Capricornis

Capricornis
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Artiodactyla
Família: Bovidae
Subfamília: Antilopinae
Tribo: Caprini
Gênero: Capricornis
Ogilby, 1837
Espécie-tipo
Antilope thar
Hodgson, 1831
Espécies
4, ver texto.

Capricornis é um gênero de mamíferos caprinos de médio porte conhecidos como seraus (serows, em inglês). Atualmente, quatro espécies diferentes de serau são reconhecidas, todas presentes no continente asiático. O gênero faz parte da subfamília Antilopinae, da família dos bovídeos.[1] Capricornis é intimamente relacionado ao gênero Naemorhedus, que inclui os gorais.

Como seu parente menor goral, o serau é frequentemente encontrado pastando em colinas rochosas, embora, normalmente, em uma elevação mais baixa, quando os dois tipos de animais de partilham território. Seraus são mais lentos e menos ágeis do que gorais, mas eles, no entanto, podem subir encostas para escapar dos predadores e para se abrigar durante os invernos frios ou  verões quentes. Seraus, ao contrário dos gorais, fazem uso das suas glândulas preorbitais para marcação de território.

A coloração varia de espécie para espécie, região e indivíduos. Ambos os sexos têm barbas e pequenos chifres, que são geralmente mais curtos do que os suas orelhas.

Fósseis de seraus, datam até o final do Plioceno, de dois a sete milhões de anos atrás. O ancestral comum de espécies da subfamília Caprinae podem ter sido muito semelhantes ao moderno serau.

Espécies

A classificação taxonômica atual[2] inclui quatro espécies:

Imagem Nome científico Nome popular Distribuição
Capricornis crispus Serau-japonês Ilhas de Honshu, Shikoku e Kyushu, no Japão
Capricornis rubidus Serau-vermelho Norte de Myanmar, leste da Índia, e província chinesa de Yunnan
Capricornis sumatraensis Serau-de-crina Bangladesh, Butão, Camboja, China, Índia, Indonésia, Laos; Malásia, Myanmar, Nepal, Tailândia e Vietnã
Capricornis swinhoei Serau-de-formosa Taiwan

Taxonomia

Atualmente, considera-se que o gênero Capricornis contém 4 espécies:[3]

A taxonomia deste gênero tem sido discutida há bastante tempo por vários autores, devido a um grau de confusão e desentendimento entre os cientistas que o estudaram.[2] Os vários táxons diferem a depender da literatura analisada. Segundo Groves & Grubb (2005)[4] gênero Capricornis continha seis espécies: crispus, milneedwardsii (incluindo maritimus), rubidus, sumatraensis, swinhoei e thar. Porém, um estudo feito em 2019 por Mori et al.[5] sequenciou pela primeira vez o genoma mitocondrial completo de todos os táxons do gênero Capricornis e confirmou a existência de quatro espécies. Segundo o estudo, não existe nenhuma razão aparente que apoie a separação dos táxons sumatraensis, milneedwardsii (incluindo maritimus) e thar em espécies diferentes. Todos os seraus do continente, com exceção de C. rubidus, foram agrupados no mesmo clado por potencialmente representarem a mesma espécie que C. sumatraensis. C. milneedwardsii aparentou ser polifilético e, dessa forma, um táxon inválido, perdendo seu status de espécie.[5] O táxon C. sumatraensis passou a designar uma espécie, chamada de serau-de-crina (tradução livre do inglês, Maned serow), com quatro subespécies, que recebem o nome popular de acordo com o território predominantemente habitado por elas. A IUCN considera essa nova taxonomia ao avaliar o estado de conservação e a distribuição geográfica das espécies desse gênero.[2]

As espécies de serau já foram classificadas dentro do gênero Naemorhedus, porém Soma et al. (1987) afirmaram que Capricornis e Nemorhaedus eram dois gêneros diferentes, embora intimamente relacionados,[6] o que também foi aceito posteriormente por Groves e Grubb (2005).[4] Além de determinadas peculiaridades no formato do crânio, os seraus são principalmente distintos dos gorais por possuírem uma glândula abaixo do olho e uma depressão correspondente no crânio.

Referências

  1. «ASM Mammal Diversity Database». www.mammaldiversity.org. Consultado em 16 de novembro de 2023 
  2. a b c IUCN (18 de fevereiro de 2020). «Capricornis sumatraensis: Phan, T.D., Nijhawan, S., Li, S. & Xiao, L.: The IUCN Red List of Threatened Species 2020: e.T162916735A162916910» (em inglês). doi:10.2305/iucn.uk.2020-2.rlts.t162916735a162916910.en. Consultado em 1 de novembro de 2023 
  3. «Capricornis Ogilby, 1837 (T#15268)». Hesperomys. Consultado em 6 de novembro de 2025 
  4. a b «Capricornis». Mammal Species of the World. Consultado em 12 de novembro de 2025 
  5. a b Mori, Emiliano; Nerva, Luca; Lovari, Sandro (julho de 2019). «Reclassification of the serows and gorals: the end of a neverending story?». Mammal Review (em inglês) (3): 256–262. ISSN 0305-1838. doi:10.1111/mam.12154. Consultado em 1 de novembro de 2023 
  6. Soma, Hiroaki; Kada, Hidemi; Matayoshi, Kunio (1987). «Evolutionary pathways of karyotypes of the tribe Rupicaprini». In: Soma, Hiroaki. The Biology and Management of Capricornis and Related Mountain Antelopes. Dordrecht: Springer. pp. 62–71. ISBN 9789401180306. doi:10.1007/978-94-011-8030-6_4 

Ligações externas