Boletus hiratsukae

Boletus hiratsukae
Boletus hiratsukae
Boletus hiratsukae
Classificação científica
Domínio: Eukaryota
Reino: Fungi
Filo: Basidiomycota
Classe: Agaricomycetes
Ordem: Boletales
Família: Boletaceae
Género: Boletus
Espécie: B. hiratsukae
Nome binomial
Boletus hiratsukae
Eiji Nagasawa (1994)

Boletus hiratsukae é uma espécie de fungo basidiomiceto do gênero Boletus encontrado no Japão. Descrita pelo micologista japonês Eiji Nagasawa em 1994, recebeu o nome em homenagem a Naohide Hiratsuka. Caracteriza-se por uma pileipellis cinza-púrpura que depois se torna marrom e por um estipe reticulado próximo ao himênio. É próxima de Boletus edulis.

Descrição

B. hiratsukae é identificada pela cor cinza-púrpura a marrom-escura, tanto do píleo quanto do estipe, por um píleo seco, pruinoso- sem qualquer rugosidade ao longo do seu desenvolvimento e pela estrutura de tricoderme palisádica da pileipellis, em que as hifas frequentemente formam uma estrutura semelhante a contas com células terminais e subterminais curtas e infladas.[1]

O píleo mede 5 a 13 cm de diâmetro e pode tornar-se ocasionalmente deprimido quando velho. O estipe é cinza-púrpura, mas torna-se distintamente cinza-escuro a marrom com a idade.[1] A carne é branca, inclusive quando cortada, sem odor distinto. O estipe é marrom-escuro é reticulado e possui veias brancas na direção do topo do estipe.

Espécies relacionadas

Populações de Boletus variipes encontradas a leste das Montanhas Rochosas são espécies irmãs de B. hiratsukae, com B. variipes da América Central e do sudeste da América do Norte sendo irmãs do clado combinado.[2] Dentro do gênero Boletus, B. hiratsukae assemelha-se a B. aereus e a B. variipes Pk. var. fagicola.[1]

Habitat e distribuição

O cogumelo B. hiratsukae raramente é solitário e é conhecido por ocorrer próximo a coníferas.[1]

Ecologia

Associações micorrízicas

B. hiratsukae pode formar relações micorrízicas com membros da família Pinaceae, particularmente Pinus abies e P. pinus.[1]

Atividade de césio radioativo

Um estudo que investigou a distribuição espacial de radiocésio em cogumelos silvestres e solo contaminados pelo acidente de Fukushima concluiu que a concentração de radiocésio em B. hiratsukae não dependia da distância entre os cogumelos.[3]

Ver também

Referências

  1. a b c d e Nagasawa, Eiji (1994). «A New Species of Boletus Sect. Boletus from Japan.». Proceedings of the Japan Academy, Series B. 70 (1): 10–14. Bibcode:1994PJAB...70...10N. doi:10.2183/pjab.70.10Acessível livremente 
  2. Dentinger, Bryn T.M.; Ammirati, Joseph F.; Both, Ernst E.; Desjardin, Dennis E.; Halling, Roy E.; Henkel, Terry W.; Moreau, Pierre-Arthur; Nagasawa, Eiji; Soytong, Kasem; Taylor, Andy F.; Watling, Roy; Moncalvo, Jean-Marc; McLaughlin, David J. (dezembro de 2010). «Molecular phylogenetics of porcini mushrooms (Boletus section Boletus)». Molecular Phylogenetics and Evolution. 57 (3): 1276–1292. PMID 20970511. doi:10.1016/j.ympev.2010.10.004 
  3. Komatsu, Masabumi; Suzuki, Narimi; Ogawa, Shuta; Ota, Yuko (outubro de 2020). «Spatial distribution of 137Cs concentrations in mushrooms (Boletus hiratsukae) and their relationship with soil exchangeable cation contents». Journal of Environmental Radioactivity. 222. PMID 32791375. doi:10.1016/j.jenvrad.2020.106364