Barros Araújo

Barros Araújo
Barros Araújo
Deputado estadual pelo Piauí
Período1975-1992
Prefeito de Picos
Período31 de janeiro de 1971
31 de janeiro de 1973
Antecessor(a)Oscar Eulálio
Sucessor(a)José Nunes de Barros
Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Piauí
Período1992-2004
Dados pessoais
Nascimento3 de setembro de 1934
Picos, PI
Morte31 de março de 2015 (80 anos)
Teresina, PI
Alma materUniversidade Federal do Piauí
EsposaMaria dos Remédios Barros
PartidoUDN (primeira)
ARENA (1970-1979)
PDS (1980-1985)
PFL (1985-1992)
Profissãoadvogado, tabelião, professor, empresário

Antônio de Barros Araújo (Picos, 3 de setembro de 1934Teresina, 31 de março de 2015) foi um advogado, tabelião, professor, empresário e político brasileiro, outrora deputado estadual pelo Piauí.[1]

Dados biográficos

Filho de Joaquim Antônio de Araújo e Maria Alvina de Araújo. Tabelião público, professor da Escola Técnica de Comércio de Picos, professor e diretor do Colégio Estadual Marcos Parente e presidente do Centro Estudantil Picoense, além de advogado formado pela Universidade Federal do Piauí e proprietário da FM Cidade Modelo.[2][3] Originalmente filiado à UDN antes do Regime Militar de 1964, migrou para a ARENA quando decretaram o bipartidarismo.[4]

Eleito prefeito de Picos em 1970 e deputado estadual em 1974, foi derrotado por Severo Eulálio ao disputar a prefeitura de sua cidade natal em 1976.[5] Reeleito deputado estadual em 1978, optou pelo PDS após a volta do pluripartidarismo, renovando o mandato em 1982.[6][7][8][9] Criado o PFL, ingressou nessa legenda e foi reeleito deputado estadual em 1986 e 1990, não concluindo o seu último mandato, primeiro em razão de ter sido secretário de Justiça no governo Freitas Neto e depois conselheiro do Tribunal de Contas do Piauí.[10][11][12][13][nota 1]

Seu filho, Kennedy Barros (conselheiro do TCE/PI desde 2002) e seu irmão, Abel de Barros Araújo (eleito prefeito de Picos em 1982 e 1992) foram eleitos deputados estaduais.[14][nota 2] Faleceu na capital piauiense vítima de esclerose lateral amiotrófica e foi sepultado em Picos.[1]

Notas

  1. Sete suplentes da coligação "Frente de Recuperação do Piauí" foram convocados à Assembleia Legislativa do Piauí durante o governo Freitas Neto, a começar pelo trio Marcelo Coelho, Ferreira Neto e Humberto Silveira, chamados em 1991, quando Moraes Souza, Ismar Marques e Barros Araújo ascenderam aos cargos de secretário de Indústria e Comércio, secretário de Segurança e secretário de Justiça. Eles foram efetivados no ano seguinte, com as posses de Barros Araújo e Sabino Paulo no Tribunal de Contas do Estado e a morte de Waldemar Macedo, resultando nas convocações de Juraci Leite e Homero Castelo Branco, estes mantidos nos mandatos em 1993, quando a primeira leva de deputados estaduais levados ao secretariado de Freitas Neto voltou ao Poder Legislativo, substituídos que foram pelas nomeações de Luciano Nunes para secretário de Justiça e César Melo para secretário de Articulação com os Municípios. Neste mesmo ano, a morte de Sebastião Leal efetivou Juraci Leite e resultou na convocação de Antônio Rufino. A última convocação de suplente aconteceu quando no primeiro trimestre de 1994, quando Carlos Luís assumiu o lugar de Wilson Brandão, nomeado secretário extraordinário de Programas Especiais. No governo Guilherme Melo, Luciano Nunes e Jesualdo Cavalcanti ascenderam ao Tribunal de Contas do Estado, efetivando-se Homero Castelo Branco e Antônio Rufino.
  2. Kennedy Barros elegeu-se deputado estadual em 1994 e Abel de Barros Araújo em 1998.

Referências

  1. a b Redação (31 de março de 2015). «Morre ao 80 anos o ex-conselheiro do Piauí Antônio de Barros Araújo». g1.globo.com. G1 Piauí. Consultado em 14 de fevereiro de 2023 
  2. SANTOS, José Lopes dos. Novo Tempo Chegou. Brasília: Senado Federal, 1983.
  3. José Maria Barros (19 de maio de 2007). «Advogado Joaquim Cipriano assume direção da FM Cidade Modelo». portalfcs.com. Portal FCS. Consultado em 5 de maio de 2012 
  4. BRASIL. Presidência da República. «Ato Institucional Número Dois de 27/10/1965». Consultado em 14 de fevereiro de 2023 
  5. BRASIL. Tribunal Regional Eleitoral do Piauí. «Eleições Anteriores». Consultado em 14 de fevereiro de 2023 
  6. BRASIL. Presidência da República. «Lei n.º 6.767 de 20/12/1979». Consultado em 14 de fevereiro de 2023 
  7. BRASIL. Tribunal Superior Eleitoral. «Eleições de 1974». Consultado em 29 de janeiro de 2024 
  8. BRASIL. Tribunal Superior Eleitoral. «Eleições de 1978». Consultado em 29 de janeiro de 2024 
  9. BRASIL. Tribunal Superior Eleitoral. «Eleições de 1982». Consultado em 29 de janeiro de 2024 
  10. BRASIL. Tribunal Superior Eleitoral. «Eleições de 1986». Consultado em 29 de janeiro de 2024 
  11. BRASIL. Tribunal Superior Eleitoral. «Eleições de 1990». Consultado em 29 de janeiro de 2024 
  12. SANTOS, José Lopes dos. Política e Outros Temas. v. II. Teresina, Gráfica Mendes, 1991.
  13. FREITAS, Vítor Eduardo Veras de Sandes. A lógica da formação de governos no Estado do Piauí de 1987 a 2007. Teresina, Universidade Federal do Piauí, 2010.
  14. BRASIL. Tribunal Superior Eleitoral. «Repositório de Dados Eleitorais». Consultado em 14 de fevereiro de 2023