Relações entre Brasil e Cuba
| |
![]() | |
As relações entre Brasil e Cuba são as relações diplomáticas entre a República Federativa do Brasil e a República de Cuba. Os dois países já passaram por períodos de relações formais, ao rompimento total e ao estreitamento destas relações por razões ideológicas.[1] No período pós-Guerra Fria, os governos de Brasília e Havana se uniram em prol da defesa das políticas de esquerda latino-americanas e as relações bilaterais Sul-Sul.[2][3] Os dois países também colaboraram extensamente na Maré Rosa que ocorreu na América Latina.[4]
As relações entre os dois países foram classificadas como "excelentes" repetidas vezes, com diversas alusões à transformação de Cuba no "parceiro nº 1" do Brasil.[5][6][7] No âmbito da integração latino-americana sob governos de esquerda e a implementação do socialismo do século XXI, os dois países coordenam seus esforços através do Foro de São Paulo.[8][9][10]
História

As relações diplomáticas foram estabelecidas em 1906, no período histórico brasileiro denominado como República Velha. O Brasil reconheceu o governo de Fidel Castro, formado após a Revolução Cubana em 1959, e se absteve na votação que expulsou Cuba da Organização dos Estados Americanos (OEA) em 1962. Em 1964, houve o rompimento das relações devido ao golpe de estado no Brasil, sendo restabelecidas em 14 de junho de 1986, após a redemocratização do Brasil.[11]
Alinhamento ideológico
Em 1990, o Brasil passa a se abster nas votações sobre os direitos humanos em Cuba no âmbito da Comissão de Direitos Humanos da ONU.[11] Em 2003, o presidente Lula visitou Cuba e assinou 12 instrumentos de cooperação, seguidos, no mesmo ano, pela assinatura do protocolo sobre reconhecimento de diplomas na área de saúde.[11] Este instrumento abriu caminho para o posterior programa Mais Médicos,[12][13] um programa ideológico que gerou polêmica e foi marcado por diversas irregularidades. Cláusulas do contrato exigiam que os cubanos do programa não se relacionassem afetivamente com pessoas de outras nacionalidades, além da exigência aos cubanos de confidencialidade sobre a atuação no programa.[14] Os salários dos médicos, no valor de 11.800 reais (US$ 2.950),[12] seria repassado em 75% ao próprio governo cubano, e foi negociado que se algum médico pedisse asilo no Brasil, seria extraditado.[15] O Brasil também realizou diversos empréstimos a Cuba, os quais não foram pagos.[16][17] Com o presidente Lula afirmando que as relações com Havana eram mais importantes.[18] Mesmo com uma dívida de US$ 3,3 bilhões com o Brasil, o governo de Cuba ainda solicitou novos investimentos brasileiros na infra-estrutura da ilha, especialmente no Porto de Mariel.[19]
Afastamento e retorno
Com a eleição do ex-capitão do Exército, Jair Bolsonaro, as relações com Cuba sofreram um afastamento. Dentro do novo posicionamento, o Brasil votar contra Cuba pela primeira vez em relação ao embargo econômico dos Estados Unidos.[20][21] Em 3 de novembro de 2018, o presidente eleito Jair Bolsonaro afirmou que pretendia cortar as relações com Cuba, citando não haver sentido nas relações bilaterais entre os dois países pelo desrespeito cubano aos direitos humanos.[22][23] O presidente minimizou as relaçõesentre os dois países e também criticou o programa Mais Médicos, de transferência de médicos cubanos para atender no Brasil.[22][23] Bolsonaro criticou tanto a remuneração dos profissionais cubanos - de apenas 25% do salário - quanto a necessidade de validarem seus diplomas e a impossibilidade de trazerem os filhos consigo para o Brasil.[15] O governo cubano recusou as mudanças propostas e encerrou o programa, trazendo de volta os seus médicos.[24] O programa de médicos cubanos foi contra-balançado pela iniciativa Médicos pelo Brasil.[25] No mesmo ano, o presidente cubano Miguel Díaz-Canel, em seu primeiro discurso na Assembleia Geral da ONU, defendeu o modelo socialista cubano ao mesmo tempo em que manifestou apoio à Venezuela bolivariana e criticou a prisão do ex-presidente Lula;[26] então condenado por corrupção e lavagem de dinheiro.[27][28] Segundo Díaz-Canel, o ex-presidente Luís Inácio era "o líder mais popular de Brasil" e a sua prisão foi meramente política.[26]
Com o retorno de Luís Inácio "Lula" da Silva, o Brasil foi novamente alinhado com Havana. O afastamento do governo Bolsonaro foi qualificado como "relação atípica e anormal".[29] O alinhamento por meio da ideologia de esquerda foi retomado, com Roberto Morales Ojeda, membro do Bureau Político e Secretário de Organização do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba (PCC), congratulando o Partido dos Trabalhadores (PT) pelo 45º aniversário da sua fundação, em fevereiro de 2025, e o qualificando como "uma das principais formações políticas do Brasil".[30] No ano anterior, o PCC e o PT assinaram um Acordo de Intercâmbio e Cooperação; assinado por Gleisi Hoffmann, presidente do PT, junto com Morales Ojeda. O documento contribui para estreitar laços bilaterais, tal como a formação de quadros, a coordenação de fóruns internacionais partidários e de esquerda, como é o caso do Foro de São Paulo, além de intercâmbios sobre atualidades regionais e internacionais. No ato da assinatura, Gleisi elogiou a importância da experiência do PCC e reiterou a disposição de ajudar o povo cubano, que, segundo ela, "sempre foi referência de resistência e luta".[30]
Em janeiro de 2025, o ministro das Relações Exteriores brasileiro, Mauro Vieira, foi recebido em Havana pelo presidente Miguel Díaz-Canel e o chanceler Bruno Rodríguez Parrilla.[31][32] O Brasil novamente reiterou a sua posição contrária ao embargo econômico e à re-inclusão de Cuba à lista de países patrocinadores do terrorismo. O emissário brasileiro entregou um convite para o Cúpula Brasil-Caribe, que seria realizada em Brasília, em nome do presidente Lula. Também foi discutada a presidência brasileira no BRICS, que passou a ter Cuba como membro parceiro neste ano, e sobre a Conferência das Nações Unidas para as Mudanças Climáticas (COP 30), em Belém.[33] Uma delegação cubana liderada por Bruno Reodríguez participaria da Reunião Ministerial do BRICS ocorrida no Rio de Janeiro em abril.[34] Sobre o apagão na ilha cubana depois que o furacão Rafael derrubou a rede elétrica,[35] o Brasil providenciou socorro humanitário em novembro de 2024, enviando 10 toneladas de comida não-perecível e 30 unidades de purificação de água.[36][37] Esta ajuda somou-se às 125 toneladas de comida enviadas até fevereiro daquele ano, conforme o acordo tripartite de segurança alimentar da COP 28, entre o Brasil, Cuba e os Emirados Árabes Unidos (EAU).[38][39]
Comércio
Entre abril de 2007 e abril de 2008 o comércio entre os dois países cresceu 58%.[40]
Em 2022, o comércio bilateral entre Brasil e Cuba foi de USD 292,6 milhões, um aumento de 60,3% em relação a 2021.[41] As exportações brasileiras totalizaram USD 289,9 milhões, e as importações brasileiras de produtos cubanos totalizaram USD 2,7 milhões. O superávit comercial a favor do Brasil foi de USD 287,2 milhões.[41]
Participação das exportações brasileiras por grupo de produtos:[41]
- Gorduras e óleos vegetais: 33%
- Arroz sem casca ou semi-elaborado: 17%
- Carnes de aves e suas miudezas comestíveis: 13%
- Milho não moído: 5,9%
- Açúcares e melaços: 5,5%
- Demais produtos da indústria de transformação: 4,4%
- Tubos e perfis ocos e acessórios para tubos de ferro ou aço: 4,2%
- Café não torrado: 2,5%
Ver também
- Imigração cubana no Brasil
- Cubano-brasileiro
- Grupo do Rio
- Foro de São Paulo
- Sociedade Cultural José Martí (SCJM)
- Associação Latino-Americana de Integração (ALADI)
- Organização dos Estados Americanos (OEA)
- Conferência Ibero-americana
- Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, Ciência e Cultura (OEI)
- Parlamento Latino-americano (PARLATINO)
Referências
- ↑ Milani, Carlos R. S.; Pinheiro, Leticia (15 de abril de 2016). «The Politics of Brazilian Foreign Policy and Its Analytical Challenges» (PDF). Foreign Policy Analysis (em inglês). 13 (2). ISSN 1743-8586. doi:10.1093/fpa/orw027. Consultado em 7 de maio de 2025
- ↑ Vialli, Andrea (23 de abril de 2025). «Cooperação Sul-Sul alcança novo patamar». Valor Econômico. Consultado em 7 de maio de 2025
- ↑ Visentini, Paulo G. Fagundes. «O Brasil e a Cooperação Sul-Sul no pós-Guerra Fria: Políticas externas comparadas, relações bilaterais e multilaterais com as "potências emergentes"» (PDF). Núcleo Brasileiro de Estratégia e Relações Internacionais (NERINT). Consultado em 7 de maio de 2025
- ↑ Duarte, Rubens de S. «Cooperação para o desenvolvimento e cooperação Sul-Sul: a perspectiva do Brasil». Academia.edu. Escola de Comando e Estado-Maior (ECEME). Consultado em 7 de maio de 2025
- ↑ EFE (7 de junho de 2008). «Celso Amorim diz que Brasil quer ser "o parceiro número um de Cuba"». A TARDE. Consultado em 7 de maio de 2025
- ↑ Alencastro, Catarina (27 de janeiro de 2014). «Brasil quer ser parceiro 'de primeira ordem' de Cuba, diz Dilma». O Globo. Consultado em 7 de maio de 2025
- ↑ Agência FolhaPress (19 de agosto de 2023). «Celso Amorim visita Cuba e defende 'grande amizade' entre Brasil e ilha». A Gazeta. Consultado em 7 de maio de 2025
- ↑ Manfrin, Juliet (30 de abril de 2025). «Curso de formação política em Cuba reúne Foro de São Paulo, fundação ligada ao PT e MST». Gazeta do Povo. Consultado em 7 de maio de 2025
- ↑ Porto, Douglas (29 de junho de 2023). «Entenda o que é o Foro de São Paulo, entidade de partidos de esquerda da América Latina». CNN Brasil. Consultado em 7 de maio de 2025
- ↑ Equipe do site (3 de julho de 2023). «XXVI Edition of the Sao Paulo Forum concludes in Brazil». Cuba Sí (em inglês). Consultado em 7 de maio de 2025
- ↑ a b c Itamaraty (abril de 2010). «Cuba». Temas políticos e relações bilaterais: 5. Consultado em 7 de maio de 2025. Arquivado do original em 10 de outubro de 2012
- ↑ a b Gutiérrez, José Alberto (27 de setembro de 2019). «Comisión aprueba reincorporación de los cubanos al nuevo programa Más Médicos de Brasil». CiberCuba (em espanhol). Consultado em 7 de maio de 2025
- ↑ Romero, Simon; Burnett, Victoria (30 de dezembro de 2013). «Brazil Forging Economic Ties With Cuba, While Hiring Its Doctors»
. The New York Times (em inglês). ISSN 0362-4331. Consultado em 7 de maio de 2025
- ↑ Valcarenghi, Aline (10 de fevereiro de 2014). «MPT defende que há ilegalidades na contratação dos profissionais do Mais Médicos». Agência Brasil. Consultado em 7 de maio de 2025
- ↑ a b Redação (3 de novembro de 2018). «Bolsonaro sinaliza rompimento com Cuba: "Não posso errar, senão o PT volta"». PB AGORA. Consultado em 7 de maio de 2025
- ↑ Holanda, Marianna; Garcia, Nathalia (14 de setembro de 2023). «Cuba diz que não tem como pagar dívida com Brasil e pede flexibilidade de governo Lula»
. Folha de S.Paulo. Consultado em 7 de maio de 2025
- ↑ Equipe do site (27 de dezembro de 2018). «Cuba and Venezuela default on Brazilian development loans». MercoPress (em inglês). Consultado em 7 de maio de 2025
- ↑ Adghirni, Samy (22 de junho de 2023). «Lula Weighs Cuba Debt as Brazil Pushes to Revive relations»
. Bloomberg (em inglês). Consultado em 7 de maio de 2025
- ↑ Souza, Roberta (21 de abril de 2024). «Even though it owes R$3,3 billion, Cuba wants Brazil to finance new investments in the Port of Mariel». CPG Click Petróleo e Gás (em inglês). Consultado em 7 de maio de 2025
- ↑ Paraguassu, Lisandra; Boadle, Anthony (6 de novembro de 2019). «Exclusive: Brazil likely to vote with U.S. against Cuba at U.N. over embargo». Reuters (em inglês). Consultado em 8 de maio de 2025
- ↑ Reuters (7 de novembro de 2019). «Brazil for 1st time votes against call to end US embargo on Cuba». Al Jazeera (em inglês). Consultado em 8 de maio de 2025
- ↑ a b Reuters (2 de novembro de 2018). «Bolsonaro ameaça cortar relações com Cuba». O Globo. Consultado em 7 de maio de 2025
- ↑ a b Boadle, Anthony; Reuters (2 de novembro de 2018). «Bolsonaro ameaça cortar relações diplomáticas com Cuba». UOL. Consultado em 7 de maio de 2025
- ↑ Ramos, Mauro (26 de novembro de 2018). «Thousands of Cuban doctors to leave Brazil after "threatening" remarks by Bolsonaro». Brasil de Fato (em inglês). Consultado em 8 de maio de 2025
- ↑ Damasceno, Ana Carolina (26 de novembro de 2024). «Saúde anuncia integração dos programas Mais Médicos e Médicos pelo Brasil». Estratégia MED. Consultado em 7 de maio de 2025
- ↑ a b Redação (26 de setembro de 2018). «Na ONU, Cuba manifesta apoio à Venezuela e critica prisão de Lula». O Globo. Consultado em 7 de maio de 2025
- ↑ Redação (24 de janeiro de 2018). «Lula é condenado por unanimidade por corrupção e lavagem de dinheiro». O Globo. Consultado em 7 de maio de 2025
- ↑ Barbosa, Bernardo; Lopes, Nathan (24 de janeiro de 2018). «Lula é condenado por unanimidade a 12 anos de prisão por corrupção». UOL. Consultado em 7 de maio de 2025
- ↑ Lopes, Gabriel Vera (29 de março de 2023). «Bolsonaro teve 'relação atípica e anormal' com Cuba, diz diplomata brasileiro». Brasil de Fato. Consultado em 8 de maio de 2025
- ↑ a b Equipe do site (11 de fevereiro de 2025). «Cuba hails 45th anniversary of the Workers' Party of Brazil». Cuban News Agency (em inglês). Consultado em 8 de maio de 2025
- ↑ Barros, Henrique Sales (25 de janeiro de 2025). «Em Havana, Mauro Vieira se encontra com presidente e chanceler de Cuba». CNN Brasil. Consultado em 9 de maio de 2025
- ↑ Equipe do site (25 de janeiro de 2025). «Cuban President Welcomes Brazil Foreign Minister». Cuban News Agency (em inglês). Consultado em 9 de maio de 2025
- ↑ Dias, Ana Beatriz (24 de janeiro de 2025). «Da primeira COP até a COP30 no Brasil: como chegamos até aqui?». CNN Brasil. Consultado em 9 de maio de 2025
- ↑ Equipe do site (29 de abril de 2025). «Cuba at BRICS Ministerial Meeting in Brazil». Cuban News Agency (em inglês). Consultado em 9 de maio de 2025
- ↑ Reuters (7 de novembro de 2024). «Furacão Rafael causa colapso da rede elétrica de Cuba». CNN Brasil. Consultado em 9 de maio de 2025
- ↑ Lopes, Gabriel Vera (26 de novembro de 2024). «Cuba receives donations from Brazil after hurricane destruction». Brasil de Fato (em inglês). Consultado em 9 de maio de 2025
- ↑ Equipe editorial (26 de novembro de 2024). «The arrival of donations to Cuba is increasing: A shipment of aid from Brazil has arrived on the island». CiberCuba (em inglês). Consultado em 9 de maio de 2025
- ↑ Laboissière, Paula (14 de fevereiro de 2024). «Brazil ships 125 tons of food to Cuba». Agência Brasil (em inglês). Consultado em 9 de maio de 2025
- ↑ Equipe do site (12 de fevereiro de 2024). «Joint Initiative between the UAE, Brazil and Cuba to Enhance Food Security Announced». Governo do Brasil (em inglês). Consultado em 9 de maio de 2025
- ↑ ACN -- Cuban News Agency. «Brazil Wants to Be Cuba's Number-One Trade Partner» (em inglês). Consultado em 7 de fevereiro de 2009 [ligação inativa]
- ↑ a b c «Comercio Bilateral entre Brasil e Cuba». Ministério das Relações Exteriores do Brasil. 16 de janeiro de 2023. Consultado em 1 de junho de 2023
Bibliografia
- Itamaraty (2010). «Cuba». Temas políticos e relações bilaterais. Consultado em 7 de maio de 2025. Arquivado do original em 10 de outubro de 2012
- Carlos R. S., Milani; Pinheiro, Leticia (15 de abril de 2016). «The Politics of Brazilian Foreign Policy and Its Analytical Challenges» (PDF). Foreign Policy Analysis (em inglês). 13 (2): 278–296. ISSN 1743-8586. doi:10.1093/fpa/orw027. Consultado em 7 de maio de 2025
- Wright, Thomas C. (2018). Latin America in the Era of the Cuban Revolution and Beyond (em inglês). Santa Bárbara, Califórnia: Bloomsbury Publishing. 312 páginas. ISBN 979-8216109167. OCLC 1014011918
- Soares de Lima, Maria Regina (junho de 2005). «A política externa brasileira e os desafios da cooperação Sul-Sul». SciELO Brasil. Revista Brasileira de Política Internacional. 48 (1): 24–59. ISSN 0034-7329. doi:10.1590/S0034-73292005000100002. Consultado em 7 de maio de 2025
- Farah, Douglas (11 de dezembro de 2017). «Cuba's Role in the Bolivarian Radical Populist Movement's Dismantling of Democracy» (PDF). IBI Consultants LLC (em inglês). Consultado em 7 de maio de 2025. Cópia arquivada (PDF) em 16 de abril de 2019
- Hershberg, James G. (2004). «The United States, Brazil, and the Cuban Missile Crisis, 1962 (Part 1)». Journal of Cold War Studies (em inglês). 6 (2): 3–20. ISSN 1520-3972. doi:10.1162/152039704773254740. Consultado em 7 de maio de 2025
- Means, John Barkley (1978) [1969]. The Brazilian Intellectual’s Response to Castro’s Cuba (em inglês) 2ª ed. Illinois: University of Illinois Urbana-Champaign. OCLC 320115259
- Rosenbaum, H. Jon (1968). Brazil’s Foreign Policy and Cuba, 1950-1956 (em inglês). Tufts: Fletcher School of law and Diplomacy
- Kruijt, Dirk (2017). «Cuba and the Latin American Left: 1959 – present». Utreque: Academia.edu. Utrecht University (em inglês): 1–24. Consultado em 25 de setembro de 2025
Ligações externas
- «A conexão cubana do Brasil» (em inglês). No site Americas Quarterly.
- «Relações Comerciais: Brasil e Cuba» (em inglês). No site The Brazil Business.
- «Foro de São Paulo abre inscrições para Curso de Formação Política em Cuba». No site do Partido dos Trabalhadores (PT).


