Leccinum versipelle

Leccinum versipelle

Classificação científica
Domínio: Eukaryota
Reino: Fungi
Filo: Basidiomycota
Classe: Agaricomycetes
Ordem: Boletales
Família: Boletaceae
Género: Leccinum
Espécie: L. versipelle
Nome binomial
Leccinum versipelle
(Fr. & Hök) Snell (1944)
Sinónimos
  • Boletus versipellis Fr. & Hök (1835)
  • Leccinum atrostipitatum A.H. Sm., Thiers & Watling (1966)
  • Leccinum testaceoscabrum Secr. ex Singer, Amer. (1947)[1]
Leccinum versipelle
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Características micológicas
Himênio poroso
Píleo é convexo
Estipe é nua
A cor do esporo é marrom
A relação ecológica é micorrízica
Comestibilidade: comestível

Leccinum versipelle é uma espécie comum de cogumelo que pode ser comestível quando preparado adequadamente e escurece para preto quando cozido. É encontrado sob bétulas de agosto a novembro.

Taxonomia

Leccinum é um gênero de fungos da família Boletaceae. Foi inicialmente o nome dado a uma série de fungos dentro do gênero Boletus, sendo elevado a um novo gênero no último século. Sua principal característica distintiva são as pequenas projeções rígidas (escabras) que conferem uma textura áspera aos seus estipes.[2] O nome do gênero deriva do italiano Leccino, que designa um tipo de boleto de estipe áspero.[3]

Descrição

O píleo é amplamente convexo, podendo ser de cor amarelo-alaranjado a ocre, vermelho-marrom brilhante ou vermelho-tijolo. É felpudo e cresce até 15 cm de diâmetro.[4] A carne é branca a rosada e quando cortada apresenta coloração avermelhada, que muda para avelã e, finalmente, fúcsia. Os tubos têm de 8 a 22 mm de comprimento, são branco-amarelados a cinza-amarronzados, ou violáceos a acinzentados quando machucados. Os poros medem 0,5 mm de diâmetro, branco-acinzentado a ocre-acinzentado, descolorindo para marrom quando machucados.[5]

O estipe é firme, longo e esguio, branco, leve a densamente coberto por escabras finas (às vezes mais grossas na base do estipe) acinzentadas a pretas, às vezes esbranquiçadas.[5] Os estipes têm até 15 cm de altura[4] por 3,5 cm de largura, esbranquiçados, com muitos pontos pretos elevados. Os esporos são marrons ou de um tom esfumaçado a preto-acinzentado.[5]

Distribuição e habitat

Leccinum versipelle frutifica no solo, solitários ou gregários, em associação ectomicorrízica com Betula em florestas e charnecas, em solos arenosos, levemente ácidos e argilosos.[5][6] Pode ser encontrado em toda a Europa de agosto a novembro.[4]

Comestibilidade

Leccinum versipelle é comestível quando cozido.[4] É levemente tóxico (causando náuseas e vômitos) a menos que receba tratamento térmico adequado: é necessário fritar ou ferver por 15 a 20 minutos. É comumente colhido para alimentação na Finlândia,[7] Letônia, Lituânia, Estônia, Belarus, sudeste do Alasca e Rússia.

Ver também

Referências

  1. «Leccinum testaceoscabrum Secr. ex Singer, Amer. Midl.». Mycobank. 1947. Consultado em 20 de outubro de 2025 
  2. Meng, Xin; Wang, Geng-Shen; Wu, Gang; Wang, Pan-Meng; Yang, Zhu L.; Li, Yan-Chun (6 de setembro de 2021). «The Genus Leccinum (Boletaceae, Boletales) from China Based on Morphological and Molecular Data». Journal of Fungi. 7 (9). 732 páginas. ISSN 2309-608X. PMC 8472233Acessível livremente. PMID 34575769. doi:10.3390/jof7090732Acessível livremente 
  3. Kirk PM, Cannon PF, Minter DW, Stalpers JA (2008). Dictionary of the Fungi 10th ed. Wallingford: CABI. p. 364. ISBN 978-0-85199-826-8 
  4. a b c d Francis-Baker, Tiffany (2021). Concise Foraging Guide. Col: The Wildlife Trusts. London: Bloomsbury. 179 páginas. ISBN 978-1-4729-8474-6 
  5. a b c d Bakker, Henk den; Noordeloos, Machiel (2005). «A revision of European species of Leccinum gray and notes on extralimital species». ResearchGate (em inglês). Consultado em 23 de outubro de 2025. Cópia arquivada em 30 de novembro de 2023 
  6. George Barron: Mushrooms of Northeast North America
  7. Ohenoja, Esteri; Koistinen, Riitta (1984). «Fruit body production of larger fungi in Finland. 2: Edible fungi in northern Finland 1976–1978». Annales Botanici Fennici. 21 (4): 357–66. JSTOR 23726151 

Leitura adicional

  • E. Garnweidner. (1994). Mushrooms and Toadstools of Britain and Europe. Collins.