Barros Carvalho

Barros Carvalho
Nascimento12 de fevereiro de 1899
Palmares
Morte3 de setembro de 1966
Recife
CidadaniaBrasil
Alma mater
Ocupaçãopolítico, latifundiário

Antônio de Barros Carvalho, mais conhecido como Barros Carvalho (Palmares, 12 de fevereiro de 1899Recife, 3 de setembro de 1966), foi um proprietário de terras e político brasileiro. Foi deputado federal e senador pelo estado de Pernambuco.

Primeiros anos

Filho de José de Carvalho e Albuquerque e de Francisca de Barros Carvalho, formou-se pela Faculdade de Farmácia e Odontologia de Recife, mas desde cedo interessou-se por assuntos econômicos, financeiros e fiscais, área onde se especializou.

Proprietário de terras em Palmares, foi fiscal do imposto de consumo, em Pernambuco, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro e mais tarde superintendente de fiscalização dos impostos federais.

Foi assessor técnico do Ministro da Fazenda Artur de Sousa Costa, de 1934 a 1945, tendo elaborado diversos projetos, como a Lei do Solo, do imposto de renda e do imposto de vendas e consignações.

Durante o Estado Novo, foi redator do Diário de Pernambuco e diretor do Jornal Pequeno. Mais tarde, colaborou com o Estado de Minas e o Diário de São Paulo, como jornalista.

Carreira política

Filiado à UDN, elegeu-se primeiro suplente de deputado federal por Pernambuco em dezembro de 1945, ocupando uma cadeira na Câmara entre dezembro de 1945 e dezembro de 1947.

Em 1950 elegeu-se deputado federal pela coligação UDN-PTB-PR-PRP-PL.

Pelo grande prestígio que tinha entre os trabalhadores, foi convidado por Getúlio Vargas a ingressar no PTB. Aceitando o convite, foi reeleito por seu novo partido em 1954, pela coligação PTB-PST.

Em outubro de 1958 elegeu-se senador e ao mesmo tempo reelegeu-se deputado federal, optando pelo cargo de senador.

Em 1960 foi nomeado Ministro da Agricultura por Juscelino Kubitschek, ficando no cargo até o fim do mandato presidencial, em janeiro de 1961.

Acompanhou João Goulart na visita à República Popular da China em agosto de 1961, quando da renúncia de Jânio Quadros. Permaneceu com o vice-presidente em Paris, durante o desenrolar da crise, retornando com o mesmo em setembro, entrando pelo Rio Grande do Sul, com o apoio do então governador Leonel Brizola, que liderava a Campanha da Legalidade.

Foi contrário ao Ato Adicional nº. 4, de 2 de setembro de 1961, que estabelecia o parlamentarismo no país, mas apoiou o ato como forma de dar posse a João Goulart. Defendeu então a antecipação do referendo sobre o sistema de governo, que acabou sendo aprovada na votação de setembro de 1962, sendo enfim realizado o referendo em 6 de janeiro de 1963, ocasião em que a população decidiu pelo retorno ao sistema presidencialista.

Foi líder do PTB no Senado de 1962 a 1965 e líder da maioria (PTB e PSD) em 1963 e 1964.

Era tio de Marcos Freire, que foi senador por Pernambuco entre 1975 e 1983, presidente da Caixa Econômica Federal e Ministro da Reforma Agrária, e tio-avô de Luís Freire, que foi deputado federal por Pernambuco em 1987 – 1988 e prefeito de Olinda de 1989 a 1992. Era tio do jurista Paulo de Barros Carvalho.[1]

Referências

Bibliografia

Ligações externas


Precedido por
Fernando Nóbrega
Ministro da Agricultura do Brasil
1960 — 1961
Sucedido por
Romero Cabral da Costa