Psilocybe angulospora
Psilocybe angulospora
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![]() Psilocybe angulospora em cascas de madeira de paisagismo em Auckland, Nova Zelândia | |||||||||||||||||
| Classificação científica | |||||||||||||||||
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| Nome binomial | |||||||||||||||||
| Psilocybe angulospora Yen W.Wang & S.S.Tzean (2015) | |||||||||||||||||
Psilocybe angulospora
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| Himêmio laminado | |
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Píleo é umbonado
ou campanulado |
| Lamela é adnata | |
| Estipe é nua | |
| A cor do esporo é púrpura-acastanhado | |
| A relação ecológica é saprófita | |
| Comestibilidade: psicotrópico | |
Psilocybe angulospora é uma espécie de fungo agárico da família Hymenogastraceae. A espécie foi descoberta em Taiwan em 2015[1] e também está presente na Nova Zelândia, onde é considerada introduzida.[2] Por ser um membro do gênero Psilocybe que fica azulado quando machucado, contém os compostos psicoativos psilocina e psilocibina.
Os basidiomas possuem píleo pequeno, extremamente higrófano, de cor dourado-pálido, formato cônico a campanulado, frequentemente com uma proeminente papila central pontiaguda, estipe delgado esbranquiçado e lamelas finas e estreitamente espaçadas.
Em Taiwan, os cogumelos crescem espontaneamente entre gramíneas em solos fortemente adubados e sobre esterco de vaca.[1] Na Nova Zelândia, são mais frequentemente encontrados na mistura para vasos de plantas de viveiros, em vasos de plantas em centros de jardinagem e ao ar livre em jardins e paisagismo municipal onde essas plantas foram plantadas.[2]
Taxonomia e nomenclatura
Psilocybe angulospora foi descrita de Taiwan em 2015 por Yen-Wen Wang e Shean-Shong Tzean, após relatos de envenenamentos por cogumelos alucinógenos em Taipei motivarem uma pesquisa de biodiversidade e investigação científica. Os cogumelos responsáveis foram descritos como crescendo sobre excrementos em gramados nativos no Parque Nacional Yangmingshan. Vários basidiomas coprófilos foram coletados na área e estudados, levando à descoberta da espécie em Taiwan e à sua publicação oficial.[1]
Etimologia
O epíteto específico refere-se à forma ligeiramente angular dos esporos.[1]

Descrição
O píleo mede 10–40 mm de diâmetro, é castanho-claro a cinza-azulado médio, cônico a subcampanulado com margem enrolada e frequentemente uma papila central aguda. É translúcido-estriado até a margem (linhas radiais finas são visíveis ao redor da borda do píleo quando úmido), extremamente higrófano, glabro e ligeiramente fibroso. A carne interior é firme e de cor laranja-amarronzada a amarelada. As lamelas são pálidas, finas e bastante próximas, estreitamente adnatas, com uma ou três lamelas intermediárias curtas entre duas intermediárias, e possuem margem lisa. O estipe mede 40–70 por 1–2 mm, é branco acinzentado claro, cilíndrico, central, fibroso, com carne laranja-amarronzada a amarelada. Pode ser oco ou repleto de fibras. O véu parcial às vezes deixa uma linha frágil de tecido elevado em forma de fio ao redor do estipe próximo à metade inferior. Isso pode se assemelhar a um anel elevado fraco e fino, frequentemente manchado de azul.[1]

Características microscópicas

Os esporos medem 7,6–10,2(–11,5) por 5,8–8,1 por 4,7–7,1 µm. São cinza-avermelhados, laranja-acinzentados a castanho-canela em reagente de Melzer, e apresentam-se sub-romboides em vista frontal e elipsoides a ovais em vista lateral. São lisos, de parede espessa, e possuem um grande poro germinativo excêntrico que parece central em vista frontal. Esta espécie tem produção de esporos muito baixa, frequentemente falhando em produzir uma esporada visível. Os basídios medem 20,9–27,2(–32,2) por 6,1–10,4 µm, são tetraspóricos, de forma amplamente fusiforme a amplamente clavado. Pleurocistídios estão ausentes ou não bem observados. Os queilocistídios medem 16,4–26,3(–29,2) µm de comprimento, (1,6–)1,8–3,0(–3,6) µm de largura no ápice, (3,6–)4,5–7,1 µm de largura na base. São fusiformes a lageniformes, por vezes bifurcados, hialinos, agrupados e abundantes. A hipoderme é composta de hifas filiformes infladas, medindo 6,3–17,0 µm. O tecido exterior do estipe consiste em hifas paralelas filiformes, de segmentos curtos, infladas e de parede espessa, medindo 9,3–22,3 µm. As fíbulas estão presentes.[1]

Habitat e distribuição
Espalhada em solos fortemente adubados em gramados e diretamente sobre esterco de vaca, em Qingtiangang no Parque Nacional Yangmingshan, em Taiwan.[1]
Em plantas em vasos e paisagismo com lascas de madeira na Nova Zelândia.[2]
Espécies semelhantes

Psilocybe angulospora pode se assemelhar a Psilocybe hoogshagenii, mas as duas não são proximamente relacionadas. Análises de DNA sugerem relação mais próxima com P. stuntzii e P. semilanceata.[1]
Na Nova Zelândia, pode ser confundida com outras espécies de Psilocybe que aparecem em plantas em vasos.
Ver também
- Psilocybe alutacea
- Psilocybe aucklandiae
- Psilocybe aztecorum
- Psilocybe caerulescens
- Psilocybe medullosa
- Psilocybe serbica
- Psilocybe stuntzii
- Psilocybe weraroa
Referências
- ↑ a b c d e f g h Wang, Yen-Wen; Tzean, Shean-Shong (1 Dezembro 2015). «Dung-associated, Potentially Hallucinogenic Mushrooms from Taiwan» (PDF). Taiwana. 60 (4): 160–168. doi:10.6165/tai.2015.60.160. Consultado em 28 de novembro de 2025. Cópia arquivada (PDF) em 22 Abril 2018
- ↑ a b c Cooper, J. (2016). «Psilocybe angulospora - New Zealand Fungi». Manaaki Whenua Landcare Research - NZ Fungi. Consultado em 28 de novembro de 2025
Ligações externas
- Manaaki Whenua - Landcare Research Online Fungi Portal Registros do fungário neozelandês.
- Psilocybe angulospora observações no iNaturalist.
- Artigo da descrição da espécie - "Dung-associated, Potentially Hallucinogenic Mushrooms from Taiwan" Arquivado em 2018-04-22 no Wayback Machine Yen-Wen Wang e Shean-Shong Tzean, 2015.

