Psilocybe stuntzii
Psilocybe stuntzii
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| Classificação científica | |||||||||||||||||
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| Nome binomial | |||||||||||||||||
| Psilocybe stuntzii Guzmán & J. Ott | |||||||||||||||||
Psilocybe stuntzii
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| Himêmio laminado | |
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Píleo é convexo
ou umbonado |
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Lamela é adnata
ou sinuosa |
| Estipe tem um(a) anel | |
| A cor do esporo é púrpura-acastanhado | |
| A relação ecológica é saprófita | |
| Comestibilidade: psicotrópico | |
Psilocybe stuntzii é uma espécie de cogumelo psilocíbico da família Hymenogastraceae, que possui psilocibina e psilocina como principais compostos ativos.
Taxonomia
A espécie recebe o nome em homenagem ao micologista Daniel Stuntz, da Universidade de Washington.[1]
Descrição
O píleo mede 0,5–3,5 cm, é obtusamente cônico a convexo, expandindo-se para convexo-umbonado ou plano com a idade.[2] A margem é translúcido-estriada quando úmida e torna-se enrolada com a idade. É higrófano, liso, marrom-castanho escuro, mais claro em direção ao centro. O píleo pode ser verde-oliva em alguns casos, desbotando para marrom-amarelado pálido ou amarelo pálido.[2] É viscoso quando úmido devido a uma película gelatinosa, manchando ligeiramente de azulado quando ferido ou com a idade.
As lamelas são adnatas ou sinuosas ou adnexas, próximas a subdistanciadas e moderadamente largas, inicialmente marrom-amareladas, logo tornando-se marrom-violeta ou marrom-chocolate a violeta-enegrecido, uniformes ou um tanto mosqueadas, com bordas esbranquiçadas. A esporada é marrom-violeta escura.[3]
O estipe mede 2–7,5 cm por 1,5–6 mm, de largura igual ou ligeiramente alargado na base, cilíndrico ou subcilíndrico, por vezes estriado-torcido, flexuoso, liso a ligeiramente fibriloso, seco, preenchido com medula e tornando-se oco, branco ou ocráceo ou fibriloso acastanhado. O véu parcial é finamente membranoso, deixando um anel frágil que se torna mais notável ao escurecer com os esporos. Mancha de azulado quando ferido, de forma mais evidente no anel.[2] A carne é branca em todo o basidioma, resistente no estipe. O sabor e o odor são ligeiramente farináceos.[4]
Características microscópicas
Os esporos medem 8,2–12,6 por 6–7,1(–7,7) por 5,5–6,6 µm, sub-romboides em vista frontal, sub-elípticos em vista lateral, com apêndice hilar visível e ápice truncado com amplo poro germinativo, de parede espessa e cor marrom-amarelado sujo.[4]
Os basídios medem 16,5–25 por 5,5–7,7 µm, tetraspóricos e hialinos. Os pleurocistídios são ausentes e os queilocistídios medem 22–27,5 × 4,4–6,6 µm, abundantes, formando uma banda estéril, hialinos, lageniformes, fusiformes-lanceolados ou fusoides-ampuláceos, com pescoço alongado e flexuoso, de 1,6–2,2 µm de diâmetro, por vezes irregularmente ramificados. As fíbulas estão presentes.[4]
Habitat e distribuição

O cogumelo Psilocybe stuntzii é encontrado crescendo disperso ou em feixes cespitosos, raramente solitário, em lascas de madeira de coníferas e cobertura de casca, em solos ricos em detritos lenhosos e em novos gramados com relva recém-colocada ou em qualquer jardim recém-coberto com cobertura morta, em toda a região oeste do Noroeste do Pacífico.[2] Frutifica de agosto a dezembro e é comum no oeste de Washington, EUA; também é encontrado em Vancouver e Colúmbia Britânica, no Canadá.[4]
Comestibilidade
Este cogumelo é alucinógeno. Além disso, assemelha-se muito ao altamente tóxico Galerina marginata, e vários envenenamentos foram atribuídos a coletores que consumiram G. marginata após confundi-los com o alucinógeno P. stuntzii.[1]
Ver também
- Psilocybe alutacea
- Psilocybe angulospora
- Psilocybe aztecorum
- Psilocybe baeocystis
- Psilocybe medullosa
- Psilocybe quebecensis
- Psilocybe serbica
Referências
- ↑ a b Stamets P. (1996). Psilocybin Mushrooms of the World: An Identification Guide. Berkeley, California: Ten Speed Press. p. 152. ISBN 0-89815-839-7
- ↑ a b c d Trudell, Steve; Ammirati, Joe (2009). Mushrooms of the Pacific Northwest. Col: Timber Press Field Guides. Portland, OR: Timber Press. 209 páginas. ISBN 978-0-88192-935-5
- ↑ Arora, David (1986). Mushrooms Demystified: A Comprehensive Guide to the Fleshy Fungi 2nd ed. Berkeley, CA: Ten Speed Press. 372 páginas. ISBN 978-0-89815-170-1
- ↑ a b c d Guzmán, Gastón; Ott, Jonathan (1 de novembro de 1976). «Description and Chemical Analysis of a New Species of Hallucinogenic Psilocybe from the Pacific Northwest». Mycologia (6): 1261–1267. ISSN 0027-5514. PMID 1034878. doi:10.1080/00275514.1976.12020019. Consultado em 20 de dezembro de 2025
Bibliografia
- Mycologia 68(6): 1261 (1977)
- Stamets, Paul (1996). Psilocybin Mushrooms of the World. Berkeley: Ten Speed Press. ISBN 0-9610798-0-0
- Guzmán, G. The Genus Psilocybe: A Systematic Revision of the Known Species Including the History, Distribution and Chemistry of the Hallucinogenic Species. Beihefte zur Nova Hedwigia Heft 74. J. Cramer, Vaduz, Germany (1983).

