Setenaquete (Setnakht) foi um faraó do Egito nasceu cerca de 1260 a.C. e faleceu em 1184 a.C. foi filho de Ramessés II e pai de Ramessés III. Teve por esposa Tié-Merenese. Foi o primeiro faraó da XX dinastia egípcia, a última do Império Novo. Foi faraó do Egito entre (1190 a.C. e 1187 a.C.)[1]
Bibliografia
Foi coroado com o nome de User-Jau-Ra Setep-En-Ra ou User-Khau-ré Setep-en-ré (Poderosas são as manifestações de Ré, Eleito de Ré) Setenaquete é o nome mais o epíteto. (merer-ámon-ré) – Vitorioso é Set, Amado de Amon-Ré. As origens exactas deste faraó não se conhecem com precisão, alguns estudiosos da Egitologia acreditam que pertencia a grande e antiga família raméssida. A sua origem no Baixo Egito é um facto garantido, provavelmente da zona da capital do país, Pi-Ramessés..
O seu reinado foi muito curto, terá durado cerca de dois a três anos, segundo documentos recentemente descobertos nas grutas do Sinai. Esses três anos, no entanto, foram os suficientes para estabilizar a frágil situação política do Egito e garantir o trono ao seu filho, o futuro Ramessés III.
Desconhece-se os motivos da subida ao trono de Setenaquete, no entanto o longo Papiro de Harris I (com 40,5 metros de
comprimento), do tempo do reinado de Ramessés III, afirma que a quando da sua subida ao trono viviam-se anos de desgoverno e anarquia. Os templos estavam vazios e todos os governantes estavam corruptos e escravizavam a população.
Quem tinham provocado esta terrível situação, era, ainda segundo o Papiro de Harris I, um nobre de origem Síria, Iarsu, que foi facilmente derrotado pelos exércitos de Setenaquete, que tinha sido encarregue de impor a ordem e restaurar a estabilidade interna nas duas terras. (Alto Egito e Baixo Egito).
Além deste documento que chegou até nossos dias, pouco se sabe mais sobre o referido Iarsu, pelo que alguns historiadores se questionam se realmente terá existido ou se era apenas o sobrenome do Chanceller Bay, um homem muito poderoso que dominou o Egito à sombra do trono do débil faraó Siptah.
No entanto, e mais uma vez estes dados são questionados por alguns historiadores, visto que alguns dados históricos apontam para datas do quinto ano do reinado de Siptá, em que Chanceller Bay, é chamado de “Grande Inimigo” e se afirma que o mesmo foi executado.
Possivelmente o maior oponente a Setenaquete, não foi Iarsu nem mesmo Chanceller Bay, (caso não tenham sido a mesma pessoa), mas a rainha Tausert, que foi a mesma que assumiu o governo a quando da morte do Faraó Siptah.
Tausert foi regente de Siptah, e reinou sozinha pelo espaço de dois anos. Durante esse tempo ganhou a inimizade da classe militar da cidade capital do Baixo Egito Pi-Ramessés, certamente dirigida por Setenaquete. Todos estes acontecimentos causaram fortes antagonismos entre as duas personagens, e terão levado o país a referida anarquia.
É perfeitamente possível que Setenaquete se proclamasse faraó antes da morte da rainha Tausert, e que os pouco dados que nos chegaram sobre esta rainha faraó parecem dar a entender que a sua influência não passou dos limites do Alto Egito.
No entanto, seja como for Tausert rapidamente desapareceu do trono e Setenaquete se converteu no indiscutível chefe do estado egípcio. Tanto ele como o seu filho Ramessés III continuaram a memória de Siptah,
À parte a reconstrução e a volta do país à normalidade, pouco mais se sabe das linhas políticas do breve reinado de Setenaquete. As suas actividades construtoras, uma das suas maiores marcas, chegaram ao Sinai, Elefantina, Pi-Ramessés, Tebas e Pi-Atum (a bíblica Pithom), onde mandou construir um templo ao Deus Atum, protector da cidade.
À sua morte, Setenaquete foi enterrado na tumba KV14 do Vale dos Reis, que em principio era destinada à sua inimiga, a rainha Tausert.
Antes da sua morte tinha-se começado a prepara para esse facto, começando a construir um sepulcro, o KV11 (depois convertido no túmulo de Ramessés III), no entanto os trabalhos foram suspendidos quando, por um enorme erro dos arquitectos, foram encontrar nos seus caminhos a tumba KV10, já abandonada do Faraó Amenemésses.
É mais que certo que Setenaquete não consentiu ser enterrado com Tausert, pelo que seguramente o corpo da rainha terá sido transladado para outra parte, não sabendo se terá sido de novo enterrada no Vale dos Reis.
Titulatura
Referências
- ↑ J. Von Beckerath, Chronologie des Pharaonischen Ägypten, Philip Von Zabern, (Mainz: 1997), pp. 94–98 and pp. 201–202
- Crónicas dos Faraós, Verbo 2004.
- Os Faraós, Gama Editora, 2001.
|
|---|
Faraós (masculino • feminino ♀) • incerto/regente |
|
|
|---|
| | XIII dinastia | |
|---|
| XIV dinastia |
- Iaquebim
- Iaamu
- Caré
- Amu
- Xexi
- Neesi
- Catiré
- Nebfauré
- Seebré
- Merjefaré
- Seaudicaré III
- Nebedejefaré
- Uebenré
- Sequedejefaré
- Jedecuebenré
- Autibré
- Heribré
- Nebsenré
- Sequeperenré
- Jequeruré
- Seanquibré
- Canefertemeré
- Sequenré
- Caquemuré
- Neferibré
- Caré
- Ancaré
- Semenré
- Jedecaré
- Hepu
- Anati
- Bebeném
- Apepi
|
|---|
| XV dinastia | |
|---|
| XVI dinastia |
- Senebecai
- Anater
- Useranate
- Senquém
- Uasa
- Zaquete
- Car
- Pepi III
- Bebanque
- Nebemaré
- Nicaré II
- Aotepré
- Aneteriré
- Nubanqueré
- Nubuserré
- Causerré
- Iacube-Baal
- Iaquebam
- Ioam
- Amu
|
|---|
| XVII dinastia |
- Intefe V
- Raotepe
- Sebequensafe I
- Mentuotepe VII
- Nebirau I
- Nebirau II
- Semenenra
- Sebequensafe II
- Intefe VI
- Intefe VII
- Tao I
- Tao II
- Camés
|
|---|
|
|---|
|
|
|
|
† Na dinastia ptolemaica, as mulheres dos faraós governavam junto com seus maridos. |