Neferquerés VII
| Nefercaré VII | |||||||||||||
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| Faraó do Primeiro Período Intermediário do Egito | |||||||||||||
| Reinado | c. 2140 BC | ||||||||||||
| Antecessor(a) | Actoés I ? | ||||||||||||
| Sucessor(a) | Queti II | ||||||||||||
| Dados pessoais | |||||||||||||
| Dinastia | IX Dinastia | ||||||||||||
| Religião | Politeísmo egípcio | ||||||||||||
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Nefercaré VII (em atividade por volta de 2 140 a.C.) é apontado como o terceiro rei da IX Dinastia do Egito Antigo, durante o Primeiro Período Intermediário, de acordo com o Papiro de Turim, no qual seu nome, Nefercaré, aparece registrado na linha 4.20. Fora dessa lista, porém, sua existência permanece incerta: ele não figura nas listas reais de Abidos nem de Sacará, e até hoje não há achados arqueológicos que confirmem de forma inequívoca o seu reinado.[1][2][3]
O prenome Nefercaré sugere que o soberano se via como herdeiro legítimo de Pepi II Nefercaré, da VI Dinastia, seguindo uma tradição comum entre reis menfitas da VIII Dinastia que adotaram o mesmo nome. Em alguns estudos, ele é chamado de Nefercaré VII por provavelmente ter sido o sétimo rei a portar esse prenome, embora muitos de seus predecessores hoje sejam identificados pela combinação de prenome e nome, como Nefercaré Nebi ou Nefercaré Pepisenebe.[4]
Esse governante, por vezes associado a Heracleópolis Magna, foi identificado de forma controversa por alguns estudiosos com um rei chamado Ca-nefer-ré, mencionado em uma inscrição funerária isolada e pouco clara de Anquetifi. Anquetifi era um nomarca favorável aos heracleopolitanos, governante de Hieracômpolis e príncipe de Elmoala, cerca de 30 km ao sul de Tebas. Caso Nefercaré e Ca-nefer-ré sejam a mesma pessoa, alguns pesquisadores supõem, com base nessa inscrição, que sua autoridade teria se estendido ao menos sobre Elefantina, Edfu e Hieracômpolis, capitais dos três primeiros nomo do Alto Egito.[3]
No entanto, essa interpretação é alvo de debate. A inscrição de Anquetifi afirma apenas: "Hórus traz/trouxe (ou que Hórus traga) uma boa inundação para seu filho Ca-nefer-ré". A incerteza quanto ao tempo verbal utilizado gerou divergências entre os estudiosos: não está claro se o rei mencionado governou durante a juventude de Anquetifi, no período dos eventos narrados por ele, ou mesmo se se trataria de um governante anterior, possivelmente do final do Império Antigo, com sede em Mênfis.[3]
Algumas fontes tardias também afirmam que o nome de Nefercaré aparece na Lista Real de Abidos, compilada no Império Novo, embora essa identificação seja contestada e não consensual. De todo modo, os detalhes sobre seu reinado, como duração, feitos políticos ou militares, permanecem obscuros, reflexo direto da escassez e fragmentação das fontes relativas a esse período conturbado da história egípcia.[2]
Referências
- ↑ Grimal, Nicolas (19 de julho de 1994). A History of Ancient Egypt (em inglês). [S.l.]: Wiley. ISBN 978-0-631-19396-8
- ↑ a b Beckerath, Jürgen von (1997). Chronologie des pharaonischen Ägypten: die Zeitbestimmung der ägyptischen Geschichte von der Vorzeit bis 332 v. Chr (em alemão). [S.l.]: Verlag Philipp von Zabern. ISBN 978-3-8053-2310-9
- ↑ a b c Wilkinson, Toby (2013). The Rise And Fall Of Ancient Egypt. [S.l.]: Random House. ISBN 978-0553384901
- ↑ Hayes, William C. (2008). The Cambridge Ancient History. Cambridge: Cambridge University Press. p. 464–465. ISBN 978-0521298223