Terrorismo estocástico

Terrorismo estocástico é uma forma de violência instigada por retórica pública hostil, direcionada a um grupo de pessoas ou a um indivíduo. Ao contrário do que ocorre no terrorismo, o terrorismo estocástico é praticado através de linguagem indireta, vaga ou codificada, o que fornece àquele que a instiga negação plausível quanto a qualquer violência associada.[1] Um elemento chave do terrorismo estocástico é o uso da mídia para propagação, onde a pessoa que executa o ato de violência pode não ter conexão direta com nenhum outro usuário de retórica violenta.[2][3][4]

Características

Embora o terrorismo estocástico seja considerado um termo acadêmico sem definição legal formal,[1] a prática se diferencia de outras formas de terrorismo devido a sua natureza pública, indireta e aparentemente aleatória.

  1. Discurso: um grupo ou figura públicos dissemina retórica violenta e incitante, através da mídia de massa, direcionada a pessoas ou grupos de pessoas, algumas vezes sugerindo ou legitimando o uso de violência.[1] Este discurso tende a ser protegido devido à utilização de ambiguidades, codificação, linguagem velada, piadas, insinuações, e outros subtextos contidos em declarações que não atingem o limite criminal de causalidade.[1][5][6][7] A alegação de que foi só uma brincadeira, ou foi só uma piada foi conectada ao início do nazismo.[8] Outros temas identificados incluem narrativas em preto e branco do bem versus o mal,[9] bem como a representação do inimigo como uma ameaça mortal, que foram comparadas às técnicas de radicalização usadas por grupos terroristas.[10][11] Tais ataques são frequentemente repetidos e amplificados dentro de uma câmara de eco midiática.[12][13]
  2. Orador: um orador é tipicamente uma figura política ou de destaque na mídia, detentora de influência, a quem costuma-se referir como "terrorista estocástico", por sua suposta culpabilidade indireta pelo ataque.[1][7][13][14] O instigador, ou "terrorista estocástico" pode ou não usar esta técnica conscientemente para atacar e intimidar inimigos; no entanto, o efeito permanece o mesmo. A figura pública pode plausivelmente se isentar de qualquer ataque subsequente, já que suas palavras não foram um apelo explícito à violência, e pela inexistência de vínculo organizacional direto entre o instigador e o perpetrador do ataque.[1][15] A figura pública não pode ser processada por suas declarações enquanto estas não se enquadrarem na definição legal de incitação.[16] Esta é a principal distinção entre terrorismo estocástico e outras formas de terrorismo. Nos Estados Unidos, o caso da Suprema Corte "Brandenburg v. Ohio", de 1969, sustentou que discursos violentos e inflamatórios não podem ser criminalizados, a menos que tenham a intenção de, e provavelmente, resultar em ações ilegais iminentes.[5] No entanto, Kurt Braddock alerta que o discurso pode ser bastante perigoso, mesmo que legal.[14]
  3. Inspiração: um indivíduo, ou grupo de indivíduos, sem qualquer conexão com grupos terroristas conhecidos, ouve o discurso e se motiva a cometer violência contra o alvo do discurso, acreditando que isso promoverá um objetivo ideológico ou político.[5][17] Annalee Newitz aponta para as mídias sociais e outros tipos de propaganda que demonizam grupos como uma fonte moderna comum de inspiração.[8]
  4. Ataque: um agressor comete um ato de terrorismo que pode incluir violência física, ameaças ou outros atos com a intenção de causar dano, incutir medo e intimidar.[14] As vítimas podem receber ou temer ataques físicos, assédio virtual e ameaças de morte.[18] O efeito pode ser intimidador, pois muitas vítimas não dispõem de recursos para garantir segurança adequada.[19]
  5. Probabilidade: enquanto cada ato de violência individual se mostra difícil de prever devido à ausência de conexões de causalidade entre os eventos, o discurso torna as ameaças e os ataques terroristas mais prováveis. Tais ataques, observados como um conjunto de eventos, possuem um relacionamento estatístico válido, mesmo que os ataques individuais sejam demasiadamente estocásticos, para serem previstos com assertividade.[20]

Origem e popularização do termo

O termo "terrorismo estocástico" foi cunhado em 2002 pelo físico e matemático Gordon Woo, um perito em gerenciamento de riscos, com especialização em quantificar riscos catastróficos. Escrevendo para o Journal of Risk Finance sobre o aumento da segurança após os ataques de 11 de setembro, Woo observou que eventos terroristas poderiam ser modelados a partir de princípios econômicos, e que, após um ataque terrorista tão grande, à medida que as sociedades ocidentais aumentavam a segurança, era provável que grupos como a Al-Qaeda mudassem seu foco de ataques altamente direcionados para alvos de oportunidade mais descentralizados.[1][21][22][23][24][25]

O crédito pela definição do termo também foi dado ao blogueiro G2geek, que, em 2011, na plataforma Daily Kos, definiu "terrorismo estocástico" como "o uso da comunicação em massa para incitar lobos solitários aleatórios a realizar atos violentos ou terroristas estatisticamente previsíveis, mas individualmente imprevisíveis", com negação plausível para aqueles que criam mensagens midiáticas.[1][26][27] O artigo abordava o tiroteio em Tucson, ocorrido em 2011.[14]

Em 2016, de acordo com o professor David S. Cohen, "terrorismo estocástico" era um termo acadêmico "obscuro".[28] Durante um comício de campanha em 9 de agosto de 2016, o então candidato Donald Trump comentou: "Se [[[Hillary Clinton]]] puder escolher seus juízes, não há nada que vocês possam fazer, pessoal. Embora, pessoal da Segunda Emenda, talvez haja. Eu não sei." Tais comentários foram amplamente condenados por instigarem a violência, além de serem descritos por Cohen como "terrorismo estocástico", popularizando ainda mais o termo.[14][28][29] Trump continuou a ser criticado por inspirar violência.[30][31][32][33]

Em agosto de 2019, após um tiroteio em massa em El Paso, no Texas, o site Dictionary.com relatou um aumento de cerca de 63% nas buscas pelo termo "terrorismo estocástico".[22]

Contramedidas

Técnicas de contraterrorismo, como a inoculação de atitudes, podem ajudar a explicar a um público amplo como a radicalização e a manipulação funcionam, ajudando a atenuar o impacto de mensagens que aumentam as tendências violentas.[11][14] Seth Jones argumenta que rotular grupos terroristas nacionais, de forma semelhante à rotulação de grupos internacionais, seria útil, embora reconheça que a maior parte da violência de direita é perpetrada por lobos solitários.[34] Rachel Kleinfeld defende o aumento das penas para atos violentos ou ameaças contra autoridades eleitas, mesários e outros funcionários essenciais ao funcionamento de uma democracia, classificando-os como uma classe especialmente protegida, semelhante à classificação dos crimes de ódio.[35]

Embora a jurisprudência dos Estados Unidos defina de forma restrita o crime de incitação, condutas que incitem ódio étnico ou racial são ilegais em muitas outras jurisdições. Na Alemanha, por exemplo, denomina-se Volksverhetzung o discurso que "denigre um indivíduo ou grupo com base em sua etnia ou religião", ou "tenta incitar ódio, ou promover violência, contra tal grupo ou indivíduo", e é punível com pena de até cinco anos de prisão.[36]

Supostos incidentes

Brasil

  • Imagem da câmera de segurança da escola no momento do início do massacre na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano (SP).
    Março de 2019 – Massacre de Suzano: dois jovens, de 17 e 25 anos, invadiram a Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, e mataram sete pessoas – cinco alunos e duas funcionárias do colégio. Em seguida, um deles atirou no comparsa e cometeu suicídio. Luís Antônio Alves Meira e Ramon Spaaij, sociólogo holandês, classificaram o evento como exemplo de terrorismo estocástico, refletindo um padrão de violência encontrado em ataques similares, como o Massacre de Isla Vista, motivados por um sentimento de ressentimento e vitimização, e encontrando no bullying um gatilho.[37][38]
  • Dezembro de 2019 – Ataque à sede da produtora Porta dos Fundos com coquetéis molotov: as jornalistas Debora Diniz e Giselle Carino classificaram como terrorismo estocástico o ataque à sede da produtora do programa de humor, de autoria de um grupo extremista autodenominado Comando de Insurgência Popular Nacionalista da Família Integralista Brasileira. O grupo agiu em resposta ao especial de Natal da Netflix, "A Primeira Tentação de Cristo", que satirizava figuras religiosas.[39]

Estados Unidos

  • Início da invasão ao Capitólio, no dia 6 de janeiro de 2021, conforme gravação de câmera de segurança
    2009 – Assassinato de George Tiller: foi descrito como um exemplo de terrorismo estocástico, já que muitos programas de opinião e programas de rádio conservadores o demonizaram repetidamente por sua realização de abortos pós-viabilidade.[29][40][28]
  • 2010 – Tiroteio na rodovia de Oakland: Byron Williams estava a caminho dos escritórios da American Civil Liberties Union e da Tides Foundation, planejando cometer assassinatos em massa, "indiretamente habilitado pelas teorias da conspiração" de Glenn Beck e Alex Jones.[27]
  • 2012 – Tiroteio no Family Research Council: também citado como exemplo de terrorismo estocástico.[27]
  • 2017 – Tiroteio no jogo de beisebol do Congresso: descrito como um ato de terrorismo estocástico.[41][42]
  • 2018 – Tentativas de atentados com bombas pelo correio: atribuídas por Barbara MacQuade,[2] Medhi Hasan[43] e Jonathon Keats[44] como terrorismo estocástico indiretamente inspirado pela retórica de Donald Trump.
  • 2020 – Plano de sequestro de Gretchen Whitmer: descrito por Molly Amman e Reid Meloy como exemplo de terrorismo estocástico.[1][5][11][45]
  • Início dos anos 2020 – Ataques à comunidade LGBT: incluem ameaças de bomba a hospitais infantis e o tiroteio em uma boate em Colorado Springs. Ativistas de direita como Matt Walsh e Chaya Raichik foram acusados de terrorismo estocástico por comentaristas como Kristofer Goldsmith[46], Helen Santoro[47] e Juliette Kayyem.[48][49]
  • 2021 – Ataque ao Capitólio em 6 de janeiro: também descrito como terrorismo estocástico.[2][8][41][45][50].
  • 2022 – Tiroteio em Buffalo e ataque ao FBI em Cincinnati, ambos citados como exemplos de terrorismo estocástico.[17][51][52][53][54][55][56][57].
  • Outubro de 2022 – Ataque a Paul Pelosi: o agressor afirmou estar procurando Nancy Pelosi, e queria intimidar outros legisladores democratas, ações descritas por alguns comentaristas e acadêmicos como terrorismo estocástico.[41][58][59][60].
  • Setembro de 2024 – Rumores em Springfield, Ohio: falsas alegações de que imigrantes haitianos estavam roubando e comendo animais de estimação foram amplificadas por figuras da direita americana, especialmente Donald Trump e seu vice J. D. Vance.[61][62] Nos dias seguintes, Springfield recebeu dezenas de ameaças de bomba,[63] levando comentaristas, o senador Brian Schatz, Elie Mystal e administradores escolares a sugerirem que Trump e Vance estavam promovendo terrorismo estocástico.[64][65][66]
  • 2025 – Tiroteios contra legisladores em Minnesota: descritos por vários comentaristas como exemplo de terrorismo estocástico [16][67][68].

Finlândia

  • Junho de 2024 – Ataques com faca em Oulu: dois ataques motivados por racismo foram descritos como terrorismo estocástico pela organização Green Sisu.[69] Eles apontaram que os ataques foram precedidos por anos de retórica hostil de políticos da extrema-direita finlandesa, especialmente do Partido dos Finlandeses.[70][71]

Reino Unido

  • 2016 – Assassinato de Jo Cox: o assassinato da parlamentar britânica Jo Cox por Thomas Mair, um supremacista branco, antes do referendo do Brexit, foi descrito como terrorismo estocástico.[72] As opiniões de Mair — incluindo sentimentos anti-imigrantes e anti-refugiados — fazem parte do discurso político britânico contemporâneo. O juiz que presidiu o caso enquadrou o crime no contexto do nazismo, separando-o do discurso político moderno, em vez de destacar grupos e figuras extremistas contemporâneos, que provavelmente influenciaram Mair.[73]
  • 29 de julho de 2024 – Esfaqueamento em Southport: após o ataque, declarações inflamadas e a disseminação de desinformação por figuras públicas foram associadas a tumultos subsequentes. O líder do Reform UK, Nigel Farage, foi acusado pelo ex-chefe da polícia antiterrorismo Neil Basu de incitar violência e criar teorias da conspiração.[74][75][76] Distúrbios islamofóbicos e racialmente motivados, incluindo um esfaqueamento,[77] foram ligados à English Defence League e ao British Movement, após postagens de extremistas de direita nas redes sociais.[78][79]

Referências

  1. a b c d e f g h i Amman, Molly; Meloy, J. Reid (2021). "Stochastic Terrorism: A Linguistic and Psychological Analysis". Perspectives on Terrorism. 15 (5): 2–13. ISSN 2334-3745. JSTOR 27073433. Consultado em 15 de setembro de 2025.
  2. a b c McQuade, Barbara (27 de fevereiro de 2024). Attack from Within: How Disinformation Is Sabotaging America (em inglês). Nova Iorque: Seven Stories Press. pp. 192–193. ISBN 978-1-64421-363-6. Consultado em 15 de setembro de 2025. Al-Qaeda and ISIS were engaging in a tactic known as 'stochastic terrorism,' the incitement of violence through public demonization of a group or individual. 
  3. Angove, James (2 de janeiro de 2024). «Stochastic terrorism: critical reflections on an emerging concept». Critical Studies on Terrorism (1): pp. 21–43. ISSN 1753-9153. doi:10.1080/17539153.2024.2305742. Consultado em 15 de setembro de 2025 
  4. Takacs, Patricia. «Stochastic Terrorism: What is Stochastic Terrorism?». George A. Smathers Libraries of the University of Florida (em inglês). Consultado em 15 de setembro de 2025 
  5. a b c d Amman, Molly; Meloy, Reid (17 de fevereiro de 2024). «Incitement to Violence and Stochastic Terrorism: Legal, Academic, and Practical Parameters for Researchers and Investigators»Subscrição paga é requerida. Terrorism and Political Violence (2): 234–245. ISSN 0954-6553. doi:10.1080/09546553.2022.2143352. Consultado em 15 de setembro de 2025 
  6. Follman, Mark. «National security experts warn Trump "is promoting terrorism" against Americans». Mother Jones (em inglês). Consultado em 15 de setembro de 2025 
  7. a b Yousef, Odette (17 de setembro de 2024). «The U.S. has had a long history of political violence, but experts see a new trend». NPR (em inglês). Consultado em 15 de setembro de 2025 
  8. a b c Newitz, Annalee (4 de junho de 2024). «"Chapter 3: Advertisements for Disenfranchisement». Stories Are Weapons: Psychological Warfare and the American Mind (em inglês). [S.l.]: W. W. Norton & Company. Consultado em 15 de setembro de 2025 
  9. Snodgrass, Erin. «Stochastic terrorism appears to be on the rise globally. Extremism experts explain how this form of violence has gone mainstream.». Business Insider (em inglês). Consultado em 15 de setembro de 2025 
  10. Ioanes, Ellen (5 de novembro de 2022). «An atmosphere of violence: Stochastic terror in American politics». Vox (em inglês). Consultado em 15 de setembro de 2025 
  11. a b c Nelson, Bryn (1 de maio de 2023). «How Stochastic Terrorism Uses Disgust to Incite Violence». Scientific American (em inglês). Consultado em 15 de setembro de 2025 
  12. DeVega, Chauncey (30 de junho de 2021). «Tucker Carlson prepares white nationalists for war: Don't ignore the power of his rhetoric». Salon.com (em inglês). Consultado em 15 de setembro de 2025 
  13. a b Bensinger, Ken; Frenkel, Sheera (5 de outubro de 2022). «After Mar-a-Lago Search, Talk of 'Civil War' Is Flaring Online (Published 2022)» (em inglês). Consultado em 15 de setembro de 2025 
  14. a b c d e f Keats, Jonathon. «How Stochastic Terrorism Lets Bullies Operate in Plain Sight». Wired (em inglês). ISSN 1059-1028. Consultado em 15 de setembro de 2025 
  15. «Political Violence In America Isn't Going Away Anytime Soon - UMBC: University Of Maryland, Baltimore County» (em inglês). 7 de novembro de 2022. Consultado em 15 de setembro de 2025 
  16. a b Green, D. A. T. «The law is powerless against stochastic political violence». www.prospectmagazine.co.uk (em inglês). Consultado em 15 de setembro de 2025 
  17. a b Hutterer, Michaela (2 de junho de 2023). «From Sparks To Fire» (PDF). Max Planck Institute for the Study of Crime, Security and Law. Consultado em 15 de setembro de 2025 
  18. Mathis-Lilley, Ben (23 de junho de 2022). «The Poll Workers Targeted by Trump». Slate. Consultado em 15 de setembro de 2025 
  19. Kleinfeld, Rachel (outubro de 2021). «The Rise of Political Violence in the United States». Journal of Democracy (em inglês). Consultado em 15 de setembro de 2025 
  20. «What Is "Stochastic Terrorism," And Why Is It Trending?». Dictionary.com (em inglês). 8 de agosto de 2019. Consultado em 15 de setembro de 2025 
  21. Garcia, Helio Fred (30 de junho de 2020). Words on Fire: The Power of Incendiary Language and How to Confront It (em inglês). [S.l.]: Radius Book Group. Consultado em 15 de setembro de 2025 
  22. a b Pearlman, Jonathan (17 de fevereiro de 2020). Can We Trust America?: A Superpower in Transition; Australian Foreign Affairs 8 (em inglês). [S.l.]: Australian Foreign Affairs. Consultado em 15 de setembro de 2025 
  23. Munn, Luke (1 de junho de 2019). «Alt-right pipeline: Individual journeys to extremism online». First Monday (em inglês). ISSN 1396-0466. doi:10.5210/fm.v24i6.10108. Consultado em 15 de setembro de 2025 
  24. Woo, Gordon (1 de abril de 2002). 2002-04-01. «Quantitative Terrorism Risk Assessment»Subscrição paga é requerida. The Journal of Risk Finance (em inglês). vol. 4 (1): pp. 7–14. doi:10.1108/eb022949/full/html. Consultado em 15 de setembro de 2025 
  25. Woo, Gordon (dezembro de 2003). «Insuring Against Al-Quaeda» (PDF). Cambridge: National Bureau of Economic Research. Consultado em 15 de setembro de 2025 
  26. G2geek (11 de janeiro de 2011). «Stochastic Terrorism: Triggering the shooters.». Daily Kos (em inglês). Consultado em 15 de setembro de 2025 
  27. a b c Hamm, Mark S.; Spaaij, Ramón (9 de maio de 2017). The Age of Lone Wolf Terrorism (em inglês). Nova Iorque: Columbia University Press. ISBN 978-0-231-54377-4. Consultado em 15 de setembro de 2025 
  28. a b c Cohen, David S. (9 de agosto de 2016). «Trump's Assassination Dog Whistle Was Even Scarier Than You Think». Rolling Stone (em inglês). Consultado em 15 de setembro de 2025 
  29. a b Crockett, Emily (10 de agosto de 2016). «Trump's 2nd Amendment comment wasn't a joke. It was "stochastic terrorism."». Vox (em inglês). Consultado em 15 de setembro de 2025 
  30. Hasan, Mehdi (4 de agosto de 2019). «After El Paso, We Can No Longer Ignore Trump's Role in Inspiring Mass Shootings». The Intercept (em inglês). Consultado em 15 de setembro de 2025 
  31. Murai, Ruth (30 de março de 2024). «Donald Trump just stooped to his lowest low yet». Mother Jones (em inglês). Consultado em 15 de setembro de 2025 
  32. «Stochastic terror and the cycle of hate that pushes unstable Americans to violence». Quartz (em inglês). 26 de outubro de 2018. Consultado em 15 de setembro de 2025 
  33. Kayyem, Juliette (6 de dezembro de 2023). «The Proud Boys Love a Winner». The Atlantic (em inglês). ISSN 2151-9463. Consultado em 15 de setembro de 2025 
  34. Jones, Seth G. (2018). «The Rise of Far-Right Extremism in the United States». Center for Strategic and International Studies (CSIS). Consultado em 15 de setembro de 2025 
  35. Kleinfeld, Rachel (31 de março de 2022). «The Rise in Political Violence in the United States and Damage to Our Democracy». Carnegie Endowment for International Peace (em inglês). Consultado em 15 de setembro de 2025 
  36. Sauerbrey, Anna (23 de agosto de 2017). «How Germany Deals With Neo-Nazis (Published 2017)». The New York Times (em inglês). Consultado em 15 de setembro de 2025 
  37. Stabile, Arthur (30 de dezembro de 2019). «A era do terrorismo amador». Ponte Jornalismo. Consultado em 16 de setembro de 2025 
  38. Meira, Luís Antônio Alves (dezembro de 2021). «Ódio Comum». Pise a Grama. Consultado em 15 de setembro de 2025 
  39. Carino, Debora Diniz, Giselle (29 de dezembro de 2019). «Terrorismo estocástico pela porta dos fundos». El País Brasil. Consultado em 15 de setembro de 2025 
  40. Rawwas, Mohammed. «On Christchurch & stochastic terrorism». Northern Iowan. Consultado em 15 de setembro de 2025 
  41. a b c Chait, Jonathan (28 de outubro de 2022). «This Is Not the Political Violence That Should Scare Us». Intelligencer (em inglês). Consultado em 15 de setembro de 2025 
  42. Forno, Richard (16 de julho de 2024). «Social media and political violence – how to break the cycle». The Conversation (em inglês). Consultado em 15 de setembro de 2025 
  43. Hasan, Mehdi (4 de agosto de 2019). «After El Paso, We Can No Longer Ignore Trump's Role in Inspiring Mass Shootings». The Intercept (em inglês). Consultado em 15 de setembro de 2025 
  44. Keats, Jonathon (21 de janeiro de 2019). «How Stochastic Terrorism Lets Bullies Operate in Plain Sight». Wired (em inglês). ISSN 1059-1028. Consultado em 15 de setembro de 2025 
  45. a b Tannehill, Brynn (12 de dezembro de 2022). «Preparing for the Worst». The New Republic. ISSN 0028-6583. Consultado em 15 de setembro de 2025 
  46. Halon, Yael (12 de dezembro de 2022). «MSNBC guest accuses Musk and Libs of TikTok of promoting 'stochastic terrorism' on Twitter». Fox News (em inglês). Consultado em 15 de setembro de 2025 
  47. Santoro, Helen (12 de dezembro de 2022). «How Anti-LGBTQ+ Rhetoric Fuels Violence». Scientific American (em inglês). Consultado em 15 de setembro de 2025 
  48. Wilson, Jason (22 de novembro de 2022). «Colorado Springs: Far-Right Influencers Made LGBTQ People Into Targets». Southern Poverty Law Center (em inglês). Consultado em 15 de setembro de 2025 
  49. Wiggins, Christopher (20 de novembro de 2022). «Club Q Shooting Comes Amid Increased Attacks on LGBTQ+ Venues». The Advocate (em inglês). Consultado em 15 de setembro de 2025 
  50. Follman, Mark (2021). «How Trump unleashed a domestic terrorism movement—and how to defeat it». Mother Jones (em inglês). Consultado em 15 de setembro de 2025 
  51. Lavin, Talia (15 de maio de 2022). «The Buffalo Shooter Isn't a 'Lone Wolf.' He's a Mainstream Republican». Rolling Stone (em inglês). Consultado em 15 de setembro de 2025 
  52. Dinki, Tom (24 de junho de 2022). «Extremism in WNY: How to combat extremism here and elsewhere». Buffalo Toronto Public Media (em inglês). Consultado em 15 de setembro de 2025 
  53. Follman, Mark (setembro de 2022). «How Trump spread incitement of violence throughout the GOP». Mother Jones (em inglês). Consultado em 15 de setembro de 2025 
  54. Hurley, Bevan (17 de agosto de 2022). «How Trump-loving Ohio FBI shooter became the right's new Ashli Babbitt». The Independent (em inglês). Consultado em 15 de setembro de 2025 
  55. Zavarise, Isabella (14 de agosto de 2022). «Extremism researcher says death of gunman who tried to breach Ohio FBI office is 'a really good example' of how far-right conspiracies can get followers killed». Business Insider (em inglês). Consultado em 15 de setembro de 2025 
  56. Timmons, Heather (29 de outubro de 2022). «Hate speech, online extremism fed Pelosi attack, terror experts believe». Reuters (em inglês). Consultado em 15 de setembro de 2025 
  57. Froomkin, Dan (12 de agosto de 2022). «The phrase you're looking for is "stochastic terrorism"». Press Watch (em inglês). Consultado em 15 de setembro de 2025 
  58. Fisher, Max (3 de novembro de 2022). «Troubled Loner? Political Terrorist? Both? It's Often Hard to Say (Published 2022)» (em inglês). Consultado em 15 de setembro de 2025 
  59. Forno, Richard (3 de novembro de 2022). «Political violence in America isn't going away anytime soon». The Conversation (em inglês). Consultado em 15 de setembro de 2025 
  60. «'Where's Nancy?': Suspect in hammer attack on Pelosi's husband facing attempted murder charge». ABC News (em inglês). 30 de outubro de 2022. Consultado em 15 de setembro de 2025 
  61. Zadrozny, Brandy (13 de setembro de 2024). «Before Trump, neo-Nazis pushed false claims about Haitians as part of hate campaign». NBC News (em inglês). Consultado em 15 de setembro de 2025 
  62. Gomez, Henry J. (13 de setembro de 2024). «How a fringe online claim about immigrants eating pets made its way to the debate stage». NBC News (em inglês). Consultado em 15 de setembro de 2025 
  63. Chavez, Julio-cesar (12 de setembro de 2024). «Bomb threat in city at heart of Trump immigrant rumors sparks evacuation». Reuters (em inglês). Consultado em 15 de setembro de 2025 
  64. «CNN NewsNight with Abby Phillip». CNN (em inglês). 16 de setembro de 2024. Consultado em 15 de setembro de 2025. Cópia arquivada em 22 de junho de 2025 
  65. Coghill, Arianna (12 de setembro de 2024). «Bomb threat prompts evacuation of Springfield, Ohio, City Hall». Mother Jones (em inglês). Consultado em 15 de setembro de 2025 
  66. Senter, Irie (22 de setembro de 2024). «'Why they gotta threaten the kids?': Under the national spotlight, Springfield schools cower». Politico. Consultado em 15 de setembro de 2025 
  67. Green, Mark (18 de junho de 2025). «Donald Trump's violence lit the Minnesota fuse». New York Daily News (em inglês). Consultado em 15 de setembro de 2025 
  68. Bunch, Will (17 de junho de 2025). «When politicians cheer American violence | Will Bunch Newsletter». Inquirer.com (em inglês). Consultado em 15 de setembro de 2025 
  69. «Second stabbing at Oulu shopping centre in a week, police suspect racist motive». News (em inglês). 19 de junho de 2024. Consultado em 15 de setembro de 2025 
  70. Suopanki, Kaisu (20 de junho de 2024). «Suomen hallitus mahdollistaa äärioikeistolaista väkivaltaa, sanoo professori» [[Governo finlandês permite violência de extrema direita, diz professor].]. Keskisuomalainen (em finlandês). Consultado em 15 de setembro de 2025 
  71. Poikola, Antti (20 de junho de 2024). «Green Sisu urges government to act against the far-right violence | Green Sisu». Green Sisu. Consultado em 15 de setembro de 2025 
  72. Angove, James (2 de janeiro de 2024). «Stochastic terrorism: critical reflections on an emerging concept». Critical Studies on Terrorism (1): 21–43. ISSN 1753-9153. doi:10.1080/17539153.2024.2305742. Consultado em 15 de setembro de 2025 
  73. Ali, Nadya (dezembro de 2020). «Seeing and unseeing Prevent's racialized borders». Security Dialogue (em inglês) (6): 579–596. ISSN 0967-0106. doi:10.1177/0967010620903238. Consultado em 15 de setembro de 2025 
  74. Dodd, Vikram; Quinn, Ben; Mason, Rowena (31 de julho de 2024). «Former counter-terror chief accuses Farage of inciting Southport violence». The Guardian (em inglês). ISSN 0261-3077. Consultado em 15 de setembro de 2025 
  75. Tait, Albert (6 de agosto de 2024). «Call the migrant hotel riots terrorism, former counter-terror chief says». The Telegraph. Consultado em 15 de setembro de 2025 
  76. Nicholson, Kate (1 de agosto de 2024). «Nigel Farage Doubles Down On His 'Perfectly Reasonable' Response To Southport Attack After Backlash». HuffPost UK (em inglês). Consultado em 15 de setembro de 2025 
  77. White, Nadine (5 de agosto de 2024). «Beatings, stabbing and mosques sieged: Racist attacks carried out by far-right mobs». The Independent (em inglês). Consultado em 15 de setembro de 2025 
  78. «'Southport was just the spark': UK hit by unrest as far-right exploits knife attack tragedy». France 24 (em inglês). 1 de agosto de 2024. Consultado em 15 de setembro de 2025 
  79. Bintliff, Esther; Sampson, Eve (3 de agosto de 2024). «Who Are the Far-Right Groups Behind the U.K. Riots? (Published 2024)». The New York Times (em inglês). Consultado em 15 de setembro de 2025