Psilocybe alutacea
Psilocybe alutacea
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| Classificação científica | |||||||||||||||||
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| Nome binomial | |||||||||||||||||
| Psilocybe alutacea Y.S.Chang & A.K.Mills | |||||||||||||||||
Psilocybe alutacea
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| Himêmio laminado | |
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Píleo é cônico
ou convexo |
| Lamela é adnata | |
| Estipe é nua | |
| A cor do esporo é púrpura-acastanhado | |
| A relação ecológica é saprófita | |
| Comestibilidade: psicotrópico | |
Psilocybe alutacea é uma espécie de fungo agárico da família Hymenogastraceae.[1] Foi descrita em 2006 e é conhecida da Austrália e da Nova Zelândia.[2] Trata-se de uma espécie coprófila, que frutifica sobre excrementos de animais. Os basidiomas possuem píleo pequeno cônico ou convexo, lamelas subdistantes com fixação adnata, estipe delgado castanho e reação de azulamento fraca ao dano.[3] Por ser um membro que apresenta azulamento do gênero Psilocybe, contém os compostos psicoativos psilocina e psilocibina.
Taxonomia e nomenclatura
Psilocybe alutacea foi descrita por Y.S. Chang e A.K. Mills em 2006. O holótipo foi coletado por Chang em 1990 na Tasmânia, Austrália, e depositado em herbário em Hobart sob o número de acesso HO132672.[4]
A espécie foi colocada na seção Semilanceatae do gênero Psilocybe, segundo Guzmán, devido às semelhanças macro e microscópicas com Psilocybe semilanceata, especialmente a reação de azulamento fraca, a forma cônica do píleo, a fixação adnata das lamelas e os esporos elipsoides-ovais.[3]
Etimologia
O epíteto específico alutacea refere-se à cor do couro curtido. Deriva do couro macio de alta qualidade curtido com alúmen.[3]
Descrição
O píleo mede 10–13 mm de diâmetro, é cônico a convexo, um pouco pegajoso ou viscoso quando húmido, higrófano (muda abruptamente de cor entre o estado húmido e seco), liso, estriado radialmente na margem e de cor castanho-couro a castanho-ocráceo. As lamelas são adnatas, subdistantes, castanho-acinzentadas com margens brancas, por vezes com coloração irregular. O estipe mede 25–46 por 1–2,5 mm, é castanho-pálido, cilíndrico e é maciço (não oco). Apresenta reação de azulamento com o dano, porém fraca e lentamente, visível apenas nas margens das lamelas e ocasionalmente no estipe. A esporada é castanho-púrpura.[3]
Características microscópicas
Os esporos medem 11,7–15,8 (–16,7) por 7,9–9,2 µm, são elipsoides com poro germinativo distinto. Os basídios medem 25,8–34,2 por 9,2–12,1 µm, são tetraspóricos, hialinos, clavados ou em forma de lágrima. Os queilocistídios medem 22,5–35,9 (–44,2) por 5–10 µm, são hialinos com pescoços longos de 6,7–15 µm, simples, bifurcados ou trifurcados. Os pleurocistídios são raros, medem 17,5–30,4 por 4,6–10 µm e são lageniformes, com pescoços longos. O subhimênio é subcelular. A trama é regular, castanho-pálida em KOH a 5%, com hifas de 3,3–15 µm. A epicútis é uma camada de hifas subgelatinizadas incrustadas de pigmento castanho, com 2,5–5 µm de largura. As fíbulas estão presentes.[3]
Distribuição e habitat
A espécie está presente na Austrália e na Nova Zelândia. Na Tasmânia, as coletas foram realizadas em Snug Falls Track, Parque Nacional Mount Field (Pandanus Walk) e Kermandie Falls.

Frutifica solitária a subgregária sobre esterco de vaca; também foi coletada sobre excrementos de cavalo e de vombate. Ocasionalmente aparece em serrapilheira ou em solo em áreas musgosas.[3]
Espécies semelhantes
Membros da seção Semilanceatae do gênero Psilocybe, espécies geneticamente próximas e pequenos fungos coprófilos castanhos são semelhantes. Psilocybe semilanceata é mais umbonada e cresce em pastagens em raízes de gramíneas em decomposição, não sobre excrementos. P. fimetaria apresenta estipe que amarela com o manuseio ou idade e ocorre no noroeste do Pacífico da América do Norte, Chile, Grã-Bretanha e Europa.
Psilocybe liniformans tem píleo convexo a plano e é conhecida no noroeste do Pacífico e no Chile. P. pelliculosa é muito próxima e de aparência semelhante, mas ocorre predominantemente no noroeste do Pacífico dos Estados Unidos e Canadá, em serrapilheira de florestas de coníferas.
Psilocybe tasmaniana é semelhante na descrição original, distribuição e hábito coprófilo, mas difere nas características microscópicas; nessa espécie os pleurocistídios são abundantes, fusóide-ventricosos e com pescoços curtos. Deconica coprophila e espécies similares de Deconica são muito parecidas, mas possuem lamelas subdecorrentes e não apresentam reação de azulamento. Espécies de Panaeolus têm esporos castanhos, acinzentados ou pretos, nunca castanho-púrpura. Protostropharia semiglobata tem estipe viscoso-glutinoso quando húmido e não apresenta azulamento.[3]
Ver também
- Psilocybe angulospora
- Psilocybe aucklandiae
- Psilocybe aztecorum
- Psilocybe caerulescens
- Psilocybe medullosa
- Psilocybe serbica
- Psilocybe stuntzii
Referências
- ↑ «Psilocybe alutacea Y.S.Chang & A.K.Mills» (em inglês). GBIF. Consultado em 30 de novembro de 2025
- ↑ Australia, Atlas of Living. «Species: Psilocybe alutacea» (em inglês). Atlas of Living Australia. Consultado em 30 de novembro de 2025
- ↑ a b c d e f g Chang, Y.S.; Gates, G.M.; Ratkowsky, D.A. (2006). «Some new species in the Strophariaceae (Agaricales) in Tasmania». Australasian Mycologist. 24 (3): 61–64
- ↑ «Psilocybe alutacea». Index Fungorum - Names Record. Consultado em 30 de novembro de 2025
Ligações externas
- Some new species in the Strophariaceae (Agaricales) in Tasmania PDF da descrição original publicada em Australasian Mycologist, por Chang, Gates e Ratkowsky em 2006.
- Registros neozelandeses da espécie fornecidos por Manaaki Whenua – Landcare Research.
- Observações no iNaturalist.

