Carneiro-de-dall

Carneiro-de-dall
Carneiro-de-dall, no Alaska Zoo em Anchorage, no Alasca
Carneiro-de-dall, no Alaska Zoo em Anchorage, no Alasca
Estado de conservação
Espécie pouco preocupante
Pouco preocupante (IUCN 3.1) [1]
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Artiodactyla
Família: Bovidae
Subfamília: Antilopinae
Tribo: Caprini
Gênero: Ovis
Espécie: O. dalli
Nome binomial
Ovis dalli
Nelson, 1884
Distribuição geográfica
Distribuição do carneiro-de-dall na América do Norte
Distribuição do carneiro-de-dall na América do Norte

O carneiro-de-dall (Ovis dalli), também conhecido pelo nome em inglês thinhorn (thin horn, "chifre fino"), é um mamífero caprino que, junto do carneiro-selvagem (Ovis canadensis), é uma das duas espécies de carneiros selvagens que habitam as regiões montanhosas do noroeste da América do Norte. O epíteto específico dalli é derivado de William Healey Dall (1845 – 1927), um naturalista americano. É uma espécie pouco preocupante pela IUCN.[1] A coloração da sua pelagem varia do branco ao marrom (castanho) e possui chifres curvados de cor marrom-amarelada.

Há duas subespécies: o carneiro-de-dall (Ovis dalli dalli), a subespécie nominal, ao norte, que é quase todo de cor branca, e o carneiro-das-rochas (Ovis dalli stonei), mais ao sul, com pelagem marrom com algumas partes brancas no dorso e nas patas traseiras. Pesquisas mostraram que o uso das designações de subespécies é questionável. Mistura completa de cores ocorre entre as formas brancas e escuras da espécie com populações intermediárias coloridas, chamados carneiros-de-fannin, encontrados nos Montes Pelly e Montes Ogilvie, no território do Yukon.[2] A análise do DNA mitocondrial não mostrou nenhuma divisão molecular ao longo dos limites atuais das subespécies,[3] embora a análise do DNA nuclear possa fornecer alguma sustentação.[4] Também no nível espécie, a taxonomia é questionável, porque a hibridização entre o carneiro-de-dall e o carneiro-selvagem foi registrada na história evolucionária recente.[3]

Dois cordeiros da espécie.

Os carneiros-de-dall habitam as escalas subárticas das montanhas do Alasca, nos Estados Unidos, o território do Yukon, os Montes Mackenzie nos Territórios do Noroeste, e o norte da Colúmbia Britânica, no Canadá. Os carneiros-de-dall são encontrados em locais relativamente secos e tentam permanecer em uma combinação especial de cumes alpinos abertos, prados e inclinações íngremes com o substrato extremamente áspero, a fim de escapar dos predadores que não podem deslocar-se rapidamente através desse terreno.

Os machos têm chifres densamente ondulados. As fêmeas têm chifres mais curtos, mais delgados, ligeiramente mais curvados. Os machos vivem em bandos e raramente se associam com os grupos de fêmeas, exceto durante a estação de acasalamento, no final de novembro e início de dezembro. Os cordeiros nascem em maio.

Durante o verão, quando o alimento é abundante, eles comem uma grande variedade de plantas. Durante o inverno a dieta é muito mais limitada e consiste primariamente em grama e capim seco, congelado, que é cavado na neve, além de líquens e musgos. Muitas populações de carneiros visitam reservas de minerais durante a primavera e frequentemente viajam muitas milhas para comer o solo em torno dessas reservas, nutrindo-se assim de minerais importantes para o organismo.

Os predadores primários dos carneiros são o lobo, coiote, urso-negro, urso-cinzento e a águia-dourada, que é predadora dos filhotes.

Os carneiros-de-dall podem frequentemente ser observados ao longo da Alaska Highway, no Lago Muncho, na Sheep Mountain, no Parque e Reserva Nacional Kluane, próximo de Faro, Yukon (carneiros-de-gannin).

Ver também

  • A.W.F. Banfield (1974). The Mammals of Canada. University of Toronto Press. ISBN 0-8020-2137-9

Referências

  1. a b Festa-Bianchet, M. (4 de março de 2020). «Ovis dalli (Thinhorn Sheep)». The IUCN Red List of Threatened Species (em inglês). doi:10.2305/iucn.uk.2020-2.rlts.t39250a22149895.en. Consultado em 14 de novembro de 2025 
  2. Sheldon, C. 1911. The Wilderness of the Upper Yukon. First edition. Charles Scribner’s Sons, New York.
  3. a b Loehr, J., K. Worley, A. Grapputo, J. Carey, A. Veitch and D. W. Coltman. (2006) Evidence for cryptic glacial refugia from North American mountain sheep mitochondrial DNA, Journal of Evolutionary Biology, 19:419-430.
  4. Worley, K., Strobeck, C., Arthur, S., Carey, J., Schwantje, H., Veitch, A. & Coltman, D.W. (2004). Population genetic structure of North American thinhorn sheep Ovis dalli, Molcular Ecology 13: 2545–2556.