinae.[4]

O seu pelo é cinzento a marrom-avermelhado, com o ventre branco. Os machos têm os chifres curvados para trás, e estes medem aproximadamente 50 cm de comprimento.[7] A espécie é gregária, às vezes formam rebanhos de centenas. As fêmeas, no verão, migram até 300 km em cada ano para ir ao lugar onde nasceram, onde dão à luz geralmente a uma única cria, e voltam no outono tardio para reunir-se com os machos nos territórios onde passam o inverno. Eles vivem nas estepes elevadas das montanhas e nas áreas de semi-deserto do planalto tibetano tais como Kekexili, onde alimentam-se de várias espécies de ervas e de grama. A vida média é de aproximadamente oito anos.[1]

Referências

  1. a b c d IUCN SSC Antelope Specialist Group (19 de julho de 2016). «Pantholops hodgsonii (Chiru)». The IUCN Red List of Threatened Species (em inglês). doi:10.2305/iucn.uk.2016-2.rlts.t15967a50192544.en. Consultado em 12 de novembro de 2025 
  2. The official website of the Beijing 2008 Olympic Games. «The Official Mascots of the Beijing 2008 Olympic Games - The Official Website of the Beijing 2008 Olympic Games». en.beijing2008.cn (em inglês). Consultado em 12 de novembro de 2025. Cópia arquivada em 29 de agosto de 2014 
  3. «US - Endangered - Final Rule To List the Tibetan Antelope as Endangered | Animal Legal & Historical Center». www.animallaw.info. Consultado em 12 de novembro de 2025 
  4. a b «Pantholops hodgsonii • Chiru». www.mammaldiversity.org. Consultado em 12 de novembro de 2025 
  5. Gatesy, J.; Yelon, D.; DeSalle, R.; Vrba E. S. (maio de 1992). «Phylogeny of the Bovidae (Artiodactyla, Mammalia), based on mitochondrial ribosomal DNA sequences.». Molecular Biology and Evolution (em inglês). ISSN 1537-1719. doi:10.1093/oxfordjournals.molbev.a040734. Consultado em 12 de novembro de 2025 
  6. Gentry, A. W. (março de 1992). «The subfamilies and tribes of the family Bovidae». Mammal Review (em inglês) (1): 1–32. ISSN 0305-1838. doi:10.1111/j.1365-2907.1992.tb00116.x. Consultado em 12 de novembro de 2025 
  7. «Pantholops hodgsonii» (em inglês). ITIS (www.itis.gov) 

Ligações externas