Ismar Marques

Ismar Marques
Deputado estadual pelo Piauí
Período1991-1999
2001-2002
2006-2015
2017-2018
Prefeito de‎‎ Luzilândia
Período1983-1989
2001 (Jan-Nov)
Antecessor(a)Raimundo Marques (1ª vez)
Vicente Saboia (2ª vez)
Sucessor(a)Raimundo Marques (1ª vez)
José Marques (2ª vez)
Dados pessoais
Nascimento27 de setembro de 1951 (74 anos)
Luzilândia, PI
Alma materUniversidade Federal do Ceará
CônjugeLuzia Marques (1º esposa)
Iolanda Marques (atual)
PartidoPDS (1980-1985)
PFL (1985-1999)
PSDB (1999-2003)
PSB (2003-207)
MDB (2018-)
Profissãoadvogado, professor, promotor de justiça, defensor público

Ismar Aguiar Marques, mais conhecido como Ismar Marques, (Luzilândia, 27 de setembro de 1951) é um advogado, professor, promotor de justiça, defensor público e político brasileiro, outrora deputado estadual pelo Piauí.[1][2]

Dados biográficos

Filho de João de Assis (Joca) Marques e Maria do Socorro Aguiar Marques. Advogado formado pela Universidade Federal do Ceará, atuou no referido estado até retornar ao Piauí onde foi promotor de justiça e ingressou na Defensoria Pública elegendo-se vice-presidente da Associação Piauiense do Ministério Público. Além da carreira jurídica, foi professor e diretor do Colégio Sete de Setembro em Luzilândia.[1]

Eleito prefeito de Luzilândia pelo PDS em 1982, migrou para o PFL e ao deixar o cargo foi superintendente do Instituto de Administração Financeira da Previdência e Assistência Social (IAPAS). Eleito deputado estadual em 1990, afastou-se do mandato para ocupar a Secretaria de Segurança Pública no governo Freitas Neto,[nota 1] sendo reeleito deputado estadual em 1994 e figurado como primeiro suplente em 1998.[3][2] Após migrar para o PSDB elegeu-se prefeito de Luzilândia pela segunda vez em 2000,[4] mas renunciou em menos de dez meses para exercer o mandato parlamentar ante o regresso de Hugo Napoleão ao governo do Piauí sob veredicto do Tribunal Superior Eleitoral.[5][6][nota 2][nota 3]

Segundo suplente de deputado estadual em 2002, foi convocado quando Wilson Martins assumiu a Secretaria de Desenvolvimento Rural no primeiro governo Wellington Dias. Neste momento Ismar Marques estava filiado ao PSB sendo efetivado com a eleição de Martins para vice-governador.[nota 4] Eleito deputado estadual em 2006 e 2010, ficou numa suplência em 2014, mas foi convocado quando Zé Santana foi secretário de Assistência Social e Cidadania no terceiro governo Wellington Dias.[7] Sua última incursão política foi uma candidatura mal sucedida a deputado federal pelo MDB em 2018.[5]

Seu pai foi eleito prefeito de Luzilândia pela ARENA em 1970 e dentre os membros da família a exercer mandatos eletivos está a deputada estadual Janaína Marques, sobrinha e adversária política de Ismar Marques.

Notas

  1. Sete suplentes da coligação "Frente de Recuperação do Piauí" foram convocados à Assembleia Legislativa do Piauí durante o governo Freitas Neto, a começar pelo trio Marcelo Coelho, Ferreira Neto e Humberto Silveira, chamados em 1991, quando Moraes Souza, Ismar Marques e Barros Araújo ascenderam aos cargos de secretário de Indústria e Comércio, secretário de Segurança e secretário de Justiça. Eles foram efetivados no ano seguinte, com as posses de Barros Araújo e Sabino Paulo no Tribunal de Contas do Estado e a morte de Waldemar Macedo, resultando nas convocações de Juraci Leite e Homero Castelo Branco, estes mantidos nos mandatos em 1993, quando a primeira leva de deputados estaduais levados ao secretariado de Freitas Neto voltou ao Poder Legislativo, substituídos que foram pelas nomeações de Luciano Nunes para secretário de Justiça e César Melo para secretário de Articulação com os Municípios. Neste mesmo ano, a morte de Sebastião Leal efetivou Juraci Leite e resultou na convocação de Antônio Rufino. A última convocação de suplente aconteceu quando no primeiro trimestre de 1994, quando Carlos Luís assumiu o lugar de Wilson Brandão, nomeado secretário extraordinário de Programas Especiais. No governo Guilherme Melo, Luciano Nunes e Jesualdo Cavalcanti ascenderam ao Tribunal de Contas do Estado, efetivando-se Homero Castelo Branco e Antônio Rufino.
  2. Empossado em 1º de janeiro de 2001, Ismar Marques renunciou ao mandato em 27 de novembro daquele ano pelos motivos acima descritos e quem assumiu a prefeitura de Luzilândia foi seu irmão, José Aguiar Marques.
  3. Empossado governador por ordem do Tribunal Superior Eleitoral, Hugo Napoleão assumiu em 19 de novembro de 2001. No dia seguinte, nomeou seis deputados estaduais para a sua equipe: Fernando Monteiro secretário do Meio Ambiente e depois secretário de Programas Especiais, Homero Castelo Branco secretário do Trabalho e Ação Comunitária, Leal Júnior secretário de Governo, Paulo Henrique Paes Landim secretário de Saúde, Tadeu Maia secretário de Administração e Wilson Brandão secretário de Justiça. No lugar destes, assumiram os suplentes: Ismar Marques, Adolfo Nunes, Moisés Reis, Francisco Martins, Humberto Silveira e César Melo.
  4. Marden Menezes, primeiro suplente da coligação "O Piauí que o povo quer", foi efetivado em 2004 quando Gustavo Medeiros elegeu-se prefeito de União e quanto à Secretaria de Desenvolvimento Rural, esta é resultado da renomeação da Secretaria de Agricultura, a qual originou também a Secretaria do Agronegócio conforme a Lei Complementar Estadual n.º 28, de 9 de junho de 2003.

Referências

  1. a b SANTOS, José Lopes dos. Novo Tempo Chegou. Brasília: Senado Federal, 1983.
  2. a b BRASIL. Assembleia Legislativa do Piauí. «Biografia do deputado Ismar Marques». Consultado em 23 de janeiro de 2021 
  3. SANTOS, José Lopes dos. Política e Outros Temas. v. II. Teresina: Gráfica Mendes, 1991.
  4. BRASIL. Tribunal Regional Eleitoral do Piauí. «Eleições 1945 a 1992». Consultado em 23 de janeiro de 2024 
  5. a b «Banco de dados do Tribunal Superior Eleitoral». Consultado em 23 de janeiro de 2021 
  6. FREITAS, Vítor Eduardo Veras de Sandes. A lógica da formação de governos no Estado do Piauí de 1987 a 2007. Teresina, Universidade Federal do Piauí, 2010.
  7. Durvalino Leal (7 de março de 2017). «Ismar Marques assume mandato de deputado». alepi.pi.gov.br. Alepi. Consultado em 23 de janeiro de 2021