Álgebra
| Álgebra | |
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A álgebra elementar estuda quais valores resolvem equações formadas utilizando operações aritméticas (ex.: 2x² + 4x − 6 = 0). | |
A álgebra abstrata estuda estruturas algébricas, como o anel de inteiros dado pelo conjunto dos inteiros () juntamente com as operações de adição () e multiplicação (). | |
| Área | Matemática |
| Subdivisões | Álgebra elementar, álgebra linear, álgebra abstrata, álgebra universal |
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A álgebra é um ramo da matemática que lida com sistemas abstratos, conhecidos como estruturas algébricas, e com a manipulação de expressões dentro desses sistemas. É uma generalização da aritmética que introduz variáveis e operações algébricas além das operações aritméticas padrão, como a adição e a multiplicação.
A álgebra elementar é a principal forma de álgebra ensinada nas escolas. Ela examina sentenças matemáticas usando variáveis para valores não especificados e procura determinar para quais valores as sentenças são verdadeiras. Para isso, utiliza diferentes métodos de transformação de equações para isolar variáveis. A álgebra linear é um campo intimamente relacionado que investiga equações lineares e as suas combinações, chamadas de sistemas de equações lineares. Fornece métodos para encontrar os valores que resolvem todas as equações do sistema ao mesmo tempo e para estudar o conjunto dessas soluções.
A álgebra abstrata estuda estruturas algébricas, que consistem em um conjunto de objetos matemáticos juntamente com uma ou várias operações definidas nesse conjunto. É uma generalização da álgebra elementar e linear, pois permite objetos matemáticos além de números e operações não aritméticas. Distingue entre diferentes tipos de estruturas algébricas, como grupos, anéis e corpos, com base no número de operações que utilizam e nas leis que seguem, chamadas de axiomas. A álgebra universal e a teoria das categorias fornecem estruturas gerais para investigar os padrões abstratos que caracterizam diferentes classes de estruturas algébricas.
Os métodos algébricos foram inicialmente estudados na Antiguidade para resolver problemas específicos em campos como a geometria. Isso mudou no século IX com Muḥammad ibn Mūsā al-Khwārizmī, que sistematizou a álgebra como uma disciplina matemática independente, distinta da geometria. Os primeiros matemáticos descreviam equações e as suas soluções usando palavras e abreviaturas até os séculos XVI e XVII, quando um rigoroso formalismo simbólico foi desenvolvido. Em meados do século XIX, o escopo da álgebra ampliou-se para além de uma teoria das equações, passando a abranger diversos tipos de operações e estruturas algébricas. A álgebra é relevante para muitos ramos da matemática, como a geometria, a topologia, a teoria dos números e o cálculo, e outros campos de investigação, como a lógica e as ciências empíricas.
Definição e etimologia
A álgebra é o ramo da matemática que estuda as estruturas algébricas e as operações que elas utilizam.[1] Uma estrutura algébrica é um conjunto não vazio de objetos matemáticos, como os inteiros, juntamente com operações algébricas definidas nesse conjunto, como a adição e a multiplicação.[2][nota 1] A álgebra explora as leis, as características gerais e os tipos de estruturas algébricas. Dentro de certas estruturas algébricas, examina o uso de variáveis em equações e como manipular essas equações.[4][nota 2]
A álgebra é frequentemente entendida como uma generalização da aritmética.[8] A aritmética estuda operações como adição, subtração, multiplicação e divisão, num domínio particular de números, como os números reais.[9] A álgebra elementar constitui o primeiro nível de abstração. Assim como a aritmética, restringe-se a tipos específicos de números e operações. Ela generaliza essas operações permitindo quantidades indefinidas na forma de variáveis além de números.[10] Um nível maior de abstração é encontrado na álgebra abstrata, que não se limita a um domínio particular e examina estruturas algébricas como grupos e anéis. Ela estende-se além das operações aritméticas típicas, abrangendo também outros tipos de operações.[11] A álgebra universal é ainda mais abstrata, na medida em que não se interessa por estruturas algébricas específicas, mas investiga as características das estruturas algébricas em geral.[12]

O termo álgebra às vezes é usado em um sentido mais restrito para se referir apenas à álgebra elementar ou apenas à álgebra abstrata.[14] Quando usado como um substantivo contável, uma álgebra é um tipo específico de estrutura algébrica que envolve um espaço vetorial equipado com um certo tipo de operação binária, uma aplicação bilinear.[15] Dependendo do contexto, "álgebra" também pode se referir a outras estruturas algébricas, como uma álgebra de Lie ou uma álgebra associativa.[16]
A palavra álgebra tem origem no termo em árabe الجبر (al-jabr), que originalmente se referia ao tratamento cirúrgico de ajuste de ossos fraturados. No século IX, o termo recebeu um significado matemático quando o matemático persa Muhammad ibn Musa al-Khwarizmi o empregou para nomear um método de transformação de equações e o utilizou no título do seu tratado al-Kitāb al-Mukhtaṣar fī Ḥisāb al-Jabr wal-Muqābalah (O Livro Compendioso sobre Cálculo por Conclusão e Balanceamento), que foi traduzido para o latim como Liber Algebrae et Almucabola.[nota 3] A palavra entrou na língua portuguesa (e em outros idiomas europeus) através do espanhol, do italiano e do latim medieval.[18] Inicialmente, o seu significado estava restrito à teoria das equações, isto é, à arte de manipular equações polinomiais com vista à sua resolução. Isto mudou no século XIX,[nota 4] quando o escopo da álgebra se ampliou para cobrir o estudo de diversos tipos de operações e estruturas algébricas em conjunto com os seus axiomas subjacentes, as leis que elas seguem.[21]
Classificação
De uma forma geral pode-se organizar a álgebra como:
- Álgebra universal;
- Álgebra abstrata;
- Álgebra elementar;
- Álgebra computacional;
- Álgebra linear.
Principais ramos
Álgebra elementar

1 – potência (expoente)
2 – coeficiente
3 – termo
4 – operador
5 – termo constante
– constante
– variáveis
A álgebra elementar, também chamada de álgebra escolar, álgebra universitária e álgebra clássica,[22] é a forma mais antiga e básica de álgebra. É uma generalização da aritmética que se baseia em variáveis e examina como as sentenças matemáticas podem ser transformadas.[23]
A aritmética é o estudo das operações numéricas e investiga como os números são combinados e transformados usando as operações aritméticas de adição, subtração, multiplicação, divisão, exponenciação, extração de raízes e logaritmo. Por exemplo, a operação de adição combina dois números, chamados de parcelas, num terceiro número, chamado de soma, como em .[9]
A álgebra elementar baseia-se nas mesmas operações, ao mesmo tempo em que permite variáveis além dos números regulares. As variáveis são símbolos para quantidades não especificadas ou desconhecidas. Elas possibilitam enunciar relações para as quais não se sabe os valores exatos e expressar leis gerais que são verdadeiras, independentemente de quais números sejam usados. Por exemplo, a equação pertence à aritmética e expressa uma igualdade apenas para estes números específicos. Ao substituir os números por variáveis, é possível expressar uma lei geral que se aplica a qualquer combinação possível de números, como a propriedade comutativa da multiplicação, que é expressa na equação .[23]
As expressões algébricas são formadas usando operações aritméticas para combinar variáveis e números. Por convenção, as letras minúsculas , e representam variáveis. Em alguns casos, são adicionados subscritos para distinguir as variáveis, como em , e . As letras minúsculas , e são geralmente usadas para constantes e coeficientes.[nota 5] A expressão é uma expressão algébrica criada multiplicando-se o número 5 pela variável e adicionando o número 3 ao resultado. Outros exemplos de expressões algébricas são e .[25]
Algumas expressões algébricas assumem a forma de sentenças que relacionam duas expressões entre si. Uma equação é uma sentença formada pela comparação de duas expressões, afirmando que elas são iguais. Isto pode ser expresso usando o sinal de igual (), como em . As inequações envolvem um tipo diferente de comparação, afirmando que os dois lados são diferentes. Isso pode ser expresso usando símbolos como o sinal de menor que (), o sinal de maior que () e o sinal de desigualdade (). Diferentemente de outras expressões, as sentenças podem ser verdadeiras ou falsas, e o seu valor de verdade geralmente depende dos valores das variáveis. Por exemplo, a sentença é verdadeira se for 2 ou −2, e falsa caso contrário.[26] As equações com variáveis podem ser divididas em equações de identidade e equações condicionais. As equações de identidade são verdadeiras para todos os valores que podem ser atribuídos às variáveis, como a equação . As equações condicionais são verdadeiras apenas para alguns valores. Por exemplo, a equação só é verdadeira se for 5.[27]
O principal objetivo da álgebra elementar é determinar os valores para os quais uma sentença é verdadeira. Isto pode ser alcançado transformando e manipulando sentenças de acordo com certas regras. Um princípio chave que orienta este processo é o de que qualquer operação que seja aplicada a um lado de uma equação também precisa ser feita ao outro lado. Por exemplo, se subtrairmos 5 do lado esquerdo de uma equação, também precisaremos de subtrair 5 do lado direito para equilibrar ambos os lados. O objetivo destas etapas geralmente é o de isolar a variável de interesse de um lado, um processo conhecido como resolver a equação para essa variável. Por exemplo, a equação pode ser resolvida para adicionando-se 7 a ambos os lados, o que isola o no lado esquerdo e resulta na equação .[28]
Existem muitas outras técnicas usadas para resolver equações. A simplificação é empregada para substituir uma expressão complicada por uma equivalente mais simples. Por exemplo, a expressão pode ser substituída pela expressão , visto que pela propriedade distributiva.[29] Para sentenças com várias variáveis, a substituição é uma técnica comum para substituir uma variável por uma expressão equivalente que não usa essa variável. Por exemplo, se soubermos que , então podemos simplificar a expressão para chegar a . De forma semelhante, se o valor de uma variável for conhecido, ele poderá ser usado para determinar o valor de outras variáveis.[30]
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As equações algébricas podem ser interpretadas geometricamente para descrever figuras espaciais na forma de um gráfico. Para fazer isso, as diferentes variáveis na equação são entendidas como coordenadas e os valores que resolvem a equação são interpretados como pontos de um gráfico. Por exemplo, se for definido como zero na equação , então deve ser −1 para que a equação seja verdadeira. Isto significa que o par faz parte do gráfico da equação. O par , por outro lado, não resolve a equação e, portanto, não faz parte do gráfico. O gráfico engloba a totalidade de pares que resolvem a equação.[31]
Polinômios
Um polinômio é uma expressão constituída por um ou mais termos que são adicionados ou subtraídos uns dos outros, como . Cada termo é uma constante, uma variável ou um produto de uma constante por variáveis. Cada variável pode ser elevada a uma potência inteira positiva. Um monômio é um polinômio com um termo, enquanto polinômios de dois e três termos são chamados de binômios e trinômios. O grau de um polinômio é o valor máximo (entre os seus termos) da soma dos expoentes das variáveis (4 no exemplo acima).[32] Polinômios de grau um são chamados de polinômios lineares. A álgebra linear estuda sistemas de polinômios lineares.[33] Diz-se que um polinômio é univariado ou multivariado, dependendo se ele utiliza uma ou mais variáveis.[34]
A fatoração é um método utilizado para simplificar polinômios, tornando mais fácil analisá-los e determinar os valores para os quais eles são avaliados como zero. A fatoração consiste em reescrever um polinômio como um produto de vários fatores. Por exemplo, o polinômio pode ser fatorado como . O polinômio como um todo é zero se e somente se um de seus fatores for zero, isto é, se for −2 ou 5.[35] Antes do século XIX, grande parte da álgebra dedicava-se às equações polinomiais, isto é, às equações obtidas igualando-se um polinômio a zero. As primeiras tentativas de resolver equações polinomiais foram para expressar as soluções em termos de raízes enésimas. A solução de uma equação polinomial de segundo grau da forma é dada pela fórmula quadrática[36]
As soluções para os graus 3 e 4 são dadas pelas fórmulas cúbica e quártica. Não existem soluções gerais para graus mais elevados, conforme comprovado no século XIX pelo teorema de Abel-Ruffini.[37] Mesmo quando não existem soluções gerais, é possível encontrar soluções aproximadas por meio de ferramentas numéricas como o método de Newton-Raphson.[38]
O teorema fundamental da álgebra assevera que toda equação polinomial univariada de grau positivo com coeficientes reais ou complexos possui pelo menos uma solução complexa. Consequentemente, todo polinômio de grau positivo pode ser fatorado em polinômios lineares. Este teorema foi provado no início do século XIX, mas isto não encerra o problema, uma vez que o teorema não fornece nenhum método para calcular as soluções.[39]
Álgebra linear
A álgebra linear começa com o estudo de sistemas de equações lineares.[40] Uma equação é linear se puder ser expressa na forma , onde , , ..., e são constantes. Exemplos são e . Um sistema de equações lineares é um conjunto de equações lineares para as quais se tem interesse nas soluções comuns.[41]
Matrizes são matrizes retangulares (ou arranjos retangulares) de valores que foram originalmente introduzidas para se ter uma notação compacta e sintética para sistemas de equações lineares.[42] Por exemplo, o sistema de equações pode ser escrito como onde , e são as matrizes
Sob algumas condições no número de linhas e colunas, as matrizes podem ser somadas, multiplicadas e às vezes invertidas. Todos os métodos para resolver sistemas lineares podem ser expressos como manipulações de matrizes usando essas operações. Por exemplo, a resolução do sistema acima consiste no cálculo de uma matriz invertida tal que onde é a matriz identidade. Em seguida, multiplicando-se à esquerda ambos os membros da equação matricial acima por obtém-se a solução do sistema de equações lineares como[43]
Os métodos de resolução de sistemas de equações lineares variam desde os mais introdutórios, como a substituição[44] e a eliminação,[45] a técnicas mais avançadas utilizando matrizes, tais como a regra de Cramer, a eliminação gaussiana e a decomposição LU.[46] Alguns sistemas de equações são inconsistentes (ou incompatíveis), o que significa que não existem soluções porque as equações se contradizem.[47][nota 6] Sistemas consistentes têm uma única solução ou um número infinito de soluções.[48][nota 7]
O estudo dos espaços vetoriais e das transformações lineares forma uma grande parte da álgebra linear. Um espaço vetorial é uma estrutura algébrica formada por um conjunto com uma adição que o torna um grupo abeliano e uma multiplicação escalar que é compatível com a adição (veja espaço vetorial para obter detalhes). Uma transformação linear é uma função entre espaços vetoriais que é compatível com a adição e a multiplicação escalar. No caso de espaços vetoriais de dimensão finita, os vetores e as transformações lineares podem ser representados por matrizes. Disto resulta que as teorias de matrizes e de espaços vetoriais de dimensão finita são essencialmente as mesmas. Em particular, os espaços vetoriais fornecem uma terceira forma de expressar e manipular sistemas de equações lineares.[49] A partir desta perspetiva, uma matriz é uma representação de uma transformação linear: se escolhermos uma base particular para descrever os vetores sendo transformados, então as entradas na matriz fornecem os resultados da aplicação da transformação linear aos vetores da base.[50]

Os sistemas de equações podem ser interpretados como figuras geométricas. Para sistemas com duas variáveis, cada equação representa uma reta num espaço bidimensional. O ponto onde as duas retas se cruzam é a solução de todo o sistema porque este é o único ponto que resolve tanto a primeira quanto a segunda equação. Em sistemas inconsistentes, as duas retas são paralelas, o que significa que não há solução, uma vez que elas nunca se cruzam. Se duas equações não são independentes, então elas descrevem a mesma reta, o que significa que toda solução de uma equação é também solução da outra equação. Estas relações tornam possível buscar soluções graficamente plotando-se as equações e determinando onde elas se interceptam.[51] Os mesmos princípios também se aplicam a sistemas de equações com mais variáveis, com a diferença de que as equações não descrevem retas, mas sim figuras de dimensões superiores. Por exemplo, equações com três variáveis correspondem a planos no espaço tridimensional, e os pontos onde todos os planos se interceptam resolvem o sistema de equações.[52]
Álgebra abstrata
A álgebra abstrata, também chamada de álgebra moderna,[53] é o estudo das estruturas algébricas. Uma estrutura algébrica é uma estrutura (ou *framework*) para se entender as operações sobre objetos matemáticos, como a adição de números. Enquanto a álgebra elementar e a álgebra linear trabalham dentro dos limites de estruturas algébricas específicas, a álgebra abstrata adota uma abordagem mais geral que compara como as estruturas algébricas diferem umas das outras e quais os tipos de estruturas algébricas que existem, como grupos, anéis e corpos.[54] A principal diferença entre esses tipos de estruturas algébricas reside no número de operações que elas usam e nas leis a que obedecem.[55] Na educação matemática, a álgebra abstrata refere-se a um curso avançado de graduação que os estudantes de matemática realizam depois de completarem os cursos de álgebra linear.[56]

A um nível formal, uma estrutura algébrica é um conjunto[nota 8] de objetos matemáticos, chamado de conjunto subjacente, juntamente com uma ou várias operações.[nota 9] A álgebra abstrata interessa-se principalmente pelas operações binárias,[nota 10] que recebem quaisquer dois objetos do conjunto subjacente como entradas e os mapeiam num outro objeto deste conjunto como saída.[60] Por exemplo, a estrutura algébrica possui os números naturais () como o conjunto subjacente e a adição () como a sua operação binária.[58] O conjunto subjacente pode conter objetos matemáticos que não sejam números, e as operações não estão restritas às operações aritméticas regulares.[61] Por exemplo, o conjunto subjacente do grupo de simetria de um objeto geométrico é composto de transformações geométricas, como rotações, sob as quais o objeto permanece inalterado. A sua operação binária é a composição de funções, que toma duas transformações como entrada e tem como saída a transformação resultante da aplicação da primeira transformação seguida da segunda.[62]
Teoria dos grupos
A álgebra abstrata classifica as estruturas algébricas com base nas leis ou axiomas a que as suas operações obedecem e no número de operações que utiliza. Um dos tipos mais básicos é um grupo, que tem uma operação e exige que esta operação seja associativa e tenha um elemento neutro e elementos inversos. Uma operação é associativa se a ordem de diversas aplicações não importar, isto é, se [nota 11] for igual a para todos os elementos. Uma operação tem um elemento de identidade ou um elemento neutro se existir um elemento e que não altera o valor de qualquer outro elemento, ou seja, se . Uma operação tem elementos inversos se, para qualquer elemento , existir um elemento recíproco que desfaz o . Se um elemento opera sobre o seu inverso, o resultado é o elemento neutro e, expresso formalmente como . Toda estrutura algébrica que cumpra estes requisitos é um grupo.[64] Por exemplo, é um grupo formado pelo conjunto dos inteiros em conjunto com a operação de adição. O elemento neutro é 0 e o elemento inverso de qualquer número é .[65] Os números naturais com adição, por outro lado, não formam um grupo, pois contêm apenas números inteiros positivos e, portanto, não possuem elementos inversos.[66]
A teoria dos grupos examina a natureza dos grupos, com teoremas básicos como o teorema fundamental dos grupos abelianos finitos e o teorema de Feit-Thompson.[67] O último foi um passo inicial essencial numa das realizações matemáticas mais importantes do século XX: o esforço colaborativo, ocupando mais de 10 000 páginas de periódicos e publicado principalmente entre 1960 e 2004, que culminou em uma completa classificação dos grupos simples finitos.[68]
Teoria dos anéis e teoria dos corpos
Um anel é uma estrutura algébrica com duas operações que funcionam de forma semelhante à adição e multiplicação de números e são nomeadas e geralmente denotadas de forma semelhante. Um anel é um grupo comutativo sob a adição: a adição do anel é associativa, comutativa, e tem um elemento identidade e elementos inversos. A multiplicação é associativa e distributiva com respeito à adição; isto é, e . Além disso, a multiplicação é associativa e tem um elemento de identidade geralmente denotado por 1.[69][nota 12] A multiplicação não precisa ser comutativa; se o for, tem-se um anel comutativo.[71] O anel de inteiros () é um dos anéis comutativos mais simples.[72]
Um corpo é um anel comutativo tal que [nota 13] e cada elemento não nulo possui um inverso multiplicativo.[74] O anel dos inteiros não forma um corpo porque carece de inversos multiplicativos. Por exemplo, o inverso multiplicativo de é , que não é um número inteiro. Os números racionais, os números reais e os números complexos formam, cada um, um corpo com as operações de adição e multiplicação.[75]
A teoria dos anéis é o estudo dos anéis, explorando conceitos como subanéis, anéis quocientes, anéis de polinômios e ideais, além de teoremas como o teorema da base de Hilbert.[76] A teoria dos corpos ocupa-se dos corpos, examinando as extensões de corpos, os fechos algébricos e os corpos finitos.[77] A teoria de Galois explora a relação entre a teoria dos corpos e a teoria dos grupos, baseando-se no teorema fundamental da teoria de Galois.[78]
Teorias de inter-relações entre estruturas

Além dos grupos, anéis e corpos, existem muitas outras estruturas algébricas estudadas pela álgebra. Elas incluem magmas, semigrupos, monoides, grupos abelianos, anéis comutativos, módulos, reticulados, espaços vetoriais, álgebras sobre um corpo e álgebras associativas e não associativas. Elas diferem umas das outras no que diz respeito aos tipos de objetos que descrevem e aos requisitos que as suas operações cumprem. Muitas estão relacionadas entre si no sentido de que uma estrutura básica pode ser transformada em uma estrutura mais especializada através da adição de restrições.[55] Por exemplo, um magma torna-se um semigrupo se a sua operação for associativa.[79]
Os homomorfismos são ferramentas para examinar características estruturais por intermédio da comparação de duas estruturas algébricas.[80] Um homomorfismo é uma função do conjunto subjacente de uma estrutura algébrica para o conjunto subjacente de outra estrutura algébrica que preserva certas características estruturais. Se as duas estruturas algébricas usarem operações binárias e tiverem a forma e , então a função é um homomorfismo se ela preencher o seguinte requisito: . A existência de um homomorfismo revela que a operação na segunda estrutura algébrica desempenha o mesmo papel que a operação na primeira estrutura algébrica.[81] Os isomorfismos são um tipo especial de homomorfismo que indica um elevado grau de similaridade entre duas estruturas algébricas. Um isomorfismo é um homomorfismo bijetivo, o que significa que ele estabelece uma relação biunívoca entre os elementos das duas estruturas algébricas. Isso implica que todo elemento da primeira estrutura algébrica é mapeado para um único elemento na segunda estrutura, não havendo elementos não mapeados na segunda estrutura.[82]

Outra ferramenta de comparação é a relação entre uma estrutura algébrica e a sua subálgebra.[83] A estrutura algébrica e a sua subálgebra usam as mesmas operações,[nota 14] que seguem os mesmos axiomas. A única diferença é que o conjunto subjacente da subálgebra é um subconjunto do conjunto subjacente da estrutura algébrica.[nota 15] Exige-se que todas as operações na subálgebra sejam fechadas em seu conjunto subjacente, o que significa que elas só produzem elementos que pertencem a este conjunto.[83] Por exemplo, o conjunto dos inteiros pares juntamente com a adição é uma subálgebra do conjunto completo de inteiros com adição. Isto ocorre porque a soma de dois números pares é novamente um número par. No entanto, o conjunto de números inteiros ímpares com a adição não é uma subálgebra porque não é fechado: adicionar dois números ímpares produz um número par, que não faz parte do subconjunto escolhido.[84]
A álgebra universal é o estudo das estruturas algébricas em geral. Como parte de sua perspetiva geral, ela não se preocupa com os elementos específicos que compõem os conjuntos subjacentes e considera operações com mais de duas entradas, como as operações ternárias. Ela fornece uma estrutura metodológica (framework) para investigar as características estruturais que diferentes estruturas algébricas têm em comum.[86][nota 16] Uma dessas características estruturais diz respeito às identidades que são verdadeiras em diferentes estruturas algébricas. Neste contexto, uma identidade é uma equação universal ou uma equação que é verdadeira para todos os elementos do conjunto subjacente. Por exemplo, a comutatividade é uma equação universal que afirma que é idêntico a para todos os elementos.[88] Uma variedade é uma classe de todas as estruturas algébricas que satisfazem certas identidades. Por exemplo, se duas estruturas algébricas satisfazem a comutatividade, então ambas fazem parte da variedade correspondente.[89][nota 17][nota 18]
A teoria das categorias examina de que modo os objetos matemáticos se relacionam entre si valendo-se do conceito de categorias. Uma categoria é uma coleção de objetos acompanhada de uma coleção de morfismos ou "setas" entre esses objetos. Estas duas coleções devem satisfazer certas condições. Por exemplo, os morfismos podem ser unidos ou compostos: se existir um morfismo do objeto para o objeto , e outro morfismo do objeto para o objeto , então também deve existir um do objeto para o objeto . A composição de morfismos é obrigada a ser associativa e deve haver um "morfismo identidade" para cada objeto.[93] As categorias são amplamente usadas na matemática contemporânea, uma vez que elas fornecem um arcabouço unificador para descrever e analisar muitos conceitos matemáticos fundamentais. Por exemplo, os conjuntos podem ser descritos por meio da categoria de conjuntos, e qualquer grupo pode ser considerado como os morfismos de uma categoria com apenas um objeto.[94]
História

A origem da álgebra reside nas tentativas de resolver problemas matemáticos envolvendo cálculos aritméticos e quantidades desconhecidas. Estes desenvolvimentos ocorreram na Antiguidade na Babilônia, no Egito, na Grécia, na China e na Índia. Um dos primeiros documentos sobre problemas algébricos é o Papiro Matemático de Rhind do antigo Egito, que foi escrito por volta de 1650 a.C.[nota 19] Ele discute soluções para equações lineares, conforme expresso em problemas como "Uma quantidade; a sua quarta parte é adicionada a ela. Torna-se quinze. Qual é a quantidade?". As tabuletas de argila babilônicas da mesma época explicam métodos para resolver equações lineares e equações polinomiais quadráticas, como o método de completamento do quadrado.[96]
Muitas destas perceções chegaram aos antigos gregos. A partir do século VI a.C., o seu principal interesse era a geometria em vez da álgebra, mas eles empregaram métodos algébricos para resolver problemas geométricos. Por exemplo, estudaram figuras geométricas tomando os seus comprimentos e áreas como quantidades desconhecidas a serem determinadas, como exemplificado na formulação de Pitágoras do método da diferença de dois quadrados e, mais tarde, n'Os Elementos de Euclides.[97] No século III d.C., Diofanto forneceu um tratamento detalhado de como resolver equações algébricas numa série de livros chamada Aritmética. Ele foi o primeiro a fazer experiências com notação simbólica para expressar polinômios.[98] A obra de Diofanto influenciou o desenvolvimento árabe da álgebra, com muitos dos seus métodos refletidos nos conceitos e técnicas usados na álgebra árabe medieval.[99] Na China antiga, Os Nove Capítulos da Arte Matemática, um livro composto durante o período que se estende do século X a.C. ao século II d.C.,[100] explorou várias técnicas para resolver equações algébricas, incluindo o uso de construções semelhantes a matrizes.[101]

É contestado se esses desenvolvimentos iniciais fazem parte da álgebra ou se são apenas precursores. Eles ofereciam soluções para problemas algébricos, mas não os concebiam de uma forma abstrata e geral, concentrando-se antes em casos específicos e aplicações.[102] Isso mudou com o matemático persa Al-Khwarizmi,[nota 20] que publicou o seu Livro Compendioso sobre Cálculo por Conclusão e Balanceamento em 825 d.C. Al-Khwarizmi forneceu a primeira teoria analítica para resolver equações, classificando-as em seis formas padrão[nota 21] e oferecendo procedimentos sistemáticos, passo a passo, para a sua resolução. Ao abstrair esses métodos de figuras geométricas específicas e tratar as quantidades desconhecidas como objetos algébricos gerais, ele estabeleceu um arcabouço operacional formal. Esta transição, da resolução de problemas isolados para o desenvolvimento de uma metodologia universal, transformou a álgebra numa disciplina autônoma.[105] Outras contribuições influentes para a álgebra vieram do matemático árabe Thābit ibn Qurra também no século IX e do matemático persa Omar Khayyam nos séculos XI e XII.[106]
Na Índia, Brahmagupta investigou como resolver equações quadráticas e sistemas de equações com diversas variáveis no século VII d.C. Entre as suas inovações estiveram o uso do zero e de números negativos nas equações algébricas.[107] Os matemáticos indianos Mahāvīra no século IX e Bhāskara II no século XII refinaram ainda mais os métodos e os conceitos de Brahmagupta.[108] Em 1247, o matemático chinês Qin Jiushao escreveu o Tratado Matemático em Nove Seções, que inclui um algoritmo para a avaliação numérica de polinômios, incluindo polinômios de graus mais elevados.[109]
O matemático italiano Fibonacci trouxe as ideias e as técnicas de al-Khwarizmi para a Europa em livros, incluindo o seu Liber Abaci.[110] Em 1545, o polímata italiano Gerolamo Cardano publicou o seu livro Ars Magna, que cobria muitos tópicos em álgebra, discutia os números imaginários e foi o primeiro a apresentar métodos gerais para resolver equações cúbicas e quárticas.[111] Nos séculos XVI e XVII, os matemáticos franceses François Viète e René Descartes introduziram letras e símbolos para denotar variáveis e operações, tornando possível expressar equações de uma forma concisa e abstrata. Os seus antecessores tinham dependido de descrições verbais de problemas e soluções.[112] Alguns historiadores veem esse desenvolvimento como um ponto de virada fundamental na história da álgebra e consideram o que veio antes como a pré-história da álgebra, porque carecia da natureza abstrata baseada na manipulação simbólica.[113]
Nos séculos XVII e XVIII, muitas tentativas foram feitas para encontrar soluções gerais para polinômios de grau cinco e superior. Todas elas falharam.[37] No final do século XVIII, o matemático alemão Carl Friedrich Gauss provou o teorema fundamental da álgebra, que descreve a existência de zeros de polinômios de qualquer grau sem fornecer uma solução geral.[19] No início do século XIX, o matemático italiano Paolo Ruffini e o matemático norueguês Niels Henrik Abel conseguiram mostrar que não existe solução geral para polinômios de grau cinco e superior.[37] Em resposta a isso e pouco depois das suas descobertas, o matemático francês Évariste Galois desenvolveu o que mais tarde veio a ser conhecido como a teoria de Galois, que ofereceu uma análise mais aprofundada das soluções de polinômios, ao mesmo tempo em que lançou as bases da teoria dos grupos.[20] Os matemáticos logo perceberam a relevância da teoria dos grupos para outros campos e aplicaram-na a disciplinas como a geometria e a teoria dos números.[114]

A partir de meados do século XIX, o interesse na álgebra mudou do estudo de polinômios associado à álgebra elementar para uma investigação mais geral sobre as estruturas algébricas, marcando a emergência da álgebra abstrata. Esta abordagem explorou a base axiomática das operações algébricas arbitrárias.[115] A invenção de novos sistemas algébricos baseados em diferentes operações e elementos acompanhou esse desenvolvimento, como a álgebra booleana, a álgebra vetorial e a álgebra matricial.[116] Desenvolvimentos iniciais influentes na álgebra abstrata foram levados a cabo pelos matemáticos alemães David Hilbert, Ernst Steinitz e Emmy Noether, bem como pelo matemático austríaco Emil Artin. Eles pesquisaram diferentes formas de estruturas algébricas e as categorizaram com base nos seus axiomas subjacentes em tipos como grupos, anéis e corpos.[117]
A ideia de uma abordagem ainda mais geral associada à álgebra universal foi concebida pelo matemático inglês Alfred North Whitehead em seu livro de 1898, A Treatise on Universal Algebra. A partir da década de 1930, o matemático norte-americano Garrett Birkhoff expandiu essas ideias e desenvolveu muitos dos conceitos fundamentais desse campo.[118] A invenção da álgebra universal levou ao surgimento de várias novas áreas focadas na algebrização da matemática, isto é, a aplicação de métodos algébricos a outros ramos da matemática. A álgebra topológica surgiu no início do século XX, estudando estruturas algébricas como grupos topológicos e grupos de Lie.[119] Nas décadas de 1940 e 50, a álgebra homológica emergiu, empregando técnicas algébricas para estudar a homologia.[120] Quase na mesma época, a teoria das categorias foi desenvolvida e desde então tem desempenhado um papel central nos fundamentos da matemática.[121] Outros desenvolvimentos incluíram a formulação da teoria dos modelos e o estudo das álgebras livres.[122]
Aplicações
A influência da álgebra é de grande alcance, tanto dentro da matemática quanto em suas aplicações em outros campos.[123] A algebrização da matemática é o processo de aplicação de métodos e princípios algébricos a outros ramos da matemática, como a geometria, a topologia, a teoria dos números e o cálculo. Isso ocorre através do emprego de símbolos na forma de variáveis para expressar os preceitos matemáticos num nível mais geral, permitindo aos matemáticos desenvolver modelos formais que descrevem a forma como os objetos interagem e se relacionam entre si.[124]

Uma aplicação encontrada na geometria é o uso de sentenças algébricas para descrever figuras geométricas. Por exemplo, a equação descreve uma reta no espaço bidimensional, enquanto a equação corresponde a uma esfera no espaço tridimensional. De especial interesse para a geometria algébrica são as variedades algébricas,[nota 22] que são soluções para sistemas de equações polinomiais que podem ser usadas para descrever figuras geométricas mais complexas.[126] O raciocínio algébrico também pode resolver problemas geométricos. Por exemplo, é possível determinar se e onde a reta descrita por intercepta a circunferência descrita por ao se resolver o sistema de equações composto por estas duas equações.[127] A topologia estuda as propriedades de figuras geométricas ou espaços topológicos que são preservadas sob operações de deformação contínua. A topologia algébrica baseia-se em teorias algébricas, como a teoria dos grupos, para classificar espaços topológicos. Por exemplo, os grupos de homotopia classificam os espaços topológicos com base na existência de laços ou buracos dentro deles.[128]
A teoria dos números preocupa-se com as propriedades e as relações entre os inteiros. A teoria algébrica dos números aplica métodos e princípios algébricos a este campo de investigação. Exemplos incluem o uso de expressões algébricas para descrever leis gerais, como o Último Teorema de Fermat, e de estruturas algébricas para analisar o comportamento dos números, como o anel de inteiros.[129] O campo relacionado da combinatória usa técnicas algébricas para resolver problemas ligados à contagem, arranjo e combinação de objetos discretos. Um exemplo na combinatória algébrica é a aplicação da teoria dos grupos para analisar grafos e simetrias.[130] As perceções da álgebra também são relevantes para o cálculo, que usa expressões matemáticas para examinar as taxas de variação e a acumulação. Baseia-se na álgebra, por exemplo, para compreender como essas expressões podem ser transformadas e que papel as variáveis desempenham nelas.[131] A lógica algébrica emprega os métodos da álgebra para descrever e analisar as estruturas e os padrões subjacentes ao raciocínio lógico,[132] explorando tanto as próprias estruturas matemáticas relevantes quanto a sua aplicação a problemas lógicos concretos.[133] Isso inclui o estudo da álgebra booleana para descrever a lógica proposicional,[134] bem como a formulação e a análise de estruturas algébricas correspondentes a sistemas de lógica mais complexos.[135]

Os métodos algébricos também são comumente empregados em outras áreas, como nas ciências naturais. Por exemplo, eles são usados para expressar leis científicas e resolver equações na física, na química e na biologia.[137] Aplicações semelhantes são encontradas em campos como a economia, a geografia, a engenharia (incluindo a eletrônica e a robótica) e a ciência da computação para expressar relacionamentos, resolver problemas e modelar sistemas.[138] A álgebra linear desempenha um papel central na inteligência artificial e no aprendizado de máquina, por exemplo, permitindo o processamento eficiente e a análise de grandes conjuntos de dados (datasets).[139] Diversos campos dependem de estruturas algébricas investigadas pela álgebra abstrata. Por exemplo, ciências físicas como a cristalografia e a mecânica quântica fazem uso extensivo da teoria dos grupos,[140] que também é empregada para estudar passatempos como o Sudoku e o Cubo de Rubik,[141] e a matemática do origami.[142] Tanto a teoria de códigos quanto a criptologia dependem da álgebra abstrata para resolver problemas associados à transmissão de dados, como evitar os efeitos do ruído e garantir a segurança de dados.[143]
Educação

O ensino da álgebra concentra-se principalmente na álgebra elementar, que é uma das razões pelas quais a álgebra elementar também é chamada de álgebra escolar. Normalmente ela não é introduzida até ao ensino secundário (ou ensino médio), uma vez que requer o domínio dos fundamentos da aritmética, ao mesmo tempo que apresenta novos desafios cognitivos associados ao raciocínio abstrato e à generalização.[145] Tem como objetivo familiarizar os estudantes com o lado formal da matemática, ajudando-os a compreender o simbolismo matemático; por exemplo, como as variáveis podem ser usadas para representar quantidades desconhecidas. Uma dificuldade adicional para os alunos reside no fato de que, ao contrário dos cálculos aritméticos, as expressões algébricas são muitas vezes difíceis de se resolver diretamente. Em vez disso, os alunos precisam de aprender como transformá-las de acordo com certas leis, frequentemente para determinar uma quantidade desconhecida.[146]
Algumas ferramentas para introduzir os alunos no lado abstrato da álgebra baseiam-se em modelos concretos e visualizações de equações, incluindo analogias geométricas, objetos manipuláveis como palitos ou copos, e "máquinas de funções" que representam as equações como diagramas de fluxo. Um método utiliza balanças de pratos como uma abordagem pictórica para ajudar os alunos a compreender os problemas básicos da álgebra. A massa de alguns objetos na balança é desconhecida e representa as variáveis. A resolução de uma equação corresponde a adicionar e remover objetos de ambos os lados de tal forma que os lados permaneçam em equilíbrio até que o único objeto restante de um lado seja o objeto de massa desconhecida.[147] Os problemas expressos em palavras são outra ferramenta para mostrar como a álgebra é aplicada em situações da vida real. Por exemplo, os alunos podem ser confrontados com uma situação na qual o irmão da Noemi tem o dobro do número de maçãs que a Noemi possui. Sabendo que os dois juntos têm doze maçãs, pede-se aos alunos que encontrem uma equação algébrica que descreva a situação () e que determinem quantas maçãs tem a Noemi ().[148]
A nível universitário, os estudantes de matemática deparam-se com tópicos de álgebra avançada provenientes da álgebra linear e abstrata. Os cursos iniciais de graduação em álgebra linear centram-se em matrizes, espaços vetoriais e transformações lineares. Após a sua conclusão, os alunos são geralmente introduzidos à álgebra abstrata, onde aprendem sobre estruturas algébricas como grupos, anéis e corpos, bem como sobre as relações entre eles. O currículo normalmente também aborda instâncias específicas de estruturas algébricas, tais como os sistemas de números racionais, números reais e os polinômios.[149]
Notas
- ↑ Quando compreendida no sentido mais amplo, uma operação algébrica é uma função de uma potência cartesiana de um conjunto nesse conjunto, expressa formalmente como . A adição de números reais é um exemplo de uma operação algébrica: ela toma dois números como entrada e produz um número como saída. Tem a forma .[3]
- ↑ A álgebra é coberta pela divisão 512 na Classificação Decimal de Dewey[5] e pela subclasse QA 150-272.5 na Classificação da Biblioteca do Congresso.[6] Ela abrange diversas áreas na Classificação de Assuntos em Matemática (MSC).[7]
- ↑ O significado exato do termo al-jabr na obra de al-Khwarizmi é alvo de debate. Em algumas passagens, expressa que uma quantidade diminuída por subtração é restaurada ao seu valor original, de forma semelhante a como um endireitador de ossos (bonesetter) restaura ossos quebrados colocando-os no alinhamento adequado.[17]
- ↑ Estas mudanças foram em parte desencadeadas por descobertas que resolveram muitos dos problemas mais antigos da álgebra. Por exemplo, a prova do teorema fundamental da álgebra demonstrou a existência de soluções complexas de polinômios[19] e a introdução da teoria de Galois caracterizou os polinômios que possuem soluções gerais.[20]
- ↑ Constantes representam números fixos que não mudam durante o estudo de um problema específico.[24]
- ↑ Por exemplo, as equações e se contradizem, uma vez que não existem valores de e que resolvam ambas as equações simultaneamente.[47]
- ↑ O facto de um sistema consistente de equações ter uma solução única depende do número de variáveis e de equações independentes. Várias equações são independentes umas das outras se não fornecerem a mesma informação e não puderem ser derivadas umas das outras. Uma solução única existe se o número de variáveis for igual ao número de equações independentes. Por outro lado, os sistemas subdeterminados têm mais variáveis do que equações independentes e possuem um número infinito de soluções, desde que sejam consistentes.[48]
- ↑ Um conjunto é uma coleção não ordenada de elementos distintos, tais como números, vetores ou outros conjuntos. A teoria dos conjuntos descreve as leis e as propriedades dos conjuntos.[57]
- ↑ De acordo com algumas definições, as estruturas algébricas incluem um elemento distinguido como um componente adicional, como o elemento identidade no caso da multiplicação.[58]
- ↑ Algumas das estruturas algébricas estudadas pela álgebra abstrata incluem operações unárias além de operações binárias. Por exemplo, espaços vetoriais normados têm uma norma, que é uma operação unária frequentemente usada para associar um vetor ao seu comprimento.[59]
- ↑ Os símbolos e são usados neste artigo para representar qualquer operação que pode ou não se assemelhar a operações aritméticas.[63]
- ↑ Alguns autores não requerem a existência de elementos de identidade multiplicativos. Um anel sem uma identidade multiplicativa é por vezes chamado de rng.[70]
- ↑ Isso significa que a multiplicação e a adição utilizam elementos de identidade diferentes.[73]
- ↑ De acordo com algumas definições, também é possível que uma subálgebra tenha um menor número de operações.[84]
- ↑ Isto significa que todos os elementos do primeiro conjunto são também elementos do segundo conjunto, mas o segundo conjunto pode conter elementos que não se encontram no primeiro conjunto.[85]
- ↑ Uma abordagem um pouco diferente entende a álgebra universal como o estudo de um tipo de estrutura algébrica conhecida como álgebras universais. As álgebras universais são definidas de forma geral para incluir a maioria das outras estruturas algébricas. Por exemplo, grupos e anéis são tipos especiais de álgebras universais.[87]
- ↑ Nem todos os tipos de estruturas algébricas formam uma variedade. Por exemplo, tanto os grupos como os anéis formam variedades, mas os corpos não.[90]
- ↑ Além das identidades, a álgebra universal também se interessa pelas características estruturais associadas a quase-identidades. Uma quase-identidade é uma identidade que só precisa estar presente sob certas condições (que assumem a forma de uma Cláusula de Horn[91]). É uma generalização da identidade, no sentido de que toda identidade é uma quase-identidade, mas nem toda quase-identidade é uma identidade. Uma quase-variedade é uma classe de todas as estruturas algébricas que satisfazem certas quase-identidades.[92]
- ↑ A data exata é contestada e alguns historiadores sugerem uma data posterior, por volta de 1550 a.C.[95]
- ↑ Alguns historiadores consideram-no o "pai da álgebra", enquanto outros reservam este título para Diofanto.[103]
- ↑ Estas formas são , , , , e .[104]
- ↑ As variedades algébricas estudadas na geometria diferem das variedades mais gerais estudadas na álgebra universal.[125]
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Ligações externas
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- Método Árabe de Multiplicação
- Introdução a História da Álgebra

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