Camés

Camés
Sarcófago de Camés, Museu Egípcio, no Cairo
Faraó do Egito
ReinadoCinco anos
Antecessor(a)Tao II
Sucessor(a)Amósis I
Dados pessoais
CônjugeAotepe I?
PaiTao I? ou Tao II?
MãeTetixeri? ou Aotepe I?
Filho(s)Sitecamés?
ReligiãoPoliteísmo egípcio
Titularia
Nome
D28
D52
F31sA24
(Kȝ ms(=w) = "O Touro nasceu")[1]
Trono
N5M13M40L1
(W3ḏ-ḫpr-Rˁ = "Florescente é a Manifestação de ")[2]
Hórus
N28
D36
D2
Z1
W11 t
f
(Ḫˁj-ḥr-nst=f = "O que apareceu no trono")[1]
sD
f
D40
N16
N16
(Sḏf3-t3wj = "O que provê as Duas Terras")[1]
F35K4
G1
D58N11
N17
N17
(Nfr-ẖ3b-t3wj = "O Perfeito é a foice das Duas Terras")[1]
Duas Senhoras
F25Y5
N35
W24
W24 W24
(Wḥm-mnw = "Ele que renova monumentos")[1]
Hórus de Ouro
S29O4
D21
Y1N17
N17
N23 N23
(bjk nbw shrw-t3wj = "O que satisfaz as Duas Terras")[1]

Camés (Kamés) ou Camósis foi o faraó da XVII dinastia egípcia[2][3] Tebana, no final do Segundo Período Intermediário. Geralmente, atribui-se a Camés um reinado de três anos (seu reinado mais longo atestado), embora alguns estudiosos agora defendam um reinado mais longo, de aproximadamente cinco anos.

Ele era filho de Sequenenré Tao e irmão de Amósis I, fundador da XVIII dinastia egípcia. Sua mãe é desconhecida, mas acredita-se que tenha sido Aotepe I. Seu reinado é importante pelas decisivas iniciativas militares que tomou contra os hicsos, que haviam chegado a governar grande parte do Antigo Egito. Seu pai havia iniciado as iniciativas e pereceu em batalha contra os Hicsos. Acredita-se que sua mãe, como regente, continuou as campanhas após a morte de Camés, e que seu irmão, por parte de pai e mãe, realizou a conquista final e unificou todo o Egito.

Camés foi o último rei de uma sucessão de reis egípcios nativos em Tebas. Originalmente, os governantes da XVII Dinastia Tebana estavam em paz com o reino dos Hicsos ao norte, antes do reinado de Sequenenré Tao. Eles controlavam o Alto Egito até Elefantina e governavam o Médio Egito até Cusas, ao norte. Camés buscou estender seu domínio para o norte, abrangendo todo o Baixo Egito. Aparentemente, isso encontrou forte oposição por parte de seus cortesãos. Parece que, em algum momento, esses príncipes em Tebas estabeleceram um modus vivendi prático com os governantes Hicsos posteriores, que incluía direitos de trânsito pelo Médio e Baixo Egito controlados pelos Hicsos e direitos de pastoreio no fértil Delta.

Referências

  1. a b c d e f Leprohon 2013, p. 91.
  2. a b Clayton 1994, p. 94.
  3. Lopes 2011.

Bibliografia

  • Clayton, Peter A. (1994). «Dynasty 17». Chronicle of the Pharaohs (em inglês). Londres: Thames and Hudson. ISBN 0-500-05074-0 
  • Leprohon, Ronald J. (2013). The Great Name: Ancient Egyptian Royal Titulary. Atlanta: Sociedade de Literatura Bíblica 
  • Lopes, Nei (2011). «Camés». Dicionário da Antiguidade Africana. São Paulo: Civilização Brasileira. ISBN 978-85-2001-098-3