Relações entre Argélia e Brasil
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As relações entre Argélia e Brasil são as relações bilaterais entre o Estado da Argélia e o do Brasil. Ambos países são membros do Grupo dos 15, Grupo dos 24, Grupo dos 77 e das Nações Unidas. Argélia e Brasil mantêm uma relação, em geral, amigável e são importantes parceiros comerciais.
Histórico

O Brasil reconheceu e estabeleceu relações diplomáticas com a Argélia após sua independência da França em 1962. O Brasil abriu uma embaixada no bairro El-Biar, na cidade de Argel, em 1963. O prédio da chancelaria foi construído por uma empresa brasileira de construção civil.[1]
Durante a ditadura militar no Brasil (1964-1985), vários brasileiros buscaram asilo político na Argélia.[2] Após a queda da ditadura militar, a maioria dos brasileiros retornou ao seu país.
O Brasil estabeleceu um vínculo permanente com a Argélia por meio do trabalho do arquiteto brasileiro Oscar Nimeyer. Niemeyer trabalhou entre 1968 a 1978 para o então presidente Houari Boumédiène e dedicou-se a projetos na Universidade de Constantino e na Universidade de Ciência e Tecnologia Houari Boumediene, além de construir um centro esportivo. Sua arquitetura não estava a serviço das elites políticas ou religiosas, mas aos estudantes. O trabalho de Niemeyer na Argélia ajudou a criar um sentimento de respeito entre os dois países e reforçou a admiração mútua entre os dois povos.[3]
No ano de 1981, o ministro das Finanças da Argélia, M´hamed Yalá, visitou o Brasil, além de ocorrer a assinatura de acordos de cooperação técnica, comércio e da criação da Comissão Mista Brasileiro-Argelina para a Cooperação Econômica, Comercial, Científica, Tecnológica, Técnica e Cultural.[4]
Em novembro de 1983, o presidente brasileiro João Figueiredo fez uma visita à Argélia, ao passo que, em 1985, o presidente da Argélia Chadli Bendjedid visitou o solo brasileiro.[4]
Em 2005, o presidente argelino Abdelaziz Bouteflika fez uma visita ao Brasil e se encontrou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nesse ano, a Argélia exportou ao Brasil o equivalente a 2,8 milhões de dólares americanos, sobretudo petróleo.[5]
Em 2006, Lula visitou a Argélia por dois dias, com o objetivo de aumentar suas exportações.[5]
Já em 2018, confeccionou se o acordo de cooperação em defesa e do memorando de entendimento para cooperação entre academias diplomáticas entre ambos países.[4]
Em 2023, o presidente da Assembleia Popular Nacional da Argélia (APN), Brahim Boughali, compareceu a posse do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva.[6]
Trocas comerciais
Argélia é o pais africano com maior parceria comercial com Brasil, e o terceiro maior do mundo arábe. Em 2024, o Brasil exportou cerca de 2,3 bilhão de dólares americanos para a Argélia. As principais exportações da Argélia para o Brasil incluem: açúcar de cana, milho, soja e carnes.[7]
Missões diplomáticas residentes
Referências
- ↑ «Apresentação - Ministério das Relações Internacionais». Governo Federal. 11 outubro 2022. Consultado em 23 julho 2025
- ↑ «EXILED POLITICIANS RETURNING TO BRAZIL (Published 1979)». The New York Times. Arquivado do original em 23 de abril de 2023
- ↑ Ceyhan, Fabiana (21 de dezembro de 2024). «Argélia e Brasil - Amizade Sólida consolidada pelo legado de Oscar Niyemeyer». O Mundo Diplomático. Consultado em 23 de julho de 2025
- ↑ a b c d e «Cronologia das Relações Bilaterais». Governo Federal. 28 de novembro de 2022. Consultado em 23 de julho de 2025
- ↑ a b «BBCBrasil.com | Reporter BBC | Lula chega à Argélia com meta de dobrar exportações». www.bbc.com. Consultado em 23 de julho de 2025
- ↑ «Lula é presidente do Brasil pela terceira vez - Agência de Notícias Brasil-Árabe». anba.com.br. 2 de janeiro de 2023. Consultado em 23 de julho de 2025
- ↑ «Argélia - Ministério da Agricultura e Pecuária». Governo Federal. 10 dezembro 2024. Consultado em 23 julho 2025


