Naja multifasciata

Naja multifasciata
Estado de conservação
Espécie pouco preocupante
Pouco preocupante (IUCN3.1) [1]
Classificação científica
Domínio: Eukaryota
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Reptilia
Ordem: Squamata
Subordem: Serpentes
Família: Elapidae
Género: Naja
Subgénero: Boulengerina
Espécie: N. multifasciata
Nome binomial
Naja multifasciata
(F. Werner, 1902)
Distribuição geográfica
Distribuição
Distribuição
Sinónimos[2]
  • Naia mulifasciata
    F. Werner, 1902
  • Paranaja multifasciata
    — Harding & Welch, 1980
  • Naja multifasciata
    — Wüster et al., 2007
  • Naja (Boulengerina) multifasciata
    — Wallach et al., 2009
  • Boulengerina multifasciata
    — Wallach et al., 2014

Naja multifasciata é uma espécie de cobra venenosa pertencente à família Elapidae. A espécie é nativa da África Central e possui três subespécies reconhecidas.

Distribuição geográfica

N. multifasciata está presente em Angola, Camarões, República Democrática do Congo, Guiné Equatorial, Gabão, República do Congo[1][2] e República Centro-Africana.[1][3]

Habitat

O habitat natural preferido da N. multifasciata são áreas pantanosas de florestas, em altitudes de até 800 m.[1]

Descrição

N. multifasciata é uma cobra de pequeno porte, com tamanho adulto de cerca de 50 cm e comprimento máximo de aproximadamente 81 cm. O corpo é moderadamente esguio, com uma cauda curta que termina em uma ponta rombuda. A cabeça é curta, achatada e ligeiramente distinta do pescoço, que não é capaz de se expandir em um capelo. Os olhos são de tamanho médio a moderadamente grandes, com pupilas redondas. As escamas dorsais são lisas e brilhantes.[3]

Veneno

A N. multifasciata é venenosa.[2][4] Seu veneno é semelhante ao das cobras clássicas e contém tanto neurotoxinas quanto cardiotoxinas.[4]

Reprodução

A N. multifasciata é ovípara.[2]

Taxonomia

O gênero Paranaja foi sinonimizado com Naja em um estudo filogenético molecular recente, pois esta espécie é proximamente relacionada à Naja melanoleuca.[5]

Subespécies

Três subespécies são reconhecidas como válidas, incluindo a subespécie nominotípica.[2]

  • Naja multifasciata anomala Sternfeld, 1917 – Camarões
  • Naja multifasciata duttoni (Boulenger, 1904)
  • Naja multifasciata multifasciata (F. Werner, 1902)

Nota bene: Uma autoridade trinomial entre parênteses indica que a subespécie foi originalmente descrita em um gênero diferente de Naja.

Etimologia

O nome subespecífico duttoni é uma homenagem ao parasitologista britânico Joseph Everett Dutton.[6]

Ver também

Referências

  1. a b c d Kusamba, C.; Chirio, L.; Gonwouo, N.L.; Zassi-Boulou, A.-G. (2021). «Naja multifasciata». Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas. 2021: e.T110168688A110168696. doi:10.2305/IUCN.UK.2021-1.RLTS.T110168688A110168696.enAcessível livremente. Consultado em 22 de junho de 2025 
  2. a b c d e Naja multifasciata at the Reptarium.cz Reptile Database
  3. a b «Naja multifasciata». Clinical Toxinology Resources. Universidade de Adelaide. Consultado em 22 de junho de 2025 
  4. a b Harvey, Alan L.; Rowan, Edward G.; Theakston, R. David G.; Warrell, David A. (2012). «First pharmacological study of the venom of a rare African snake, Naja multifasciata duttoni» 2 ed. Toxicon. 60: 174. Bibcode:2012Txcn...60..174H. doi:10.1016/j.toxicon.2012.04.155 
  5. Wüster W, Crookes S, Ineich I, Mané Y, Pook CE, Trape J-F, Broadley DG (2007). "The phylogeny of cobras inferred from mitochondrial DNA sequences: evolution of venom spitting and the phylogeography of the African spitting cobras (Serpentes: Elapidae: Naja nigricollis complex)". Molecular Phylogenetics and Evolution 45: 437–453.
  6. Boulenger GA (1904). "Descriptions of Two new Elapine Snakes from the Congo". Annals and Magazine of Natural History, Seventh Series 14: 14–15. (Elapechis duttoni, new species, p. 15).

Leitura complementar

  • Sternfeld R (1917). "Reptilia und Amphibia". pp. 407–510 + Pranchas XXII–XXIV. In: Schubotz H (editor) (1917). Wissenschaftliche Ergebnisse der Zweiten Deutschen Zentral-Afrika-Expedition, 1910–1911 unter Führung Adolph Friedrichs, Herzog zu Mecklenburg. Band 1, Zoologie. Leipzig: Klinkhardt & Biermann. 597 pp. + Pranchas I–XXVII. (Naja anomala, nova espécie, pp. 482–484 + Prancha XXIV, figura 9). (em alemão).
  • Trape J-F, Roux-Estève R (1995). "Les serpents du Congo: liste commentée et clé de détermination [Serpentes do Congo: Lista Comentada e Chave de Identificação]. Journal of African Zoology 109 (1): 31–50. (em francês).
  • Werner F (1902). "Ueber westafrikanische Reptilien". Verhandlungen der kaiserlich-königlichen zoologisch-botanischen Gesellschaft in Wien 52: 332–348. (Naia multifasciata, nova espécie, p. 347). (em alemão).