Lar

Um lar, ou domicílio, é um espaço utilizado como residência permanente ou semipermanente para um ou mais ocupantes humanos e, por vezes, para diversos animais de companhia. As casas oferecem espaços protegidos, como quartos, onde podem ser realizadas atividades domésticas, como dormir, preparar alimentos, comer e cuidar da higiene, bem como espaços de trabalho e lazer, como trabalho remoto, estudo e brincadeiras.[1][2][3][4]
As formas físicas dos lares podem ser estáticas, como uma casa ou um apartamento, móveis, como uma casa flutuante, um veículo recreativo (trailer) ou uma iurta, ou digitais, como um espaço virtual. O conceito de "lar" pode ser considerado em diferentes escalas; da microescala, que abrange os espaços mais íntimos da residência individual e a sua área envolvente imediata, à macroescala da área geográfica, como a aldeia, a vila, cidade, o país ou o planeta.[1][2][3][4]
O conceito de "lar" tem sido investigado e teorizado em diversas disciplinas – abordando temas que vão desde a ideia de lar, o interior, a psique, o espaço liminar, o espaço contestado até ao género e à política. O conceito de lar expande-se para além da residência, à medida que os estilos de vida contemporâneos e os avanços tecnológicos redefinem a forma como a população global vive e trabalha. O conceito e a experiência abrangem aspetos como o exílio, o anseio, a pertença (pertencimento), a saudade de casa e a falta de habitação.[2][3][4]
É uma forma especial de se definir a casa ou os assuntos relacionados a ela, como a convivência com a família e os vizinhos. "Lar" pode ter uma conotação sentimental ou carinhosa. Existe uma expressão popular que diz: "lar, doce lar". Segundo o Dicionário Michaelis, o termo vem do lugar da casa onde se acende a lareira; o fogo; o fogão, mas ganhou uma conotação sentimental sobre a habitação de uma pessoa ou família, o torrão natal, pátria, a família ou sua casa. Existe uma expressão popular que diz: "lar, doce lar". Na mitologia romana e etrusca, "lar" (lares, pl.) dá nome aos deuses familiares e protetores do lar domésticos.[5][6][7]
Origem
A palavra "lar" é utilizada para designar um local onde vive uma pessoa ou grupo de pessoas, criando uma sensação de segurança e calma. Este sentimento difere do conceito de "casa", que se refere simplesmente à habitação física. A palavra "lar" vem do local onde se acendia o fogo, à volta do qual a família se reunia para se aquecer e se alimentar. É também aplicada a todas as instituições habitacionais que procuram criar um ambiente semelhante ao de um lar, por exemplo: lares de idosos, lares de acolhimento, etc. Em demografia, o agregado familiar é concebido como uma unidade socioeconómica que é frequentemente utilizada como unidade estatística e é definida em termos da forma como as pessoas satisfazem as suas necessidades alimentares e outras necessidades vitais.[6][7]
Etimologia
O termo "lar" tem uma etimologia curiosa, derivado do latim tardio *focare "lareira" (como o lugar da casa onde se prepara a fogueira), que mais tarde passou a referir-se à própria casa ou à família que nela vive. Por sua vez, *focare deriva de focus, que provém da raiz indo-europeia bʰeh₂- "brilhar" (não confundir com a raiz *bha- "falar"), relacionada em grego com φῶς (originalmente φάFος) gen. φωτός "fôs, fotós" – "luz" e a φαίνω phaíno – "mostrar, trazer à luz". No germânico ocidental, encontramos *bauknan – "farol", de onde vem a palavra inglesa "beacon" (farol).[8]
História
Pré-história

Os primeiros lares habitados por humanos eram provavelmente estruturas naturais, como cavernas (grutas). Existem inúmeras evidências de que as espécies humanas primitivas habitavam cavernas há pelo menos um milhão de anos, incluindo o Homo erectus na China, em Zhoukoudian, o Homo rhodesiensis na África do Sul, na Caverna das Lareiras (Makapansgat), o Homo neanderthalensis e o Homo heidelbergensis na Europa, no Sítio Arqueológico de Atapuerca, o Homo floresiensis na Indonésia e os Denisovanos no sul da Sibéria.[9][10][11][12][13][14]
No sul de África, os primeiros humanos modernos usavam regularmente grutas marinhas como abrigo a partir de há cerca de 180.000 anos, quando aprenderam a explorar o mar pela primeira vez. O sítio mais antigo conhecido é o PP13B em Pinnacle Point. Isto pode ter permitido a rápida expansão dos humanos para fora de África e a colonização de zonas do mundo como a Austrália, entre 60.000 e 50.000 anos atrás. Por toda a África Austral, Austrália e Europa, os primeiros humanos modernos usavam grutas e abrigos rochosos como locais para a arte rupestre, como as do Castelo dos Gigantes (Giant's Castle). Grutas como a de Yaodong, na China, eram utilizadas como abrigo; outras grutas eram utilizadas para enterramentos (como túmulos escavados na rocha) ou como locais religiosos (como grutas budistas). Entre as grutas sagradas conhecidas contam-se a Gruta dos Mil Budas, na China, e as grutas sagradas de Creta. Com o progresso da tecnologia, os humanos e outros hominídeos começaram a construir as suas próprias habitações. Edifícios como cabanas e casas comunais ou casas compridas (longhouses) têm sido utilizados para habitação desde o Neolítico tardio.[9][10][11][12][13][14]
Antiguidade
Na Idade do Bronze (c. 3500–1200 a.C.), as comunidades da Mesopotâmia começaram a construir habitações permanentes de tijolos de barro; escavações em Uruque e Ubaide (Tell al-'Ubaid) revelam casas de uma ou várias divisões organizadas em torno de pequenos pátios, construídas com tijolos uniformes e argamassa de betume. Estas primeiras casas urbanas agrupavam-se frequentemente ao longo de ruas retas e partilhavam poços e fornos comuns. No Antigo Egito, a partir do Império Antigo (c. 2686–2181 a.C.), os planos urbanos de Amarna e Deir Almedina exibem casas de tijolos de barro com telhados planos, construídas em fileiras densas ao longo de ruelas estreitas; as casas típicas compreendiam uma sala de receção, aposentos privados e um pequeno pátio utilizado para a preparação de alimentos e atividades de trabalho. A Civilização do Vale do Indo (c. 2600–1900 a.C.) apresentava tijolos cozidos padronizados e um planeamento urbano sofisticado em cidades como Mohenjo-daro e Harappa, onde as casas de dois andares incluíam poços privados, casas de banho interiores com sistema de drenagem e pátios virados a sul, concebidos para ventilação no clima quente.[15][16][17]
Na Creta da Idade do Bronze, o palácio minoico de Cnossos incorporava aposentos residenciais com poços de luz e bacias lustrais, refletindo uma ênfase na luz e na pureza ritual no espaço doméstico. Os povoados vizinhos adotaram plantas de casas retilíneas semelhantes centradas em depósitos e pátios comunitários. No século I a.C., na Roma Antiga, os ricos viviam em domus — casas urbanas com várias divisões construídas em torno de um átrio e de um jardim peristilo — enquanto a maioria residia em blocos de apartamentos de vários andares chamados insulae, muitas vezes apertados e propensos a riscos de incêndio.[18][15][16][17]
Pós-clássico
Após a queda do Império Romano do Ocidente no século V, a arquitectura doméstica na Europa regressou a simples cabanas de madeira ou pau a pique, enquanto a elite continuou a habitar casas senhoriais de pedra com grandes salões e características defensivas. No século XII, estas casas senhoriais apresentavam geralmente um salão central, aposentos solares privados e alas de serviço adjacentes, reflectindo tanto a hierarquia social como a necessidade de defesa local. Nas cidades medievais, "casas de salão" de vários andares com estrutura de madeira e andares superiores em balanço alinhavam-se em ruas estreitas, maximizando os lotes urbanos limitados e proporcionando abrigo do tráfego de rua.[19][20][21][22][23][24]
Concomitantemente, no mundo islâmico, a partir do século VIII, a casa com pátio virado para o interior tornou-se predominante. As residências privadas estavam organizadas em torno de pátios centrais sombreados com fontes, telas mashrabiya para ventilação e privacidade, e trabalhos em gesso e azulejos ricamente decorados. Na Ásia Oriental, o complexo chinês siheyuan — padronizado durante as dinastias Yuan e Ming — oferecia habitação multigeneracional em torno de um pátio com um eixo norte-sul, com aposentos auxiliares para criados e familiares.[19][20][21][22][23][24]
O Renascimento (séculos XIV a XVII) trouxe ideais clássicos para o design doméstico. Em Florença, o Palazzo Medici Riccardi (iniciado em 1444) introduziu fachadas rústicas, plantas simétricas e galerias interiores, enquanto as villas venezianas de Palladio enfatizavam a proporção, a harmonia e a integração com jardins paisagísticos. Os avanços no fabrico de vidro permitiram janelas maiores e mais transparentes, e as chaminés de alvenaria substituíram gradualmente as lareiras centrais, melhorando consideravelmente a qualidade da luz e do ar no interior das habitações. Do século XIV ao século XVI, a falta de habitação era vista como um "problema de vadiagem" e as respostas legislativas ao problema baseavam-se na ameaça que poderia representar para o Estado.[19][20][21][22][23][24]
Era Moderna

Segundo Kirsten Gram-Hanssen, "Pode argumentar-se que, histórica e interculturalmente, nem sempre existe uma forte relação entre o conceito de lar e o edifício físico, e que este modo de pensar está enraizado no Iluminismo do século XVII". Antes, o lar era mais público do que privado; características como a privacidade, a intimidade e a familiaridade ganhariam maior destaque, alinhando o conceito com a burguesia. A ligação entre lar e casa foi reforçada pela jurisprudência de Edward Coke: "A casa de cada homem é para ele como o seu castelo e fortaleza, bem como a sua defesa contra o dano e a violência, e o seu repouso." Coloquialmente, isto foi adaptado para a frase "O lar do inglês é o seu castelo", que popularizou a noção de lar como casa.[26][27][28][29][30][31][32][33][34]
Como resultado da antiga associação entre o lar e as mulheres, as mulheres inglesas do século XVIII, de classe alta, eram desprezadas por se dedicarem a atividades fora de casa, sendo consideradas de carácter indesejável. O conceito de lar ganhou um destaque sem precedentes no século XVIII, reforçado pela prática cultural.[26][27][28][29][30][31][32][33][34]
O conceito de lar inteligente surgiu no século XIX, com a introdução da eletricidade nas habitações, ainda que de forma limitada. A distinção entre lar e trabalho foi formulada no século XX, com o lar a funcionar como santuário. As definições modernas retratam o lar como um local de supremo conforto e intimidade familiar, funcionando como uma barreira contra o mundo exterior.[26][27][28][29][30][31][32][33][34]
Tipos comuns de lares
O conceito de lar tem múltiplas interpretações, influenciadas pela história e identidade de cada um. Pessoas de diferentes idades, géneros, etnias e classes sociais podem, consequentemente, ter significados diferentes para lar. Geralmente, o lar está associado a várias formas de moradas, como carroças, carros, barcos ou tendas embora também seja considerado como algo que se estende para além do espaço físico, abrangendo a mente e a emoção. O espaço de um lar não tem de ser significativo ou fixo, embora os limites do lar estejam frequentemente ligados ao espaço. Existem várias teorias sobre a escolha do lar, sendo que as condições residenciais da infância se refletem muitas vezes na escolha posterior do lar. Segundo Paul Oliver, a grande maioria das habitações são vernaculares, construídas de acordo com as necessidades dos moradores.[35][36][37][38][39][40][41][42][43]
Casa
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Uma casa é um edifício de unidade habitacional unifamiliar. A sua complexidade pode variar desde uma cabana rudimentar até uma estrutura complexa de madeira, alvenaria, betão (concreto) ou outro material, equipada com sistemas de canalização, eletricidade e climatização (aquecimento, ventilação e ar condicionado).[44][45][46][47]
A unidade social que vive numa casa é conhecida por agregado familiar. Mais comummente, um agregado familiar é uma unidade da família de algum tipo, embora os agregados familiares também possam ser outros grupos sociais, como colegas de quarto ou, numa casa de multi-inquilinos (rooming house), indivíduos sem parentesco. Algumas casas têm espaço habitacional apenas para uma família ou grupo de dimensão semelhante; casas maiores, denominadas casas de cidade (townhouses) ou casas em banda ou casas adossadas (terraced houses), podem conter várias habitações familiares na mesma estrutura. Uma casa pode ser acompanhada por dependências exteriores, como uma garagem para veículos ou um telheiro (edícula) para equipamentos e ferramentas de jardinagem. Uma casa pode ter um quintal nas traseiras ou um jardim na frente, ou ambos, que servem como áreas adicionais onde os residentes podem relaxar ou comer. As casas podem proporcionar "certas atividades, que gradualmente acumulam significado até se tornarem lares".[44][45][46][47]
Joseph Rykwert distinguiu entre casa e lar na sua fisicalidade; uma casa requer uma construção, enquanto um lar não. Casa e lar são frequentemente utilizados como sinónimos, embora as suas conotações possam diferir: casa sendo "emocionalmente neutra" e lar evocando "aspetos pessoais e cognitivos". Em meados do século XVIII, a definição de lar estendeu-se para além de uma casa. "Poucas palavras em inglês estão tão repletas de significado emocional quanto a palavra lar".[44][45][46][47]
Estruturas móveis

A ideia de lar como algo constitucionalmente móvel e transitório tem sido defendida por antropólogos e sociólogos. Um lar móvel (também conhecido como lar sobre rodas, lar de parque, roulotte ou lar móvel) é uma estrutura pré-fabricada, construída em fábrica sobre um chassis permanentemente fixado antes de ser transportada para o local (quer seja rebocada ou em reboque). Utilizadas como lares permanentes, ou para férias ou alojamento temporário, são geralmente deixadas permanentemente ou semipermanentemente num local, mas podem ser deslocadas e podem ser obrigadas a deslocar-se de tempos a tempos por razões legais.[48][49][50][51]

Uma casa flutuante é um barco que foi concebido ou modificado para ser utilizado principalmente como lar. Algumas casas flutuantes não são motorizadas, porque são geralmente amarradas (ancoradas), mantidas estacionárias num ponto fixo e frequentemente amarradas à terra para prestar serviços públicos. No entanto, muitas são capazes de operar com a sua própria força motriz. Casa flutuante é um termo canadiano e norte-americano para uma casa sobre uma plataforma flutuante (barco); uma casa rústica pode ser chamada de barco-casa. Nos países ocidentais, as casas flutuantes tendem a ser propriedade privada ou alugadas a turistas, e em alguns canais fluviais da Europa, as pessoas vivem em casas flutuantes durante todo o ano. Exemplos disso incluem, mas não se limitam a, Amesterdão, Londres e Paris, onde existem canais navegáveis dentro das cidades.[48][49][50][51]
Um iurta ou ger tradicional é uma tenda circular portátil coberta com peles ou feltro, utilizada como habitação por diversos grupos nómadas distintos nas estepes da Ásia Central. A estrutura consiste numa montagem angulada ou treliça de madeira ou bambu para as paredes, uma moldura de porta, nervuras (postes, vigas) e uma roda (coroa, anel de compressão), possivelmente curvada a vapor. A estrutura do telhado é geralmente autossustentável, mas as iurtas maiores podem ter postes internos que suportam a coroa. O topo da parede das iurtas autossustentáveis é impedido de se expandir através de uma faixa de tensão que se opõe à força das costelas do telhado. As iurtas modernas podem ser construídas permanentemente sobre uma plataforma de madeira; podem utilizar materiais modernos, como estrutura de madeira curvada a vapor ou estrutura metálica, lona ou encerado, cúpula de plexiglass, cabo de aço ou isolamento radiante.[48][49][50][51]
Gestão do lar
Cooperativa habitacional

Uma cooperativa habitacional, ou habitação co-op, é uma entidade jurídica proprietária de um conjunto habitacional composta por um ou mais edifícios de habitação. A entidade é geralmente uma cooperativa ou uma corporação e constitui uma forma de posse habitacional (housing tenure). Normalmente, as cooperativas de habitação são propriedade dos cooperantes, mas em alguns casos podem ser propriedade de uma organização sem fins lucrativos. São uma forma distinta de propriedade habitacional que possui muitas características que diferem de outros arranjos habitacionais, como a propriedade de casas unifamiliares destacadas (single-family detached home), condomínios e arrendamento.[52][53][54][55][56][57][58][59][60][61]
As cooperativas de habitação dividem-se em duas categorias gerais de posse: não propriedade (denominada cooperativa não patrimonial ou contínua) e propriedade (denominada cooperativa patrimonial ou estratificada). Nas cooperativas patrimoniais, os direitos de ocupação são, por vezes, concedidos através de contratos de compra e venda e de instrumentos jurídicos registados no título. Nas cooperativas não patrimoniais, os direitos de ocupação são, por vezes, concedidos mediante um contrato de usufruto ou contrato de comodato, semelhante a um arrendamento, ou mediante um contrato de propriedade resolúvel, em que a propriedade se transfere da cooperativa para o cooperante após o cumprimento de uma determinada condição de pagamento de um montante de rendas ou após um determinado período de tempo. Os estatutos sociais e o regulamento geral, bem como o acordo de ocupação, especificam as regras da cooperativa.[53][54][55][56][57][58][59][60][61][62]
Reparações habitacionais

As reparações residenciais (home repair) envolvem o diagnóstico e a resolução de problemas num lar e estão relacionadas com a manutenção do lar para evitar tais problemas. Muitos tipos de reparações são projetos "faça você mesmo" (do it yourself, DIY), enquanto outros podem ser tão complicados, demorados ou arriscados que requerem a assistência de um profissional manual qualificado, gestor habitacional, empreiteiro/construtor ou outros profissionais.[63][64]
As reparações habitacionais não são o mesmo que renovações (remodelações), embora muitas melhorias possam resultar de reparações ou manutenção. Frequentemente, os custos de reparações mais elevadas justificam a alternativa de investir em melhorias completas. Pode fazer tanto sentido atualizar um sistema habitacional (com um sistema melhorado) como repará-lo ou incorrer numa manutenção cada vez mais frequente e dispendiosa para um sistema ineficiente, obsoleto ou com defeito.[63][64]
Tarefas domésticas (tarefas do lar)
Os serviços domésticos são as atividades de gestão e apoio de rotina para o funcionamento e manutenção de uma instituição física organizada, ocupada ou utilizada por pessoas, como uma casa, navio, hospital ou fábrica, incluindo limpeza, organização, culinária, compras e pagamento de contas. Estas tarefas podem ser realizadas por membros do agregado familiar ou por pessoas contratadas para o efeito. Trata-se de uma função mais abrangente do que a de um limpador (trabalhador da limpeza), que se centra apenas no aspeto da limpeza. O termo é também utilizado para se referir ao dinheiro alocado para este fim. Por extensão, pode também referir-se a um escritório ou a uma empresa, bem como à manutenção de sistemas de armazenamento de computadores.[65][66][67]
O conceito básico pode ser dividido em serviços domésticos, para lares particulares, e serviços domésticos institucionais, para instituições comerciais e outras que fornecem abrigo ou alojamento, como hotéis, resorts, pousadas, pensões, dormitórios, hospitais e prisões. Existem conceitos relacionados na indústria conhecidos como organização do local de trabalho e organização industrial, que fazem parte dos processos de saúde e segurança no trabalho.[65][66][67]
Uma governanta (housekeeper) é uma pessoa contratada para gerir um lar e os empregados domésticos. De acordo com o livro Mrs. Beeton's Book of Household Management (Livro da Administração Doméstica da Sr.ª Beeton), da Era Vitoriana de 1861, a governanta é a segunda em comando no lar e "exceto em grandes estabelecimentos, onde há um administrador do lar, a governanta deve considerar-se a representante imediata da sua patroa".[65][66][67]
Ver também
- Habitações humanas (Categoria)
- Automação habitacional (domótica)
- Rede de área doméstica
- Alojamento
- Habitação
- Habitação acessível
- Habitação subsidiada
- Cooperativa de habitação
- Conjunto habitacional
- Crise da habitação
- Especulação imobiliária
- Bolha habitacional
- Bolha imobiliária
- Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (UN-HABITAT)
Ligações externas
Referências
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