João Cotrim de Figueiredo

João Cotrim de Figueiredo
João Cotrim de Figueiredo
3.° Presidente da Iniciativa Liberal
Período8 de dezembro de 2019
22 de janeiro de 2023
Antecessor(a)Carlos Guimarães Pinto
Sucessor(a)Rui Rocha
Deputado da Assembleia da República
pelo Distrito de Lisboa
Período25 de outubro de 2019
25 de março de 2024
LegislaturasXV da República Portuguesa;
XIV da República Portuguesa
Eurodeputado
Período16 de Julho de 2024 até à atualidade
Dados pessoais
Nascimento24 de junho de 1961 (64 anos)
Anjos, Lisboa
NacionalidadePortuguesa
Alma materLondon School of Economics
Nova School of Business and Economics (MBA)
PartidoIniciativa Liberal
ProfissãoGestor, empresário e político

João Fernando Cotrim de Figueiredo (Anjos, Lisboa, 24 de junho de 1961)[1] é um gestor, empresário e político português.

Foi, na sequência de anúncio a 13 de agosto de 2025, candidato a Presidente da República, nas eleições presidenciais de 2026[2][3]. Na votação, realizada a 18 de janeiro desse ano, classificou-se em terceiro lugar, com 15,99% dos votos, entre os 11 candidatos concorrentes[4][5].

Líder da Iniciativa Liberal (com a designação de presidente da Comissão Executiva) entre dezembro de 2019 e janeiro de 2023 (o terceiro a exercer o cargo), foi, pelo mesmo partido, eleito deputado à Assembleia da República e ao Parlamento Europeu.

Na Assembleia da República foi eleito a primeira vez nas eleições legislativas de 2019, sendo então o único deputado da IL. Seria reeleito nas legislativas de 2022 — sendo já líder do partido— sufrágio em que a IL alcançou mais sete deputados do que nas primeiras eleições[6].

No Parlamento Europeu, foi eleito nas eleições europeias de 9 de junho de 2024, nas quais encabeçou a lista IL. Após tomar posse foi, igualmente, escolhido como vice-presidente do grupo Renovar a Europa (Renew Europe) (grupo onde, a nível europeu, se integra a IL), desde o dia 26 do mesmo mês[7]. Renunciou a esse mandato para disputar as eleições presidenciais de 2026[3].

Biografia

Infância e juventude

João Cotrim de Figueiredo, que cresceu em Lisboa, estudou na Escola Alemã, aí completando o Abitur, e na London School of Economics, Reino Unido, onde obteve um B.Sc. em Economia[8].

De regresso a Lisboa, realizou o programa de MBA conjunto da Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa e da Wharton School (Universidade da Pensilvânia), EUA, em Administração, Negócios e Marketing.[8]

Segundo entrevistas dadas por si, o gestor e político nunca "passou dificuldades", mas cresceu "sem luxos"[9].

A decisão de estudar em Londres deveu-se, igualmente de acordo com declarações suas, à situação de instabilidade que o processo revolucionário subsequente ao 25 de Abril criara no ensino e nas universidades em Portugal[8].

Um dos seus primeiros trabalhos terá sido a venda de cabides da "Manequim", uma casa estabelecida pelo seu bisavô, chamado João como ele, dedicada ao fabrico e comercialização desses artigos[10].

Durante a estadia em Londres, revelou também ter tido vários empregos, entre os quais a servir cocktails nas Serpentine Galleries de Kensington Gardens[11][10].

Um perfil elaborado pela SIC Notícias (20 de novembro de 2025) descreveu o gestor como adepto do SL Benfica, que gosta de andar de mota, do Alentejo e de rock progressivo[9]. É igualmente público o seu gosto por cozinhar[12].

Carreira profissional

Depois de formado em Economia, Cotrim de Figueiredo iniciou a sua vida profissional em 1985, no setor financeiro.[8]

Pouco tempo depois, ingressava no Grupo Nutrinveste, a holding agroalimentar adquirida por Jorge de Mello ao Estado Português numa das primeiras operações de reprivatização de empresas, realizadas no princípio dos anos 1990[8].

Já o pai desempenhara funções profissionais em empresas da família Mello, antes de assumir a gerência da casa de cabides familiar[13].

Nos anos 2000 Cotrim de Figueiredo chegaria à administração de empresas daquele Grupo[8].

Em 2000 foi designado administrador da Compal, função que exerceu até 2006 (ano da venda da empresa a um consórcio liderado por uma sociedade de private equity da Caixa Geral de Depósitos com a Sumolis[5]; Caixa que, por sua vez, veio a alienar a sua participação, em 2008, ao Grupo Sumol)[8].

A decisão de venda, pelo Grupo Nutrinveste, ao consórcio Caixa/ Sumolis prevaleceu, entre outras, sobre uma proposta de compra, do tipo Management Buyout, apresentada pelo então presidente da Comissão Executiva, António Pires de Lima, juntamente com o administrador Cotrim de Figueiredo[14].

Entrtetanto, em 2003, foi também designado administrador da Nutricafés, detentora das marcas de café Nicola e Chave d'Ouro, posição que também manteve até 2006 (ano da venda da empresa fundo Explorer Investments, que a revendeu, em 2016, à cafeeira italiana Segafredo Zanetti[15])[8].

Depois do percurso na Nutrinveste, Cotrim de Figueiredo voltaria a ter uma passagem pelo setor financeiro, na Privado Holding, a sociedade dona do Banco Privado Português (BPP)[16], onde, após a saída de João Rendeiro, foi presidente da Comissão Executiva[17], no ano de 2009.

Nessa função, depois de ter apresentado um plano para a resolução do BPP, o maior ativo da Privado Holding, e este ter sido rejeitado pelos acionistas[carece de fontes?], voltou a mudar de atividade.

Foi nessa altura que o futuro dirigente político foi escolhido como diretor-geral da TVI, onde permaneceu entre 2009 e 2011.[8]

Segundo a imprensa, durante esse período, Cotrim de Figueiredo lançou a primeira edição do reality show Casa dos Segredos, um formato de grande de sucesso comercial da estação de Queluz (especialmente depois do Big Brother, à entrada dos anos 2000), assim como terá sido o responsável por lançar Cristina Ferreira a solo.[18]

Terá saído da TVI em guerra com os acionistas espanhóis da PRISA, porque estes pretendiam retirar-lhe do orçamento para 2012 uma soma significativa dos lucros do grupo televisivo português, tentando assim fazer face à dívida da empresa editorial do país vizinho (conhecida como dona do El País ou da Cadena SER)[19].

Depois da passagem pela televisão, Cotrim de Figueiredo teria a sua primeira e única experiência de gestão numa entidade pública, quando o Governo de Passos Coelho (sendo Ministro da Economia António Pires de Lima, com quem coincidira em funções de administração na Nutrinveste[20]) o designou como presidente do Conselho Diretivo do Turismo de Portugal em 2013.[21] Permanecendo no cargo até 2016, pelo meio, em 2015, foi eleito vice-presidente da European Travel Commission.[22]

Nessa qualidade esteve, igualmente, envolvido nas negociações que trouxeram a Web Summit para Lisboa, em 2015.[23]

Parlelamente a estas atividades, Cotrim de Figueiredo foi ainda acionista e administrador de outras duas empresas — desde 2007 até 2018 da Jason Associates e a partir de 2013 da Faber Ventures[24][25].

A primeira empresa tratava-se de uma consultora de recursos humanos (com serviços de comunicação, gestão de talento, tecnologia e gamificação na área de recursos humanos)[26] que veio a ser adquirida por outra consultora internacional, a Mercer, em 2018.

A segunda empresa é uma socideade gestora de investmentos de venture capital, através da qual o liberal tem a sua atividade profissional atual, descrita como business angel, ou seja um indivíduo com capital próprio ou acesso a capitais e, geralmente, experiência significativa que suporta o arranque de startups ou PMEs inovadoras com potencial de crescimento[8][27].

Carreira política

Presidência da Iniciativa Liberal

Militante da Iniciativa Liberal, João Cotrim de Figueiredo viria a ser presidente deste partido entre 2019 e 2023.[28]

Segundo justificou à imprensa, a sua entrada na vida política deveu-se sobretudo à constatação da falta de oportunidades de emprego para os jovens.[29]

A 6 de outubro de 2019, Cotrim de Figueiredo foi eleito deputado, pelo círculo eleitoral de Lisboa, nas legislativas de 2019, tornando-se o primeiro deputado eleito por aquele novo partido, na Assembleia da República.[30]

Em 2022, multiplicou o resultado do partido, levando o mesmo a tornar-se a 4.ª força política, tendo a Iniciativa Liberal conseguido eleger 8 deputados nas eleições desse ano.

Foi proposto para candidato da IL, na qualidade de quarta força política mais representada, a Vice-Presidente da Assembleia da República, não tendo logrado ser eleito. A candidatura foi rejeitada com 108 votos a favor (aquém dos 116 votos necessários correspondentes a maioria absoluta), 110 votos brancos e seis votos nulos. Assumiu a derrota como pessoal e rejeitou apresentar nova candidatura, quer imediatamente, quer durante o decorrer da XV Legislatura.[31]

Em outubro de 2022, anunciou que iria deixar a liderança da IL e que não seria novamente candidato ao cargo, devido ao facto de entender que a estratégia para que o partido continue a crescer deve ser diferente daquela que o fez crescer de forma significativa.[32]

Foi substituído no cargo por Rui Rocha, que foi eleito líder do partido na VII Convenção Nacional da IL, em janeiro de 2023, tendo João Cotrim de Figueiredo apoiado a candidatura de Rui Rocha ao cargo de Presidente da Comissão Executiva do partido.[33]

Candidatura presidencial em 2026

A 13 de agosto de 2025, Cotrim de Figueiredo surgiu como candidato a Presidente da República, nas eleições previstas para janeiro de 2026[34][35].

Fê-lo depois de dois veteranos do centro político se terem anunciado como candidatos — Luís Marques Mendes, antigo líder do PSD, e António José Seguro, antigo líder do PS —, e igualmente depois da desistência de Mariana Leitão, a candidata inicialmente apoiada pela Iniciativa Liberal que passou a assumir a liderança dessa estrutura[34][35].

Afirmando esperar alcançar um resultado de dois dígitos[34][35], apresentou como mandatário nacional José Miguel Júdice.

Conhecido advogado, outrora militante do PSD, Júdice apoiara Marcelo Rebelo de Sousa nas eleições presidenciais de 2016, e fora mandatário da candidatura de António Costa nas eleições de 2007 para a Câmara Municipal Lisboa[36].

Visto por muitos como um homem de negócios que entrara na política, ao longo da sua candidatura Cotrim foi acusado de ser um candidato elitista, qualificação que veio rejeitar, apontando que "elitistas são aqueles que defendem os interesses das elites em Portugal e que não querem que nada mude" (20 de dezembro de 2025)[37].

A 23 de dezembro de 2025, uma sondagem realizada pela Pictagórica, posicionava Cotrim de Figueiredo com 14,9% das intenções de voto, atrás de Gouveia e Melo, André Ventura, António José Seguro e Luís Marques Mendes, com este último a liderar a sondagem, com 20,7% das intenções de voto[38].

Já no final da da campanha o candidato registava uma subida considerável nas sonsagens de voto, perspetivando uma passagem à segunda volta da eleição[39].

Na última semana de campanha eleitoral (12 a 16 de janeiro de 2026) a sua candidatura ficaria, porém, marcada por um conjunto de eventos desfavoráveis a tal objetivo.

Primeiro, o candidato fez declarações polémicas sobre a candidatura de André Ventura, levando a que o interpretassem como eventual apoiante do líder do Chega numa segunda volta.

Segundo, chegava à comunicação social uma suposta denúncia de assédio sexual por uma antiga asessora da IL, com a qual o candidato seria confrontado.

Terceiro, o candidato faria declarações controversas sobre a intervenção do homem perante a decisão da mulher em realizar um aborto[40][41].

Na imprensa, houve quem lhe chamasse a "semana negra" de Cotrim[42].

Entretanto, a 13 de janeiro de 2026, uma outra sondagem realizada pelo Centro de Estudos e Sondagens de Opinião (CESOP) da Universidade Católica Portuguesa, dava o líder do Chega André Ventura em primeiro lugar, com 24%, mas em empate técnico com António José Seguro, o qual aparecia com 23%; em terceiro surgia Cotrim de Figueiredo, com 19%, ainda com possibilidades de disputar a segunda volta; em quarto lugar, igualmente empatados, Marques Mendes e Gouveia e Melo[43].

No dia 14 de janeiro de 2026 o candidato presidencial João Cotrim de Figueiredo pediu a Luís Montenegro que recomendasse ao PSD o voto na sua candidatura, em vez da de Luís Marques Mendes, para evitar que André Ventura ou António José Seguro chegassem à Presidência da República[44].

Na eleição realizada a 19 de janeiro, Cotrim de Figueiredo acabaria classificado em terceiro lugar, com 15,99% dos votos[45].

No discurso realizado na noite eleitoral diante dos seus apoiantes, assumiu o resultado como uma “derrota pessoal”, ao mesmo tempo que responsabilizou Montenegro por não ter transferido o apoio do PSD para o liberal[46]. Ao mesmo tempo, porém, apresentou o resultado como início de novo caminho liberal[46].

O cronista de assutos políticos e escritor Henrique Raposo, numa análise da campanha presidencial para a Rádio Renascença qualificou, depois da candidatura do Almirante Gouveia e Melo, a candidatura de Cotrim como uma "grande desilusão"[47].

Na sua análise, em que Raposo admitia que estava preparado para votar no líder liberal, referiu que a última semana de campanha lhe mudou a perceção. Entre os erros apontados ao candidato estava a declaração sobre cenários de segunda volta envolvendo André Ventura, que Raposo classificou como um "erro político básico e um sinal de mau instinto", e outro foram as declarações sobre a opinião dos homens dever ser tida em conta numa eventual decisão de aborto da mulher[47].

O cronista acrescentava ainda, sobre o debate público em torno das acusações de assédio, que embora Cotrim devesse beneficiar da presunção de inocência, a mulher que fizera as acusações também tinha direito à sua própria presunção de inocência, e que os traumas não seguiam "calendários racionais"[47].

Numa outra análise da campanha eleitoral, de Miguel Sousa Tavares ao Expresso (podcast Miguel Sousa Tavares de viva voz), este analista político manifestou que Cotrim de Figueiredo estava a fazer uma campanha notável, e que o candidato ou o seu staff de candidatura de repente "se deslumbrou" ou teve "demasiada ambição", ao decidir namorar os eleitores de André Ventura e da Aliança Democrática de Luís Montenegro[48].

Apesar da falha do objetivo de passar a uma segunda volta das eleições, os resultados obtidos pelo liberal, de acordo com uma análise feita pela CNN Portugal, evidenciam uma clara subida em relação ao partido que o apoiava, a IL, o que demonstraria que o seu nome sozinho tinha um peso eleitoral mais forte que o do partido de onde era oriundo[5].

Pós-eleições presidenciais

A 23 de janeiro de 2026, numa entrevista à SIC Notícias, Cotrim de Figueiredo anunciou que iria lançar um movimento cívico, o Movimento 2031, com o objetivo de criar uma estrutura para que os cerca de 900 mil eleitores que votaram na sua candidatura, a 18 de janeiro poderem ter "um lugar onde se revejam"[49].

Na mesma entrevista declarou que não iria votar em André Ventura na segunda volta das presidenciais, mas sem desvendar se votaria na candidatura do socialista António José Seguro ou em branco[49].

A 28 de janeiro de 2026, porém, o ex-candidato afastava publicamente a hipótese de votar em branco, declarando preferir um Portugal “parado”, referindo-se assim à candidatura de Seguro, do que a “andar para trás”, referindo-se à candidatura de André Ventura[50].

Polémicas

Suposto apoio à candidatura presidencial de André Ventura

Na fase final da campanha eleitoral das eleições presidencais de 2026, mais precisamente a 12 de janeiro, Cotrim de Figueiredo foi questionado sobre eventuais apoios a outras candidaturas, numa segunda volta das eleições, com António José Seguro.

Na ocasião afirmou que qualquer apoio carecia de reflexão e que nenhum candidato deveria ser excluído à partida. Quando questionado, de seguida, se haveria a possibilidade de apoiar André Ventura, reafirmou que nenhum candidato deveira ser excluído[51]. Pelo meio, acrescentou ainda que André Ventura se apresentara mais moderado nos dias mais recentes de campanha.

As suas declarações causaram grande polémica, levando o candidato a retratar-se em comunicações seguintes, no sentido de que as suas afirmações haviam sido pouco claras e que das mesmas não se deveria inferir qualquer apoio para que André Ventura viesse a ser Presidente da República[52][53].

Acusação de assédio sexual durante a campanha eleitoral presidencial

No mesmo dia em que proferiu declarações polémicas sobre um hipotético apoio à candidatura de André Ventura, a 12 de janeiro de 2026, Cotrim de Figueiredo foi acusado de assédio sexual por uma ex-assessora parlamentar, da IL (jurista de formação, agora a exercer funções no Ministério dos Negócios Estrangeiros) de seu nome Inês Bichão[54].

Confrontado com as acusações, o candidatou negou-as veementemente e expressou também a intenção de avançar com um processo judicial por difamação contra à autora.[55]

Na sequência da acusação polémica, várias figuras públicas vieram manifestar-se em defesa do candidato, nomeadamente o seu mandatário nacional, José Miguel Júdice[56], bem como as apresentadoras de TV Felipa Garnel e Iva Domingues[57]. Igualmente, um grupo de 30 mulheres veio a público, em carta aberta, testemunhar que haviam trabalhado com Cotrim de Figueiredo e que "nunca vivenciaram ou presenciaram comportamentos inadequados" do candidato presidencial[58].

Vida pessoal e familiar

João Cotrim de Figueiredo foi casado com a psicóloga luso-austríaca Patrícia Scheimpflug Poppe, de 1987 a 2012 (separaram-se em 2010), com quem tem dois filhos e duas filhas[59].

É identificado como amigo próximo de Cristina Ferreira e de Manuel Luís Goucha, com quem trabalhou enquanto diretor-geral da TVI (2009–2011).[59]

Outras relações de proximidade publicamente conhecidas incluem o ex-Ministro da Economia António Pires de Lima, amigo desde a juventude e com quem coincidiu nas funções na Nutrinveste[24] e o advogado João Vieira de Almeida, sócio da socideade de advogados sediada em Lisboa Vieira de Almeida & Associados[9].

Posições políticas

João Cotrim de Figueiredo é defensor da privatização da RTP, tal como da TAP e da Caixa Geral de Depósitos[60].

Resultados eleitorais

Eleições presidenciais

Data Partidos apoiantes 1ª Volta 2ª Volta Status
Cl. Votos % +/- Cl. Votos % +/-
2026 IL 3.º 903 201
16,01 / 100,00
Não eleito

Eleições legislativas

Data Partido Circulo eleitoral Posição Cl. Votos % +/- Status Notas
2019 IL Lisboa 1.º (em 48) 7.º 27 166
2,47 / 100,00
Eleito
2022 3.º 93 341
7,90 / 100,00
Aumento5,43 Eleito Presidente da Iniciativa Liberal
2024 Europa 1.º (em 2) 5.º 5 719
2,44 / 100,00
Não eleito

Eleições europeias

Data Partido Posição Cl. Votos % +/- Status Notas
2024 IL 1.º (em 21) 4.º 358 811
9,26 / 100,00
Eleito

Referências

  1. «ACÓRDÃO N.º 1209/2025». Tribunal Constitucional. 19 de dezembro de 2025. Consultado em 6 de janeiro de 2026 
  2. «Cotrim Figueiredo é candidato presidencial: "Estou bem preparado para as funções"». Expresso. 13 de agosto de 2025. Consultado em 13 de agosto de 2025 
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  5. a b c «Cotrim é maior que a IL. É rigorosamente 5,5 vezes maior que a IL». CNN Portugal. Consultado em 21 de janeiro de 2026 
  6. ECO (21 de janeiro de 2024). «IL quer subir pelo menos de oito para 12 deputados nas legislativas». ECO. Consultado em 24 de janeiro de 2026 
  7. SIC Noticias - "João Cotrim Figueiredo eleito vice-presidente dos liberais europeus", 2024
  8. a b c d e f g h i j Entrevista de João Cotrim Figueiredo a Tiago Meireles Ribeiro, no podcast Conversa Regada #010
  9. a b c «João Cotrim Figueiredo, o gestor e empresário que saltou para a política por 'acidente'». SIC Notícias. 20 de novembro de 2025. Consultado em 17 de janeiro de 2026 
  10. a b _LusoJornal·Política (28 de dezembro de 2025). «Presidenciais'26: Cotrim Figueiredo, o gestor que se tornou "político acidental"». LusoJornal. Consultado em 8 de janeiro de 2026 
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  12. Notícias, 24. «João Cotrim de Figueiredo, o queque que não guincha». 24 Notícias. Consultado em 25 de janeiro de 2026 
  13. Notícias, 24. «João Cotrim de Figueiredo, o queque que não guincha». 24 Notícias. Consultado em 25 de janeiro de 2026 
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  15. «Explorer vende Nutricafés à Segafredo por 74,5 milhões». www.jornaldenegocios.pt. Consultado em 13 de janeiro de 2026 
  16. «Jason Associates com novo sócio». Jornal Expresso. Consultado em 17 de janeiro de 2026 
  17. «Substituto de Moniz na TVI é economista e vem do BPP - DN». www.dn.pt. Consultado em 29 de janeiro de 2021 
  18. «Os anos dourados de Cotrim de Figueiredo como diretor da TVI: do "fraquinho" por Cristina Ferreira à loucura da 'Casa dos Segredos'». www.flash.pt. Consultado em 9 de janeiro de 2026 
  19. «Noitadas, (bons) negócios e o amor a Cristina Ferreira. Como os anos na TVI marcaram João Cotrim Figueiredo... e acabaram com o seu casamento». www.flash.pt. Consultado em 8 de janeiro de 2026 
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  21. [Entrevista de João Cotrim Figueiredo a Tiago Meireles Ribeiro, no podcast Conversa Regada #010]
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  29. João Cotrim de Figueiredo, o homem por trás do político - Veja a conversa completa, consultado em 9 de janeiro de 2026 
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